“O QUE ROBERT PLANT ESTÁ FAZENDO?”, PERGUNTA ALICE COOPER

28 01 2011

Fonte: Examiner

O website “Examiner” bateu um papo com o lendário Alice Cooper, que falou sobre a produção do “Welcome to my Nightmare – Part 2”, Led Zeppelin, boxe e muito mais.

Confira a matéria completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Alice Cooper parou um momento para refletir, durante seu jogo de golf, na última quinta, no torneio “52º Annual Bob Hope Classic”.

E o que ele fez após isto?

Uma noite, bem antes da fama e fortuna chegarem, ele e sua banda estavam tocando uma série de duas noites no “Whiskey a Go Go”, em Hollywood. Eles dividiram o palco com outras duas bandas desconhecidas: Led Zeppelin e Pink Floyd.

E assim vai a história de Alice Cooper, o novo indicado para o “Rock n’ Roll Hall of Fame, ávido jogador de golf, fã de boxe e DJ de um programa independente, que se tornou um dos preferidos em Palm Springs.

“Naquele tempo éramos todos músicos famintos, tentando conseguir um show”, relembra Cooper. “Com o dinheiro que ganhávamos, nós comprávamos comida”.

Cooper, que fez 63 anos na última sexta, disse que o programa “Nights With Alice Cooper” lhe dá a oportunidade de tocar “músicas perdidas”.

“Há tantas ótimas músicas perdidas”, diz Cooper. “Ouça ao rádio hoje em dia; eles estão tocando as mesmas canções dos anos 60. Se você gosta do Led Zeppelin, você irá adorar os Yardbirds. Não há Led Zepplein sem os Yardbirds. Gosto de educar as pessoas com relação ao fato de que há uma ótima música que se perdeu nos anos 60 e 70”.

Cooper chegou ao torneio de golf após uma ocupada temporada no estúdio. Ele está trabalhando no “Welcome to my Nightmare – Part 2”.

“Nós temos o produtor original e três dos caras originais na banda”, diz Cooper. “Muita coisa está voltando para o original, mas o processo de composição é muito mais moderno”.

Cooper ficou perplexo quando soube que Robert Plant confessou que ele pode estar velho demais para tocar as canções do Led Zeppelin.

“Eu subo no palco e digo ‘aumente isso aí’”, disse Cooper. “Nunca me canso de tocar minhas canções”.

O músico ecoa o sentimento dos fãs do Zeppelin.

“Eles estão esperando”, falou Cooper. “O que é tão difícil? Jimmy Page quer fazer, John Paul Jones quer fazer, e eles têm o filho de Bonham, que é um baterista matador. Tudo que eles precisam é de Robert Plant. Mas o que Robert Plant está fazendo? Tocando música Folk! O que ele está fazendo”?

Cooper fez questão de conversar com Sugar Ray Leonard, que estava fazendo sua estréia no torneio de golf.

“Nós falamos sobre a luta com Duran (Nota do Tradutor: uma das lutas de boxe mais famosas da história, Sugar Ray Leonard X Roberto Dúran, na qual Leonard perdeu o título mundial). “Ele me contou que olhou para o outro lado do ringue e viu aquele pitbull lhe fitando, como se fosse comê-lo”.

O “Brawl in Montreal” (N.T.: Brawl in Montreal, em português, fica algo como Briga em Montreal. Foi como a luta ficou conhecida) foi o ponto mais alto da carreira de Dúran.

“O lance de Ray é que ela era rápido e difícil de ser acertado”, diz Cooper. Mas Ray disse que ele era rápido e que batia mais forte do que qualquer um no planeta. Ele batia como um peso-pesado. Quando ele te pegava, machucava”.

De acordo com Cooper, a luta ensinou a Leonard a respeito do lado mental do esporte.

“Ele disse que a luta estava for a dele após o primeiro round”, falou o músico. “Ele disse que ele percebeu que não estava preparado para aquele cara. Na luta seguinte ele lutou de forma diferente”.

