LUZ NO FIM DO TÚNEL – 9ª EDIÇÃO

14 03 2011

Por: Roberto A.

Banda: Devildriver
Álbum: Beast (2011) 
 
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Olá moçada, tudo na santa paz? Cá estamos com mais uma edição da seção de sugestões musicais do blog IMPRENSA ROCKER. Na última sugestão tivemos Rock Alternativo do bom, e nesta temos uma pancadaria do mais alto quilate. Um dos discos pesados mais consistentes lançados neste ano, fato inclusive mencionado no site “About.com”, respeitado no gênero. DevilDriver é uma banda de Groove Metal norte-americana, da cidade de Santa Barbara, Califórnia, formada em 2002.

A bolacha me surpreendeu pela qualidade das composições e pelos timbres espetaculares, começando muito bem com “Dead to Rights”, uma porrada sônica bem resolvida, com muita pegada e bastante testosterona.

“Não pergunte qual é a estória/Você vai ser derrubada no o chão”. Pesada e bem arranjada, começa bem o petardo deles.

“Bring The Fight”, a segunda, vem com mais velocidade, e empolga bastante. “Eu sou levado ao limite/Em meu coração eu tenho malícia/Cultivada em Cali”. “Hardened” começa soturna, com uma guitarra espacial muito bem sacada. Destaco o excepcional trabalho do pedal duplo na batera, e nas guitarras tudo está muito bem timbrado e produzido – evidente que quem gosta de Rock pesado vai se identificar mais. “Shitlist” é apoteótica, esporrenta e daquelas músicas que impressionam logo na primeira audição – novamente a velocidade é espantosa, e os timbres absurdos.

“Talons Out” é uma paulada pegajosa, urgente, impressionante, com bateria na cara e vocal detonador. “Anti-social, você é incontrolável/Escapa com homicídio/A ausência de reparação/Todos os sorrisos/É tudo guerra daqui”. “You Make Me Sick” manda tudo pra aquele local, com um refrão matador, andamento alucinado – só pode resultar num som animal. “Coldblooded” é um exercício e tanto para guitarristas. Um soco no estômago direto e reto, não dando tempo para recuperar o fôlego durante a audição doCD. Muita atenção para este solo de guitarra!

“Blur” apresenta um espertíssimo riff de guitarra muito bem sacado, com trabalho interessante de timbres guitarrísticos, e cozinha demolidora. Bom, agora uma sugestão que faço apenas pra quem de fato curte Metal: de bônus, apresento pros nossos visitantes uma versão deles para um clássico do Iron Maiden:

Este é um disco que, se não aponta rumos diversificados para o Metal, ao menos o representa com muita dignidade.

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LUZ NO FIM DO TÚNEL – 8ª EDIÇÃO

9 03 2011

Por: Roberto A.

Banda: Buckethead and Travis Dickerson
Álbum: Left Hanging (2010)

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Hello. Ótima quarta a todos visitantes deste blog viril na web, Imprensa Rocker. Desta feita, quarta feira de cinzas, temos uma sugestão relax, um disco que se não vai revolucionar sua vida, ao menos propiciará bons momentos: trata-se de um CD instrumental de Rock Alternativo de um dos músicos mais versáteis e talentosos da geração recente – o guitarrista Buckethead. Nem vou arrumar discussão com gunners tradicionais, dizendo que ele foi o mais completo e técnico guitarrista que já passou pelo Guns N’ Roses, fundamental na concepção, arranjos e maioria das bases e solos em “Chinese Democracy”.

Este músico está frequentemente produzindo e lançando seus CD’s solos, sendo que escuto a grande maioria deles, pois sou fã do estilo do sujeito. Este CD ele gravou junto a Travis Dickerson , produtor americano dono da “TDRS Music”. É um disco bom de se ouvir pós-ressaca, queimando uma carne com os amigos, na areia da praia, ou simplesmente passeando de carro.

