21 E 22 DE MAIO RESERVADOS PARA SHOW DE PAUL McCARTNEY NO ESTÁDIO DO ENGENHÃO

20 03 2011

Fonte: G1

Assim como no ano passado, quando fez shows no Beira-Rio e no Morumbi durante o Campeonato Brasileiro, Paul McCartney voltará ao país este ano para se apresentar em outro estádio que estará sendo usado na competição nacional. Segundo o jornal “O Globo”, o músico inglês será atração no Engenhão nos dias 21 e 22 de maio, datas da rodada de abertura do Nacional.

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PRODUTORA CONFIRMA SHOW DE PAUL McCARTNEY NO RIO DE JANEIRO

11 03 2011

Fonte: Último Segundo

Menos de um ano depois de uma pequena turnê pelo Brasil, Paul McCartney vai voltar ao país. A produtora Planmusic, comandada pelo empresário Luiz Oscar Niemeyer e responsável pela vinda do ex-beatle em novembro, confirmou nesta sexta-feira a negociação para novos shows de McCartney em 2011, agora no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da Planmusic, é certo que o músico britânico tocará na capital carioca, mas a data e total de shows, previstos para maio, dependem do local da apresentação. Atualmente, o candidato mais provável para sediar o espetáculo, já que o Maracanã enfrenta reformas para a Copa de 2014, é o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.

A informação foi noticiada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”. A primeira e única apresentação ao vivo de McCartney no Rio ocorreu há duas décadas.

Em sua última viagem pela América do Sul, Paul McCartney fez três shows no Brasil, um em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio, e dois em São Paulo, no Morumbi.





VETERANOS DO ROCK E METAL ENTRE OS VENCEDORES DO GRAMMY 2011

14 02 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Território da Música

O Rock n’ Roll e suas vertentes também têm espaço entre as mais de cem categorias de um dos principais prêmios da indústria musical, o “Grammy”. Na 53ª edição, realizada na noite do último domingo, 13, em Los Angeles, alguns veteranos saíram vitoriosos.

Os ingleses do Iron Maiden foram premiados na categoria “Melhor Performance de Metal” pela música “El Dorado”, primeiro single extraído do mais recente disco do grupo, “The Final Frontier”. Korn, Megadeth, Slayer e Lamb of God concorriam na mesma categoria.

Outro britânico veterano premiado na noite foi Paul McCartney, que ganhou como “Melhor Performance Solo Vocal de Rock” com o clássico “Helter Skelter”. O canadense Neil Young saiu vencedor na categoria “Melhor Canção de Rock”, com “Angry World”.

Jeff Beck ganhou em duas categorias diferentes: “Melhor Performance Instrumental de Rock”, por “Hammerhead”, e também “Melhor Performance Pop Instrumental”, com sua versão para “Nessun Dorma”.

Na categoria de “Melhor Performance Hard Rock” quem saiu com o troféu foi a banda Them Crooked Vultures, com “New Fang”. O disco “The Resistance”, do Muse, foi o ganhador na categoria Melhor álbum de Rock.





GUNS N’ ROSES ORIGINAL PODE FAZER O SHOW DO INTERVALO NO PRÓXIMO SUPER BOWL

11 02 2011

Fonte: Kent Sterling

De acordo com o website “KentSterling.com”, sítio norte-americano especializado em esportes, conversas estão rolando para que a formação original do Guns se apresente em Indianápolis, na final do campeonato nacional de futebol americano. Talvez o Guns n’ Roses seja a única grande banda de Rock n’ Roll cujos integrantes ainda estão vivos, e que nunca tocaram no Super Bowl.

“Após um show fraco no Super Bowl deste ano, com o super-exposto Black Eyed Peas – que contou com as participações de Usher e Slash – a NFL está querendo soltar uma bomba, reunindo Axl Rose, Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler (ou Matt Sorum), além de Dizzy Reed”, escreveu Kent Sterling, ex-Diretor de Programa da WIBC e dono do site “KentSterling.com”.

