21 E 22 DE MAIO RESERVADOS PARA SHOW DE PAUL McCARTNEY NO ESTÁDIO DO ENGENHÃO

20 03 2011

Fonte: G1

Assim como no ano passado, quando fez shows no Beira-Rio e no Morumbi durante o Campeonato Brasileiro, Paul McCartney voltará ao país este ano para se apresentar em outro estádio que estará sendo usado na competição nacional. Segundo o jornal “O Globo”, o músico inglês será atração no Engenhão nos dias 21 e 22 de maio, datas da rodada de abertura do Nacional.

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PRODUTORA CONFIRMA SHOW DE PAUL McCARTNEY NO RIO DE JANEIRO

11 03 2011

Fonte: Último Segundo

Menos de um ano depois de uma pequena turnê pelo Brasil, Paul McCartney vai voltar ao país. A produtora Planmusic, comandada pelo empresário Luiz Oscar Niemeyer e responsável pela vinda do ex-beatle em novembro, confirmou nesta sexta-feira a negociação para novos shows de McCartney em 2011, agora no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da Planmusic, é certo que o músico britânico tocará na capital carioca, mas a data e total de shows, previstos para maio, dependem do local da apresentação. Atualmente, o candidato mais provável para sediar o espetáculo, já que o Maracanã enfrenta reformas para a Copa de 2014, é o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.

A informação foi noticiada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”. A primeira e única apresentação ao vivo de McCartney no Rio ocorreu há duas décadas.

Em sua última viagem pela América do Sul, Paul McCartney fez três shows no Brasil, um em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio, e dois em São Paulo, no Morumbi.





REVIEW DA SEMANA – 2ª EDIÇÃO

1 03 2011

Por: Gabriel Gonçalves

Banda: Beady Eye
Álbum: Different Gear, Still Speeding

Clique aqui para baixar o álbum.

As brigas intermináveis dos irmãos Gallagher enfim acabaram custando a vida do Oasis – e causando pânico geral entre os fãs do grupo. Entretanto, seguindo o preceito de que “no final tudo acaba bem”, o caçula da dupla não perdeu tempo e formou uma nova banda, que ganhou o nome de Beady Eye. Aos poucos, Liam foi soltando pistas e algumas canções de sua nova empreitada, cujo debut foi lançado na última segunda, 28 de fevereiro. O IMPRENSA ROCKER agora traz para você as impressões do álbum de estréia do Beady Eye.

Vamos começar do começo: o título, “Different Gear, Still Speeding”, é muito bem sacado, e faz uma relação óbvia com a nova fase da carreira do Gallagher caçula (Nota do Redator: Em português, o título fica “Marcha Diferente, Ainda Acelerando”). Liam quer deixar claro que o lado baladeiro de Noel já não está mais entre nós, e que está pronto para detonar. A capa também é genial, com um layout que lembra os compactos dos Beatles do início dos anos 60 e uma fotografia de uma singela garotinha num lindo vestidinho branco, montada num jacaré como se fosse um cavalo. Um balão sai da boca da garota, onde se lê, “Different Gear”; enquanto outro balão sai da boca do jacaré, que está dizendo, “Still Speeding”.

Mas e as músicas? Bom, nunca fui um grande fã do Oasis – gosto de algumas canções, principalmente dos dois primeiros álbuns -, por isso (e os fãs do Oasis que me perdoem), após escutar este álbum, fiquei felicíssimo pelo Oasis ter se separado. Este disco é Rock n’ Roll, e dos bons. Liam se cercou de ótimos músicos – os também ex-Oasis Gem Archer, Andy Bell e Chris Sharrock na guitarra, baixo e bateria, respectivamente – e chutou o balde, sem medo de mostrar suas influências de Beatles, Stones (o disco inclusive tem uma canção intitulada “Beatles and Stones), Who, além de ser possível identificar uma sonoridade de vocal bem parecida com o da carreira solo de John Lennon, um dos maiores ídolos de Liam.

