GENE SIMMONS PREVÊ PAZ NO ORIENTE MÉDIO

29 03 2011

Fonte: Gibson

Gene Simmons disse que acredita que Israelenses e Árabes podem se unir. A agência “Associated Press” reportou que o músico, que estava em Jerusalém filmando seu reality show, disse: “Há algo que une Israelenses, Árabes e toda a humanidade. Todos nós lutamos para sermos livres. Há uma nova geração de Árabes que estão fazendo coisas incríveis. Temos que tirar um minuto para honrar os Árabes por terem a coragem de se posicionarem”.

Esta é a primeira viagem de Simmons a sua cidade natal, desde que deixou Israel, ainda criança, há 52 anos. Ele disse que está planejando trazer o Kiss para se apresentar em Israel e em países Árabes.





IRON MAIDEN EM TERCEIRO NA LISTA DE TURNÊS MAIS LUCRATIVAS

25 03 2011

Enviado por: Marcela
Fonte: Billboard

O site da “Billboard” publicou ontem a lista dos 10 artistas que mais lucram com suas respectivas turnês. O Iron Maiden tem a terceira posição, quanto o Kiss ficou com a oitava e o Stone Temple Pilots na décima. Quem mais vendeu ingressos no período pesquisado pela Billboard foi Lady Gaga. Confira abaixo a lista (Organizada em “Artista”, “Valor em Dólares do Total de Ingressos Vendidos”, “Período”, “Locais dos Shows” e “Público Total”):

1 LADY GAGA
$7,430,020
March 12-19
KFC Yum! Center, Louisville, Ky. (1/1)
American Airlines Center, Dallas (1/1)
AT&T Center, San Antonio (1/1)
Qwest Center, Omaha (1/1)
EnergySolutions Arena, Salt Lake City (1/1)
74,771 (74,771) 
 
2 PRINCE
$4,418,308
Feb. 21-24
Oracle Arena, Oakland (3/3)
42,475 (42,475) 
 
3 IRON MAIDEN
$3,163,843
Feb. 11-15
Olympiski, Moscow (1/0)
Indoor Stadium, Singapore (1/0)
26,224 (35,692) 
 
4 ANDREA BOCELLI
$2,123,225
Feb. 14
BankAtlantic Center, Sunrise, Fla. (1/0)
12,730 (18,492) 
 
5 SUGARLAND
$2,010,013
March 4-12
Verizon Arena, North Little Rock, Ark. (1/0)
BOK Center, Tulsa, Okla. (1/0)
Bi-Lo Center, Greenville, S.C. (1/1)
North Charleston Coliseum, North Charleston, S.C. (1/0)
Veterans Memorial Arena, Jacksonville (1/0)
40,992 (43,857) 
 
6 LIONEL RICHIE
$1,337,050
March 22
Acer Arena, Sydney (1/0)
9,709 (10,288) 
 
7 ELTON JOHN & LEON RUSSELL
$892,075
March 18
Constant Center, Norfolk, Va. (1/1)
8,335 (8,335) 
 
8 KISS
$588,268
March 12
Coliseo de Puerto Rico, Hato Rey, Puerto Rico (1/0)
6,677 (8,834) 
 
9 KEM
$518,134
March 10-11
Fox Theatre, Atlanta (2/0)
8,097 (8,686) 
 
10 STONE TEMPLE PILOTS
$445,297
March 20
Hordern Pavilion, Sydney (1/1)
5,318 (5,318)





FUJA DO HYPE – 5ª EDIÇÃO

8 03 2011

Por: Roberto A.

Hello Guys! Terça de carnaval, que horror! Temos que organizar logo uma campanha pra banir essa imbecil manifestação popular de Brasil – a morfina do povo! Alguém esclareça pra gente, o que isso de fato acrescenta de bom na vida das pessoas, e no destino do nosso País? O saldo é mais do que conhecido: acidentes nas rodovias, overdoses, coma alcoólico, sexo sem responsabilidade, mas é aquilo, né? Circo pro povo, pra que se esqueçam das questões que realmente importam no momento, como por exemplo, esse ridículo aumento no salário mínimo, ou a soberba verba mensal disponível pra gabinetes que os representantes nossos no senado tem direito. Tudo muito justo e transparente, é claro. Como diria Raulizito: “Viva! Viva!”

