“O QUE ROBERT PLANT ESTÁ FAZENDO?”, PERGUNTA ALICE COOPER

28 01 2011

Fonte: Examiner

O website “Examiner” bateu um papo com o lendário Alice Cooper, que falou sobre a produção do “Welcome to my Nightmare – Part 2”, Led Zeppelin, boxe e muito mais.

Confira a matéria completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Alice Cooper parou um momento para refletir, durante seu jogo de golf, na última quinta, no torneio “52º Annual Bob Hope Classic”.

E o que ele fez após isto?

Uma noite, bem antes da fama e fortuna chegarem, ele e sua banda estavam tocando uma série de duas noites no “Whiskey a Go Go”, em Hollywood. Eles dividiram o palco com outras duas bandas desconhecidas: Led Zeppelin e Pink Floyd.

E assim vai a história de Alice Cooper, o novo indicado para o “Rock n’ Roll Hall of Fame, ávido jogador de golf, fã de boxe e DJ de um programa independente, que se tornou um dos preferidos em Palm Springs.

“Naquele tempo éramos todos músicos famintos, tentando conseguir um show”, relembra Cooper. “Com o dinheiro que ganhávamos, nós comprávamos comida”.

Cooper, que fez 63 anos na última sexta, disse que o programa “Nights With Alice Cooper” lhe dá a oportunidade de tocar “músicas perdidas”.

“Há tantas ótimas músicas perdidas”, diz Cooper. “Ouça ao rádio hoje em dia; eles estão tocando as mesmas canções dos anos 60. Se você gosta do Led Zeppelin, você irá adorar os Yardbirds. Não há Led Zepplein sem os Yardbirds. Gosto de educar as pessoas com relação ao fato de que há uma ótima música que se perdeu nos anos 60 e 70”.

Cooper chegou ao torneio de golf após uma ocupada temporada no estúdio. Ele está trabalhando no “Welcome to my Nightmare – Part 2”.

“Nós temos o produtor original e três dos caras originais na banda”, diz Cooper. “Muita coisa está voltando para o original, mas o processo de composição é muito mais moderno”.

Cooper ficou perplexo quando soube que Robert Plant confessou que ele pode estar velho demais para tocar as canções do Led Zeppelin.

“Eu subo no palco e digo ‘aumente isso aí’”, disse Cooper. “Nunca me canso de tocar minhas canções”.

O músico ecoa o sentimento dos fãs do Zeppelin.

“Eles estão esperando”, falou Cooper. “O que é tão difícil? Jimmy Page quer fazer, John Paul Jones quer fazer, e eles têm o filho de Bonham, que é um baterista matador. Tudo que eles precisam é de Robert Plant. Mas o que Robert Plant está fazendo? Tocando música Folk! O que ele está fazendo”?

Cooper fez questão de conversar com Sugar Ray Leonard, que estava fazendo sua estréia no torneio de golf.

“Nós falamos sobre a luta com Duran (Nota do Tradutor: uma das lutas de boxe mais famosas da história, Sugar Ray Leonard X Roberto Dúran, na qual Leonard perdeu o título mundial). “Ele me contou que olhou para o outro lado do ringue e viu aquele pitbull lhe fitando, como se fosse comê-lo”.

O “Brawl in Montreal” (N.T.: Brawl in Montreal, em português, fica algo como Briga em Montreal. Foi como a luta ficou conhecida) foi o ponto mais alto da carreira de Dúran.

“O lance de Ray é que ela era rápido e difícil de ser acertado”, diz Cooper. Mas Ray disse que ele era rápido e que batia mais forte do que qualquer um no planeta. Ele batia como um peso-pesado. Quando ele te pegava, machucava”.

De acordo com Cooper, a luta ensinou a Leonard a respeito do lado mental do esporte.

“Ele disse que a luta estava for a dele após o primeiro round”, falou o músico. “Ele disse que ele percebeu que não estava preparado para aquele cara. Na luta seguinte ele lutou de forma diferente”.

Cooper disse que a única luta que ele quer ver é Mayweather X Pacquiao.

“Acho que talvez Mayweather esteja evitando Pacquiao”, diz Cooper. “Não o culpo. Acho que Pacquiao é incrível. Ele derrubou todo mundo”.





CHICKENFOOT: “CHEGOU A HORA DE ‘ZEPPELINIZAR’ NOSSA MÚSICA”, DIZ SAMMY HAGAR

27 01 2011

Fonte: Music Radar

O website “Music Radar” publicou uma matéria sobre o supergrupo Chickenfoot, com depoimentos exclusivos do vocalista Sammy Hagar. Na matéria, Hagar fala sobre o novo álbum – cujas gravações começam amanhã -, possíveis substitutos temporários para o baterista Chad Smith, dentre outros assuntos.