A bolachinha começa com “Four Letter Word”, com grande linha de bateria, belo trabalho de guitarra e Liam cantando com raiva, muita raiva (no estilo dele, é claro). “Eu não sei o que estou sentindo/Uma palavra de quatro letras realmente captura o significado”, canta ele no refrão. Para bom entendedor, meia palavra basta. Liam está falando de seu sentimento atual com relação ao seu irmão; como “four letter word” em português significa “palavra de quatro letras”, é lógico que a palavra em questão é “fuck”. Ele ainda manda “Nada dura para sempre”, uma referência a uma das 579 baladas que Noel compôs, “Live Forever”, cujo refrão diz “Você e eu viveremos para sempre”. Vale destacar que a produção do disco deixou as músicas sujas propositalmente, dando a sensação que você está escutando a banda ao vivo num pub enfumaçado e sujo de Londres, o que é ótimo – toda boa banda de Rock sempre soa melhor ao vivo.

A seguir vem “Millionaire”, uma espécie de Country Rock com slide guitar fazendo intervenções ao longo de toda a canção, enquanto um violão faz a base. A melodia é maravilhosa, Liam canta como nunca e tenha certeza: você vai sair cantando esta de primeira. A terceira se chama “The Roller”, uma balada orientada para violão e piano. Depois que a bateria entra, a canção ganha velocidade e meio que deixa de ser uma balada – esta é uma das que se parecem com a carreira solo de Lennon. “Você tem se arrastado por um labirinto/Uma névoa de álcool amargo/Tenho te observado por dias/Você tem estado fora de vista”, canta Liam. Será que é mais um recado do caçula direcionado ao seu amado irmão mais velho?

“Beatles and Stones” é um Rock n’ Roll delicioso, com harmonia muito parecida com “My Generation” do The Who, enquanto Liam mais uma vez encarna John Lennon. No refrão ele decreta: “Passarei no teste do tempo/Como os Beatles e os Stones”. Liam não está disposto a ser esquecido no mundo do Rock. “Wind Up Dream” vem a seguir, e por alguns segundos você acha que é “Proud Mary” do Creedence. Entretanto o riff muda e entra um Rock mais contido, com alguma coisa de Stones. As melodias que Liam criou para a voz são irrepreensíveis, e esta não foge à regra. Ainda há tempo para uns solinhos de gaita, que deixam tudo melhor. Mais uma ótima música, entretanto esta é a menos impressionante da bolacha até agora. A sexta faixa é “Bring The Light”, já conhecida pela maioria das pessoas, já que foi a primeira canção da banda a ser disponibilizada para audição. Uma introdução com piano rápido a la Jerry Lee Lewis – que segue a música inteira – sendo acompanhada pela bateria, criando uma espécie de clímax paranóico na música. “Bring The Light” está no mesmo nível da anterior: ótima música, mas não tão espetacular quanto às quatro primeiras.

A próxima faixa é “For Anyone”, um iê iê iê que poderia ter saído muito bem das bandas Beat inglesas do comecinho dos anos 60, como Gerry and The Pacemakers. Levada deliciosa, melodia vocal grudenta, letra otimista, enfim, uma música extremamente feliz. É até surpreendente que Liam, famoso por sua “carranca”, tenha conseguido imprimir um clima tão feliz à sua performance vocal. Esta vai ser uma das preferidas dos amantes dos anos 60, no qual me incluo. “Kill For a Dream” vem em seguida, e nos mostra uma balada de fato. Mais uma vez a linha vocal criada por Liam é excelente. Uma guitarra faz algumas intervenções ao longo da música, mas ela é baseada mesmo nos violões. Com certeza os engravatados da gravadora vão querer fazer desta o próximo single (lembrando que o primeiro single foi “The Roller”).

“Standing on The Edge of The Noise”, como o nome já adianta, traz o barulho de volta, com guitarras sujas – adoro esta distorção que eles usam em todo o disco – e a voz de Liam ultra distorcida (se fosse antigamente, diria que ele cantou num megafone, mas hoje em dia já se pode colocar este efeito digitalmente). A música? Rockão sensacional! Novamente a voz de Liam lembra à de John Lennon de vez em quando, e o trabalho de guitarra é excelente. Esta pode causar alguns acidentes no trânsito. A seguir vem “Wigwam”, a faixa mais longa do álbum, com 6 minutos e 35 segundos. Ela é uma espécie de balada acelerada meio psicodélica, acompanhada por um piano, além de um órgão fazendo o clima bem por trás de todos os outros instrumentos. É uma canção que parece ter sido gravada nas nuvens, com um clima parecido com o da música “#9 Dream” de John Lennon. No meio da faixa, há uma espécie de interlúdio guiado pela bateria, que liga a primeira parte da música com a segunda. Esta faixa talvez seja a mais complexa e psicodélica do álbum, com vários vocais se interpondo.