Cooper disse que a única luta que ele quer ver é Mayweather X Pacquiao.

“Acho que talvez Mayweather esteja evitando Pacquiao”, diz Cooper. “Não o culpo. Acho que Pacquiao é incrível. Ele derrubou todo mundo”.

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ROBERT PLANT NOMEADO PARA CONCORRER AO “BRIT AWARD”

14 01 2011

Fonte: Blabbermouth

O lendário frontman do Led Zeppelin, Robert Plant, foi nomeado para concorrer na categoria “Artista Solo Britânico do Sexo Masculino” no “Brit Award” (o evento britânico equivalente ao “Grammy”) deste ano. Os vencedores serão anunciados na “O2 Arena”, em Londres, no dia 15 de fevereiro. 

“Band of Joy”, o novo álbum de Plant, vendeu 49 mil cópias nos Estados Unidos na semana de seu lançamento, estreando em 5º no top 200 da “Billboard”.

Primeiro lançamento de Plant desde o álbum de Bluegrass “Raising Sand”, que recebeu seis “Grammy” e foi feito em parceria com Alison Krauss, “Band of Joy” conta com a ajuda de músicos norte-americanos, que também estão tocando com Plant na atual turnê.

A formação da banda conta com, além de Plant, Patty Griffin nos vocais, Darrel Scott em diversos instrumentos e vocal, Byron House no baixo e vocal, Marco Giovino na bateria, percussão e vocal, e Buddy Miller na guitarra e vocal.





ROBERT PLANT: “EU QUASE DEIXEI O ZEPPELIN EM 1977”

1 11 2010

Fonte: Classic Rock

Em entrevista para a BBC, o lendário vocalista Robert Plant revelou que a morte de Karac, seu filho de cinco anos, quase o fez deixar a banda para ser professor.

“Todos nós estávamos pensando sobre o que aconteceria depois, porque a ilusão havia chegado ao fim. Eu já havia perdido meu menino, e então você pensa, ‘eu realmente tenho que decidir o que fazer’. Me candidatei a professor do sistema de educação criado por Rudolf Steiner e fui aceito para fazer o curso de treinamento para professores em 1978. Eu realmente estava decidido a ir embora”.

Foi John Bonham quem convenceu Plant, o persuadindo a ficar na banda. Isto tornou a morte do baterista em 1980 um momento particularmente difícil para o frontman.

“John havia sido um incrível apoio para mim, então perdê-lo pôs fim a qualquer resquício de ingenuidade. Era muito evidente que minha última conexão havia sido cortada. Em se tratando de assuntos do coração e união, tudo havia ido embora”.





ROBERT PLANT: “RECEPTIVIDADE NUNCA FOI A MAIOR PREOCUPAÇÃO DO ZEPPELIN”

1 10 2010

Fonte: The A.V. Club website

O lendário vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, concedeu uma extensa entrevista ao website “The A.V. Club”, no qual falou sobre Zeppelin, seus diversos projetos e  muito mais.

Confira a entrevista na íntegra, em português, com exclusividade no Imprensa Rocker! 

Em seu novo álbum, “Band of Joy”, Robert Plant faz covers de Richard Thompsom, Los Lobos e alguns pares de canções baixas – não é o que você esperaria do homem que foi o frontman de um dos titãs do Classic Rock, Led Zeppelin. Novamente, este é um novo Robert Plant: ele está em paz com a direção de sua carreira, em anos recentes, apontando repetidamente para Nashville. Para o sucessor de “Raising Sand” – seu álbum que ganhou disco de platina e papou diversos Grammy, em colaboração com a lenda do Bluegrass, Alison Krauss e com o produtor T Boné Burnett – Plant convidou Buddy Miller a ajudá-lo a montar uma banda. Miller chamou notáveis companheiros da cidade da música (Nota do tradutor: apelido da cidade de Nashville), Patty Griffin (vocal e guitarra) e Darrel Scott (vocal e multi-instrumentista), formando o núcleo da formação do que parece ser uma verdadeira banda da alegria da Americana (NT: gênero musical que é uma junção de vários ritmos de raiz dos Estados Unidos, como Folk, Blues, Country, Rock n’ Roll e Rhythm n’ Blues).