“Paul McCartney já fez o Super Bowl, U2 já fez, Rolling Stones, Kiss, The Who, Tom Petty, Bruce Springsteen… Levando em conta que o Clash já não existe (Joe Strummer está morto), o The Police já não existe e a maioria das grandes bandas de Southern Rock já não existe, sobram Justin Bieber e o Guns n’ Roses. E se algum dia Bieber se apresentar num intervalo do Super Bowl, espero estar lá para levar um tiro e parar com o show”, acrescentou Sterling.

O jornalista continua: “Espero que Axl esteja tomando seus remédios e concorde em fazer o show. É sempre uma pena quando grandes bandas deixam que disputas coloquem um fim prematuro em sua criatividade e habilidade em encantar o público. O Guns n’ Roses já passou há muito do seu auge criativo, mas por 12 minutos eu ficaria imóvel em frente à TV para assisti-los detonar”.

Sterling finaliza, dizendo que as conversas ainda estão em estágios iniciais, e podem não dar em nada. “Mas é bom saber que pelo menos alguém está pensando com clareza na NFL”.





“SE VOCÊ TEM UM SONHO, CONTINUE ACREDITANDO NELE”, ENSINA OZZY OSBOURNE

11 02 2011

Fonte: The Macomb Daily

O site “The Macomb Daily” produziu uma matéria sobre Ozzy Osbourne e contou com depoimentos exclusivos do mad man. Ozzy falou de seu recente álbum, “Scream”, do reality show “The Osbournes”, de sua vida, dentre outros assuntos.

Confira a matéria na íntegra, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Após quase 45 anos fazendo música, criando caos e andando no tipo de trem louco do Rock n’ Roll que poucos conseguem, Ozzy Osbourne é o primeiro a reconhecer que sua simples existências “é um milagre”.

“Com tudo que já fiz e já passei, sou apenas um cara muito sortudo de não estar a sete palmos do chão, empurrando margaridas, sabe?”, diz Osbourne, que vendeu mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo sozinho e como parte do Black Sabbath, com quem foi introduzido ao Rock n’ Roll Hall of Fame em 2006.

“E sou como um rato de laboratório que sobreviveu”.

Mais do que sobreviver, entretanto, Osbourne está prosperando e em mais evidência do que nunca nos dias de hoje.

No ano passado ele publicou sozinho uma franca, engraçada e premiada autobiografia, “I Am Ozzy”, que estreou em segundo lugar na lista de best sellers do “The New York Times” e que, Segundo rumores, está prestes a ir para as telonas, tendo na produção sua esposa e empresária Sharon Osbourne. Ele também lançou seu décimo álbum solo, “Scream” – fazendo com que uma multidão no “Dodger Stadium” em Los Angeles entrasse no livro dos recordes “Guinness World” pelo grito mais longo em 11 de junho de 2010, além de ser nomeado para receber o Grammy de “Melhor Performance de Hard Rock” com o single “I Want To Hear You Scream”.

Além disso, Osbourne participou como convidado nos álbuns do guitarrista Slash e do rapper Eminem. Ele recentemente apareceu com a sensação teen, Justin Bieber, numa propaganda da “Best Buy” veiculada no “Super Bowl” e emprestou sua voz para um personagem da nova animação “Gnomeu & Juliet”. Entretanto, dado o seu passado sórdido de abuso de substâncias, o auto-proclamado “Príncipe das Trevas” surpreendeu ao escrever uma coluna semanal sobre saúde, chamada “Ask Dr. Ozzy”, no jornal britânico “Sunday Times”, que ocasionalmente é pego pela revista “Rolling Stone” e pode ser compilado para seu próximo livro. 

“Não é sério” fala Osbourne, que sofre da Síndrome de Parkin, uma desordem similar à Doença de Parkinson. “Quer dizer, eu sou a última pessoa a pedir por Socorro. Não sou medico. Eu não sei do que estou falando na maioria das vezes”.

