IAN GILLAN DIZ QUE JÁ ESTÁ NA HORA DE OUTRO ÁLBUM DE ESTÚDIO DO DEEP PURPLE

24 02 2011

Fonte: Blabbermouth

O Deep Purple realizou uma coletiva de imprensa ontem, 22 de fevereiro, na Cidade do México, no qual falou sobre a pequena turnê Mexicana, dentre outros assuntos.

Quando perguntados se há quaisquer planos da banda gravar um novo álbum de estúdio, o vocalista Ian Gillan respondeu: “Eu acho que já está na hora, não é? Então vamos nos reunir para compor muito em breve, e se ficarmos animados, então teremos mais um álbum logo após isto. Veremos o que irá acontecer. Mas não há planos. Acho que estamos sendo atiçados por várias pessoas que gostariam de ver outro álbum do Deep Purple. Então acho que já está na hora”.

O 18º e mais recente álbum de estúdio da banda foi o “Rapture of The Deep”, lançado em novembro de 2005. Este foi o quarto disco de inéditas desde que o guitarrista Steve Morse se juntou à banda em 1994, e o segundo a contar com o tecladista Don Airey no lugar do icônico Jon Lord.

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GENE SIMMONS: “KISS JÁ TEM OITO CANÇÕES PARA O NOVO ÁLBUM”

11 01 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Guitar Player

O Kiss está preparando um novo disco com canções inéditas, sucessor de “Sonic Boom”, lançado em 2009. A banda norte-americana está compondo o material, que deve chegar às lojas no meio deste ano. Em um recado postado em sua conta no “Twitter”, Gene Simmons deu notícias sobre os trabalhos.

“Estamos escrevendo novas canções…”, contou o baixista e vocalista na última sexta-feira, 7 de janeiro. “Temos oito novas, com as quais estou bem empolgado. Uma delas é sensacional”.

A atual formação do quarteto conta com Paul Stanley (voz e guitarra) e Gene Simmnos (voz e baixo), membros originais, além de Eric Singer (bateria e voz) e Tommy Thayer (guitarra e voz). Esse time está junto desde 2002.





CONFIRA “ANGRY WORLD”, A NOVA MÚSICA DE NEIL YOUNG

17 09 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Originalmente publicado:
Rock em Geral

Já está disponível a nova música de Neil Young, “Angry World”. A faixa faz parte do novo álbum do veterano músico, “Le Noise”, cuja data de lançamento é o próximo dia 28.

Conforme noticiado antes, o disco foi gravado em Los Angeles e produzido por Daniel Lanois, famoso pelo trabalho com o U2. “Le Noise” será lançado em vários formatos. Além CD, iTunes e Blu-ray, em aplicativos para iPhone e iPad. O álbum mais recente “incansável” Young é “Fork In The Road”, lançado no ano passado.

Ouça “Angry World”, clicando aqui:

Veja abaixo a lista de músicas de “Le Noise”:
1- Walk With Me
2- Sign of Love
3- Rescue Me
4- Love And War
5- Angry World
6- Hitchhiker
7- Peaceful Valley Blvd
8- Rumblin’





ROBERT PLANT CELEBRA SUAS MEMÓRIAS DOS ANOS 60 EM NOVO DISCO.

10 09 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Originalmente publicado:
Blog do Maia 

Robert Plant está de volta. Seu novo disco tem o mesmo nome da banda dos anos 60, Band of Joy, sua estréia no Rock britânico, antes do mitológico Led Zeppelin. Nada como poder fazer justiça depois de mais de 40 anos, homenageando as origens. O Band of Joy original contava com a bateria incrível do insubstituível, John Bonham, que também fez parte do Led Zeppelin até sua morte em 1980.

Depois de todo esse tempo em palcos e em disco, Plant mantém coerência, estilo e integridade. Longe de parecer um dinossauro anacrônico, ele soube se renovar, sendo sempre ele mesmo; sem dúvida um dos maiores vocalistas do rock, que soube ir adaptando sua voz ao efeito do tempo, escolhendo sempre bem os músicos que o acompanham e as canções que canta.
 