Plant esteve no “The A.V. Club” em Tampa, Flórida, um dia antes do 11º show do seu novo grupo. Ele explicou a razão de ter desenterrado o nome da Band of Joy, sua banda pré-Zeppelin, riu da possibilidade de poder ser coroado como o rei de um novo gênero, e discutiu a possibilidade do led Zeppelin tocar novamente.

Quais são suas primeiras memórias do Band of Joy original? Você se lembra em qual ano ela nasceu? Há informações conflitantes, que dizem que foi em 1965, 1966, 1967 e 1968.
Começou entre o fim de 66 e início de 67. Houveram algumas bandas antes, mas a Band of Joy que me inspirou a reviver o título foi em 67 com John Bonham. Paul Lockey tocava baixo, e mais tarde foi tocar no The Foudations. Kevyn Gammond tocava guitarra e estava nua banda Country Rock chamada Bronco. Nós provavelmente passamos um ano com fome e pensando, suponho, que éramos parte Jefferson Airplane e parte Howlin’ Wolf. E sem sucesso nenhum, tínhamos dois ou três lugares onde as pessoas podiam nos ver. E nós éramos muito bons, sabe? Era uma grande banda, e com muitas passagens musicais estendidas e muito improviso, que mudava a cada noite, qu era o que rolava na época. Nós éramos uma espécie de primo de segundo grau britânico do que estava acontecendo na Bay area, suponho. Eu acho que se estivéssemos a 5 mil milhas a oeste de onde estávamos, teríamos conseguido a atenção de muito mais gente.

Você deu carta branca para Buddy Miler escolher os outros músicos nesta encarnação da banda?
Ele falava comigo. Sou britânico – ostensivamente britânico – mas não sei aonde realmente pertenço, sabe? Eu pertenço à Inlgaterra, porque já viajei sob várias bandeiras, mas eu amo o ambiente daqui, meus amigos, a espécie de mundo maluco que tenho ao meu redor. Mas parece que sinto muito mais atraído pelas memórias e conhecimento das pessoas que conheci no Tennessee. Eles se alimentam do meu nonsense e do conhecimento que tenho do mundo, e nós trocamos histórias de como conhecemos os artistas que nos impressionaram. Com Buddy e eu há uma linha de corte na nossa compreensão mútua sobre a música e eu não posso ir muito longe – no sentido de onde o Rock n’ Roll se tornou Country ou onde o Country sempre foi Country. Então eu posso pegar Clarence Ashley e aquela coisa que vinha das montanhas, que era tão negro quanto era branco e quanto era cinza, sabe? Posso ouvir todas aquelas canções que em um minuto estavam em festas de escravos com Leadbelly, e no minuto seguinte em festas e gala dos brancos. Eu penso em tudo isso. Mas a contemporização real som de Nashville, todo aquele grande material que veio dos estúdios da RCA e todos aqueles personagens e músicos, apenas tenho um pouco do conhecimento disto.

Mas se você vai entrar nos “porquês” e “onde” da música contemporânea na Inglaterra quando eu estava crescendo, qualquer luz que você tenha vem do Mississipi e de Chicago. Não eram muitas as pessoas que gostavam do trabalho de Jerry Ragovoy na Filadélfia, ou até, em certo grau, do que Alan Toussant fazia na Lousiana. Havia uma rede de estações de rádio na Europa chamada AFN, “American Forces Network”, o que para mim, ainda garoto, foi uma grande revelação. Às vezes o rádio embaixo do meu travesseiro em 1965 soava como a “1460 AM” de Nashville de hoje em dia, onde você tem Howlin’ Wolf e Robert Johnson temperados com Kool na The Gang. Fantástico.