Confira a matéria na íntegra, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

O Chickenfoot começa a gravar seu novo álbum nesta sexta-feira, mas para o vocalista Sammy Hagar, as próximas 48 horas parecerão uma eternidade. “Estou tão preparado para fazer este disco”, diz. “Estou mais do que preparado! As canções que temos, os riffs que têm aparecido – estamos indo fundo”.

De acordo com Hagar, “Temos umas coisas planejadas que nunca poderíamos nem ter sonhado quando nos juntamos. Estou falando de algo mais pesado, mais blues, mais emocional – fico arrepiado só de pensar nelas”.

O Chickenfoot (que também inclui o guitarrista Joe Satriani, o baixista Michael Anthony e o baterista Chad Smith) irá gravar o álbum no estúdio de Hagar, em Marin County, que se chama “The Foot Locker”, mas antigamente era conhecido como “Red Rocker”. “Fizemos muita coisa do primeiro álbum aqui”, ele diz. “E o concluímos no ‘Skywalker Studios’. Desta vez, tenho certeza de que poderemos fazer tudo aqui. Cinco canções do primeiro álbum foram gravadas inteiramente aqui, e elas são algumas das minhas preferidas”.

Hagar é particularmente apaixonado pelo som de bateria que o salão ao vivo do estúdio oferece, e ele diz que recentes melhorias na mesa de som irão resultar “numa bateria que irá arrancar sua cabeça. Mal posso esperar para ouvir meu amigo Chad neste lugar. Nós ajustamos tudo a um nível inacreditável. A não ser que eu esteja louco – e, é claro, já foi dito que eu sou – ninguém irá dizer que não temos linhas suficientes ou que a mesa falta isto ou aquilo. Este lugar foi construído para detonar. Ficaremos aqui até este safado ficar pronto”.

O que não demorará, acredita o vocalista. “O último disco nos tomou três meses”, diz. “E eu acho que terminaremos este em metade deste tempo. Nós não temos aquelas sessões penosas onde olhamos frase por frase e tiramos toda a energia das canções. Todos são tão musicalmente capazes nesta banda, que podemos detonar. Somos quase como uma banda de Jazz. Alguém diz algo e lá vamos nós”.

Enquanto que o debut da banda, que recebeu disco de ouro, foi coproduzido pelo veterano Andy Johns junto com a banda, desta vez Mike Fraser, que mixou o álbum anterior, será o engenheiro e co produtor. “Andy é ótimo, mas ele é vai um pouco pela tentativa de acertos e erros”, diz Hagar. “Ele meio que dá asas à coisa. Mike já é um tipo diferente de animal. Ele é um cara mais controlador, mas de uma forma positive. Acredite em mim, esta banda pode ficar à deriva com a constante fluidez de idéias, então precisamos de um cara que nos domine”.

Hagar estima que a banda irá entrar no estúdio com quatro canções totalmente prontas – música e letras. Dos 14 fragmentos de canções que Satriani mandou para o grupo nos últimos meses, o cantor diz que tem idéias melódicas e líricas para cerca de oito delas. “Veremos o que funciona e o que não. A música e a composição é tão espontânea nesta banda. Tenho certeza de que assim que todos estivermos juntos na sala, outras canções surgirão e outras ficarão pelo caminho”.

Apesar do Chickenfoot ter passado boa parte de 2010 afastado (Satriani acabou de concluir uma turnê do seu álbum mais recente, “Black Swans and Wormhole Wizards”, enquanto Smith tem estado terminando o aguardado próximo álbum do Red Hot Chili Peppers), Hagar não tem razão para duvidar que assim que os quatro músicos se reunirem, voarão faíscas. “Tudo que tenho que fazer é dizer a Joe que estou pensando em fazer algo na linha de “Whole Lotta Love”, e ele tocará um riff com aquele espírito. Então eu começo a cantar, Chad and Mike entrarão rasgando e, antes que você perceba, nós temos uma canção”.

Quando perguntado como o novo álbum poderá se diferenciar do seu predecessor, Hagar aponta para uma canção intitulada “Come Closer”, na qual ele diz ser a primeira vez que Satriani compõe uma música para uma letra dele já existente. “Normalmente, eu escrevo a letra para as músicas; desta vez fizemos o contrário, e ficou maravilhoso”. Hagar também menciona dois números acústicos nos quais Satriani tem trabalhado. “Eles são Blues sensacionais”, diz. “Estou ouvindo as minhas antologias de Robert Johnson para entrar no espírito. O que eu quero fazer é ser bem autêntico com o Blues, como o Zeppelin fazia. Quero pegar o Blues e transformá-lo em Rock. Chegou a hora de ‘Zeppelinizar’ nossa música”.