“Mas muito do que eu falo é apenas senso comum. Eu sei que quando você está no buraco, você quer que alguém lhe ajude, e é muito difícil para muitas pessoas pedir ajuda. Então se eles sentem que podem me perguntar, e que eu possa dar alguma informação importante, talvez eu possa ajudar, sabe”?

O que você provavelmente não irá ver Ozzy fazendo num futuro próximo, diz ele, é trabalhar na TV. Apesar de seu incalculável sucesso musical, a grande fama de Ozzy veio do “The Osbournes”, um reality show da MTV que ficou no ar de 2002 a 2005, mostrando o caos da família – seja real ou ensaiado – e a preferência dos Osbournes pela profanação e comportamento alegremente errático, e que fez com que ele e Sharon ganhassem um lugar na lista do “Sunday Times” dos casais mais ricos.

Osbourne já disse que passou quase todo o programa chapado, e após a subseqüente tentativa da família num show de variedades em 2009, “Osbournes: Reloaded”, ele pôs a televisão no retrovisor.

“Eu nunca digo nunca”, explica o pai de seis filhos e duas vezes casado, “mas tenho que ser honesto: eu não sou muito interessado por TV. Aquele lance do ‘Reloaded’, eu não queria fazer. Quando eles acabaram com o programa, graças a Deus, eu fiquei muito feliz”.

“Eu não sou um cara da televisão, sabe? Meu grande lance é música e Rock n’ Roll. Eu sempre me surpreendi pelo fato do “The Osbournes” ter explodido. E para ser honesto com você, ainda não entendo como aquilo aconteceu daquela forma. E as pessoas não tinham a menor idéia que eu estive envolvido com o Rock n’ Roll por toda a minha vida. Elas me paravam nas ruas e perguntavam, ‘o que você está fazendo agora?’, e eu respondia, ‘estou fazendo meu Rock n’ Roll’. E elas falavam, ‘Oh, você também faz isso’”?

“Me impressionou o fato das pessoas só me conhecerem do programa de TV. Eu realmente não não gosto disso”.

“Scream” certamente colocou Ozzy de volta no mapa do Rock n’ Roll. Produzido junto com Kevin Churko e gravado com uma nova banda que inclui o guitarrista Gus G, do Firewind, tomando o lugar do colaborador de longa data Zakk Wylde, o disco mostra Ozzy propositadamente declarando, “eu sou um Rock star” e batendo forte em hinos, como “Let Me Hear You Scream”, “Soul Sucker”, “Fearless” e “Lei It Die”. Ele está feliz com os resultados, mas diz que eles não foram necessariamente planejados.

“Sabe, por toda a minha carreira as coisas mais memoráveis que fiz vieram do nada”, ele explica. “No álbum ‘Scream’ eu não falei, ‘quero que ele soe desta forma, quero que ele soe daquela forma’. Eu posso escutar o Sabbath nele, poso escutar meu lance solo, posso escutar coisas contemporâneas”.

“Ser Ozzy Osbourne já limita bastante o que você pode explorar. Se você tentar ser hábil demais, as pessoas dirão, ‘oh, soa progressivo demais’. Quer dizer, eu não conseguiria ser progressivo se tentasse, mas pessoas como Ozzy têm que soar de uma certa forma, então é isto que damos às pessoas”.

Osbourne planeja continuar gritando pelo verão (Nota do Tradutor: verão do hemisfério norte), com uma turnê norte-americana, seguida por uma apresentação num festival europeu e, provavelmente, um evento do “Ozzfest” nos Estados Unidos. E há mais planos: ele está cooperando com seu filho, Jack, num documentário intitulado “Wreckage of My Past” (N.T.: Foi divulgado ontem que o título foi trocado para “God Bless Ozzy Osbourne”), enquanto outra reunião do Black Sabbath é possível, já que as diferenças legais com o guitarrista Tony Iommi foram sanadas.

“Você não poderia inventar minha história”, fala Osbourne. “Eu vim de uma família muito pobre da classe trabalhadora, e me lembro de ficar sentado à minha porta, pensando, ‘não seria ótima se Paul McCartney casasse com minha irmã?’, e todos estes sonhos bobos que os garotos têm. Eu pensava, ‘deve ser muito legal ser um Beatle’, o que provavelmente é o que todo mundo pensa sobre os Rock n’ Rollers, até hoje”.