Com o sucesso do “Raising Sand” e o que parece ser um positivo burburinho sobre o novo álbum, você poderia se tornar o improvável rei da “Americana”.
(risos) Isto é tão impossível quanto… É uma boa piada.

Bem, “Raising Sand” foi um disco de platina e você não tem muita música desta esfera que venda tantas cópias e deixe uma impressão tão boa.
É um argumento justo. Com a pequena quantidade de boa música de hoje, há uma espécie de área sacrossanta, quase sagrada, onde o público e o músico se tornam um neste segredo guardado. Isto é uma merda, absolutamente merda. A música é para cada pessoa que anda no planeta. No final, se ela te pega, te pega. Então acho que terminologias são irrelevantes. O que acho que aconteceu foi que Alison e eu fizemos grandes gravações com um produtor que estava no auge, e algumas ótimas pessoas estavam tocando junto. E as canções foram muito bem escolhidas. Eu quis trazer algumas músicas obscuras que pensei que nunca iria poder fazer com nenhuma outra pessoa. Mas eu acho que a grande coisa é que a uma promessa e cada vez mais casamentos entre artistas sob uma bandeira como esta. Então, não sei onde a Band of Horses se encaixa ou a The Low Anthem. A The Low Anthem tem que ser parte disto. Eles deveriam estar tocando no “The Ryman” em Nashville. Quero dizer, é uma música fantástica. Deveria ir além dos banjos e rabecas. Deveria ser tudo que seja bonito e que não está atrás de ser a bola da vez para o Rock da geração pós Aerosmith.

Não posso evitar de pensar em que quando você ganhou alguns prêmios de Americana em Nashville, haviam alguns puristas na platéia desconfortáveis com o cara inglês no palco.
Você está absolutamente certo. Alison costumava rir para mim e dizer, “nunca voltarei a trabalhar”. E eu disse a Buddy: “Olhe, se isto for demais, vocês têm que cair fora”. É contar estórias. Canções são estórias, a elas podem ser contadas em outro país de uma outra forma. Minha sensibilidade e meu amor pela música não tem fronteiras. Posso reverenciar se é o que se precisa. E não deveria precisar. Isto é sobre cantar a canção.

Parece que, pelo menos com os dois últimos álbuns, você está seguindo nesta direção.
Há uma infinidade de músicas fantásticas que possuem grande integridade e que não seguem uma base Blues uma progressão de acordes do Rock n’ Roll ou nada do tipo. É fantástico cantar músicas que possuem um curso menos óbvio, estruturalmente.

Você já pensou no que virá a seguir? Haverá um outro álbum com Alison?
Não faço idéia. Eu vejo Alison regularmente. Eu saio com ela em Nashville quando estou por lá trabalhando com Buddy e Patty, mas ela é ocupada. Eu sei que ele se divertiu, porque ela estava detonando. Ela estava cantando no máximo de tudo que poderia fazer. Ela se libertou de uma forma diferente; ela é uma ótima amiga, mas acho que ela tem que voltar.
 
Voltar para o material solo dela?
Sim, eu acho que ela já ficou fora por tempo suficiente. O que eu faria depois? Não tenho idéia. A sugestão de Patty é tentar escrever material novo, e eu realmente gosto desta idéia. Cantar com ela é muito legal. É um lance tão diferente, a combinação das nossas vozes. E Buddy é meio que o capitão do navio, de certo modo. Sua integridade e o modo como franze as sobrancelhas. Se vou um pouco longe demais na “britânização”, ele recoloca tudo numa linha que não irá ofender nem mesmo o mais conservador cidadão de Nashville.

Parece que este pode muito bem ser o começo de uma nova fase para você. Quando você começou o “Raising Sand”, você imaginava que teria a metade do sucesso que obteve?
Há um grande grupo de pessoas da minha idade que está sedento por música que faça sentido para eles. E há cada vez menos acesso para isto. Então se algo é forte e consegue penetrar nos olhos do público, ou nos ouvidos do púbico, cochichar em seu ouvido, isto re-invoca a esperança nas pessoas da minha idade, porque há muito pouco acesso.