Sobre uma possível data de lançamento, Hagar diz que “é um pouco cedo para prever isto, mas eu realmente quero cair na estrada neste ano”. Um possível problema com relação às turnês centra-se em Smith, que provavelmente irá tocar com o Chili Peppers quando eles lançarem seu novo álbum no verão (Nota do Tradutor: Verão no hemisfério norte). “É um conflito”, Hagar admite. “Mas o que se pode fazer? Chad irá fazer um álbum incrível com nós. Se ele não puder excursionar com a gente, teremos que pegar um substituto temporário”. Ele fala em Jason Bonham, Matt Sorum, Vinnie Paul e Abe Laboriel Jr. como possíveis candidatos. “Qualquer um destes seria maravilhoso mas, como eu disse, eles seriam temporários – tenho que salientar isto. Chad Smith é um membro do Chickenfoot e pronto”.





JASON BONHAM RELEMBRA DE ATRITO ENTRE SEU PAI E STING

20 01 2011

Fonte: Spinner

Falando com o website “Spinner”, Jason Bonham, filho do inesquecível John Bonham, baterista do Led Zeppelin, relembrou de cena inusitada com o pai quando o The Police havia acabado de explodir.

“Ele me levou para ver o The Police quando eles tinham acabado de fazer o segundo álbum, então eles ainda eram uma grande novidade. Eu achava que Sting era a coisa mais legal do mundo”, lembra. “Meu pai conseguiu me levar ao backstage e acabou ameaçando bater em Sting. Foi hilário! Meu pai entrou, e Sting era bem arrogante na época. Ele era o mais novo frontman bem sucedido e tinha aquele tipo de atitude punk. Meu pai provavelmente era um dinossauro na visão dele, mesmo só tendo 32 anos. Lembro de Sting dizendo, “ei cara, não pise nos meus sapatos de camurça azul (Nota do Repórter: uma brincadeira com a canção dos anos 50, “Blue Suede Shoes”, de Carl Perkins, que significa “sapatos de camurça azul”. Sting usou a canção para insinuar que Bonham era um velho). E meu pai disse, “Vou pisar é na porra da sua cabeça em um minuto”.

Uma das últimas coisas que Jason se lembra de ter escutado seu pai falar foi, “você vai voltar para a bateria, não é”?

O jovem Bonham era um adolescente obcecado por corridas de motocross, estava prestes a assinar um contrato profissional e tinha outros planos para seu futuro. Foi após a morte de seu pai que ele resolveu seguir seus passos e se dedicar à bateria.

“Eu o perdi quando ele era meu ídolo, e ele ainda é”, disse Jason.





ROBERT PLANT NOMEADO PARA CONCORRER AO “BRIT AWARD”

14 01 2011

Fonte: Blabbermouth

O lendário frontman do Led Zeppelin, Robert Plant, foi nomeado para concorrer na categoria “Artista Solo Britânico do Sexo Masculino” no “Brit Award” (o evento britânico equivalente ao “Grammy”) deste ano. Os vencedores serão anunciados na “O2 Arena”, em Londres, no dia 15 de fevereiro. 

“Band of Joy”, o novo álbum de Plant, vendeu 49 mil cópias nos Estados Unidos na semana de seu lançamento, estreando em 5º no top 200 da “Billboard”.

Primeiro lançamento de Plant desde o álbum de Bluegrass “Raising Sand”, que recebeu seis “Grammy” e foi feito em parceria com Alison Krauss, “Band of Joy” conta com a ajuda de músicos norte-americanos, que também estão tocando com Plant na atual turnê.

A formação da banda conta com, além de Plant, Patty Griffin nos vocais, Darrel Scott em diversos instrumentos e vocal, Byron House no baixo e vocal, Marco Giovino na bateria, percussão e vocal, e Buddy Miller na guitarra e vocal.





SLASH FALA SOBRE JIMI HENDRIX

12 01 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Traduzido por: IMPRENSA ROCKER
Fonte: The Quietus

O website “The Quietus” conduziu uma extensa entrevista com o icônico guitarrista Slash, que falou sobre o guitarrista mais influente da história: Jimi Hendrix.

Confira abaixo a entrevista na íntegra, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER! 