Entrando na parte final do álbum, vem “Three Ring Circus”, mais um Rock bem legal. Quando o vocal de Liam entra, mais uma vez a imagem de Lennon vem à mente. O riff que guia a música é bem simples, mas muito bom. O refrão traz um pouco da psicodelia da faixa anterior, e o solo de guitarra é bem interessante. “The Beat Goes On”, a penúltima canção do álbum, é uma linda balada Beatle! A melodia do vocal é maravilhosa, e o resto dos instrumentos faz a base para a voz, com uma outra intervenção mais variada. Esta música chega a dar arrepios, se você imaginar por um segundo que ela poderia muito bem ser material de um álbum inédito dos Beatles. Liam, com uma performance vocal emocionante, revela o que há dentro dele: “Em algum lugar do meu coração a batida segue em frente”. Sem dúvidas, “The Beat Goes On” é a música mais bela do álbum. A canção que fecha o deput do Beady Eye é “The Morning Son”, que começa com alguns “sons da natureza”. Em poucos segundos entra o violão, e música segue numa bonita balada com toques de psicodelismo, que caiu como uma luva como a conclusão do álbum. O final perfeito para um matador show de Rock num sábado à noite é uma preguiçosa manhã de domingo, e é isso que Liam e Cia entregam. Após um disco que, como disse anteriormente, parece um show num pub enfumaçado e sujo, “The Mornig Son” é a “preguiçosa manhã de domingo” que fecha o debut do Beady Eye com chave de ouro.

Os fãs do Oasis que me perdoem, mas a melhor coisa que Liam fez na vida foi ter encerrado o Oasis e montado o Beady Eye. Mal posso esperar pelo próximo álbum.





FUJA DO HYPE – 4ª EDIÇÃO

28 02 2011

Por: Roberto A.

Olá bravos leitores deste blog da sonzeira, do drive no talo! Lá vamos nós para uma das seções mais aguardadas deste sítio ímpar. Música é apenas um dos assuntos tratados em nosso post; vamos polemizando, colocando pingos nos is, inserindo questões diversas no ar e principalmente, provocando o debate de idéias e questionamentos variados sobre o que a temível mídia, seja ela, escrita, televisiva, ou seja qual for, está nos apresentando como bom, ou relevante – as vezes como incrível, de outro mundo. Mas insisto que para que o lance prospere e dê frutos, é necessário que vocês, adorados leitores, coloquem suas opiniões online – não apenas sobre um ou outro assunto do post, mas como um todo – pra que possamos ter um feedback justo, fechado? Here We Go!

Enquanto a revista Veja, recentemente, teve a manha de colocar o casal modelo Luciano Huck e Angélica na Capa, nosso congresso nacional está apresentando sua nova (velha) cara. Vejamos: dos 513 deputados da câmara, somente 36 deles se elegeram via voto. Os demais ganharam devido as legendas, bacana não acham?

Cientistas políticos são unânimes em afirmar que atualmente no congresso não existem nomes de envergadura (moral) nacional, a maioria só está lá por causa do próprio umbigo, ainda que isso não seja necessário ouvir de cientistas, ok. Pelo menos temos que concordar com a Marta Suplicy, de que a cor que cai bem nas loiras é rosa, beleuza… E se Tiririca, que se diz “perdidão” por lá, ainda não achou sua viés no congresso, por certo encontrará.

Seguindo adiante. O Beady Eye esteve com seu trabalho bastante aguardado por ser tratar dos mesmos caras do extinto Oasis, um dos principais expoentes Pop dos anos 90, sim Pop. Rock eles até fizeram um ou outro, mas são desde sempre uma banda Pop. Só faltou a esta nova banda o principal compositor da Oasis, Noel, rs. Muito, por tão pouco. Mesmo que nosso leitor Helton tenha achado bacana a sonoridade “vintage” de algumas músicas vazadas, e nosso editor Gabriel supôs que a banda seria até mais interessante que o Oasis, nenhum dos dois estavam certos. O trabalho é fraco, muito aquém do que se esperaria de caras dessa envergadura (ou “cara”, pois os demais, apesar de músicos bons, não fazem tanta diferença assim). Vamos à bolacha:

Beady Eye: Different Gear, Still Speeding (2011)
Clique aqui para baixar o CD.

