BILL WARD: “ADORARIA SAIR EM TURNÊ E FAZER UM NOVO DISCO COM O SABBATH”.

20 08 2010

Fonte: Goldmine

O repórter Pat Prince, do website “Goldmine”, fez uma longa entrevista com o lendário baterista do Black Sabbath, Bill Ward. Bill falou sobre o novo DVD da série “Classic Albums”, que foca a produção do “Paranoid”, a vida banda no início dos anos 70, problemas com autoridades, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista completa em português, com exclusividade no Imprensa Rocker!

O Black Sabbath teve várias formações, e oito bateristas diferentes ao longo de sues 41 anos. A maioria dos fãs, contudo, pensa em Bill Ward como o baterista que representa a banda, e no “Paranoid” com o álbum que define perfeitamente o Sabbath.

Para comemorar o 40º anivesário do “Paranoid”, a “Eagle Rock Entertainment” lançou um DVD da série “Classic Albums”, que foca no famoso disco de 1970 que originalmente iria se chamar “War Pigs”. É uma olhada para dentro de uma banda que na época estava lutando para permanecer viva, e que ainda assim criou algumas das mais dinâmicas, sombrias e provocativas canções já gravadas.

Bill Ward lembra do “Paranoid” como o álbum que mudou tudo para o Sabbath. O disco deu a banda músicas famosas, como “Iron Man”, e ainda lhes concedeu alguns de seus momentos a La Beatles, com fãs berrando (a maioria adolescentes da Inglaterra) e seguindo desprevenidos músicos pela rua.

Ao longo dos anos, Bill War se tornou um genuíno porta voz da banda, além de um cara que mantém sua batida natural. Aos 62 anos, ele ainda está a fim e pronto para evocar a energia para uma turnê completa do Sabbath, a qualquer momento, quase com o mesmo entusiasmo que tinha durante as sessões do “Paranoid”.

Recentemente a “Goldmine” teve a chance de conversar com o lendário baterista, que está ocupado trabalhando em seu mais novo disco solo – um trabalho de amor que está em seus estágios finais, mas sem data de lançamento ainda.

O que você achou do lançamento do documentário em DVD do “Paranoid”?
Estou bem quanto a isto agora. Quando o vi pela primeira vez, tive algumas reclamações quanto ao andamento e a produção em geral. Disse minha opinião ao produtor, obtive uma resposta e tudo ficou bem. As coisas se resolveram.

Minha maior preocupação foi que havia uma longa parte só com Tony (Iommi) e Geezer (Butler), sem que outro artista falasse. Foi apontado para mim que era assim que o programa era, e eu disse: “Eu sei disto, eu sou um grande fã do programa. Já assisti todas as bandas que apareceram na série, mas ainda acho que é um tempo muito longo”. De qualquer forma, eu pude entender e ficar tranqüilo quanto a isto, mas foi o único atrito que eu tive com o DVD.

Mas eu gosto dele, porque é um pouco diferente. Eu nunca vi o Black Sabbath receber um olhar diferente por um ângulo diferente. Eu acho que neste sentido o DVD traz uma boa novidade.

O que você acha do “Paranoid” ganhar este tipo de re-exame?
Eu gosto de que ele esteja sendo revisto novamente e que tenha tanto crédito. Eu acho que ele merece este crédito, pelo fato de que apenas o tocamos do jeito que éramos. Não tivemos um processo para pensar no álbum. Não houve nenhum planejamento. Foi apenas o resultado de quatro caras tocando juntos, sendo uma unidade, uma banda, uma banda de verdade.

Você percebeu que o álbum era especial enquanto estava o criando?
Eu sentia alguma coisa na época, mas sabia que estávamos em algo diferente. Quero dizer, todos nós pensamos isto. Todos nós sabíamos que estávamos criando algo diferente e que gostávamos muito. Mas sabíamos que era diferente. E sabíamos que era frágil também, no sentido de que ele poderia não durar nem cinco minutos, pois haviam vários oponentes, por falta de palavra melhor; lugares a levá-lo que poderiam não lhe dar nenhuma chance.

O baterista em 1970, gravando "Paranoid".