Por qualquer ângulo, Saul Hudson tem vivido uma vida mágica. Como parte de uma das maiores bandas do mundo, ele se tornou um ícone por seus próprios méritos, e desde então já tocou com Michael Jackson, Bob Dylan e Ray Charles.

Ele sobreviveu anos à deriva num oceano de Jack Daniels e à ridícula gestação do “Chinese Democracy” do Guns n’ Roses (no qual ele não fez parte), mantendo sua reputação mais ou menos intacta.

Enquanto que os méritos artísticos em aparecer no “American idol” ou em ser imortalizado como um personagem de video game talvez estejam abertos para debate, parece que o lugar de Slash no panteão do Rock está muito bem seguro.

Quando conversei com ele, ele foi afável, entusiástico e louco para falar sobre a duradoura influência de Jimi Hendrix – um ídolo dele que não foi abençoado com tal longevidade.

Você nasceu na Inglaterra. Sua mãe fazia o figurino de David Bowie e seu pai fazia capas de discos para gente como Neil Young. Você deveria ser bem novo na época, mas alguma vez você encontrou Hendrix pessoalmente?
Nunca, mas minha mãe e meu pai eram do Rock n’ Roll, e especialmente meu pai me criou com o Rock inglês, você sabe, The Kinks, The Yardbirds, Stones e Beatles.

Então este foi o cenário da minha infância. Na verdade eu não conhecia Jimi até me mudar para Los Angeles, e de repente havia Hendrix, The Doors, The Mamas and The Papas, Starship – aquela coisa toda que estava acontecendo. E Jimi era excitante. Ele era a personificação daquele guitarrista selvagem e elétrico.

Você se lembra da primeira vez que o escutou?
Não especificamente, mas na nossa casa, em “Laurel Canyon”, era algo que lembro estar sempre na nossa radiola – o primeiro disco do Hendrix Experience. “Purple Haze” e “Light My Fire” estão bem enraizadas na minha memória.

O que foi que fez ele se destacar? Quando penso nos guitarristas que talvez tenha uma influência audível na forma como você toca, eu diria que é Page, Perry e talvez alguns dos Punks ingleses. Como Jimi entra nisso?
Provavelmente de forma subconsciente, porque eu só me tornei um guitarrista mais tarde, e olhando para quando peguei uma guitarra pela primeira vez, eu percebo que sempre fui focado em música guiada pela guitarra – eu sempre esperava pela entrada da guitarra.

Eu acho que a atração por Jimi era porque ele tinha este estilo fluido e desinibido que basicamente berrava. Tinha aquele som de primeira linha que meio que me atraiu. Eu acho que todos os meus guitarristas preferidos tem uma certa característica maníaca.

Tem alguns discos preferidos?
De Jimi, os dois primeiros discos. “Axis: Bold as Love” é o meu álbum de Hendrix preferido. Sou fã de “Little Wing”. “Voodoo Chile” é ótima, e sua versão ao vivo de “Machine Gun”.

Do “Live at The Filmore East”?
Yeah! O “Live at The Filmore East” é inacreditável. Na verdade, nunca tinha o escutado até os 14 anos.

Eu fico imaginando a extensão do que lhe interessa no mito Hendrix – a mística de sua personalidade.
Lembro de quando era um garoto, provavelmente aos 13 ou 14 anos, e havia um filme de Hendrix que costumava passar nos fins de semana, junto com o “The Song Remains The Same” e “The Rocky Horror Picture Show”, e Steven Adler e eu costumávamos entrar escondidos, nos chapar e ficar assistindo a estes filmes.

Definitivamente há uma fascinação pela personalidade de Hendrix – seu comportamento – que parecia muito, muito cool. Eu não acho que você possa ser muito mais cool do que Jimi Hendrix..

Quando penso sobre Jimi agora, começo a pensar em como era ser um rockstar em 1967 ou 1968. Devia ser uma época bem selvagem, porque tudo era tão novo e primitivo, e todo mundo estava vindo de um lugar tão diferente, mentalmente. Havia acontecimentos políticos que tinham grande influência na cultura jovem, e os garotos tentando segurar a vida e o futuro em suas próprias mãos.

O grande lance sobre as drogas na época, em minha opinião, é que era algo que os garotos estavam usando porque, primeiro, era divertido; e era uma experiência, e meio que era só deles, além do fato de que os adultos odiavam e “O Homem” odiava – não havia o tipo de tabu que há hoje, e havia toda esta experimentação, porque também havia um grande movimento.

Jimi estava na linha de frente daquele jeito de tocar, que mais tarde se seria considerado como guitarra psicodélica. Deve ter sido uma viagem estar perto deles – ser um músico e escrever e criar discos naquela cena, e isto é algo que me fascina com relação aos artistas daquele período.