Enquanto muitas cidades pelo Brasil se acabam com as chuvas, tem as ruas totalmente esburacadas; enquanto as crianças não têm merendas nas escolas, o povo se esbalda no samba, na cachaça, na cocaína, na folia – como diria meu idolatrado Lobão: “Isso é Brasil, Cuidado!”

Vamos nós ao que estamos aqui pra fazer. Avaliar os hypes de sempre, por exemplo, essa união dos irmãos Cavalera, que deveria em tese acrescentar substância à música pesada, mas que pouquíssima coisa acrescenta no cenário – infelizmente, já que o momento está extremamente efervescente pro estilo (em algumas de nossas sugestões mostramos aos leitores o bom Omnium Gatherum, que apresentamos na semana passada).

Cavalera Conspiracy – Blunt Force Trauma (2011)
Clique aqui para baixar o CD.

Tanto o Sepultura, quanto o Tio Max (Mendigo) Cavalera perderam com a separação em 1996, ano do lançamento do maior clássico deles, um dos maiores petardos da música pesada já lançado: “Roots”. Alguns leitores poderão argumentar que preferem “Chaos A.D.”, ou “Arise”, mas em nível de mundo, “Roots” é considerado o principal trabalho do Sepultura. No saldo final da coisa, Max talvez tenha lançado trampos mais interessantes (com o Soulfly, por exemplo – o mais recente trabalho é animal) do que os da banda de origem, que se perdeu num mix Hardcore e composições aquém das expectativas. Igor, depois de vários anos voltou às boas com o irmão, e muito se esperou desse trabalho dos dois, o Cavalera Conspiracy, cujo primeiro CD foi um bom lançamento – ainda que possam ir bem mais longe -, contudo não é com este segundo disco que conseguiram isso. “Warlord” começa com a batida tribal clichê de Metal de sempre, mas o som carece de pureza, é meio abafado num todo (o disco). Os pratos não soam tão bem… Essa primeira faixa parece com tudo que Max tem feito em suas inúmeras bandas: berros, refrãozinho acelerado, mas nem um pouco convincente e não mostra potencial. “Torture” inicia com uma distorção “torturante”, cria expectativa, mas cai no marasmo, num arranjo mal resolvido, enquanto o solo “wah” que acontece não combina muito bem com a harmonia, que parece concebida por bandas iniciantes no estilo: estruturas “bate-cabeças”  meio sem nexo… Falta profundidade (confiram). “Lynch Mob” é praticamente uma continuação da anterior e pouco acrescenta no todo. “Killing Inside”, a posterior, começa com Max sussurrando em cima de base abafada, e parece a ponto de explodir – o que acontece, se tornando um momento interessante, mas fica a impressão de que algo falta no mix. Ouçam e comentem. Fico constrangido em comentar algo como “Trasher”, por isso passo para “I Speak Hate” onde um elemento pouco usado pelos irmãos é inserido: melodia. Ficou ok em princípio (talvez a grande surpresa do disco, ainda que uma melhor mixagem faça falta, bem como um refrão que funcione). Em “Target”, aproveite para preparar um café, pois não vai perder muita coisa. “Genhis Khan” traz alguma dignidade à bolacha, com uma pegada bacana, distorção interessante e sons orientais embutidos, sendo um pouco mais trabalhada que as demais faixas (talvez a com mais potencial do CD). “Burn Waco” tem um começo EXATAMENTE igual à “Sepulnation”, som do Sepultura. Paro por aqui com o disco. Max se perdeu nos projetos. O Soulfly tinha uma identidade e o Sepultura também, mas agora, ouvindo os trampos do cara, não sabemos o que é Soulfly e o que é Cavalera – se fundiram. Ele não soube fazer algo característico para cada banda. O lance agora pro Max é parar, refletir, procurar um bom dentista, comprar umas camisetas novas e seguir em frente.

Maria Gadú
Clique aqui para baixar o CD (em Torrent).
 