Recentemente, sua colaboração ao lado da cantora Alison Krauss, no disco “Raising Sand”, demonstrou o quanto sua sutileza é versátil, explorando caminhos do Bluegrass e Country. Dominada esta nova vertente, Plant se juntou ao compositor e músico de Nashville, Buddy Miller, para desenhar as bases deste novo trabalho, tanto que sua nova banda inclui muitos da época do trabalho com Krauss, assim como Miller na guitarra e outras cordas, e nomes como Darrell Scott, Patty Griffin, Byron House e Marco Giovino.

Band of Joy celebra a fusão da sabedoria atual com os elementos dos anos 60, uma década, segundo Plant, na qual o Blues, o Country, o Folk celta e o Rock n’ Roll conviviam no mesmo terreno em perfeita harmonia. Portanto, esta fórmula tão antiga chega aqui revigorada, na visão contemporânea de Plant, se permitindo, novamente, fazer um disco de covers obscuros, que abre com “Angel Dance”, dos Los Lobos, e traz surpresas de autoria de Richard & Linda Thompson e da quase desconhecida banda americana Low.

Em resumo, neste novo disco, Plant não soa como um Led Zeppelin, não soa como em seu trabalho com Alison Krauss, mas soa maciço e forte como um rockstar, que está além da ação do tempo.

Tracklist:
1. Angel Dance
2. House of Cards
3. Central Two-O-Nine
4. Silver Rider
5. You Can’t Buy My Love
6. I’m Falling In Love Again
7. The Only Sound That Matters
8. Monkey
9. Cindy I’ll Marry You Someday
10. Harm’s Swift Way
11. Satan, Your Kingdom Must Come Down
12. Even This Shall Pass Away





NOVO ÁLBUM DE JERRY LEE LEWIS SAI NA PRÓXIMA SEMANA

1 09 2010

Fonte: Billboard.com

Jerry Lee Lewis quer esclarecer uma coisa: o título de seu novo álbum, “Mean Old Man”, não é uma referência a ele mesmo.

“Não, não tem nada à ver comigo”, diz a lenda do Rock n’ Roll de 74 anos. “É por causa da canção de Kris Kristofferson – que abre o disco – que me deixou doido assim que a escutei. Achei que era um material que poderia se tornar um hit, então gravei”.

Kristofferson não é a única celebridade convidada a contribuir em “Mean Old Man”, previsto para sair em 7 de setembro. O disco também traz gente do quilate de Eric Clapton, Keith Richards e Willie Nelson, mas uma porção de jovens estrelas, como John Mayer e Sheryl Crow.

“É apenas uma seleção de pessoas que amam Jerry e que queriam fazer parte do álbum”, diz a filha de Lewis, Phoebe, que gerencia a carreira do pai e trabalhou como produtora executiva do álbum. “O fato de eles trazerem sua própria fama é apenas um bônus. Eles são como definitiva banda de apoio”.

“O disco passa rápido, o que é um bom sinal”, fala Jim Keltner, que produziu o trabalho junto com Steve Bing. “Muito se perdeu da agitação que Jerry Lee tinha quando jovem, mas agora há uma profundidade e uma riqueza em sua música, que quando ele se senta para tocar, você quer ouvir”.

“Mean Old Man” segue-se ao álbum de 2006, “Last Man Standing”, que também trouxe parcerias entre Lewis e um cast de estrelas, e vendeu 194 mil cópias. O presidente da gravadora, Bruce Resnikoff, diz que o álbum – o primeiro do artista para a “Verve/Ume” – demonstra a força e o poder de Lewis como artista mais explicitamente do que o disco anterior. E completa dizendo que o novo trabalho tem mais chance de atrair um público de diferente faixa etária. “O show de Jerry Lee no concerto de comemoração dos 25 anos do “Rock n’ Roll Hall of Fame” o expôs a jovens fãs e criou um interesse que estava claudicante anteriormente.

Para capturar estes fãs, Nate Herr, diretor da “Verve”, contou que a gravadora começou a lançar uma faixa do álbum no “iTunes” a cada semana, tendo iniciado em 3 de agosto. A primeira foi “Rockin’ My Life Away”, com participações de Kid Rock e Slash.