O disco começa com “Four Letter World”. Timbres envelhecidos não escondem a pouca criatividade da música, rapidinha, pegadinha Pop, onde a letra brada mais ou menos isto: “É sobre o tempo/Que sua mente tirou férias/Você está crescido/Você nunca quer jogar?”. Tema aborrecente pra quem já passou dos quarenta mas, em resumo, a faixa não convence – até ensaia uma certa urgência, mas nem cola. “Millionaire”, a segundinha, emula algo Blues, pega leve. Com mais melodia sutíl, seria uma boa sobra de estúdio. Vocal meio enjoadinho quando chega nesta parte: “Uma medalha comigo e você vai mexer com você mesmo/Pois há uma maior riqueza/Ame-os como um milionário/Medalhas em seus trapos de premonição. Você só precisa conhecer a si mesmo/E amá-los como um milionário”. Nem a guitarra steel bem timbrada salva a faixa. Na próxima, homenagem dá vez à cara de pau. Lennon ressuscitou! Reparem o vocal. Só rindo. Pianão jóia, poderia estar no CD “Imagine”, mas somente se estivesse à altura – mas não está. Ainda assim tem algum apelo a tal da “The Roller”, nada estupendo, mas razoável. Ainda não vou implicar com a falta de personalidade da banda. Passemos à quarta, “Wind Up Dream”, que tenta soar como Beatles, e em alguns segundos até consegue, mas tem algo de Stones no som também. Liam sugere poesia nesta medida: “É apenas um sonho serpenteado/Então não me acorde/Porque eu gosto do que vejo/Com os olhos fechados”. Uma gaitinha dá o toque especial no fim das contas. Na quinta, dá pra notar um probleminha na masterização do disco, ela soa mais alta que as anteriores, e se chama “Bring The Light”. Chata e inofensiva, estilo “Rock N’ Roll Star” do Oasis – rapidinha, mas sem melodia ou harmonia que convençam. A letra? Repare: “Estou chegando/Você está saindo/Estou subindo/Você está descendo”. Noel vai se divertir com isto. “For Anyone” seria uma vinheta ou música, fico na dúvida. Violões limpos e bem gravados, mas carece maior produção e melodia, mas chega a ser fofa sim: palminhas, vocal doce, vai agradar alguns. A que vem depois, “Kill for a Dream”, é o melhor resultado que se tem no disco, na minha opinião, e por um motivo simples: é a que mais soa como Oasis. Bonita balada. “Standing on the Edge of The Noise” busca inspiração em “Revolution” dos Beatles, concorda Gabriel? Fico nesse comentário – faixa fraca. “Wigwam” é outra que lembra o que o Oasis fazia de melhor:  baladas Pop, lenta, agradável aos ouvidos, ainda que não grude, muito menos impressione tanto. Eu destacaria as guitarras limpas dessa. “Three Ring Circus” abusa da tentativa de soar Beatles – quanta falta de originalidade! Acho que inspiração é uma coisa, tentar copiar é outra. Paro na “The Beat Goes On”, boa balada… Pra mim chega de Beady Eye. Se fosse um disco de uma banda iniciante, até colaria, mas vindo de caras tão experientes, e gerando tamanha expectativa, tenho de ser franco e dizer que fica pra próxima – não é um disco que se espere deles. Punto e basta!

Capital Inicial: Das Kapital
Clique aqui para baixar o CD.

