WHITESNAKE LANÇARÁ SHOW DE 1990 EM CD E DVD

30 03 2011

Fonte: Classic Rock

A banda de David Coverdale, o Whitesnake, lançará em CD (duplo) e DVD, no dia 3 junho, via “Frontiers Records”, a apresentação que o grupo fez no festival “Donington Monsters of Rock” em 1990, ano em que foi a atração principal do evento. 

O set list do DVD é:
1. Slip Of The Tongue
2. Slide It In
3. Judgement Day
4. Slow An Easy
5. Kitten’s Got Claws
6. Adagio For Strato
7. Flying Dutchman Boogie
8. Is This Love
9. Cheap An’ Nasty
10. Crying In The Rain (featuring Tommy Aldridge drum solo)
11. Fool For Your Loving
12. For The Love Of God
13. The Audience Is Listening
14. Here I Go Again
15. Bad Boys
16. Ain’t No Love In The Heart Of The City
17. Still Of The Night
18. Bonus: Documentário sobre a produção do álbum “Slip of the Tongue”, além de uma slideshow.

O CD terá o mesmo tracklist, mas será divido em dois discos.

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REVIEW DA SEMANA – 4ª EDIÇÃO

18 03 2011

Por: Gabriel Gonçalves

Banda: Whitesnake
Álbum: Forevermore (2011)

Clique aqui para baixar o CD.

No próximo dia 29 será lançado “Forevermore”, o mais novo álbum do Whitesnake; entretanto, graças à internet, pudemos conferir o lançamento do trabalho com antecedência, e agora você ficará sabendo o que David Coverdale e cia aprontaram.

O disco começa com “Steal Your Heart Away”, que possui ótimo riff de guitarra guiado pelo slide. A voz de Coverdale entra, e a canção toma um clima dos primeiros trabalhos da banda, mais puxado para um Hard Rock Blues, obviamente com toques mais modernos. É visível a solidez da parceria entre Coverdale e os guitarristas Reb Beach e Doug Aldrich, juntos desde 2002. Entretanto a cozinha formada pelo baixista Michael Devin e pelo baterista Brian Tichy não deixa a peteca cair.

A segunda faixa, intitulada “All Out of Luck”, começa com um riff espacial e progride para um Hard bem interessante – tem horas que a voz de Coverdale lembra a do saudoso Steve Lee do Gotthard (tá, eu sei que o Steve Lee era influenciado por Coverdale, mas nesta canção o mestre parece com o pupilo, e não o contrário). Mais uma vez há uma mescla entre o antigo e o novo som do Whitesnake, resultando em algo muito bom. Isto vai ser lugar comum em toda a resenha, mas não se pode deixar de destacar a qualidade de Coverdale, ainda cantando muito, e da dupla de guitarras. Em seguida vem o single “Love Wil Set You Free”, cujo videoclipe já vem rodando por aí há algum tempo.

“Love Will Set You Free” é um bom Hard, e após escutar todo o álbum fica claro que foi uma boa escolha como primeiro single, pois dá uma geral no que é o Whitesnake: Hardão com pezinho no Blues, riffs porrada, refrões grudentos e a palavra “love” no título das canções. Aliás, tenho um amigo que já decretou: “se você não sabe alguma letra do Whitesnake, canta uns “love” e manda uns “baby”, que você está na direção certa”. Brincadeiras à parte, esta é mais uma boa canção de “Forevermore”.

A quarta faixa é uma semi Power Ballad. “Easier Said Than Done” traz Coverdale cantando limpo, com aquele velho teclado fazendo o clima da música, enquanto as guitarras fazem umas melodias dobradas. Como declarou o próprio Coverdale, o Whitesnake não é Whitesnake sem baladas, e esta aqui é bem legal. Nada de novo, mas é assim que a gente gosta! O peso volta com “Tell Me How”, mais um Hard de levantar defunto. O refrão é bem legal, com um backing vocal bem sacado (ao vivo deverá ficar do sensacional!). Excelentes solos também marcam presença nesta faixa, e Coverdale destrói com os argumentos de qualquer detrator de sua voz.