Como em muitos álbuns do Black Sabbath, havia muito conteúdo nele. Neste sentido, foi muito ruim ele não ter se chamado “War Pigs”, como era a intenção, já que este título seria uma declaração mais forte?
Bem, nós queríamos chamá-lo assim, mas ninguém pareceu entender. Eu não os culpo, sabe? O Vietnã, um monte de gente sendo morta por lá todos os dias, então eu entendo eles não terem usado o nome, por este lado.

Mas era uma declaração anti-guerra bastante efetiva.
Eu acho que fizemos uma grande declaração e colocamos muita força nela. Quando a tocamos atualmente – bem, na última vez em que excursionamos – “War Pigs” ainda era um grande hit para todos. Então ela permanece. Infelizmente ela ainda permanece atual, com o Iraque e todos os outros lugares onde há tantos problemas e mortes. Este é o lado ruim da coisa, mas fizemos um bom álbum e uma boa declaração.

O fato das músicas ainda serem relevantes hoje é uma grande prova do poder das composições daquele álbum. Muitas bandas não têm este poder.
Quando tocamos estas canções na época, como disse antes, não sabíamos se elas durariam ou não. Era realmente bem frágil em vários sentidos. Mas então o Sabbath se tornou atemporal – acho que isto acontece e algumas bandas se tornam quase veneradas. A vida do Sabbath passou a depender de pessoas que foram influenciadas pela música da banda, como um avô falando para o neto: “Hei, dê uma olhada nessa banda”. Isto é incrível. Nós começamos a perceber que haviam caras de 50, 60 anos nos shows, e garotos de 10 anos. É ótimo isto! Muito bom ver isso. Estou muito contente de que influenciamos outros músicos também. Para mim, estas são as coisas que parecem um presente silencioso enquanto você envelhece. Espero ter recebido isto com um pouquinho de humildade e sem fazer muito estardalhaço.

Você poderia explicar melhor o seu uso da palavra “frágil”?
Na época em que estávamos gravando o “Paranoid” – e quando fizemos nosso primeiro álbum – nós éramos uma banda de verdade e muito unidos. Tinha a banda, os roadies e os caras que nos levavam aos lugares e tomavam conta de nós. Eram provavelmente 10 pessoas, juntas, e em vários sentidos havia muita intimidade. Nós tomávamos conta uns dos outros e cuidávamos uns dos outros. Éramos uma unidade. Eu geralmente me refiro a isto como os “quatro mosqueteiros”. A sensação era esta, porque havia muita coisa vindo de fora, entre a imprensa, TV, e todo um novo público que estávamos alcançando; todos os novos países para onde estávamos viajando. Ainda ahavia muita novidade em tudo e, eu acho, uma sensação de desconfiança também. Nós viemos de uma região muito dura difícil de Birminghan, então aprendemos a crescer com um olho sempre aberto, pode-se dizer. Não éramos estúpidos; neste sentido tínhamos aquela esperteza das ruas.

Com isto em mente, enquanto passávamos por gravadoras, advogados, ou coisas do tipo, sempre éramos bem discretos. Nós nos reuníamos e conversarmos sobre tudo. Nós havíamos acabado de voltar de uma turnê de dois anos, na qual dividíamos a comida. Nós não tínhamos nem um trocado, então quando estávamos tocando no “Star-Club”, “Reeperbahn” e fazendo aqueles shows na Dinamarca e Suécia, por volta de 1970, nós tivemos que aprender a sobreviver, porque estávamos basicamente tocando por comida e coisas do tipo. Então aquilo criou uma grande união. Aquilo foi com a gente por entre o novo mundo e as novas mudanças que estávamos passando – ou estávamos prestes a passar. Foi isto que eu quis dizer com “frágil”.