“E aqui estou eu. Aconteceu. Então quando as pessoas dizem, ‘quais conselhos você pode me dar?’, eu as digo a maioria dos meus sonhos se realizou, então se você tem sonhos, continue acreditando neles, e às vezes – não sempre, mas às vezes – eles se realizam. Eu garanto”.





INGRESSO JUSTO? SHOW PARA TODOS?

7 02 2011


Por: Ricardo Frota
Nota do IMPRENSA ROCKER: este texto sofreu uma leve edição, entretanto seu conteúdo e ponto de vista do autor permanece intacto

Discordo 1000% da campanha “Ingresso Justo, Show Para Todos”, cujo release foi reproduzido aqui no IMPRENSA ROCKER.

Não que eu ache que os ingressos devam ser caros, mas até isto tem seu lado bom – vou expor aqui o que eu penso e irei dizer o que não concordo:

“A desculpa é sempre a mesma: o governo não dá condições para que os preços sejam menores”. O mal do brasileiro é querer a intervenção do Estado para todas as coisas! Está na hora das pessoas aprenderem a se manifestar e a fazer valer as suas vontades com as armas que tem (contanto que seja sempre na lei)! O Estado não tem que interferir nos preços das coisas, isto é coisa de comunista. A lei do mercado é que vale para isto! Se as pessoas acabam comprando, é porque ainda acham válido pagar o preço estipulado. O carinha que não comprou o ingresso do U2 porque achou abusivo é um exemplo de que, PARA ELE, o show não valia isto! Quem achou que valia, pagou e foi. Não é porque eu não quero pagar 200 mil num Mercedes Benz, que ele vai ter que diminuir o preço para me satisfazer!

“Queremos que a cultura seja acessível igualmente a todos independente de seu poder de consumo, classe social, cor ou sexo”. Negócios são negócios. Uma pessoa que traz Paul McCartney não desejou fazer caridade, desejou lucrar o máximo que ele puder com o show, e o preço que foi cobrado foi o preço que ele achou que maximizaria isto – é o preço de mercado! Se ele colocasse um preço e não desse público, ele provavelmente, de uma próxima vez, não irá cobrar o preço “abusivo” de outrora! Ele não irá querer ter prejuízo! Só falta agora quererem criar um teto para preço de shows ou fazerem uma cota para shows: deixar 50% dos ingressos por 10% do valor, para as pessoas que ganham até um salário mínimo!

“Inflação de abril de 2008 até hoje, pelo índice IGP-M (FGV), foi de 14,88%. Já a ‘inflação’ dos ingressos do show do Ozzy, no mesmo período, foi de 60% e 100%. (Fonte:Revista Divirta-se N°38 – Jornal da tarde)”. Caramba, show de Rock não é ajustado por índice de inflação.

Os preços estão tão caros, mas tão caros, que tem gente que foi para os dois shows de Paul McCartney em dias simultâneos!

Não dou apoio para esta campanha! Está na hora da gente começar a lidar com o mercado, e não querer que o governo faça tudo por nós, pois o governo tem seu preço: vejam os impostos que nos corroem todos os meses!?

Se este texto fosse para reclamar dos empresários que não estão respeitando o que hoje é lei – como a meia entrada – ou outras taxas abusivas, como a de conveniência quando o ingresso é pego na bilheteria (que não há conveniência nenhuma), aí sim teria meu apoio!

Ricardo Frota é Administrador, possui MBA em RH e também é músico.

Nota do blog: Então, o que vocês acham? Achei interessante colocar um ponto de vista diferente do da campanha para, desta forma, incentivar um debate de suma importância. O espaço para comentários é de vocês, então comentem, critiquem, elogiem, concordem ou discordem, mas sempre respeitando os princípios básicos da educação. O tema é polêmico sim, entretanto se não conseguimos discutir como gente civilizada, o problema que deveríamos estar debatendo não é ingresso caro, e sim um cérebro barato demais.