“I Need You (Shine a Light)”, a canção seguinte, possui um riff de introdução maravilhoso – algo meio Stones sob efeito de anabolizantes. A canção é um Hardão daqueles das antigas, da fase pré “Slide It In”. O refrão é muito bem sacado e gruda instantaneamente na cabeça. Esta música se tornou minha preferida no álbum. A próxima é uma balada até diferente das que o Whitesnake costuma fazer. “One of These Days” é baseada em progressões de acordes no violão, enquanto a bateria acompanha num ritmo bem retão e as guitarras fazem algumas intervenções aqui e ali. O trabalho de backing vocal mais uma vez é bem legal, chegando até a lembrar algumas bandas Pop dos anos 60, como Marmalade e similares. É uma canção boa de se escutar relaxando num domingo (gostei desta novidade num disco do Whitesnake)…

Mais um riff muito legal abre a faixa seguinte, “Love and Treat Me Right”. Voltamos com força àquele mix do “old and new Whitesnake”, desta vez pendendo um pouco mais para a fase recente. Não há muito que falar sobre esta faixa, a não ser que é mais uma a engrandecer o álbum. Seguindo em frente com “Dogs in The Street”, esta sim bem anos 80. Uma das mais velozes do CD inteiro, conta com as melodias bem sacadas de Coverdale, excelentes solos e um grande trabalho de bateria. A próxima é “Fare Thee Well”, mais uma balada. Ela começa com uns riffs no violão e ótima melodia de Coverdale, depois entra a bateria e a canção decola numa espécie de Country Rock Ballad. As melodias de guitarra dobrada caem como uma luva na música – a expressão aqui é “bom gosto”. Das três baladas, em minha opinião esta é a mais interessante.

Vamos chegando à parte final do álbum com “Whipping Boy Blues”, que começa com um riff bluesy – como era se esperar – enquanto Coverdale canta usando um efeito para distorcer a voz um pouco. Depois a canção vira um Hard bem pesado, e eu cheguei a sentir um clima de “Stormbringer”, mas pode ter sido impressão. A penúltima faixa da bolacha se chama “My Evil Way”, e começa com Brian Tichy espancando a pobre da bateria. A velocidade chega, e a canção se mostra um ótimo Hard – naquele mesmo esquema mezzo anos 70, mezzo anos 80 – com mais mudanças de dinâmicas do que normalmente ocorrem em músicas do Whitesnake. Talvez por ciúmes do solo de bateria na introdução, os guitarristas descem suas respectivas mãos nos solos, o que melhora ainda mais a faixa. Para concluir o disco, a canção que dá nome ao trabalho. “Forevermore” é a maior música do CD, com quase 7 minutos e meio, e começa uma balada, com dedilhado no violão e teclado sustentando o clima, enquanto Coverdale canta como sempre. Depois que atinge os três minutos e 10 segundos, a música vira um Hardão com andamento a la “Kashmir” do Zeppelin, e aí vêm os solos de guitarra que, para usar um termo técnico, arregaçam! Ela não chega a ser uma balada, mas passa perto. “Forevermore” fecha o disco muito bem, após 1h04 (aproximadamente) de audição.

Vamos ao checklist de um bom álbum do Whitesnake: trabalho de guitarras irrepreensível, checado; vocal potente e cheio de feeling, checado; baladas, checado; Hardão com pitadas de Blues, checado; “love’s” e “baby’s” a torto e a direito, checado. Veja bem, “Forevermore” não irá mudar o mundo, mas dane-se – eu fico muito feliz com um disco que apenas torne melhor este mundo que já existe.

Longa vida ao Whitesnake!

PS: Alguém mais percebeu que na capa há três cabeças de cobra, mas quatro caudas? Se levarmos em conta que a cobra de baixo está com mais uma cauda na boca, somam-se cinco caudas – que loucura…





LANÇADO CLIPE DE NOVA MÚSICA DO WHITESNAKE

14 02 2011

Fonte: Blabbermouth

O novo videoclipe do Whitesnake, “Love Will Set You Free”, foi dirigido por Devin DeHaven e filmado em Lake Tahoe, Nevada – onde o frontman da banda, David Coverdale, possui uma casa.

“Love Will Set You Free” é o primeiro single do novo álbum do Whitesnake, intitulado “Forevermore”, que será lançado em 29 de março na América do Norte (25 de março na Europa) pela “Frontiers Records”. O décimo primeiro disco de estúdio da banda foi gravado, produzido e mixado por Coverdale, pelo guitarrista Doug Aldrich e por Michael McIntire no “Snakebyte Studios” e no “Grumblenott Studios & Villas”, em Lake Tahoe, com trabalhos adicionais realizados nos estúdios “Casa Dala”, Califórnia.

Confira abaixo o clipe para “Love Will Set You Free”:





REVELADOS TÍTULO E CAPA DO NOVO ÁLBUM DO WHITESNAKE

22 12 2010

Fonte: Blabbermouth

A lendária banda escolheu “Forevermore” como título de seu novo álbum, que provavelmente sairá no fim de 2011, via “Frontiers Records”. Confira abaixo a capa do disco:

Sobre o título do CD, o chefe do Whitesnake, David Coverdale, declarou: “Não esqueçam, é apenas UMA palavra. De outra forma, soa como um cartão brega de Dia dos Namorados, o que ele não é”!