Então bicho, esta é a multi platinada adorada cantora da nossa nova MPB, indicada ao Grammy Latino. Ok, eu já desconfiava e agora comprovei: não há absolutamente nada que justifique esse Hype em cima dela – Caetano abraçando já dava ter idéia, né? Pois bem, ouvindo aqui não notei nada de assombroso no talento da menina, que possui uma voz comum, composições até corretinhas, mas nada que Adriana Calcanhoto (por exemplo) já não tenha feito brilhantemente melhor. É aquilo que falamos: tem que fugir do hype, sem dúvida. Vá ouvir Maria Rita que é muito mais jogo, ou melhor, pegue alguns CD’s antigos da Gal ou da Elis pra melhor proveito de seu ouvido. Mas vá lá, vamos conferir juntos algumas músicas dela. “Shimbalaiê” você já deve ter ouvido em alguma sala de espera de dentista, ou durante algum congestionamento em horário de rush, acompanhe: “Quanto tempo leva pra aprender que uma flor tem vida ao nascer/Essa flor brilhando à luz do sol/Pescador entre o mar e o anzol”. Acho que Milton não regravaria essa… Certo, vamos então dar uma sacada em “Escudos”, singela musiquinha, que diz: “Nada que tu traga vai me apetecer/Sinistro parece que a gente se deu ao desfrute de nada/Tua tanga na manga do mágico falso/Tuas mãos na cartola, teu corpo no palco”. Bicho, o que rola? Todos estão surdos, ou Caê surtou de vez a ponto de excursionar com essa figura? Escutem “Ne Me Quitte Pas”, e coloquem suas impressões comentando. Fico por aqui com Gadú.

Link complementar

Seguem abaixo as nossas costumeiras questões/considerações/debates finais, de sempre:

– Kiss ou Secos e Molhados
Afinal, idolatrados leitores, quem copiou quem no lance das maquiagens? O que vocês acham, e mais: qual das bandas em vossas opiniões tem o trabalho mais interessante?

– Oscar 
Na opinião de vocês, cultos leitores, há ainda algum sentido na existência dessa bizarra cerimônia? Será que não são cartas marcadas?

– A Melhor Coreografia de Thom Yorque
Estimados leitores, me ajudem a escolher qual é a melhor das coreografias do freak, baseadas no clipe de “Lotus Flower” – são variações ainda mais interessantes que a original. Aqui estão:

É o que há!
Como mensagem de esperança pra esta semana carnavalesca, deixo isto: “Façamos parte do ridículo, e de boa…”
 

ABRAXXXXXXXXXXXXXXXX





LARS ULRICH DIZ QUE NOVO ÁLBUM DO METALLICA NÃO VAI RECUPERAR VELHARIAS

17 02 2011

Enviado por: Roberto A.
Fonte: Omelete

O Metallica pretende voltar aos estúdios em maio e, em declaração anterior, o guitarrista Kirk Hammett disse que o novo lançamento da banda estava mais para “projeto de gravação” do que um álbum 100% Metallica. Agora, Lars Ulrich deixa bem claro que este projeto não é uma desculpa para lançar músicas descartadas pela banda anteriormente.

Ulrich mencionou especificamente as gravações de “Presídio”, antiga base militar em São Francisco onde a banda trabalhou em 2001. Estas gravações foram abandonadas pelo Metallica quando o vocalista James Hetfield foi para uma clínica de reabilitação, por um longo período. Quando os integrantes se reuniram, começaram do zero para gravar “St. Anger” (2003) e, posteriormente, “Death Magnetic” (2008).

“Com certeza não temos planos para isso agora. ‘Presídio’ foi uma época muito estranha, estávamos voltando a nos acertar. E quando estávamos gravando ‘Death Magnetic’, não voltamos para ouvir horas e horas das coisas de ‘Presidio’ para ver o que podíamos ressuscitar”, declarou o baterista ao The Pulse of Radio.

No entanto, Ulrich ainda declarou que não há certezas para o novo álbum, uma vez que o contrato do Metallica com o “Warner Music Group” acabou. “Acredito que estamos sem contrato de gravação para o próximo disco, então nós vamos resolver essa. Nesse momento, não posso dizer nada sobre o que vai acontecer com o próximo disco. Não tivemos essa conversa, ou pelo menos eu não fiz parte de uma conversa dessas nos últimos anos, e é legal não ter nada, exceto opções”, declarou.