O que fico indignado com estes caras é que fui muito fã deles em sua primeira e melhor fase. Bons discos, boas músicas, bons shows e, de repente, vê-los agora nesse pastiche Pop Rock em que eles se transformaram fica complicado. Desde o acústico eles vêm com a fórmula fácil de sair com um cover pra começar os trabalhos dos discos, vide “Primeiros Erros”, ou “A Sua Maneira”, só pra citar dois exemplos. Eles vêm apresentando Rockinhos cretinos, com parcas notas, arranjos simplórios, letras sem nexo nem urgência. Poderiam desenvolver um trabalho muito mais elaborado, mas se pra eles está bom, quem sou eu pra contestar… Assim eles têm espaço garantido no “Festival de Verão De Salvador”, e em todos mega-shows Pop que rolam pelo Brasil. Como diria a Plebe Rude, conterrânea deles: “grana vale mais que a dignidade”. Ok. Esperava que o acidente com o Dinho colocasse uma pimenta extra na mistura, e munido da maior boa vontade, fui ouvir o CD, sobre o qual eles comentavam que finalmente conseguiram capturar a sonoridade ao vivo que têm. Começa com “Ressurreição”, Rockinho sem riscos, magrinho, em que colocam uns “wah” a la Charlie Brown, mas disfarçam com umas distorções mais sérias, pra dar algum crédito. Ela vai mais ou menos assim: “Carros passam dizendo sim/O sinal gritando não/Deve ser isso que chamam de ressurreição”. Bicho, é pra levar a sério? Tá bem! Seguimos com um Pop Rock descartável, “Depois da Meia Noite”, com distorçãozinha até viril, onde Dinho diz o óbvio, que “o mundo perfeito nunca vai existir”, e vai além: “depois da meia noite nós acendemos as luzes da cidade”. Certo. Respiro fundo, e passo pra próxima, “Como Se Sente”, em que eles mostram sua mensagem de que “a vida ensina”. Procuro apenas sentir aquilo que estou ouvindo, e não fica claro o que é isto… Mas que solinho tosqueira – fazer o que!? Dinho diz nessa que “não tem nada a provar”. Ok. “Eu Quero Ser Como Você” traz um pianão de pano de fundo, belo clima, e assume a veia Pop deles sem traumas – acompanhem comigo: “Eu quero ver o que você vê”. É possível compreender o que Renato Russo tentava dizer, quando dizia que “pra tocar em festivais existe o Capital Inicial”, em músicas como “A Menina Que Não Tem Nada”. Fica evidente a falta de noção dos rapazes em termos de composição – uma música totalmente insípida e dispensável. É de se lamentar realmente… Músicos bons, vocalista carismático, e criarem um CD tão broxante como este. “Não Sei Porque”,  é a última faixa que arrisco ouvir. Balada interessante, mas que seria mais aproveitada por um Jota Quest da vida, Dinho dá a dica: “de todos os desastres, eu escolhi você, e eu não sei porque”. Parei por aqui. Fica evidente o motivo que os caras tem tantas versões de clássicos no repertório deles, vide “Passageiro”, por exemplo. Dia 26, a trupe estará por aqui em Cuiabá, onde moro, se apresentando numa balada junto à Cindy Lauper. Estão convidados?

Segue abaixo, as nossas costumeiras questões/considerações/debates finais, de sempre:

Você leu primeiro no “Fuja do Hype”
Billboard Brasil, fevereiro, página 70: “Pearl Jam: Live On Ten Legs”… Outro? Pergunta inevitável para uma banda que já lançou uma série de 72 discos ao vivo registrando uma única turnê (Binaural). Você já havia lido isso no “Fuja no Hype” do dia 14 de fevereiro, onde eu mencionei sobre esse fato. Mais um CD ao vivo do Pearl Jam.

Você leu primeiro no “Fuja do Hype – 2ª Edição”
Sobre a tour do Pearl Jam no Brasil, eu também já havia mencionado na edição 3 do “Fuja do Hype”

Você leu primeiro no “Fuja do Hype – 3ª Edição”
Na IstoÉ do dia 16 de fevereiro, o colunista Ivan Cláudio afirma que o CD “This is Happening”, do LCD Soundsystem, é um dos melhores de 2010, e que o líder da trupe, Murphy, foi responsável por injetar Rock no som dance. Discordamos de ambas as afirmações, e vocês podem conferir o por quê na edição 2 do “Fuja do Hype”, postado no dia 31 de janeiro.

Mais animações sobre o Rio
Segundo o produtor do desenho “Rio”, Carlos Saldanha: “Animações passadas no Rio são raras”, e isso justifica sua produção recente. Não bastasse já estar em cartaz o tal do Brasil Animado em 3d nos cinemas. Vocês concordam leitores? Eu acho que o desenho animado antigão do Zé Carioca, em praias cariocas, mais do que suficiente.