Não foi como se você estivesse saído de lá, pensando que foia apenas mais um trabalho.
Oh Não, não, não. Porque me ofereceram duas canções incríveis para cantar e que eu nunca havia escutado. E eu não sabia se conseguiria; mas eu consegui e muito bem. Não podia acreditar que saí de “The Lemon Song” para aquilo.

Suponho que você não fica sentado ponderando sobre seu legado.
Eu ocasionalmente posso tomar um pouco de gin com tônica e me sentir bem comigo mesmo, assim como qualquer outra pessoa. Se você faz um gol num jogo de futebol importante, você se sente bem. Mas inicialmente fomos enterrados vivos pela mídia daqui; eu acho que “Rolling Stone” tinha alguma coisa contra qualquer coisa britânica. Não sei se o motivo disto foi o fato de Freddie and The Dreamers ter meio que queimado os ingleses anteriormente. Mas não importa. Não me lembro muito disto. Eu fiz um show ontem a noite, chame um amigo e perguntei, “eu já toquei aqui antes”?

Em Mobile?
Sim. Então descobri que já havia tocado, então disse para o público, “é ótimo estar de volta. Preciso me desculpar, pois tentei voltar para cá algumas vezes, mas tem algo de errado com o navegador do carro. Já fazem 37 anos desde que estive aqui”. É como ir a um confessionário, sabe? Em 1971 eu toquei na Islândia e voltei lá com Strange Sensation há cinco anos. E a Islândia é um lugar pequeno, não muito populoso, então só há um lugar ara tocar. Se você toca no verão, é claro, nunca fica escuro. Eu estava andando pela rua e caras da minha idade apareciam e diziam, “eu estive lá”. E eu ficava, “é o quê”? Eu conheci o primeiro ministro de lá, e ele me disse, “eu estive lá”. E eu perguntei, “lá aonde”? Ele falou, “eu era estudante quando você tocou aqui, e ajudei com o equipamento”. Então eu pensei, “merda, aqui estou eu de novo. No mesmo lugar”.

Você mencionou muitas novas bandas durante nossa conversa – Arcade Fire e The Low Anthem – e parece que você se mantém atualizado. Você gosta sites de redes sociais? O Twitter significa algo para você?
Nada. Nem toco nisto.

Mas você sabe o que elas são?
Sim, eu sei o que são. Eu ainda uso uma pena como caneta. Quero dizer, a roda ainda é usada. A idéia de discutir o lançamento de um disco e jogar isto num lugar no qual fará sentido…

Em 140 caractéres.
Exatamente. Então eu pego o telefone e dou uma resposta e desenvolvo esta resposta através do tom da minha voz, das afirmações. Desta forma, não preciso me preocupar com documentações. Só preciso me preocupar com a causa e o efeito, naquele momento. Não há nada que eu possa fazer. Meus amigos têm websites. Justin Adams, que é como meu irmão e esteve comigo no Strange Sensation, tem um projeto. Eu vou no seu website e vejo o que ele está fazendo.

Então você não tem o desejo de falar para as massas de nenhuma forma que não seja, obviamente, pela música?
Absolutamente não. Eu deixo isto para o Pete Townshend, eu acho. Um blog diário me detonaria completamente.

Há uma frase sua sobre o Led Zeppelin numa velha edição da “Rolling Stone” que gostaria de ler para você. Você tinha 26 anos na época. Era 1975, e você disse: “Eu não vejo sentido em envelhecer”. Eu gostaria de saber, agora que você está aqui, olhando para isto, como você se sente sobre envelhecer?
Eu acho que ele estava certo mas, realmente, é mais sobre o espírito do que sobre o tempo. Quero dizer, nada disso vem acidentalmente. Eu passei muito tempo enrolado num carpete, como Mezz Mezzrow (N.T.: Saxofonista e clarinetista norte-americano, famoso por ser uma pessoa bem extrovertida) numa espécie de de outro mundo para ser do jeito que sou. Se eu não fizesse o que faço, não seria tão jovem quanto sou. Eu me forço. Eu celebro o que posso fazer. Não vejo o sentido de envelhecer. Quero dizer, eu vou morrer. Tudo bem. Mas até chegar lá, tenho que estar detonando. Sou um cavalo astuto…