Agora resta aguardar que a banda resolva sua situação contratual. Enquanto isso, fica a espera pelo show do Metallica no “Rock in Rio 2011”.





GENE SIMMONS: “KISS JÁ TEM OITO CANÇÕES PARA O NOVO ÁLBUM”

11 01 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Guitar Player

O Kiss está preparando um novo disco com canções inéditas, sucessor de “Sonic Boom”, lançado em 2009. A banda norte-americana está compondo o material, que deve chegar às lojas no meio deste ano. Em um recado postado em sua conta no “Twitter”, Gene Simmons deu notícias sobre os trabalhos.

“Estamos escrevendo novas canções…”, contou o baixista e vocalista na última sexta-feira, 7 de janeiro. “Temos oito novas, com as quais estou bem empolgado. Uma delas é sensacional”.

A atual formação do quarteto conta com Paul Stanley (voz e guitarra) e Gene Simmnos (voz e baixo), membros originais, além de Eric Singer (bateria e voz) e Tommy Thayer (guitarra e voz). Esse time está junto desde 2002.





“NÃO IREMOS PARAR TÃO CEDO”, AVISA ADRIAN SMITH

8 11 2010

Enviado por: Marcela
Fonte: Guitar Player

O site da “Guitar Player” conduziu uma entrevista com o trio de guitarristas do Iron Maiden. Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers falam, dentre outros assuntos, sobre o álbum “The Final Frontier”, influências e equipamentos.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Após construir sua base de fãs através de turnês constantes, inclusive abrindo para bandas como o Kiss e Judas Priest, o Iron Maiden mudou a cara do Rock ao lançar uma cavalaria de álbuns de platina nos anos 80, apresentando riffs pesados e solos harmonizados dos guitarristas Dave Murray e Adrian Smith. Quando Adrian deixou a banda em 1990, eles recrutaram Janick Gers, que foi mantido no grupo após o retorno de Smith, ficando a banda com um ataque de três guitarristas desde então. Atualmente o Maiden (e seu icônico mascote zumbi, Eddie) chega impetuosamente na nova década com seu 15º álbum de estúdio, “The Final Frontier”.

Como foi o processo de criação do novo álbum?

Murray: Nós achamos que seria uma boa idéia voltar às Bahamas novamente, onde gravamos alguns álbuns nos anos 80. O clima lá é incrível e o estúdio é familiar para nós. Na verdade, é tão familiar, que não mudou em 25 anos! Gravamos o disco em seis semanas. Kevin Shirley (Nota do Tradutor: o produtor do álbum) levou seus equipamentos eletrônicos mágicos para lá. Obviamente não soaríamos com em 1985, mas pudemos incorporar um pouco daquela vibração. É o Maiden clássico, mas também é uma gravação bem limpa. Passamos cerca de três semanas ensaiando, então foi uma questão de gravar alguns takes e pinçar o melhor. Você tem que manter as coisas como novidades. 

Qual equipamento vocês usaram no novo álbum? Foi o mesmo equipamento dos shows ou vocês experimentaram alguma coisa?

Murray: Eu gosto de usar efeitos, mas é legal plugar direto no amplificador. Nós fizemos as bases ao vivo e usei efeitos nos overdubs dos solos ou nas melodias de guitarra. Então usei um pouco de chorus ou um Uni-Vibe em umas duas faixas. Mas se você plugar direto num amplificador Marshall, você também terá um belo som.

Gers: Eu pluguei a guitarra direto nos amplificadores Marshall. Eu não gosto de tocar com coisas acontecendo ao redor. Quando você tem um som puro, isto ajuda a destacar tudo, e desta forma ninguém soa com uma abelha num jarro.

Smith: Eu gosto de plugar direto no amplificador para fazer as bases, e então quando vou fazer solos e coisas do tipo, posso usar algo como um Tube Screamer para ter um pouco mais de sustain. Eu usei minha velha Gibson Les Paul Goldtop, uma Fender Stratocaster e o modelo assinado por mim da Jackson, todas plugadas num cabeçote Marshall. Toda a banda estava tocando na mesma sala, mas os cabeçotes ficaram locais diferentes da casa, para podermos ter alguma separação.  