Eu fui criado nisso – sou um resultado daquela cultura. Nascer na Inglaterra, de um pai inglês e uma mãe negra, é o máximo de anos 60 que se pode ser. Meus avós estavam devastados!

Obviamente Hendrix nasceu nos Estados Unidos, mas foi na Inglaterra onde ele primeiro conseguiu um sucesso significativo. Você meio que é o oposto, apesar de não ter vivido tanto tampo na Inglaterra, antes de se mudar para os Estados Unidos. Você sente algum tipo de empatia por Hendrix por causa disso?
Para mim, especificamente se não fosse pelo… Estou tentando pensar de uma forma mais sutil de colocar isto, mas não consigo. Esta coisa do cruzamento… Se eu não tivesse nascido na Inglaterra e se meus pais não tivessem ficado juntos do jeito que ficaram, eu não seria quem eu sou.

Eu acho que foi muito importante eu ter aquela influência de crescer na Inglaterra naquele período, e misturar as coisas quando me mudei para os Estados Unidos, com tudo que estava acontecendo por lá. Isto teve um grande impacto em quem eu acabei me tornando.

O lance sobre Jimi é que ele nasceu nos Estados Unidos com um talento vindo dos céus, mas foi descoberto por uma turma inglesa que levou ele para Londres, onde tudo estava acontecendo e eles o apreciaram por quem ele era.

É um tanto engraçado, porque você pensa em todos os grandes guitarristas que estavam surgindo na época… Basicamente os guitarristas ingleses eram um bando de garotos brancos que queriam ser negros e tocar aquele tipo de som, e então há este garoto negro vindo dos Estados Unidos que meio que traz a coisa completa de lá e todo mundo fica, “uau”! Todo mundo estava tropeçando em Jimi, que realmente é a personificação daquele jovem guitarrista, usando muita distorção, muito feedback… Deve ter sido bem interessante ser, por exemplo, Jeff Beck, na época.

A representação de Hendrix como parte daquela cena, ou certamente minha percepção da coisa, é que ele era um cara realmente inocente, que foi puxado pelas drogas e hedonismo. Você, talvez mais com o Guns n’ Roses, foi retratado também como adepto do hedonismo. Era uma decisão consciente se mostrar daquela forma – ou aquilo era apenas como você era?
Eu realmente não prestava muita atenção. Eu apenas achava que éramos totalmente normais. Reconhecidamente, nós tinhamos uma certa quantidade de atitude e um certo modo de fazer as coisas, mas basicamente apenas estávamos sendo nós mesmos. Eu acho que naquele ponto em particular, não haviam muitas pessoas – entre meados e fim dos anos 80 – que não se adaptavam ao status quo. Muito daquilo era verdade, mas eu acho que eles passaram muito tempo focados naquilo, porque talvez a mídia achasse que era rentável.

É engraçado, porque eu nasci na cultura das drogas. Não vou falar em nome de nenhum dos outros caras – todos têm razões diferentes para fazer o que fazem – mas para mim, pessoalmente, não tinha nada a ver com os rockstars anteriores a mim. Eu não havia lido sobre isto nos livros. Não fui influenciado por Sid Vicious, Keith Richards ou Jimi Hendrix com relação ás drogas e todo aquele tipo de merda – era apenas parte do meu crescimento natural.

Eu não soube sobre os hábitos químicos dos diferentes músicos e artistas até mais tarde quando fui para a estrada, e então descobri que tal pessoa estava lutando e tinha sérios problemas de vícios e tal. Isto se tornou meio que um consolo – você não se sentia tão culpado por ter todos aqueles problemas, porque alguns dos seus rockstars preferidos tinham os mesmos problemas, mas isto não teve uma influência em como nós nos mostrávamos, ou como eu me mostrava especificamente, então toda a atenção dada a nós sempre pareceu um pouco como… Não sei como dizer. As pessoas estavam chocadas com aquilo, o que provavelmente também nos chocou um pouco.

Hendrix começou como um músico de apoio, tendo tocado na banda de Little Richard antes de ser expulso por ofuscar o frontman. Há uma tensão natural entre u guitarrista extravagante e um carismático cantor?
Eu acho que provavelmente Jimi estava procurando descobrir quem ele era e fazendo qualquer show que podia. Ele provavelmente era bem extravagante em sua mente de qualquer forma, e apenas recebeu a oportunidade de ser quem ele queria ser.