Você realmente acredita nisso?
Eu canto, não é? Não estou salvando vidas. Não estou cavando trincheiras para sistemas de irrigação, então o que estou fazendo? Estou cantando, e devo permanecer calmo e alegre ao longo de tudo, e trabalhar duro, e não subestimar isto. É ótimo ter este talento. Se permanecesse na mesma zona por muito tempo, provavelmente o perderia. Mas isto é novo. Todos a bordo desta coisa agora estão no auge da juventude, em se tratando da quantidade de tempo no qual fazemos o que fazemos, seja lá quanto ainda irá durar. Eu adoraria, mais tarde neste ano, ou no próximo ano, fazer outro álbum com Buddy, porque eu realmente gosto de como ele e eu pegamos uma música e a tornamos nossa. Eu até pegar uma música que ainda não nasceu. De qualquer jeito, seja lá o que eu fizer no futuro, será deste lado do Atlântico. Neste país. Nas mentes, nas memórias e nas referências enciclopédicas que estão nas 86 mil músicas do laptop de Buddy.

Voltando ao Led Zeppelin, você estão pensando em tocar novamente?
Eu acho que provavelmente estamos pensando em conversar.

O show de 2007 foi muito bem recebido.
Bem, receptividade não foi nossa grande preocupação, nunca.

Como você o recebeu?
Eu fui distraído pelo medo e por memórias, além de enormes reflexões sobre minha mortalidade, como, “será que posso fazer isto? É melhor deixar isto como era? Mas tivemos que fazer. Tinhamos que dizer adeus a Ahmet (N.T.: Ahmet Ertgun, fundador da Atlantic Records – gravadora do Zeppelin) e colocar várias coisas que estavam espalhadas pelo chão de volta na caixa vou um grande jeito de nos despedirmos.
 
Tocar aquelas canções com aquelas pessoas te faz sentir, positivamente, um pouco mortal demais?
Não, apenas… Eu estive lá. É ótimo, mas eu estive lá naquela forma. E eu acho que todos sentem o mesmo, de verdade. Não é nem um ponto de vista. Não sei quantas vezes Stephen Stills foi perguntado se queria ou não voltar ao Buffalo Springfield. Talvez ele e Neil (N.T.: Neil Young, que começou sua carreira na banda) caíram fora antes disto ter o mesmo efeito sobre eles. Mas você está sentado em frente a mim. Eu pareço como se deveria estar fazendo aquilo, de verdade? Ainda tenho uma centelha em mim.

Eu acho que você pode fazer se quiser, mas que não há uma razão que te obrigue a fazer.
Não há razão para nada. Apenas faça as coisas que te deixam feliz. Sem pressão. Apenas cantar. Minha grande ambição, de verdade, é compor novamente, porque eu acho que quando fiz “Mighty Rearranger” com o Strange Sensation, realmente encontrei um lugar ótimo. Mas era um mundo diferente há cinco anos. Na Inglaterra haviam vários gritos silenciados para levarem Blair (N.T.: Tony Blair, ex-primeiro ministro da Inglaterra) a julgamento após a invasão do Iraque. Haviam várias coisas realmente pertinentes na época que foram varridas para debaixo do tapete em algum ponto. E agora Blair se tornou católico e há um enviado de paz no Oriente Médio. É um bom progresso.





ROBERT PLANT DEU A ENTENDER QUE REUNIÃO DO ZEPPELIN PODE SER VIÁVEL

30 09 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Originalmente publicado:
Rock em Geral

O mundo dá voltas. Depois de furgir dos convites do guitarrista Jimmy Page para uma reunião do Led Zeppelin, agora Robert Plant é quem toca no assunto. Em uma matéria publicada no site da revista “Spin”, Plant deu a entender que a tal reunião pode ser viável. “Estamos provavelmente pensando em falar sobre isso”, disse o vocalista, enquanto promove seu álbum solo, com a Band Of Joy.