O despejo do gênio
Esta é simplesmente espetacular, caros. Vocês sabiam que o idolatrado (com méritos, óbvio) chatonildo João Gilberto está sendo despejado do apê que ele aluga há muito anos? Sim, está. O sujeito não permitia a proprietária do imóvel entrar para dar uma olhada no estado das coisas, e gentilmente está sendo convidado a se retirar. Quem sabe assim ele deixe um pouco a chatice de lado e produza mais com seu banquinho e seu violão.

No mais é isso folks! Qualquer dúvida, ou sugestões, me enviem um mail (robertoauad@gmail.com), e nunca se esqueçam que, no menor sinal de dúvida: FUJA DO HYPE!
ABRAXXXXXXXXXXXXXXXX





INJUSTIÇADOS – 1ª EDIÇÃO

16 02 2011

Por: Gabriel Gonçalves

Esta é a estréia de mais uma coluna fixa do IMPRENSA ROCKER, que foi batizada de “Injustiçados”. Acredito que o título seja auto-explicativo, mas não custa detalhar um pouco sobre a idéia. Trata-se de uma seção que falará sobre artistas injustiçados, que receberem menos crédito do que o merecido, mas que possuem qualidade para figurar entre os gigantes.

Na coluna, mostraremos um pouco da história do artista, trabalhos que se destacaram e, sempre que possível, alguns vídeos para vocês conferirem o som em questão e opinarem a respeito.

Para a estréia, escolhi uma banda que com certeza figura entre as minhas preferidas – certamente está entre as minhas 10 bandas preferidas: uma pequena grande banda da cidade de Rockford – em Illinois, Estados Unidos -, que apesar do nome, está longe de ser um truque barato. Senhoras se senhoras, lhes apresento o Cheap Trick!

A banda foi formada em 1974, já com três dos quatro integrantes que fariam história nela: o guitarrista Rick Nielsen, o baixista Tom Petersson e o baterista Bun E. Carlos. No vocal estava Randy “Xeno” Hogan, que saiu logo após a formação da banda e foi substituído por Robin Zander. Nielsen, Zander, Peterssom e Carlos apareceram com um som que era uma mistura de Beatles com Hard Rock, cheio de melodia, refrões e solos de guitarra ganchudos e muita diversão. Se fosse para resumir, diria que o Cheap Trick é uma espécie de Beatles com esteróides.

Em pouco tempo eles já eram um dos grandes shows do meio oeste norte-americano, e em meados dos anos 70 assinaram com a “Epic Records”, por pura insistência do lendário produtor Jack Douglas, que havia visto a banda tocar em Winscousin. Em 1977 chegou às lojas o debut homônimo da banda, que apesar de boas críticas, não foi bem nas vendas – entretanto eles começaram a desenvolver uma boa base de fãs no Japão. “In Color”, o segundo álbum, foi lançado ainda no fim de 1977 (dois álbuns em um ano!), e já trazia algumas canções que se tornaram clássicos do grupo, por exemplo “I Want You To Want Me” e “Southern Girls” (está última uma das minhas preferidas).

Em 1978 foi lançado “Heaven Tonight”, considerado por muitos como o melhor trabalho deles, que trouxe o primeiro single a figurar nas paradas norte-americanas: a irresistível “Surrender”. Este álbum tornou o Cheap Trick mega-estrelas no Japão, sendo lá chamados de “Beatles Americanos”. No mesmo ano, enquanto excursionavam pela terra do sol nascente pela primeira vez, a reação do público era tão insana (com traços de Beatlemania) que resolveram gravar os dois shows que fizeram no lendário “Budokan Hall” para lançá-los somente no mercado japonês. A demanda de importação do “Cheap Trick at Budokan” foi tão grande, que a “Epic Records” resolveu lançar o álbum também nos Estados Unidos, o que catapultou a banda ao mega-estrelato mundial (uma história um pouco semelhante com a do Kiss que, após três álbuns de estúdio, explodiram com o disco ao vivo).

No ano seguinte a banda lançou seu quarto álbum, intitulado “Dream Police”. Duas canções do disco se tornaram hits: a faixa título e “Voices”, entretanto a pérola escondida neste álbum, em minha opinião é a faixa “I Know What I Want”, cantada pelo baixista Tom Peterssom, com sua voz anasalada e que cai com uma luva no clima da canção. Em meados do ano de 1980, a banda lançou “All Shook Up”, seu quinto LP, desta vez com o mago George Martin – o produtor dos Beatles e considerado o quinto Beatle – na produção. Nesta altura, o Cheap Trick estava no auge, sendo a atração principal de shows em estádios, entretanto isto não evitou que o álbum tenha assustado os fãs antigos, que acharam o som estranho e experimental demais (sinceramente, discordo totalmente desta opinião. O álbum é bem Straight Rock, com grandes músicas). Na mesma época, Rick Nielsen e Bun E. Carlos participaram das sessões do último álbum de John Lennon, “Double Fantasy”.