BOB GELDOF: “O LIVE AID SE TORNOU UM LOBBY POLÍTICO”

11 01 2011

Fonte: Mojo

O website da “Mojo” conduziu uma entrevista sensacional com o músico e ativista Bob Geldof, idealizador e organizador do “Live Aid”, em 1985, que reuniu artistas como Queen, Led Zeppelin, Paul McCartney e Tom Petty num evento para arrecadar fundos para os famintos na Etiópia. Na entrevista, Bob fala um pouco dos bastidores do evento, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista completa, em portugês, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Na noite de 23 de outubro de 1984, o músico Bob Geldof, além de outros milhões na Inglaterra, assistia ao telejornal matinal da BBC1. O que ele viu – a reportagem de Michael Burke sobre a fome na Etiópia – o sensibilizou. 

“Estávamos vendo uma coisa claramente desnecessária”, diz Geldof. “Um crime, na minha opinião. Trinta milhões de pessoas estão morrendo, enquanto na Europa estamos gastando impostos para cultivar alimentos que não precisamos. Gastamos mais impostos para estocá-los e pagamos ainda mais, o que é pior, para destruí-los”.

Nesta entrevista, Bob Geldof fala sobre os bastidores do “Band Aid”, “Live Aid” e “Live 8”.

Quando você viu a reportagem de Michael Burke, quanto tempo você passou pensando, “não posso fazer nada, sou apenas um músico”. Pareceu um grande salto achar que você poderia fazer a diferença.
Eu volto para quando eu tinha 11 anos. Eu não era interessado por esportes. As condições pessoais de minha vida eram terríveis. E então o Rock n’ Roll chegou para este “não-mundo”, esta agitação, que definiu e articulou completamente o que eu estava pensando. Alguns anos depois e eu comecei um lance anti-apartheid com meu amigo Mike Foley. Eu tinha 13 anos. Eu estava lendo Steinbeck, Studs Terkel, Woody Guthrie, então fui de encontro à pobreza através da cultura popular, de certa forma. Aos 15 anos eu não precisava ir pra casa, então eu rodava por Dublin a noite toda com um grupo chamado Comunidade de Simon, fazendo sopa e servindo aos sem-teto e prostitutas. Aquilo era eu. Então quando você chega ao “Live Aid”, não é tão insano o fato de que eu buscaria pela coisa com que eu sempre pude contar: o Rock n’ Roll.

Nos leve daí para o single do Band Aid, “Do They Know It’s Christmas…
Então eu pensei, o que posso fazer? Eu tenho uma plataforma. Eu posso escrever canções, mas o Rats não está conseguindo hits. É embaraçoso, porque se eu escrever uma canção e o Rats estourar, vai parecer que estávamos tentando explorar a situação. Enquanto isto, Paula (Nota do Tradutor: a esposa de Bob Geldof) encontrou com Midge (N.T.: cantor do Ultravox) no The Tube, e ele tem feito alguns hits. Então decidimos escrever algo juntos. No taxi, quando estava indo ver meu amigo, escrevi a letra de “Do They Know It’s Christmas” e os acordes: Dó, Fá e Sol. Então, é claro, ficou claro que eu teria que juntar algumas pessoas. Através do The Tube, acabamos conhecendo o Duran Duran, então liguei para Simon Le Born. Eu vi o Gary Kemp (N.T.: guitarrista do Spandau Ballet) numa loja de antiguidades. Sting faz aniversário no mesmo dia que eu, então liguei para ele. Então por volta da hora do almoço, eu tinha uma banda e a maioria da letra, e havia este garoto que veio ver o Rats em Dublin – este garoto se tornou Bono Vox.