Ele ganhou aquela aceitação em Londres, por causa de toda aquela viagem psicodélica que estava acontecendo lá de forma massiva – isto foi a base da coisa toda, o que é bem interessante quando você pensa a respeito. Se tivesse recebido metade desta chance, tenho certeza de que teria conseguido nos Estados Unidos, mas aquele espírito, num nível criativo, não existia da forma que era na Inglaterra.

Obviamente a carreira de Hendrix foi abreviada, e ele deixou pouco material – suponho que ninguém realmente sabe do que ele era capaz. Com o Guns você atingiu um sucesso extraordinário numa idade bem jovem, e então pareceu que você poderia ir pelo mesmo caminho que Hendrix, ou ao menos você foi retratado desta forma. Você é grato por ter conseguido o tanto que conseguiu?
Bem, considerando tudo, no meu caso foi apenas meio que uma sorte idiota, porque toda hora que eu acabava no mesmo estado físico que Jimi poderia ter estado, eu conseguia sair. Ainda estou aqui. É uma espécie de acidente estranho por si só.

Além de ser a apenas a paixão em tocar e o desejo de me manter fazendo música. Provavelmente eu tenho mais amor pelo o que faço agora do que tinha quando comecei, então isto é o que mantém a coisa em frente.





BOB GELDOF: “O LIVE AID SE TORNOU UM LOBBY POLÍTICO”

11 01 2011

Fonte: Mojo

O website da “Mojo” conduziu uma entrevista sensacional com o músico e ativista Bob Geldof, idealizador e organizador do “Live Aid”, em 1985, que reuniu artistas como Queen, Led Zeppelin, Paul McCartney e Tom Petty num evento para arrecadar fundos para os famintos na Etiópia. Na entrevista, Bob fala um pouco dos bastidores do evento, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista completa, em portugês, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Na noite de 23 de outubro de 1984, o músico Bob Geldof, além de outros milhões na Inglaterra, assistia ao telejornal matinal da BBC1. O que ele viu – a reportagem de Michael Burke sobre a fome na Etiópia – o sensibilizou. 

“Estávamos vendo uma coisa claramente desnecessária”, diz Geldof. “Um crime, na minha opinião. Trinta milhões de pessoas estão morrendo, enquanto na Europa estamos gastando impostos para cultivar alimentos que não precisamos. Gastamos mais impostos para estocá-los e pagamos ainda mais, o que é pior, para destruí-los”.

Nesta entrevista, Bob Geldof fala sobre os bastidores do “Band Aid”, “Live Aid” e “Live 8”.

Quando você viu a reportagem de Michael Burke, quanto tempo você passou pensando, “não posso fazer nada, sou apenas um músico”. Pareceu um grande salto achar que você poderia fazer a diferença.
Eu volto para quando eu tinha 11 anos. Eu não era interessado por esportes. As condições pessoais de minha vida eram terríveis. E então o Rock n’ Roll chegou para este “não-mundo”, esta agitação, que definiu e articulou completamente o que eu estava pensando. Alguns anos depois e eu comecei um lance anti-apartheid com meu amigo Mike Foley. Eu tinha 13 anos. Eu estava lendo Steinbeck, Studs Terkel, Woody Guthrie, então fui de encontro à pobreza através da cultura popular, de certa forma. Aos 15 anos eu não precisava ir pra casa, então eu rodava por Dublin a noite toda com um grupo chamado Comunidade de Simon, fazendo sopa e servindo aos sem-teto e prostitutas. Aquilo era eu. Então quando você chega ao “Live Aid”, não é tão insano o fato de que eu buscaria pela coisa com que eu sempre pude contar: o Rock n’ Roll.

Nos leve daí para o single do Band Aid, “Do They Know It’s Christmas…
Então eu pensei, o que posso fazer? Eu tenho uma plataforma. Eu posso escrever canções, mas o Rats não está conseguindo hits. É embaraçoso, porque se eu escrever uma canção e o Rats estourar, vai parecer que estávamos tentando explorar a situação. Enquanto isto, Paula (Nota do Tradutor: a esposa de Bob Geldof) encontrou com Midge (N.T.: cantor do Ultravox) no The Tube, e ele tem feito alguns hits. Então decidimos escrever algo juntos. No taxi, quando estava indo ver meu amigo, escrevi a letra de “Do They Know It’s Christmas” e os acordes: Dó, Fá e Sol. Então, é claro, ficou claro que eu teria que juntar algumas pessoas. Através do The Tube, acabamos conhecendo o Duran Duran, então liguei para Simon Le Born. Eu vi o Gary Kemp (N.T.: guitarrista do Spandau Ballet) numa loja de antiguidades. Sting faz aniversário no mesmo dia que eu, então liguei para ele. Então por volta da hora do almoço, eu tinha uma banda e a maioria da letra, e havia este garoto que veio ver o Rats em Dublin – este garoto se tornou Bono Vox.