Ainda assim, ele acrescenta que “o alvo principal do disco é o público mais velho”, que a “Verve” pretende alcançar através de aparaições de Jerry em programas de TV, como “The View”, “Today”, “Imus in The Morning”, “Weekned Edition” e “Fox News”. Está agendada também uma apresentação de Lewis com o elenco na produção da Broadway, “Million Dollar Quartet” em 10 de setembro, e no “B.B. King Club & Grill”, Nova Iorque, em 13 de setembro.

Além da edição standard, com 10 faixas, “Mean Old Man” também será disponibilizado em uma versão deluxe, com 18 faixas, que inclui colaborações com Shelby Lynne e Gillian Welch. “Meu pai gosta de cantar com garotas”, fala Phoebe.

“Estamos abordando este disco como um projeto com o qual estaremos comprometidos pelo próximo ano inteiro”, diz Resnikoff. “É uma grande emoção trabalhar com Jerry Lee Lewis, e esperamos que este seja a pedra fundamental de mais projetos com ele”.





“EU ODEIO MEU JEITO DE CANTAR”, DIZ ERIC CLAPTON.

30 08 2010

Fonte: Mojo Magazine

O repórter Johnny  Walker, da “Mojo Magazine”, conduziu uma ótima entrevista com o lendário guitarrista Eric Clapton. Dentre outros assuntos, ele falou sobre o novo álbum e o som de New Orleans.

Confira com exclusividade no Imprensa Rocker a entrevista na íntegra, já traduzida para o português!

O 19º álbum de estúdio de Eric Clapton será lançado em 27 de setembro. Intitulado de “Clapton”, e com colaboradores que incluem J.J. Cale, Wynton Marsalis e Allen Toussaint, Clapton desencava Blues antigos, um pouco de Jazz e alguns standards, como “Rocking Chair” de Hoagy Carmichael, e “How Deep is The Ocean?” de Irving Berlin, além de “Run Back to Your Side”, a primeira composição própria de Clapton desde 2005. Entretanto, como ele revela nesta entrevista, inicialmente este seria um trabalho intimista, mas que cresceu e se tornou uma coisa diferente. “Se é uma surpresa para os fãs, é porque é uma surpresa para mim também, diz Clapton”. 

Você acha que os fãs de Eric Clapton ficarão surpresos pela escolhas das canções no novo álbum?
Claro que sim (risos). Espero que não desagradavelmente, mas veremos.

De alguma forma, foi um feliz acidente, não?
Sim, ele não é o que deveria ter sido. E provavelmente é melhor do que seria, porque de alguma forma eu deixei acontecer. Então é uma eclética seleção de canções que não estavam no mapa. Você sabe, eu tinha outras idéias. E é por isso que eu gosto tanto dele, porque se é uma surpresa para os fãs, é porque é uma surpresa para mim também.

Há uma canção que você faz com J.J. Cale: “That’s No Way to Get Along”.
Sim. Aquela canção é pré-histórica. É de um cara chamado Robert Willians, dos anos 20 e 30. Acho que ele era do Delta do Mississipi, mas a canção tem um feeling Country, sabe? Quando comecei a cantá-la, J.J. começou a repetir o que eu estava cantando e eu pensei: “O que ele está fazendo?”, porque achei que ele fosse cantar comigo, está entendendo? Mas aquilo foi J.J. colocando aquele coisa de New Orleans na música e ficou perfeito. E a interpretação de Walt Richmond, pianista, do feeling de New Orleans é perfeita. Na verdade, fiquei impressionado de termos obtido um bom resultado nesta canção, porque ela muito difícil de interpretar.

Quando você pega standards, de gente como Irving Berlin, Hoagy Carmichael – este tipo de standards clássicos – o que você pensa?
Bom, primeiro eu pego uma guitarra e descubro como posso tocar aqueles acordes, já que são acordes de piano na maioria das vezes. Como eles soam na guitarra? Como posso aplicar o que eu faço a eles? Eu as toco com uma sensibilidade do Blues, suponho. Eu meio que imagino como Big Bill Broonzy tocaria, como ele fez com “The Glory of Love”, canção de Billy Hill dos anos 30. Ele a tornou um Blues. Então quando comecei com “How Deep is The Ocean”, primeiro aprendi ela na guitarra. Sentado, tocando-a, apenas me divertindo, e desse jeito ela saiu como um blues.