Começamos com “Continental Drift”, rockão suingado muito legal, timbres irados de guitarra, com ótima produção da cozinha e destaque especial para o som de bateria na cara, tecladeira de muito bom gosto, que abre brilhantemente a bolacha. Nesta, Bucket não abusou de seu virtuosismo, simplificando a guitarra, mas com resultado bem interessante. “Game Theory” vem na sequência e traz uma levada Jazz, “wah wah” de bom gosto bem colocado, canção com levada agradável e bem balançada, e com um solo muito bonito.

“Archetyp” a terceira, injeta certa tensão na bolacha… Esquizofrênica, urgente, bem timbrada e curiosa, nota-se a espetacular desenvoltura de Bucket não só pra tocar guitarra, mas também para compor arranjos inusitados – logo vem em mente o excepcional trabalho dele no mais recente CD do Guns. O modo que ele lida com o “wah” sempre é com muita perspicácia e parcimônia, sem abusos.

“Terra Firma” é toda sexy, com solo arrebatador, animal, cozinha concisa, tecladão fazendo a cama por trás… Puro groove, além de lindas guitarras limpas.

Em “Cosmogny” é hora de colocar o som no volume máximo, e acelerar um pouco mais a máquina. Rockão direto e reto, ao ponto.

“Box Beat Boom” vem com aquelas particularidades do Bucket, com som tipo vídeo game e tal. Interessante e orgânica, além de uso sobrenatural do “Wah”.

Enfim, baixe e se divirta, conferindo porque Axl Rose convidou o cara há muito tempo atrás para ajudar a compor seu mais recente CD.
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LUZ NO FIM DO TÚNEL – 7ª EDIÇÃO

2 03 2011

Por: Roberto A.

Banda: Omnium Gatherum
Álbum: New World Shadows (2011) 
 
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Hi There. Ótima quarta para todos os navegantes do sítio bacanão rockeiro da web, IMPRENSA ROCKER. Lá vamos nós com mais uma sugestão e, nesta edição, uma sugestão pesadona – poucas vezes estive tão confiante numa indicação como nesta, e vou arriscar desde já, acreditando que não somente nosso editor, Gabriel vai curtir, mas também Heltão, Sephi e Renatêra vão se amarrar no som do Omnium Gatherum,  banda de Death Metal Melódico da Finlândia.

O disco é nada mais nada menos que espetacular. Pelo menos há uma semana não consigo deixar de ouvi-lo. Eleva o Death Metal a outro nível, colocando melodia na mistura – e me espantou a qualidade da produção, tudo muito nítido, belo e (pasmem) acessível! Confiram vocês mesmos, em caso de dúvidas.

Começamos com “Everfields”… Magnífica! Guitaras ao contrário dão vez à batida tribal, com um baixão muito bem timbrado em destaque, e tecladeira soturna. Tudo isso preparando a cama pra cacetada que vem logo: pedal duplo animal e distorções maravilhosas – concorda Gabriel? A faixa já dá pistas do discão que os sujeitos fizeram. Um soberbo solo de guitarra logo rola, e o vocal vomitando: “Eu o escuto/Eu o vejo/Eu o provo/O perfume está no ar/Eu nunca estive aqui, nem nunca saí/E a caminhada, oh a caminhada/Meus pés estavam cansados/E minha alma estava no meio do caminho para uma sombra”. Musicaço, na sincera.

Seguimos com “Ego”, uma cacetada mais rápida e direta, e com mais melodia inclusive. Tem um quê de épica. Espantoso que um vocal gutural soe tão límpido como nesse disco – tudo muito pesado e, como eu disse há pouco, ao mesmo tempo acessível. Sinceridade comendo solta: “Fabuloso e ridículo/Feitiços e névoa/Conspícuo/Mas o que de fato é real para nós/Vivendo/Ficando fortes/Um dia você se vai/Seguiu em frente/E a espiral foi concluída”. Timbres muito bem colocados e solo ótimo. Longe de exagero, basta ouvir.