De acordo com o press-release do álbum, o sucessor do “Good To Be Bad”, lançado em 2008, será uma “sólida e natural evolução do ultimo disco, que foi premiado pela revista “Classic Rock” como o “álbum do ano” em 2008. “Como sempre, queremos o levar para o próximo nível”, disse Coverdale. “Eu acho que com o ultimo disco, nós conseguimos um forte coquetel do Whitesnake, que abraçou e misturou confortavelmente todos os aspectos e estilos musicais anteriores da banda, enquanto levou nossa identidade um pouco além… Tudo num só álbum”.

“As novas canções estão no familiar e reconhecido território do Whitesnake, com relação ao feeling, clima Blues, Power Rocks melódicos e com um par de baladas para temperar”, disse o cantor. “Não pode ser Whitesake sem as baladas, cara”!





FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS! PARTE V

6 06 2010

Mês novo, aniversariantes novos! Junho chegou e trouxe uma nova leva de rockstars que logo estarão soprando as velinhas em algum canto do mundo. O triste nisso tudo é saber que os nossos ídolos estão envelhecendo sem que nenhum novo artista os substitua. A prematura morte de Ronnie James Dio foi um balde de água gelada da realidade na fantasia de milhões de fãs por aí.

Bom, acho que o melhor, então, é aproveitar enquanto eles estão por aí e celebrar a importância destes caras nas nossas vidas. Aproveite o feriadão e comemore também os aniversários dos mestres do Rock n’ Roll! Vamos aos aniversariantes da semana:
 
Steve Vai: 6 de junho de 1960
Jon Lord (Deep Purple): 9 de junho de 1941
Reg Presley (The Troggs): 12 de junho de 1941
Bun E. Carlos (Cheap Trick): 12 de junho de 1951

A vontade era fazer uma biografia para cada um dos aniversariantes acima, mas para evitar ciúmes dos outros que não foram contemplados anteriormente, teremos que escolher um. O grande vencedor tem sobrenome real: Reg Presley, vocalista do The Troggs!

Reg Presley, nasceu Reginald Maurice Ball em Hampshire, Inglaterra, no dia 12 de junho de 1941. Reg conheceu a fama com a banda The Troggs, dona de hits, como “Wild Thing”, “With a Girl Like You” e “Love is All Around”.

O The Troggs foi formado em 1964, e um ano depois assinou um contrato com o empresário do The Kinks, Larry Page. Com o sucesso do single “Wild Thing”, os Troggs levaram seu “Garage Rock” para milhões de fãs ao redor do mundo. Sua música crua, baseada em riffs e com letras bem insinuantes influenciou muitas bandas, como MC5, Iggy Pop, Ramones, dentre outros.

A banda lançou álbuns até 1992, quando o baterista original, Ronnie Bond, morreu, entretanto os Troggs ainda se reuniram algumas vezes para shows.

Em 1994 a banda pop Wet Wet Wet regravou “Love is All Around” e conseguiu ficar no topo das paradas britânicas por 15 semanas. Mais recentemente, o filme “Simplesmente Amor” usou a canção em seu enredo, substituindo a palavra “love” por “christmas” na letra da música.

A partir de 1990, Reg passou a se interessar profundamente por atividades paranormais, especialmente os grandes círculos que apareceram em plantações e que, especulam alguns, são resultados de atividades extraterrenas. Com os royalties da regravação do Wet Wet Wet, o cantor financiou suas pesquisas sobre o assunto, e publicou suas descobertas no livro “Wild Things They Don’t Tell Us”, lançado em 2002.

Por hoje é só, mas semana que vem tem mais astros do Rock n’ Roll dando as caras aqui no IMPRENSA ROCKER para receberem as congratulações.





WHITESNAKE: DVD LIVE IN JAPAN

24 05 2010

Com o advento da tecnologia digital, que barateia e muito os custos de um lançamento áudio-visual, o mercado foi inundado por dvd’s musicais de origem duvidosa e muitas vezes de conteúdo inexpressivo. Tais produtos servem apenas para arrancar dinheiro dos fiéis fãs, que estão sempre em busca de material de seus artistas preferidos.

Na maioria das vezes tais dvd’s são frutos de acordos de licenciamentos estranhos entre emissoras de TV que filmaram concertos há muito tempo, e que alguns anos depois vendem ou alugam os direitos sobre o filme para alguma gravadora/ editora/distribuidora, quase sempre sem autorização e até conhecimento do artista em questão.

O caso é tão escancarado, que na impressão deste dvd vem escrito: “licenciado por Masterplan para Wet Music Ltda – Distribuído por Sky Blue Music Comércio de cd’s Ltda”, e nos websites das empresas em questão não se encontra nenhuma informação sobre o lançamento. Com certeza não divulgam nada em seus sítios, porque têm medo de alguma coisa.