Então você se encontrou com Midgie… ?
Midgie escreveu a melodia. Eu disse que parecia o tema do “Z Cars”, e então ele respondeu: “É melhor do que a merda que você escreve”. Eu adaptei uma composição chamada “It’s My Life”: “it’s my life, anda there’s no need to be afraid…” – escrevi isto para o Rats, mas eles não gostaram. Então eu dei uma saída e quando retornei Midgie havia realmente feito a canção. Só precisávamos de um meio e um fim. “Here’s to you, raise a glass everyone…” nós fizemos juntos. “Feed the world, let them know it’s Christmas time…”, já não tenho tanta certeza quem de nós escreveu. De qualquer forma, terminamos a música e eu pensei, “ótimo, ela será um sucesso. O Lançarei duas semanas antes do natal, ganho 100 mil dólares, dou ao Oxfam (N.T.: organização não governamental que trabalha para combater a pobreza e injustiça ao redor do mundo), fim.

Mas não foi o fim…
Não. Então eu fui à África. Eu não queria ir, mas a imprensa disse, muito friamente, que se eu ao fosse, não haveria história. Eu era a história. Então eu fui para a África, vi a situação e percebi o quão terrível era. Harry Belafonte (N.T.: músico, cantor, ator, ativista político e pacifista norte-americano de ascendência jamaicana) me ligou e perguntou, “por que os ingleses estão fazendo isto? Por que nós não estamos fazendo isto”? Então disse para ligar para Quincy Jones. Eles fizeram o “USA For Africa”. Juntar os dois pareceu fazer sentido. Fazer um show, porque é isto que os músicos fazem. Eu sei que isto soa estranho, mas não parecia. Até o lance da transmissão via satélite não parecia novo para mim, porque eu já havia visto os Beatles fazer “All You Need Is Love”. Então eu pensei, “vou fazer o que eles fizeram”. Então George Harrison me ligou e disse, “não cometa os mesmos erros do ‘Concert For Bangladesh’, os advogados nos foderam”. Aí eu disse, “Não há advogados”. Ele respondeu, “Uau”! A idéia era: sem gravações, sem filmagens, sem videos, apenas 15 minutos de seus hits, e então tchau.

O lance sobre o “Live Aid” era, claro, o dinheiro, os 30 milhões de libras arrecadados. Mas ele se tornou algo muito além disto. Eu não tinha previsto completamente o número de telespectadores, que se tornou um lobby político. Thatcher concordou colocar a pobreza na agenda do G7, aceitando o argumento de que a pobreza é uma influência desestabilizadora da economia global. Em 13 de julho de 1985, eu entendi que isso era um lobby político. E o sucesso dele provou que as coisas poderiam mudar. O individuo é não é impotente em face das monstruosidades. Há um acordo tripartidário sobre isto agora: os Tories (N.T.: partido britânico com tendências conservadoras) colocarão 0,7% do PIB do Reino Unido para a Assistência Oficial de Desenvolvimento, algo único no mundo, e que foi um resultado direto do “Live Aid”. 

Quais as lições que você aprendeu com o “Live Aid” que você aplicou ao “Live 8” ?
Não há correlação. Colocado puramente em termos financeiros: “Live Aid” – 150 milhões; “Live 8” – 80 milhões. Mas o “Live Aid” teve o momento “me dê a porra do seu dinheiro” (N.T.: Quase sete horas depois do início do concerto em Londres, Bob Geldof foi informado de que o montante recebido não passava de 1,2 milhão de libras. Geldof deu uma entrevista que se tornaria célebre, na qual fez o apelo que se tornaria célebre: “Apenas nos dê a porra do seu dinheiro”. No dia seguinte os jornais noticiaram que o montante arrecado estava entre 40 e 50 milhões de libras). E Bowie apresentou o filme sobre a fome. Eu mostrei aquele filme a David no “Havery’s Goldsmith por volta das 19h30. Vamos nos lembrar por um minuto que Bowie é um deus absoluto. Eu o conheci quando era um garoto. Eu peguei carona para vê-lo na Bélgica, durante a turnê do “Station To Station”, lhe contei que tinha uma banda e mostrei algumas fotos do Rats. Eu o enchi no backstage e ele foi tão legal. Não se esqueça que ele lançou o “Band Aid” antes do “Top of The Pops”, quando ele usou uma camiseta horrível, escrito “Feed The World”. Mas ele é o cara mais gentil. Você nunca imaginaria isso de David Bowie.