A terceira dá título ao álbum e é arregaçante… Cole mais o volume. Tensa, urgente, e com uma semelhança mutíssimo bem vinda com Faith No More, em seus melhores e mais pesados momentos. Esta desde já é candidata a uma das melhores canções do ano: épica e, deus do céu, que distorções!!! Realmente, complica crêr no que se ouve em determinado ponto, tamanha a qualidade da parada. “Você está programado não para brincar/Mas para morrer/Cego”.

“Soul Journeys” pega pesado, num crescendo neurótico apoteótico programado, com tecladeira animal e pegada viral. O CD não deixa o pique variar e nem dá tempo pra respirarmos. Guitaras espertas temperam tudo com muita melodia e bom drive, além de uma pegada irada dos caras. 

Em “Nova Flame”, a próxima, prestem atenção especial na pegada do baterista: pratos límpidos, caixa na cara e levada bestial. O vocalista vai direto ao ponto: “A Primeira lei é ser/A segunda tem olhos para ver/A terceira é cheia de mistério/De quantas você precisa?/O que é necessário?”. Solo tenso, no qual os arranjos espetaculares já não surpreendem, pois estão no disco inteiro. “An Infinite Mind” inova e renova o lance, apresentando (em algumas partes da música) algo curioso: o vocal caractérístico do Death Metal sob algumas bases limpas, ficando simplesmente muito interessante o mix – confiram, mas colem o volume.

“Watcher Of The Skies” é uma instrumental atomosférica, com guitarras limpas no início, harmonia bem pensada e solos que por si só compensariam o CD. O instrumental é maravilhoso e abre caminho para paulada magnífica “The Distance”.

Me alegra ver que o Metal está se renovando com grandes artistas, como estes sujeitos. Amigos leitores, baixem, ouçam, comentem aqui no blog, e não se arrependerão. Até a próxima!

Link complementar:
http://www.darklyrics.com/lyrics/omniumgatherum/newworldshadows.html
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LUZ NO FIM DO TÚNEL – 6ª EDIÇÃO

21 02 2011

Por: Roberto A.

Banda: And You Will Know Us By The Trail Of Dead
CD: Tao Of The Dead

Antes de mais nada, uma soberba semana aos fiéis navegantes deste sítio do caralho, com muitos momentos bacanas, cervejas bem geladas e, obviamente, algum sexo, rs. Estou prestes a vos apresentar um discaço – daquelas descobertas que me faz ficar rindo sozinho feito bobo, com o pod no volume máximo, incomodando parceiros aqui no trampo. E mesmo no carro, é daqueles CD’s que você fica ouvindo por dias, incrédulo no que sai pelos fones de ouvido.

É uma banda legitimamente ROCK N’ ROLL, com músicas fantasticamente distorcidas, bem elaboradas e, melhor ainda, esquisitas, estranhas – pra complicar um pouco, com apelo Pop, melodias, lances modernos embutidos (quanto mais difícil de definir, mais eu gosto). Mas enfim, com esta banda, é (quase) certo que Sephi vai ficar de cara, como eu fiquei. Os sujeitos conseguiram mixar a morbidez do Nirvana, com a pegada do Pixies, o descompromisso do Guns n’ Roses, com a modernidade do Radiohead – claro, tudo isso são apenas referências rápidas, no que eu pude mencionar, mas é um trabalho muito perspicaz, emocional, e original.

O bando atende pelo nome “And You Will Know Us By The Trail of Dead”, em bom portuga: “E Você Vai Nos Conhecer Pelos Rastros dos Mortos”. São artistas daqueles que passamos a gostar de imediato, luz no fim do túnel de fato.

Clique aqui para baixar o CD.