Resumo da história: temos um produto com péssimo acabamento nas lojas do país, sendo seu único objetivo angariar uns trocados na praça. Isto é uma verdade tão óbvia que o preço que se cobra por tal produto é de 15 reais, ou seja, o cara sabe que tem um DVD meia boca, já que um item áudio-visual do Whitesnake – como é o caso aqui – teria um valor muito maior se fosse um licenciamento da gravadora da banda.

Toda esta introdução foi para deixar claro que o que temos aqui é uma espécie de bootleg de luxo: um dvd que não é pirata nem oficial.

O produto – segundo a capa foi lançado em 2009, mas que só apareceu no mercado agora – traz um show do Whitesnake na cidade de Tóquio, Japão, gravado entre os dias 11 e 12 de agosto de 1984. Para uma melhor organização do texto, vamos dividir este review em duas partes: pontos fortes e pontos fracos.

PONTOS FORTES:

A banda foi capturada em uma de suas melhores fases, durante a tour de divulgação do álbum Slide it In, sendo esta a mesma formação que pisou em território brasileiro na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Liderada pelo todo-poderoso David Coverdale, o line up do Whitesnake trazia um time de estrelas: Neil Murray no baixo, John Sykes na guitarra, o imortal Cozy Powell na bateria e Richard Balley nos teclados.

Fora o talento individual de cada integrante, o conjunto estava afiadíssimo, como se pode constatar na canção Slow an’ Easy e em várias outras faixas. Ver Cozy Powell tocando é um privilégio até quando se trata de um DVD, e John Sykes estava tocando muito, variando solos rápidos e precisos com outros mais lentos e cheios de feeling. Coverdale está o mesmo de sempre, com uma presença de palco magnífica e uma garganta privilegiada.

O repertório, apesar de um pouco curto – 11 faixas sendo um solo de guitarra e um de bateria – foi bem escolhido, misturando algumas músicas do Slide it In – Gambler, Guilty of Love, Love Ain’t No Stranger e Slow an’ Easy – com sucessos anteriores. O obrigatório solo de guitarra de John Sykes é muito bom e dura o tempo certo para que o telespectador se divirta sem ficar entediado, enquanto o solo de bateria, apesar de muito bom, já demora mais que o recomendado, entretanto como é Cozy Powell tocando, ainda é muito bom.

PONTOS FRACOS:

O constrangimento já começa pela capa, que traz uma foto de um show do Whitesnake com a formação de 2006, que gravou o DVD ao vivo Live… In The Still of The Night. A produtora não se deu o trabalho nem de arranjar uma foto da formação da época do show em questão.

Visualmente falando, a fita não recebeu nenhum tipo de tratamento para melhorar a imagem, simplesmente a digitalizaram e masterizaram no dvd. O mesmo aconteceu com o áudio, cuja única opção disponível é a PCM 2.0, ou seja, nem se anime que você não vai conseguir tirar tudo que seu home theater consegue. A imagem não é ruim, pelo contrário, é até boa para uma fita que devia estar num armário desde 1984, mas com os recursos atuais se espera muito mais de um produto deste tipo.

Agora vem a campeã: sabe-se lá o motivo, mas os sacripantas que editaram o show tiveram a audácia de mutilar a faixa de abertura, Gambler. A música segue normal até o solo do John Sykes, que foi cirurgicamente removido, indo a música direto para a próxima estrofe. Quando você já está amaldiçoando até a oitava geração futura dos (in)responsáveis por isto, a música simplesmente é cortada novamente e começa Guilty of Love, a segunda do show.

Isto aqui é um absurdo! Poderia até gerar algum problema jurídico, já que na capa não há nada informando o consumidor que a primeira faixa do dvd está pela metade. Minha suspeita é de que nesta música a fita estava meio embolada (quem é do tempo das fitas VHS, k7, etc, sabe que começo de fita é sempre crítico), e os caras ao invés de gastarem uma grana restaurando a faixa, simplesmente a mutilaram. Vergonha total!

CONCLUSÃO:

O produto é indicado para os fãs hardcore que querem ter tudo que sai sobre a banda e que não admitem ter um dvd-r na estante, pois na net pode ser encontrado esse show completo, sem a mutilação.

O show em si é muito bom! O Whitesnake estava voando na época, gravando hits atrás de hits e com uma banda absurda de boa. O jeito é esperar que David Coverdale consiga os direitos sobre esta fita e a lance da forma que deve ser feita. Por um produto com ótimo acabamento garanto que nenhum fã se importaria em pagar mais caro. Fica a lição para estes “fenícios” da arte.