O curioso é quem Plant quase viu o Led se reunir, com outro vocalista. Em julho desse ano, numa entrevista, o baterista Jason Bonham revelou que por muito pouco Plant não foi substituído. Após o show único de reunião, que aconteceu em dezembro de 2007, em Londres, ele, o baixista John Paul Jones e o guitarrista Jimmy Page chegaram a tocar juntos por cerca de um ano.

Nesse período, o vocalista do Alter Bridge, Myles Kennedy, que hoje está na banda de Slash, chegou a participar de um dos ensaios. Embora Bonham não tenha citado o nome de outros vocalistas, é sabido que Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave) e Steven Tyler (Aerosmith) chegaram a ser cogitados.





ROBERT PLANT CELEBRA SUAS MEMÓRIAS DOS ANOS 60 EM NOVO DISCO.

10 09 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Originalmente publicado:
Blog do Maia 

Robert Plant está de volta. Seu novo disco tem o mesmo nome da banda dos anos 60, Band of Joy, sua estréia no Rock britânico, antes do mitológico Led Zeppelin. Nada como poder fazer justiça depois de mais de 40 anos, homenageando as origens. O Band of Joy original contava com a bateria incrível do insubstituível, John Bonham, que também fez parte do Led Zeppelin até sua morte em 1980.

Depois de todo esse tempo em palcos e em disco, Plant mantém coerência, estilo e integridade. Longe de parecer um dinossauro anacrônico, ele soube se renovar, sendo sempre ele mesmo; sem dúvida um dos maiores vocalistas do rock, que soube ir adaptando sua voz ao efeito do tempo, escolhendo sempre bem os músicos que o acompanham e as canções que canta.
 
Recentemente, sua colaboração ao lado da cantora Alison Krauss, no disco “Raising Sand”, demonstrou o quanto sua sutileza é versátil, explorando caminhos do Bluegrass e Country. Dominada esta nova vertente, Plant se juntou ao compositor e músico de Nashville, Buddy Miller, para desenhar as bases deste novo trabalho, tanto que sua nova banda inclui muitos da época do trabalho com Krauss, assim como Miller na guitarra e outras cordas, e nomes como Darrell Scott, Patty Griffin, Byron House e Marco Giovino.

Band of Joy celebra a fusão da sabedoria atual com os elementos dos anos 60, uma década, segundo Plant, na qual o Blues, o Country, o Folk celta e o Rock n’ Roll conviviam no mesmo terreno em perfeita harmonia. Portanto, esta fórmula tão antiga chega aqui revigorada, na visão contemporânea de Plant, se permitindo, novamente, fazer um disco de covers obscuros, que abre com “Angel Dance”, dos Los Lobos, e traz surpresas de autoria de Richard & Linda Thompson e da quase desconhecida banda americana Low.

Em resumo, neste novo disco, Plant não soa como um Led Zeppelin, não soa como em seu trabalho com Alison Krauss, mas soa maciço e forte como um rockstar, que está além da ação do tempo.

Tracklist:
1. Angel Dance
2. House of Cards
3. Central Two-O-Nine
4. Silver Rider
5. You Can’t Buy My Love
6. I’m Falling In Love Again
7. The Only Sound That Matters
8. Monkey
9. Cindy I’ll Marry You Someday
10. Harm’s Swift Way
11. Satan, Your Kingdom Must Come Down
12. Even This Shall Pass Away





ROBERT PLANT LEVA A BAND OF JOY PARA A ESTRADA

20 07 2010

Fonte: The Canadian Press

Em março deste ano foi noticiado que Robert Plant estaria reformando o Band of Joy – banda na qual ele e John Bonham fizeram parte antes de ingressarem no Led Zeppelin – e que, além de shows, a banda estaria preparando um álbum.