Começamos com “Introduction: ‘Let’s Experiment’”. Começo animal, um crescendo hipnótico com guitarras loucas, bateria na cara e ruidozinhos bem colocados, dando pistas do que está por vir nesse CD irado. “Pure Radio Cosplay” vem colada com guitarras muito bem timbradas, num lick que lembra “jumping jack flash” do Rolling Stones, mas que logo descamba numa porrada distorcida estranha e bacana, onde o vocal vomita com fúria e comoção. Urgência, tensão e beleza definem esta faixa. Na sequência temos o “verão de todas almas mortas”, ou “Summer Of All Dead Souls”, paulada das mais interessantes, com um riff de guitarra matador, e um lick esperto, tudo coberto por camadas de distorção e bom gosto. Gruda no ouvido à primeira audição. Eu falo pra vocês, esta é uma banda que vale a pena ficar fã – aumente mais um pouco o volume nesta. Bonitos violões surgem também no decorrer da música. Dando sequência com “Cover The Days Like A Tidal Wave”: batida trivial, melodicamente espetacular, timbres antagônicos de guitarra que me fizeram ter vontade de voltar a estudar o instrumento, e tudo pra logo no primeiro minuto entrar uma massa sonora sônica, esporrenta distorcida, estranha e bonita – como eu gosto. Nessa altura do CD, vocês já deverão ter sacado que uma faixa é colada à outra, numa combinação perfeita. Seguimos com “Fall Of The Empire”, sombria, lenta, soturna, e interessante. “The Wasteland” nos leva para galáxias próximas, e funcionaria muito bem durante uma caminhada num dia ensolarado – faixa colorida, de pegada contagiante, refrão matador e Pop, e tudo com o drive colado no dez, e com uma linha de baixo muito bem sacada e timbrada. “Weight of The Sun” poderia tranquilamente figurar entre minhas favoritas, mas num disco tão bom como este fica complicado eleger melhores (que refrão espetacular!). Melodia muito bem colocada pelo ótimo vocalista, num arranjo muito bom e riffs estupendos, como há muito tempo eu não ouvia. “Ebb Away” traz alguma calmaria após tantas canções animais, mas não pense que acabou-se a distorção e melodias Pop. Esta é uma canção grudenta e ótima. Em “Somewhere Over The Double Rainbow” (ou The Fairlight Pendant, conforme a versão)… Meus amigos, que final apoteótico para uma canção, concorda Gabriel? Atentem para a qualidade dos timbres de guitarra, baixo, bateria, e no cuidado da produção deste CD. Fechando este disco de alto nível, uma canção ímpar como “Strange News From Another Planet”, magnífica, com ênfase melódica, vocais muito bem sacados e guitarras viris. Poucos discos trazem uma última canção que poderia ser single, ou a primeira.

Esta é uma bolacha que tenho (quase) certeza que irá agradar a maioria dos rockers antenados e de cabeça aberta, e trará mais alegria aos nossos dias, em que somos bombardeados por artistas de qualidade discutível. Esta banda que apresentei neste post é uma pérola não lapidada.

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LUZ NO FIM DO TÚNEL – 4ª EDIÇÃO

8 02 2011

Por: Roberto A.

Banda: Arafel
CD: For Battles Once Fought

A Priori, desejo uma semana bacana a todos boys and girls que frequentam este sítio do barulho. Vamos nós para mais uma edição da “Luz no Fim do Túnel”, a seção para quem (ainda) acredita no poder que a boa música tem, e para quem bota fé que (ainda) existem artistas que fazem a diferença no oceano de lixo que a mídia insiste em nos empurrar. Ok, mas para que esta seção prospere e prossiga, acho saudável que nossos amados leitores comecem a participar e comentar mais, para dar mais ênfase e sentido em tudo isto.

Eu, em minhas eternas pesquisas sônicas, ouço muito de tudo, e das vertentes do Rock, vou em todas. Confesso que Metal nunca foi meu estilo favorito, mas sim, há muitas bandas e diversos CD’s nesse estilo que eu aprecio, e muito. E pro deleite dos amantes do som pesado, esta edição apresenta uma banda espetacular – um disco sublime de Folk Death Metal: os caras Arafel.