O Uni-Vibe no qual você se referiu foi um pedal de verdade ou um plug-in digital?

Murray: Um pedal. Tenho um já há algum tempo, mas comecei a usá-lo em algumas faixas há pouco tempo, e agora estou o levando para a estrada. Soa muito bem. Tem uma característica totalmente única. Não o utilizo o tempo todo, mas sempre adorei o seu som.

O quão difícil é tocar com três guitarras distorcidas sem que elas se choquem ou soem sujas?

Murray: Nós temos três realmente distintos e diferentes sons de guitarra, então mesmo quando estamos tocando juntos em harmonia ou em unissom, ainda assim soa diferente, por causa dos nossos estilos. Nós somos uma banda de banda de Rock pesada, mas também temos partes melódicas e limpas. Especificamente neste álbum, não há somente canções pesadas, mas também algumas passagens mais calmas.

Smith: Todos nós temos muitas diferenças ao tocar, no vibrato e nas formas que abordamos a palheta.

Como vocês determinam quem toca quais partes no estúdio?

Murray: Depende da música, e se ela tem partes em harmonia ou não. Apenas nos sentamos e passamos pelos detalhes. Nós vemos isto com um trabalho em equipe, e todos têm a chance de se expressar. Não é difícil. Não passamos horas e horas trabalhando nisto. Apenas meio que surge naturalmente.

Você disse que vocês gravaram muito do novo álbum ao vivo no estúdio. Isto torna mais fácil replicar as partes em harmonia ao vivo?

Murray: Com certeza. Este é o modo como fazemos desde o primeiro dia. Então quando chega a hora de tocar ao vivo, já estamos adiantados. Algumas noites você acerta e tudo sai perfeito, e em outras noites você comete um pequeno erro aqui e ali, mas tem que compreender que é um show e deixar pra lá.

Janick, com três guitarras, quais partes do material antigo você toca nos shows?

Gers: Se você escutar com atenção os primeiros álbuns do Maiden, há mais de duas guitarras lá; há quatro ou cinco. Então é só uma questão de decidirmos qual parte fazer. Não há necessidade de se tocar o tempo todo. Eu gosto de tocar menos. A questão é fazer o Iron Maiden soar melhor. Não é uma questão de ego.

Quando vocês estão tocando ao vivo, vocês tentam recriar os timbres dos álbuns?

Smith: Eu não acho que o equipamento seja tão importante, como guitarrista. Eu acho que se você tem um bom equipamento, o que importa é sua personalidade, porque é o que as pessoas irão escutar. Eu estava sempre procurando pelo cálice sagrado dos timbres ao longo dos anos, mas ele não existe.

Quais são algumas das suas influências?

Murray: Wishbone Ash e Thin Lizzy.

Smith: Quando eu era menor, os Beatles, com certeza. Então, durante a minha adolescência, Deep Purple, Cream e Thin Lizzy. Eu também escuto muito de Jeff Beck e Pat Travers. Com relação ao Metal, Black Sabbath e Deep Purple.

De que forma vocês acham que o Metal evoluiu desde que o Iron Maiden começou?

Smith: Quando eu estava crescendo, se chamava Rock pesado. Agora há Euro Metal, há Death Metal. O Maiden é conhecido como uma banda de Metal, mas há muita melodia no que fazemos, e há também uma influência do Blues.

Murray: Mudou. Há muito mais bandas agora, e algumas delas são bem pesadas. Muitas bandas passaram a usar afinações mais baixas em tudo, e foi algo que, na verdade, nós incorporamos em algumas de nossas músicas. Há bastante espaço para todos. Desejo bem a todas elas.

Como vocês começaram a baixar as afinações?

Smith: Houve uma canção, que originalmente era em Mi, mas que baixamos sua afinação porque era muito alta para Bruce cantar. É uma canção poderosa, baixa e pesada, e soa incrível em Ré. Há anos eu venho tentando fazer com que todos abaixem as afinações para o som ficar um pouco mais pesado, mas ninguém realmente se interessou em fazer isto. Eu tenho tocado com afinações mais baixas há muito tempo.

Ultimamente vocês têm escutado algum guitarrista que achem que estão tocando num nível alto?