E o que você acha do seu jeito de cantar?
Eu odeio como eu canto. Sempre parece soar como se eu fosse um garoto de 16 anos, vindo de Surbiton. Eu faço o meu melhor para sentir a música. Quando vejo Ray Charles cantar, eu penso “é isso! É assim que se faz”! Ele lembrava de milhares de canções e cantava cada uma como se fosse a música mais importante que ele sabia. Não é como ler a letra ou fazer como outra pessoa. Ele cantava do fundo do coração, todas as vezes, em todas as músicas. E esta é a minha inspiração. Esta é minha influência. Mas eu sou tão cheio de dúvidas com relação ao meu canto, que fica muito difícil eu ter a liberdade que estes tipos de cantores têm.

Mas você soa como se tivesse, em muitas destas canções. “How Deep is The Ocean” é tão relaxante.
Yeah, quase parece que não estou tentando cantar. Eu consigo cantar bem serenamente e fica legal. Eu aprendi isto com J.J.. Você pode ter Ray Charles num extremo, que podia fazer todo tipo de coisa com sua voz, subir e descer oitavas; e você tem J.J. no outro extremo, que cria exatamente a mesma capacidade emocional, só que de uma forma bem minimalista. E ele é tão bom de se escutar quanto. Então há jeitos diferentes de fazer a coisa.

Você esperou muito tempo para fazer algumas destas músicas.
É assim que é. Quando chega a hora de fazer um álbum, é geralmente dois anos após o último. Posso ter algo pressionando para ser dito ou não. Se não tenho, crio alguns subterfúgios. Mas então algo acontece por debaixo. Acho que, de minha experiência, frequentemente estes são os álbuns mais significativos para mim. 

O engraçado é que o “Unplugged” foi um pouco desta forma, porque íamos apenas criar uma noite de música. Foi muito relaxado e sem pressão. Quero dizer, eu pensei “bem esse álbum vai sair de qualquer jeito, então poderíamos apenas nos divertir”. Tínhamos tempo, e como poderíamos preencher aquele tempo? Quero dizer, que melhor forma de abordá-lo do que esta? Não houve nenhum cálculo nele. Foi apenas o que veio a superfície.

Você acredita em destino?
Sim, sim.

Isto lhe dá a liberdade para experimentar ainda mais no próximo trabalho…
Sim. Não há limites. Há duas coisas que gostaria de fazer. Tocar material latino e fazer alguma coisa daquele Jazz de New Orleans. E é isto que me intriga. Será que eu consigo tocar guitarra como se estivesse com Louis Amstrong, com o The Hot Five, sabe? Não seria ótimo?

E não há nenhum plano para diminuir o ritmo? Quero dizer, quando você estava começando, nos anos 60, a idéia de ainda estar tocando aos 60 ou 65 anos era risível. Mas o Blues oferece muitos exemplos do contrário.
Bom, eu nunca gostei da música dos jovens. Eu gosto de música de velho. Quando procuro o que ouvir, eu volto no tempo. A maioria das pessoas está tentando descobrir como consigo sucesso indo nesta direção (risos). Estou indo na direção contrária. Quero encontrar a coisa mais velha que possa tocar.

Isto significa que haverão poucas novas músicas vindas de você?
Não. Quero dizer, eu não sei o que os incita, sabe? A única técnica que funciona para isto, até onde sei, e é o que Dylan faz ou o que Diane Warren faz. Eles sentam em frente a uma máquina de escrever. É um trabalho muito duro. Mas se uma canção aparecer para mim, ótimo. É outro lance do destino. Você sabe, quando a hora chegar e eu tiver algo para dizer, então estará feito. Mas se não sair nada, usarei material de outras pessoas. Montarei na canção de outra pessoa.

Nos conte sobre “Autumm Leaves”…
Ela foi escrita por um poeta francês, chamado Jacques Prévert, e foi transformada numa canção por Joseph Kosma. E então Johnny Mercer a traduziu do francês para o inglês. A versão que me intriga é a de Yves Montand, que foi usada no filme “Les Portes De La Nuit”, de 1946.