Pra mim já estava meio enraizado o lance de que os discos Metal e Thrash seguiam meio que uma cartilha, aquela porradaria ininterupta, bateria seca, as mesmas distorções de sempre, gritaria incessante e coisa e tal – o Metal tem muitos e muitos clichês. Mas ouvindo esta rapaziada voltei a me entusiasmar com o gênero. Arafel chuta os clichês pra longe e dá um frescor de energia e vitalidade ao Metal. Baixe a bolacha e acompanhe a resenha.

Clique aqui para baixar o álbum.

Começamos com “Sword’s Hym”, épico pauleira, estilo filme – foda início de um disco matador! Vozes operísticas, sons de cavalo e o coice começa. Velocidade absurda, mas o que mais impressiona é a qualidade da produção: timbres maravilhosos de guitarra e bateria, o que é uma raridade nos discos Metal recentes, além de vocal límpido e audível – outro lance raro. Tudo muito bem sacado, produzido, e timbrado. Simlesmente de tirar o fôlego. Riffs assombrosos, enfim, uma baita música.

“Kurgan”, a posterior, traz um elemento não muito usado no Metal: melodia, e muito bem colocada. Guitarras duelando lindamente, peso do bom, bateria demolidora, essa vem diretamente do game “Doom” para as nossas cabeças. Vocal declamando furiosamente, mas de forma cadenciada e limpa, e uns lances gregorianos, creio eu, fazendo diferença nos arranjos. Som animalesco.

“The Siege” traz violões limpos no começo, pra logo distorções demolidoras terem vez – reparem nos harmônicos feitos pelas guitarras. Muito bom! Empolgante pancadaria sonora, com destaque guitarrístico e vocal vomitado em decibéis razoáveis. Difícil ficar indifetente a um som destes, logo você está batendo a cabeça ou saltando.

“1380 – The Confrontation” lembra o Iron Maiden no comecinho, mas logo depois manda qualquer semelhança pras cucuias. A canção tem uma personalidade toda própria, irada, e viril, e talvez seja minha preferida no álbum (pelo menos neste momento). Complica eleger uma favorita num disco todo bom, como este, mas “1380…” é foda. Um tapa na cara, perfeita pra acordar bêbados que viraram a noite na gandaia com o volume colado no máximo. Que pratos nítidos da batera nessa faixa… Bem legal MESMO!

A próxima, “Last Breath Of Fire”, é uma instrumental vigorosa e bacana, que abre caminho para a destruidora “I’m Feld”, uma arregaçantemente rápida e distorcida massa sônica esporrenta. Aumente mais um pouco o volume nessa.

O que posso dizer é que fiquei, além de impressionado, muito satisfeito com esta descoberta. Caras assim podem dar ainda muitos mais anos de relevência ao Metal, injetando garra, frescor e talento legítimo, renovando o estilo. Baixem correndo e não se arrependerão.

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LUZ NO FIM DO TÚNEL – 3ª EDIÇÃO

1 02 2011

Por: Roberto A.

Banda: The Pinneapple Thief
CD: Show A Little Love (EP)

Antes de mais nada, desejo uma boa semana aos rockers que nos acompanham, neste singelo blog alternativo. Desta feita, em nossas peneirações semanais, destaco uma banda deveras interessante, a Pinneapple Thief. Estilo Alternative Rock, diria eu, mas sei lá. O que sei é que o disco é bom à beça e merece ser ouvido pelo maior número possível de pessoas, ainda mais se for considerar o mar de mediocridade que temos atualmente em evidência, musicalmente falando. Só para contextualizar, a Pineapple Thieffoi fundada por Bruce Soord em 1999, em Somerset, Inglaterra. “Show a Little Love” é um EP que traz quatro faixas novas, além de versões alternativas para canções do aclamado álbum “Someone Here is Missing”, lançado em junho do ano passado.