Então você se encontrou com Midgie… ?
Midgie escreveu a melodia. Eu disse que parecia o tema do “Z Cars”, e então ele respondeu: “É melhor do que a merda que você escreve”. Eu adaptei uma composição chamada “It’s My Life”: “it’s my life, anda there’s no need to be afraid…” – escrevi isto para o Rats, mas eles não gostaram. Então eu dei uma saída e quando retornei Midgie havia realmente feito a canção. Só precisávamos de um meio e um fim. “Here’s to you, raise a glass everyone…” nós fizemos juntos. “Feed the world, let them know it’s Christmas time…”, já não tenho tanta certeza quem de nós escreveu. De qualquer forma, terminamos a música e eu pensei, “ótimo, ela será um sucesso. O Lançarei duas semanas antes do natal, ganho 100 mil dólares, dou ao Oxfam (N.T.: organização não governamental que trabalha para combater a pobreza e injustiça ao redor do mundo), fim.

Mas não foi o fim…
Não. Então eu fui à África. Eu não queria ir, mas a imprensa disse, muito friamente, que se eu ao fosse, não haveria história. Eu era a história. Então eu fui para a África, vi a situação e percebi o quão terrível era. Harry Belafonte (N.T.: músico, cantor, ator, ativista político e pacifista norte-americano de ascendência jamaicana) me ligou e perguntou, “por que os ingleses estão fazendo isto? Por que nós não estamos fazendo isto”? Então disse para ligar para Quincy Jones. Eles fizeram o “USA For Africa”. Juntar os dois pareceu fazer sentido. Fazer um show, porque é isto que os músicos fazem. Eu sei que isto soa estranho, mas não parecia. Até o lance da transmissão via satélite não parecia novo para mim, porque eu já havia visto os Beatles fazer “All You Need Is Love”. Então eu pensei, “vou fazer o que eles fizeram”. Então George Harrison me ligou e disse, “não cometa os mesmos erros do ‘Concert For Bangladesh’, os advogados nos foderam”. Aí eu disse, “Não há advogados”. Ele respondeu, “Uau”! A idéia era: sem gravações, sem filmagens, sem videos, apenas 15 minutos de seus hits, e então tchau.

O lance sobre o “Live Aid” era, claro, o dinheiro, os 30 milhões de libras arrecadados. Mas ele se tornou algo muito além disto. Eu não tinha previsto completamente o número de telespectadores, que se tornou um lobby político. Thatcher concordou colocar a pobreza na agenda do G7, aceitando o argumento de que a pobreza é uma influência desestabilizadora da economia global. Em 13 de julho de 1985, eu entendi que isso era um lobby político. E o sucesso dele provou que as coisas poderiam mudar. O individuo é não é impotente em face das monstruosidades. Há um acordo tripartidário sobre isto agora: os Tories (N.T.: partido britânico com tendências conservadoras) colocarão 0,7% do PIB do Reino Unido para a Assistência Oficial de Desenvolvimento, algo único no mundo, e que foi um resultado direto do “Live Aid”. 

Quais as lições que você aprendeu com o “Live Aid” que você aplicou ao “Live 8” ?
Não há correlação. Colocado puramente em termos financeiros: “Live Aid” – 150 milhões; “Live 8” – 80 milhões. Mas o “Live Aid” teve o momento “me dê a porra do seu dinheiro” (N.T.: Quase sete horas depois do início do concerto em Londres, Bob Geldof foi informado de que o montante recebido não passava de 1,2 milhão de libras. Geldof deu uma entrevista que se tornaria célebre, na qual fez o apelo que se tornaria célebre: “Apenas nos dê a porra do seu dinheiro”. No dia seguinte os jornais noticiaram que o montante arrecado estava entre 40 e 50 milhões de libras). E Bowie apresentou o filme sobre a fome. Eu mostrei aquele filme a David no “Havery’s Goldsmith por volta das 19h30. Vamos nos lembrar por um minuto que Bowie é um deus absoluto. Eu o conheci quando era um garoto. Eu peguei carona para vê-lo na Bélgica, durante a turnê do “Station To Station”, lhe contei que tinha uma banda e mostrei algumas fotos do Rats. Eu o enchi no backstage e ele foi tão legal. Não se esqueça que ele lançou o “Band Aid” antes do “Top of The Pops”, quando ele usou uma camiseta horrível, escrito “Feed The World”. Mas ele é o cara mais gentil. Você nunca imaginaria isso de David Bowie.