Um pouco antes do lançamento do “All Shook Up”, Tom Peterssom deixou a banda, e o baixista Pete Comita foi chamado às pressas para fazer a turnê do álbum. Após um fim da tour, Comita foi substituído por Jon Brant. Em 1982, após alguns imbróglios judiciais, a banda lançou “One on One” (seu sexto álbum), e desta vez com uma sonoridade mais voltada para o Hard Rock. Dois hits saíram deste trabalho: a balada “If You Want My Love” e o rockão “She’s Tight”, cujos clipes ganharam alta rotação na MTV. No ano seguinte, com o grande Todd Rundgreen na produção, eles lançaram “Next Position Please”. Todd quis voltar o som da banda para uma linha mais Pop (meio que uma tentativa de soar com o “In Color”), decisão que se mostrou equivocada e, a partir daí, o declínio do Cheap Trick começou.

Em 1985 a banda esboçou um contra-ataque com o álbum “Standing on The Edge”, que foi classificado pelos críticos como “a melhor coleção de rocks bubblegums explosivos da banda em anos”. O single “Tonight It’s You” fez enorme sucesso e seu clipe recebeu grande veiculação na MTV. Em 1986 saiu o nono LP do grupo, intitulado de “The Doctor”, cuja sonoridade trazia elementos do Funk. Entretanto a idéia não foi bem sucedida, sem contar que os sintetizadores e efeitos sonoros acabaram abafando os outros instrumentos, transformando “The Doctor” no pior álbum da carreira da banda. Pelo menos o disco serviu como um marco na história do grupo, já que Tom Peterssom resolveu voltar para o Cheap Trick.

Em 1988, já com a formação original reunida, eles lançaram o “Lap of Luxury”, cujo maior hit foi a maravilhosa balada “The Flame”. Entretanto várias outras canções se tornaram hits, fazendo com que “Lap of Luxury” recebesse disco de platina e ficasse conhecido como o álbum de retorno do Cheap Trick. Em 1990 saiu “Busted”, o 11º disco do grupo, que fez certo sucesso, mas não o esperado – o único grande hit do trabalho foi “Can’t Stop Falling Into Love”. Quatro anos depois, a banda soltou mais um álbum, “Woke Up With a Monster”, cuja sonoridade era bem mais pesada do que o de costume. Apesar de ser um ótimo trabalho, as vendas foram baixíssimas (para uma banda do nível do Cheap Trick, é lógico).

Após este álbum, a banda resolveu se concentrar nos shows e decidiu só lançar seus álbuns por gravadoras independentes. Em 1997, contratados pela “Red Ant Records”, a banda lançou “Cheap Trick” – outro álbum homônimo –, que pretendia introduzir o Cheap Trick a uma nova geração. O disco foi aclamado pela crítica e considerado um retorno à boa forma, entretanto 11 semanas após o lançamento, a empresa que controlava a “Red Ant Records” declarou falência, e o Cheap Trick, de repente, se viu sem gravadora. Em 1998 eles criaram sua própria gravadora, a “Cheap Trick Unlimited”, e no ano seguinte gravaram o hit “In The Streets”, da banda Big Star, para ser o tema da série “That 70’s Show”. Em maio de 2003, um novo álbum chegou ao mercado: “Special One”, que trazia na faixa de abertura uma canção tipicamente Cheap Trick, mas que no resto do trabalho apresentava músicas quase acústicas.