Gers: Na verdade, não. Eu realmente tenho que olhar para trás para os guitarristas com os quais cresci ouvindo, como Rory Gallagher e Paul Kossoff. Meu preferido era Jeff Beck, que pegava as coisas no ar. Estes são os que me arrepiam.

Murray: Eu gosto do Joe Bonamassa, mas basicamente eu escuto os caras que cresci escutando. Eles tendem a remasterizar aquele material de vez em quando, então acabo comprando tudo de novo. Prefiro ouvir muito dos caras antigos: B.B. King, Albert Collins e Django Reinhardt.

Smith: Eu gosto os caras dos anos 90, como Joe Satriani e Steve Vai. Você tem que respeitar estes caras. Fora eles, entretanto, parece que a guitarra é usada como um aríete (N.T.: Um aríete é uma antiga máquina de guerra constituída por um forte tronco de freixo ou árvore de madeira resistente, com uma testa de ferro ou de bronze a que se dava em geral a forma da cabeça de carneiro. Os aríetes eram utilizados para romper portas e muralhas de castelos ou fortalezas.), e você não escuta muitos solos melódicos.

É de conhecimento de todos que as rádios e televisões não têm sido particularmente úteis ao Maiden, e ainda assim vocês venderam 100 milhões de álbuns. Quando vocês começaram, não havia internet ou mp3, então vocês tiveram que fazer do jeito mais difícil.

Smith: Foi uma jarda difícil, uma milha difícil. Nós fazíamos muitas turnês e construímos uma base sólida de fãs ao redor do mundo. Se as rádios não irão tocar nossas músicas, então iremos lá tocar para as pessoas. Nós somos diferentes da maioria, porque você vem nos ver, e é um grande show de Rock. Muitos garotos vêm nos assistir, e provavelmente eles nunca viram ninguém fazer o que fazemos. Não podemos continuar para sempre, mas estamos nos divertindo e não iremos parar tão cedo.





VOCÊ SABE O QUE É UM MASHUP?

4 11 2010

Por mais que os pervertidos queiram dar um outro significado à palavra “mashup”, na verdade ela nada mais é do que a combinação de dois ou mais vídeos, sem relação nenhuma entre eles, tendo como resultado um novo vídeo. É como se pegassem uma sequência de “Indiana Jones” e uma de “Jurassic Park” e criassem uma nova sequência em que o professor de arqueologia mais fodão de Hollywood se visse rodeado pelos mais perversos répteis gigantes. Legal, não é?

Com a evolução e a democratização das técnicas de edição de imagens e áudio, os mashups hoje são corriqueiros, mas o que interessa a nós é apenas um segmento deste fenômeno: o que trabalha com artistas da música.

O objetivo deste post, na verdade, é mostrar a vocês o que é um mashup e exemplificar usando alguns dos melhores que já encontrei pela net. Confesso que fiquei viciado nisto – é bem divertido!

Prontos? Apertem os cintos de segurança e vamos nessa!

O que vocês acham de pegar o Guns n’ Roses e bater no liquidificador junto com os Beatles? Impossível? Tudo é possível quando os ingredientes são bons e a criatividade anda solta… Confiram “Sgt. Paradise Lonely Heart’s Club Band City” ou “Paradise Heart’s Club City” ou… Ah, vejam a parada aí!

E o que acontece quando o Sabbath e o Zeppelin resolvem tomar uma coisinha juntos?

Que tal juntarmos duas grandes bandas que sofreram do mesmo problema: perderam seus vocalistas para a dona morte.

E se Steve Harris e companhia tiverem a fim de fumar um baseado com Mr. Bob Marley?

Ainda no Maiden, que tal Bruce dando uma palhinha junto com o The Monkees?

Parece que o Kiss resolveu dar uma ajudinha na carreira da rapper Missy Elliot.

E se Kurt Cobain estivesse vivo, será que ele toparia uma participação num show do Europe?

Estes são apenas alguns exemplos, mas se você curtiu, há muito mais por aí – uns bons outros ruins.

Bom, os comentários estão livres para vocês darem suas opiniões, postarem links de outros mashups que achem interessantes, enfim, fazerem o que quiser.