Nós o mostramos o filme, imagens sobre o problema da fome, tendo como trilha a canção “Drive”, do Cars. Ele sentou, com lágrimas nos olhos, e disse, “ok, vou lhe dar uma canção”. Eu disse, “Espere aí…”. Eu não queria que David Bowie me desse uma música, quer dizer, alô? Mas ele estava certo. Aquele era o momento no qual as pessoas diziam, “foda-se tudo, pegue o que você quiser de mim”.

O “Live 8”, entretanto… As pessoas nunca entenderam o fato de que tudo o que eu precisava era que elas estivessem ou lá, ou nas ruas ou assistindo o show na TV. Só para eu poder dizer para os líderes mundiais, “aqui estão eles, eles estão lhe assistindo, responda a eles”. Blair e Brown assistiram o “Live Aid”, eles dizem que o evento influenciou toda sua visão política. Clinton diz que assistiu. Bush até disse que assistiu por algumas horas… é claro que ele não assistiu. Mas este foram os bebês do “Live Aid”. E números são políticos. Um milhão de garotos nas ruas é político.

Então por que o “Live 8” recebeu tantas críticas?
Eu não acho que os idiotas entenderam, apesar de haver milhões deles. Aquela ressonância romântica não estava lá, apesar de eu imaginar que os fãs do Pink Floyd se lembrarão do show como a última vez em que a banda se apresentou junta. Os críticos estavam dizendo, “onde estão os negros”? Alô! Jay-Z, Beyoncé, o porra do Snoop Dog, Will Smith? E, quem são aqueles caras? – ah sim, os Black Eyed Peas.

“São todos velhotes”, disse a imprensa. Sério? O porra do Pete Doherty, Ashcroft, The Killers, Razorhead… Quem mais? Isso foi um saco! Se você ver as fitas, indiscutivelmente é um show melhor. Ok, “Live Aid” é um show fenomenal. Fora os óbvios U2’s e Queens da vida, quem fez grandes apresentações, em minha opinião, foi Elvis Costello cantando “All You Need Is Love” e lendo as letras. Bowie detonou… McCartney, que não tocava sozinho há anos, nervoso pra caralho, e seu microfone quebra e Townshend vem e o ajuda. Foi o Rock n’ Roll sendo maravilhoso. Acontece que, no final, tudo o que você precisa é de amor.

Em ambos eventos você teve a cooperação de pessoas notáveis…
Para o “Live 8”, o Pink Floyd nos deu total acesso aos ensaios, nos deixou filmar e usar as imagens para qualquer propósito que quiséssemos. Estas são supostamente as pessoas mais grosseiras do Rock. O Zeppelin e o Sabbath se reuniram para o “Live Aid”. E quando achamos as fitas para fazer o DVD do “Live Aid”, eu mostrei a Jimmy. Plant concordou, disse que poderíamos usar, mas Jimmy Said que não poderia: “Não posso Bob, está uma merda”. Eu disse, “não está uma merda, Jimmy, realmente não está. É uma pena as pessoas não poderem ver, mas você é o único filho da puta que está se recusando”. Ele continuou, “não posso… não posso”. Uma semana depois, recebi uma carta de Jimmy. “Há um novo DVD ao vivo do Zeppelin saindo. Fique com toda o dinheiro”. Foi uma generosidade impressionante. Eu odeio quando as pessoas desrespeitam o Rock n’ Roll. Odeio! Foda-se.

Música, cultura, política: você realmente nunca viu um divisão…
Tudo isto faz total sentido para mim. Tudo que já fiz foi através das lentes da música, a oportunidade que a música me deu de dizer, “foda-se, as coisas não têm que ser desta forma”. Há outros universos que são possíveis de ser construídos. E tudo isto vem de quando eu tinha 11 anos e escutava John e Paul, Mick, Bob e Pete.





JIMMY PAGE INSINUA QUE FARÁ SHOWS EM 2011

17 11 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Fonte: Gibson

Jimmy Page falou sobre seus planos para o futuro durante o “Marshall Classic Rock n’ Roll of Honour Awards”, realizado na semana passada, e parece que performances ao vivo estão inclusas nestes planos.

“Eu estou desesperado para tocar, mas isto não acontecerá até o ano que vem”, disse o ex-guitarrista do Led Zeppelin ao “Planet Rock”. “Arranjarei um bom meio de sair e fazer alguns shows”.

Page não explicou o que seria um “bom meio” ou quais músicos poderiam tocar com ele.