Clique aqui para baixar o disco (senha: mikkisays.net)

O CD começa sutilmente com “Show A Little Love”. Semelhanças com Smashing Pumpkins, baixão distorcido, e vocal sussurrando: “O que foi que você disse?/Eu tenho que segurar alguém?/Ou até mesmo mostrar um pouco de amor?/É fácil de ver/As paredes estão se fechando para você e para mim/Eu não posso ajudar se eu estou tomando o caminho errado?/Eu estou tomando o caminho errado para baixo”. Disfarce perfeito para a paulada swingada Punk em que a música se transforma. Muito, muito bacana mesmo! Destaco a bateria viril, o timbrão da guitarra distorcida e o baixo muito seguro – os caras são instrumentistas fodásticos. Som que ajuda a botar mais fé no mundo.

A próxima é “I Can Only See The Lights”, que começa viajandona, com baixão marcante, ruidozínhos bem colocados e levada deliciosa, lembrando os melhores momentos do Blur – música de fato muito agradável de se curtir. “Miilion Miles Of Course”, um rockinho delicioso, é a terceira. Guitarras limpinhas, batida empolgante da batera, baixão esquisito, de apelo pop, traz angústia e distorção dignas do Nirvana. Muito bom som! “Counting the Cost”, a posterior, começa com um lindo violão limpinho, que faz viajar pra mares distantes com sua linda harmonia: “Mas sinto muito bem para ver o caminho”. Som de leveza e beleza incrível. Na sequência, com batida hipnótica e envolvente, temos “To Live And Die To”. Deslumbrante amostra do entrosamento desses caras e eficácia instrumental. Leveza só pra começar, pois o que vem depois é uma pauleira sônica, brilhantemente timbrada – que sons lindos de guitarra! Uma instrumental muito boa esta.

Pitadas de Pink Floyd aparecem na próxima, “Wake Up The Dead”, com lindos pianos, violão limpo e arranjo fenomenal nos vocais, que dizem algo assim: “Eu vou descobrir o que está em sua cabeça/E sim, eu vou descobrir o que está em sua cabeça/Nós não somos os mesmos/Nós não somos mais o mesmo/Seu suicídio apareceu à minha porta”. Beleza de som – ouça imediatamente. “Someone Here Is Missing” é uma canção acústica e excepcional, trazendo uma sensação de frescor e benevolência na sequência musical do CD,  que se encerra com “Dead In The Water”, um Rock do bom,  com linda timbragem de bateria  e guitarra, além de um vocal calmo, que diz: “Não há outro lugar para morrer exceto os meus braços…”. Recomendado!

Se você gosta apenas de música pesada ou quadrada, não perca tempo baixando, mas se aprecia Rock espacial (especial) e biscoitos finos, já deveria ter feito o download antes mesmo de ler a resenha toda. Vale muito à pena descobrir que ainda há luz no fim do túnel.

Tracklist:
1. Show A Little Love (Single Edit) 
2. I Can Only See The Lights
3. A Million Miles Off Course
4. Counting The Cost
5. To Live And Die To…
6. Wake Up The Dead (Acoustic)
7. Someone Here Is Missing (Acoustic)  
8. Dead In The Water (Worldengine Remix)

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LUZ NO FIM DO TÚNEL – 2ª EDIÇÃO

26 01 2011

Por: Roberto A.

Banda: Riverside
CD: Anno Domini High Definition (EP)

Dando prosseguimento com esta nova seção, alegro-me de estar fazendo parte do time de um dos blogs mais interessantes atualmente na pequena-grande teia da estrada da informação web. Empolga-me ainda saber que existem artistas que compensam conhecer e discos que valem a audição; que nem tudo é hype, nem tudo é descartável, nem tudo é propaganda de cerveja ou refrigerantes…

Gabriel, Renato, e demais rockers, que tem o Metal como seu estilo preferido, preparam-se para este petardo… Riverside é uma jóia num mar de bijuterias. Uma banda com muitíssimo valor, ótimas músicas, e pegada espetacular, misturando diversos elementos Metal a um som bem peculiar e empolgante, que apresentam nesse bacanudo discão, que começaremos a dissecar agora. Antes de mais nada, caro leitor, baixe o CD para que a resenha funcione melhor. Esta banda foi formada na Polônia, em 2001.