Em 2006 a banda lançou mais um novo álbum, intitulado “Rockford”, e que em minha opinião é um dos melhores discos de toda a discografia do grupo. Em 19 de junho de 2007, o Governo de Illinois declarou o dia de 1º de abril de todos os anos como o “Dia do Cheap Trick” no estado de Illinois. Naquele mesmo ano, a banda fez uma homenagem aos 40 anos do álbum “Sgt. Peppers Lonely Heart’s Club Band” dos Beatles, tocando o disco na íntegra no “Hollywood Bowl”, acompanhados da Hollywood Bowl Orchestra. Em 2009 foi lançado o 16º álbum do Cheap Trick, “The Latest”, um ótimo álbum mas, em minha opinião, inferior ao antecessor, “Rockford”. Em março de 2010 foi anunciado que o baterista Bun E. Carlos não seria o baterista durante a turnê do grupo, mas que permanecia como integrante da banda. Quem ocupou o lugar de Carlos durante a tour foi Daxx Nielsen, filho do guitarrista Rick Nielsen.

O Cheap Trick, para mim, é uma daquelas bandas que mereciam estar no mesmo nível de fama que um Bon Jovi da vida, certamente num nível muito maior que o U2 mas que, infelizmente, não goza do mesmo prestígio comercial, especialmente no Brasil, onde são ilustres desconhecidos. Desafio vocês e assistirem um show da banda e não se empolgarem com a performance e se emocionarem com as grandes canções. Se contar a presença de palco de Rock Nielsen, que é coisa de louco, e seu verdadeiro arsenal de guitarras – cada uma mais bizarra que a outra (o cara tem uma guitarra de cinco braços!) – sem falar que o Tom Peterssom foi o maluco que inventou o baixo de 12 cordas.

Espero que tenham curtido esta nova seção do IMPRENSA ROCKER, e até a próxima edição de “Injustiçados”.

Discografia do Cheap Trick (somente os álbuns de estúdio):
Cheap Trick (1977)
In Color (1977)
Heaven Tonight (1978)
Dream Police (1979)
All Shook Up (1980)
One on One (1982)
Next Position Please (1983)
Standing on the Edge (1985)
The Doctor (1986)
Lap of Luxury (1988)
Busted (1990)
Woke Up With A Monster (1994)
Cheap Trick (1997)
Special One (2003)
Rockford (2006)
The Latest (2009)

Confira abaixo alguns vídeos da banda e se delicie:

Surrender

Southern Girls

The Flame

I Know What I Want

In The Streets





PRIMEIRO CARRO DE JOHN LENNON IRÁ A LEILÃO EM PARIS

11 01 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: G1

A casa de leilões britânica “Bonhams” colocará à venda em Paris, no dia 5 de fevereiro, o primeiro carro comprado por John Lennon depois de ter obtido sua licença para dirigir em 1965, uma Ferrari 330 GT.

O preço estimado para o automóvel do músico, que estará exposto na próxima “Feira do Motor” no “Grand Palais”, ficará entre 120 e 170 mil euros. Em uma biografia sobre o músico de Liverpool, o escritor Philip Norman lembra que em fevereiro de 1965 a permissão para dirigir tirada por Lennon foi notícia em todas as capas de jornais britânicas.

Norman afirma que, em poucas horas, a entrada da casa do ex-Beatle ficou bloqueada pela quantidade de carros de luxo que numerosos vendedores ofereciam a ele.

Dentre todos aqueles automóveis, o músico decidiu ficar com a Ferrari azul que agora será leiloada. O carro, na época, custou 2 mil libras a Lennon.





FAIXA DE PEDESTRES DA ABBEY ROAD TORNA-SE MONUMENTO BRITÂNICO

22 12 2010

Fonte: New Musical Express

A faixa de pedestres da Abbey Road, em Londres, famosa por ser o cenário da capa do álbum de 1969 dos Beatles “Abbey Road”, foi listada como monumento britânico pelo Ministro do Turismo e Patrimônio da Inglaterra John Penrose.

A faixa, que há muito tempo é um destino de peregrinação para os fãs dos Beatles, foi listada como monumento de Grau II. Isto significa que ela foi oficialmente reconhecida como monumento nacional e teve sua proteção aumentada. É a primeira vez que tal honraria foi concedida a uma faixa de pedestre.

Paul McCartney disse que isto foi a cobertura no bolo de um grande ano para ele.

Penrose afirmou: “Esta faixa de pedestre em Londres não é um castelo ou catedral entretanto, graças aos Beatles e a uma sessão de fotos que durou dez minutos em uma manhã de agosto de 1969, ela possui um apelo tão grande quanto qualquer outra parte do nosso patrimônio”.

Os estúdios “Abbey Road” foram listados como patrimônio nacional em fevereiro deste ano.