Nós o mostramos o filme, imagens sobre o problema da fome, tendo como trilha a canção “Drive”, do Cars. Ele sentou, com lágrimas nos olhos, e disse, “ok, vou lhe dar uma canção”. Eu disse, “Espere aí…”. Eu não queria que David Bowie me desse uma música, quer dizer, alô? Mas ele estava certo. Aquele era o momento no qual as pessoas diziam, “foda-se tudo, pegue o que você quiser de mim”.

O “Live 8”, entretanto… As pessoas nunca entenderam o fato de que tudo o que eu precisava era que elas estivessem ou lá, ou nas ruas ou assistindo o show na TV. Só para eu poder dizer para os líderes mundiais, “aqui estão eles, eles estão lhe assistindo, responda a eles”. Blair e Brown assistiram o “Live Aid”, eles dizem que o evento influenciou toda sua visão política. Clinton diz que assistiu. Bush até disse que assistiu por algumas horas… é claro que ele não assistiu. Mas este foram os bebês do “Live Aid”. E números são políticos. Um milhão de garotos nas ruas é político.

Então por que o “Live 8” recebeu tantas críticas?
Eu não acho que os idiotas entenderam, apesar de haver milhões deles. Aquela ressonância romântica não estava lá, apesar de eu imaginar que os fãs do Pink Floyd se lembrarão do show como a última vez em que a banda se apresentou junta. Os críticos estavam dizendo, “onde estão os negros”? Alô! Jay-Z, Beyoncé, o porra do Snoop Dog, Will Smith? E, quem são aqueles caras? – ah sim, os Black Eyed Peas.

“São todos velhotes”, disse a imprensa. Sério? O porra do Pete Doherty, Ashcroft, The Killers, Razorhead… Quem mais? Isso foi um saco! Se você ver as fitas, indiscutivelmente é um show melhor. Ok, “Live Aid” é um show fenomenal. Fora os óbvios U2’s e Queens da vida, quem fez grandes apresentações, em minha opinião, foi Elvis Costello cantando “All You Need Is Love” e lendo as letras. Bowie detonou… McCartney, que não tocava sozinho há anos, nervoso pra caralho, e seu microfone quebra e Townshend vem e o ajuda. Foi o Rock n’ Roll sendo maravilhoso. Acontece que, no final, tudo o que você precisa é de amor.

Em ambos eventos você teve a cooperação de pessoas notáveis…
Para o “Live 8”, o Pink Floyd nos deu total acesso aos ensaios, nos deixou filmar e usar as imagens para qualquer propósito que quiséssemos. Estas são supostamente as pessoas mais grosseiras do Rock. O Zeppelin e o Sabbath se reuniram para o “Live Aid”. E quando achamos as fitas para fazer o DVD do “Live Aid”, eu mostrei a Jimmy. Plant concordou, disse que poderíamos usar, mas Jimmy Said que não poderia: “Não posso Bob, está uma merda”. Eu disse, “não está uma merda, Jimmy, realmente não está. É uma pena as pessoas não poderem ver, mas você é o único filho da puta que está se recusando”. Ele continuou, “não posso… não posso”. Uma semana depois, recebi uma carta de Jimmy. “Há um novo DVD ao vivo do Zeppelin saindo. Fique com toda o dinheiro”. Foi uma generosidade impressionante. Eu odeio quando as pessoas desrespeitam o Rock n’ Roll. Odeio! Foda-se.

Música, cultura, política: você realmente nunca viu um divisão…
Tudo isto faz total sentido para mim. Tudo que já fiz foi através das lentes da música, a oportunidade que a música me deu de dizer, “foda-se, as coisas não têm que ser desta forma”. Há outros universos que são possíveis de ser construídos. E tudo isto vem de quando eu tinha 11 anos e escutava John e Paul, Mick, Bob e Pete.