Clique aqui para baixar o álbum.

O CD começa sutil, com leveza, beleza e um lindo som de piano que logo ganha um fade-out , para iniciar uma paulada sônica de arrepiar a nuca. “Hyperactive” é o nome da primeira música, e para hiperativos, como eu, funciona muito bem. Distorção muito bem timbrada e um tecladão fantasmagórico estilo Faith No More fazem o clima ir esquentando, até que o vocal decreta com muita categoria: “É apenas mais um dia da minha vida/Na alta resolução da nova geração da terra dos sonhos/Eu amaldiçôo o sol/Sair da cama?/Espero que a minha venda não tenha terminado ontem”. A canção segue num climão foda, com os músicos esbanjando vitalidade, num som feito pra empolgar e bater cabeça. A segunda, “Drive To Destruction”, eleva ainda mais o nível, num crescendo apoteótico espetacular, e traz sem sombra de dúvidas o solo mais vigoroso de guitarra que ouvi neste ano, por enquanto. Elementos diversos e variados, mas com peso constante, e muitíssimo bom gosto: isso define muito bem a faixa. Na sequência, aumente mais um pouco o volume, pois o som merece. Transparecendo beleza e sofisticação, bem como esmerada produção, “Egoist Hedonist” é mais uma das boas surpresas que tive o prazer de ter este ano. Cara, que clima gostoso de se ouvir numa música! As guitarras fantasmagoricamente bem timbradas, batera na cara, e vocal inspiradíssimo. O pau com solto nessa. A posterior “Left Out” é uma balada que não faria feio na programação de qualquer FM de boa qualidade que se preze. Clima maravilhoso, solos estupendos de guitarra, teclados timbrados lindamente e uma bela letra: “Um dia a gente poderia ter vencido sem tirar o orgulho de alguém/Teríamos nos tornado fortes/Andando através da nossa vida lado a lado”. A próxima, “Hybrid Times”, começa com um teclado belíssimo, num clima muito agradável e bem produzido, vocal limpinho e com belas melodias dobradas. Mas logo a canção cai na distorção e a bateria é jogada na sua cara, encerrando brilhantemente este EP, que evidentemente, recomendo à todos rockers de ótimo gosto. Aproveite o resto de volume que há em seu aparelho e cole no máximo, pois a faixa é REALMENTE matadora! Baixão distorcido, um refrão que magnetiza, guitarras assombradamente bonitas, tecladão fim-de-mundo… Fico feliz, de fato, que ainda exista gente fazendo música que importa. Ouça esta música com atenção, e me digam se não é do caralho. E que solo de guitarra assombroso!

Esclarecendo mais uma vez o mote da nova seção, aqui não apresentaremos artistas perfeitos, discos perfeitos, até mesmo porque isso não existe, bem como não existe seres humanos perfeitos. A idéia aqui é mostrar para vocês, ilustres leitores, músicas e bandas ACIMA DA MÉDIA do que vem rolando pela mídia – sites, revistas, etc. Artistas que poderiam passar batido, mas que por sua qualidade apresentaremos no blog mais cool da web nacional. Não me prenderei em estilos ou gostos, nem mesmos os meus, pois o bacana é justamente abrir nossa cabeça, musicalmente falando, e não ficar preso a um só estilo dentro do Rock – nem querer que nossas bandas favoritas façam a vida inteira a mesma coisa. Sendo Rock, apresentaremos aqui. Não precisa necessariamente ser Metal, Hard, nem nada disso. Apenas precisa ser honesto, bom, e…ROCK N’ ROLL. Vamos juntos! Baixem e comentem, que em breve retornarei com mais sugestões para todos nós.

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