Foi algo que demandou muita coragem?
Yeah. Porque você não pode ficar brincando com aquela melodia. Tive que fazê-lo com respeito, cuidado e feeling. Muito feeling. Mas após tocá-la, as portas se abriram para todo tipo de possibilidades. Após ela, nós perguntamos, “bem, o que mais podemos fazer”? Nós fizemos “Love is Here to Stay”, dos Gershwins, após ela, que ainda está guardada. Não há nada que fique meloso se você a toca do jeito certo, com um pouco de groove.

Quando foi a primeira vez que você foi a New Orleans?
Nos anos 70. Mas eu sempre gostei do estilo: você sabe, Huey “Piano” Smith e Frankie Ford. Se lembra de “Sea Cruise”? Quero dizer, o jeito que ele toca no segundo verso é extraordinário também, porque é alguma coisa entre um Shuffle e uma canção de tempo reto. É um conceito rítmico estranho, mas todos eles tocavam assim. The Meters e Alan Toussaint e todos aqueles caras de lá tocavam assim. Isto vem do Jazz de New Orleans – é a árvore da vida por lá. Então me tornei grande amigo de Wynton Marsalis. Ele toca em “How Deep is The Ocean?” neste álbum. E ele toca nas canções de Fats Waller – “When Somebody Thinks You’re Wonderful” e “My Very Good Friend The Milkman”.

O que é essa essência especial do som de lá?
É o que eles são. É a identidade deles. Você abre a porta e está lá na rua. E é antigo, sabe? Eles têm uma percepção diferente da nossa do que é velho. Eu sempre achei que este país tem uma pequena vergonha de sua herança. Você sabe, não deveria ser difícil aceitar que você possa gostar de George Formby ou Gracie Fields…





RESENHA DO LEITOR: IRON MAIDEN – THE FINAL FRONTIER

15 08 2010

Por: Robson Dantas

O leitor Robson Dantas inaugura o que pode se tornar um quadro fixo aqui do IMPRENSA ROCKER: a colaboração dos leitores com resenhas de novos discos. Ainda não escolhi um nome para o quadro, mas penso em algo do tipo “Fala, maluco!”. A continuidade deste quadro só depende de vocês enviarem (pode ser pelo e-mail imprensarocker@gmail.com ou pelos comentários aqui no blog) as resenhas. Usem os comentários e o e-mail também para sugerir um nome para este quadro.

O único pré-requisito para o texto ser publicado é ser um review de um disco recém lançado (não precisa ter sido lançado há dois dias – até há uns quatro meses pode).

Então vamos lá! Confira abaixo as impressões de Robson Dantas sobre o “The Final Frontier”, o hiper-aguardado novo álbum do Iron Maden.

Satellite 15… The Final Frontier: Que Introdução insana, bizarra, surreal (e mais alguns adjetivos calamitosos). Guitarras distorcidas, bateria tribal… Em sequência entra o vocal de Bruce (algo meio fantasmagórico, que lembra as interpretações do King Diamond) e Nicko prossegue num padrão de bumbo duplo. Mike Tyson! Nocaute puro… Depois a canção migra para um Hard Rock sólido, anos 70 total. As duas músicas complementadas se tornam uma das melhores invenções do álbum e do Maiden em anos!

El Dorado: Conhecida até demais; dispensa comentários. Galopada típica do Maiden, bom refrão… Considero a mais regular do álbum.

Mother Of Mercy: Teve um jornalista que fez a melhor descrição dessa música: “Introdução a la Jethro Tull, chocante galope lento que remete à Stranger Land…”, sombria, falando de guerras… Caberia no AMOLAD (talvez seja uma continuação de “The Longest Day”, embora seja bem mais vibrante e direta). Refrão matador! Excelente música!

Coming Home: A balada do álbum tem a cara do Bruce. Uma estrutura típica de “Tears Of The Dragon”… Na ponte que interliga o tema central ao refrão, entra um riff cadenciado, acompanhado de versos tensos que me lembrou “Revelations”; talvez tenham fundido as duas e saiu “Coming Home”. Vai ser linda no show, com o pessoal acompanhando em coro. Aliás, no álbum percebe-se uma forte influência da carreira solo de Bruce; pra ser mais especifico, acho que traz elementos do “Chemical Wedding”.