A turnê já foi iniciada e o lançamento do álbum está agendado para setembro. Nesta matéria do jornal canadense, The Canadian Press, Plant – junto com Buddy Miller e Patty Griffin, membros da banda – fala sobre repertório, shows e muito mais.

Todos os olhos estão em Robert Plant quanto ele pisa num palco, especialmente os olhos de sua banda. Se você vai tocar com um ícone do Rock n’ Roll, você tem que estar preparado para seguir.

“Quando você está trabalhando com Robert, o que você pode fazer é ensaiar muito, e então já não importa muito, porque você tem que ficar com seus olhos colados nele a noite toda”, fala o guitarrista Buddy Miller em uma entrevista com sua companheira de banda: a cantora, compositora e guitarrista, Patty Griffin. “Não importa como os arranjos são, ele (Plant) é sentimento puro”.

“É tudo espontâneo”, diz Griffin.

Plant pode acenar ou mandar uma dica vocal, e a banda segue por uma inesperada direção. Isto pode ser o tema que unifica o ultimo projeto de Plant, que ele chama de “aventura”. O novo álbum, “Band of Joy”, será lançado em setembro, e ele está na estrada com o mais desconhecido grupo de instrumentistas que parecem ter o mais profundo aval das ruas de Nashville.

Tudo isto se completa com algumas surpresas para os fãs – canções do Band of Joy misturadas com os sucessos do “Raising Sand” (Nota do tradutor: disco de Bluegrass que Plant lançou em conjunto com a Alison Kraus), material solo e uma eclética seleção de músicas do Led Zeppelin. Sua escolha por canções do Zeppelin como “Misty Mountain Hop” e “Houses of The Holy” se dá com a finalidade de fazer os fãs se sentirem como se estivessem “se arrastando para fora do pântano e não saindo de um bordel”.

“Até as velhas canções são bem novas”, diz Plant. “(No show) não há nada que já tenha sido escutado do jeito que as estamos tocando… É tudo diferente. Então nós temos um “viveiro” de 22 canções que irão crescer e crescer. E você sabe, é apenas outra oportunidade para eu afrouxar as algemas em volta do meu tornozelo, e ir cada vez mais fundo no mundo da linda música”. 

Plant ofereceu uma generosa seleção de sucessos do Zeppelin nas duas primeiras datas da turnê, em Memphis e Little Rock. Os shows apresentaram uma canção de Miller e uma de Griffin, e Plant tem planos de incluir mais canções da banda, que também inclui o multi-instrumentista Darrell Scott, o baixista Byron House e o baterista Marco Giovino. Ele quer um sentimento de show de variedades durante a turnê, suas primeiras datas como atração principal desde a “Raising Sand Tour”, de 15 meses atrás. A parceria com Alison Kraus e com o produtor T Bone Burnett abocanhou seis “Grammys”.

Desta vez ele recrutou a ajuda de Miller e montou a banda sob indicação do guitarrista. Griffin foi a última adição, mas uma que soma importante profundidade às novas canções do álbum e a velhos hits no palco. Plant disse que os dois cantores têm uma conexão especial.

“Eu posso sentir sem que uma só palavra seja dita, e nós saímos cantando feito loucos”, afirma. “É como um lance de Rock. É como as Andrew Sisters doidas de ácido. É muito bom – revelador até. Ela deixa fluir”.

Confira abaixo três vídeos – filmados da platéia – do show em Little Rock, em 15 de julho, com Plant interpretando três clássicos do Zeppelin: “Houses of The Holy”, “Rock n’ Roll” e “Thank You”. Das três, a que ficou mais parecida com sua versão original foi “Thank You”. “Houses of The Holy” virou um Country/Folk, e “Rock n’ Roll” virou um “Rockabilly”. O resultado? Nada abaixo do fenomenal!!! Parece que este disco do Band of Joy vai ser uma daqueles obrigatórios…