The Alchemist: A faixa rápida. NWOBHM tradicional. É óbvio que teria que haver uma do gênero. Construção clássica, com solos fulminantes, guitarras dobradas e melódicas. O refrão é simples – se fosse mais bem trabalhado, a canção seria ainda melhor. Me lembrou algo entre o “Powerslave” e o “Killers” – “Aces High” e “Twilight Zone”, para ser mais exato.

Isle Of Avalon: Essa faixa representa o corte do álbum, onde os músicos mostram sua veia progressiva, e esta representa bem esse espírito. Épica, complexa e que remete a “Seventh Son…”, “Rime…” e “Alexander…”, porém com uma diferença: estas explodem no inicio e possuem seu interlúdio na metade da canção, enquanto “Isle Of Avalon” é ao contrário, começando com uma intro lenta de baixo e guitarra bem forte, e explodindo pelo meio, com solos espetaculares – o auge da música, quando a banda toca numa progressão mágica, estilo Rush – e então retorna ao tema de abertura. Musica bem ambiciosa, diferente, e, com certeza, o auge do álbum!

Starblind: Cadenciada, psicodélica, com um riff brutal que logo de cara varia e quebra o ritmo. Me lembrou “Infinite Dreams”, com o teclado harmônico ao fundo. Atmosfera total do “Seventh Son…”, com guitarras sintetizadas e uma grande produção. Talvez por isso, seja uma das melhores do álbum na minha opnião, pois acho o “Seventh Son…” o melhor disco do Maiden, principalmente pela sua conceitual história. Enfim, o fato é que “Starblind” é animal e quando eu ouço essa música parece que sou “defetado” pelo golpe “Outra Dimensão” do Saga!

The Talisman: Introdução folk – idem ao de “The Legacy”, só que superior – talvez um autoplágio do próprio Gers, mas que seja, pois ficou melhor. Ela deságua num impactante riff, que devastou meus sentidos, e um refrão poderoso de Bruce alcançando notas muito altas. Estilo Maiden anos 2000. Tem um clima de felicidade e aventura como “Out Of The Silent Planet” e poderia ser trilha-sonora de algum jogo do Zelda, fácil, fácil. Piadas à parte, ela é muito boa!

The Man Who Would Be King: Intro lenta novamente. Aqui farei uma colocação: posso ser paranóico, mas considero este o único ponto fraco do álbum, pois esta introdução é meio redundante. É totalmente desconexa, porque logo depois vem outra intro lenta com o Dave fazendo uma melodia suave e a bateria do Nicko em crescente. Então vem a base da canção com um riff bem heavy Metal – mais uma a la “Brave New World” – que lembra “The Thin Line Between Love and Hate”. Coincidência ou não, as duas músicas são do Murray. A bateria é diferente dos padrões, pois segue de forma competente a quebrada do ritmo, e o refrão é leve, mas bem marcante. Bruce fecha a canção com chave de ouro, fazendo belas melodias com a voz. Feeling puro!

When the Wild Wind Blows: A grande surpresa do álbum! Mais um épico que Steve assina sozinho, e uma música despretensiosa e pragmática – diferente dos seus demais épicos – mas altamente comovente. Intro melancólica, com Bruce cantando de forma contida, em contraste com a melodia da canção. O clima é suave e, em seu decorrer, as guitarras se amarram e a canção vai se metamorfoseando em ritmos distintos, mas sem perder a textura. Solos espetaculares; grande trabalho do trio! Em sequência, retorna o tema de abertura, e a canção desacelera com o vento soprando em nossos ouvidos. Final perfeito! Totalmente inovadora e diferente. Resultado grandioso!

Que viagem foi esta! O Maiden lançou uma relíquia que correspondeu às minhas expectativas – sim, sou otimista – e deixou os álbuns anteriores no chinelo. Arriscaria a dizer que é o melhor álbum desde o “Seventh Son…” – questão de gosto pessoal. Minhas faixas favoritas são: “Satellite 15…The Final Frontier”, “Mother of Mercy”, “Coming Home”, “Isle Of Avalon”, “Starblind” e “When the Wild Wind Blows”. É quase o álbum todo, mas fazer o quê? Os caras são monstros mesmo!