Quais foram as histórias por trás do “Paranoid”?
Primeiramente, para nós foi divertido, porque fizemos muitas turnês em cima do “Paranoid”. Eu lembro das primeiras reações, e então por um minuto nós estivemos na cultura pop. Nós ficamos famosos, especialmente quando a canção “Paranoid” alcançou o 2º posto na Inglaterra e o álbum ficou em 1º, e de repente estávamos nesta coisa do pop na qual tínhamos todos estes fãs berrando e todas coisas do tipo acontecendo. Aquilo, após um tempo, não permaneceu da mesma forma; meio que desapareceu, o que foi bom. Ainda tínhamos muitos fãs. Por toda a nossa vida sempre tivemos muitos fãs que sempre foram entusiasmados, para dizer o mínimo. Mas por um momento nós aproveitamos esta coisa de estarmos dirigindo nossos carros e sermos cercados, ou então tínhamos que dar um jeito de entrar sem que ninguém nos visse no teatro onde iríamos tocar. Aconteceu todo este tipo de coisa; meio que como “A Hard Day’s Night”, sabe? Apenas por um momento aquilo foi divertido, mas não acho que teria gostado de ter aquilo pelo resto da minha vida. Aquilo seguiu seu próprio caminho.

Mas as turnês eram demais, com todos nós trabalhando muito duro. Nós tocávamos todos os dias; fazíamos um show cedo e um mais tarde. Isto me espanta. Quando me lembro disto… Quando o Sabbath toca, nós colocamos 150% de nós. Colocamos tudo que temos. Me espanta o fato de que fazíamos este grande show e então o fazíamos novamente algumas horas depois. Eu ainda olho para isto com algum espanto, na verdade. Tenho muito orgulho disto, de que éramos capazes de fazer isto e fazê-lo funcionar. Então houveram muitas coisas que apareceram na turnê, enquanto fazíamos novos amigos rapidamente.

Você não acha que algumas pessoas foram ver a banda naquela época só porque estavam curiosos?
Eu acho que atraíamos muitas pessoas que tinham sérios problemas com nós, na verdade. Nós atingimos o tôo das paradas e o topo das paradas das pessoas também. Mas quando eles perceberam que faríamos qualquer coisa que quiséssemos, musicalmente – especialmente com o terceiro álbum – uma parte deste estrelato caiu um pouco. Nós sempre tocamos para nós mesmos, e tentamos ser honestos com nós mesmo sobre onde estávamos, e acho que é por isso que nós tivemos fãs que ficaram com a gente ao longo dos anos.

Havia um número – bem grande até – de pessoas que realmente não gostava da nossa banda. De vez em quando as coisas ficavam bem perigosas. Quando estávamos fazendo as primeiras turnês nos Estados Unidos, promovendo o “Paranoid”, frequentemente tinham grupos cristãos, ou pessoas que amam Jesus mais do que qualquer coisa na Terra… Eles eram bem extremistas e alguns deles eram bem perigosos; foi muito assustador, para ser honesto.

Se ao menos eles escutassem às letras das canções, talvez encontrassem coisas que não esperavam.
Sim, se eles pudessem ler as porras das letras, talvez tivessem aprendido alguma coisa; sei lá. Ou curtido. Ou poderiam abaixar os cartazes; todos carregavam um grande cartaz, assim como fazem hoje. Alguns dos grupos cristãos mais extremistas levantavam qualquer coisa que pudessem agarrar.

Bem, sempre haverá extremistas por aí.
Sim, foi bem extremo. E nós éramos extremistas também (risos); combinação perfeita. Mas nós tínhamos que ter seguranças. Tínhamos seguranças frequentemente. Nas nossas primeiras turnês, fomos ao “cinturão bíblico” (N.R.: Região no sul dos Estados Unidos onde a prática fervorosa da religião protestante evangélica faz parte da cultura local), e quando viajávamos pelo norte da Flórida, pelo Mississipi, certas partes da Virginia, Tennessee, Lousiana, Texas e Cirpus Christi, haviam muitas pessoas – incluindo os policiais locais – que nos recebiam bem friamente. Haviam muitos problemas com as pessoas e com os prefeitos das cidades.

Você não acha que a imagem sombria e os rumores de que a banda era satânica foi exagerada e, ainda por cima, massificada pela mídia?
Eu acho que foi algo que tentamos esclarecer continuamente através das entrevistas, mas era quase como, “mas isto vende discos” ou “isto vende jornais, então vamos continuar com isto”. Nós dizíamos constantemente, diariamente, “não, não somos nada disto. Não, isto não é o que representamos”; foram muitas declarações deste tipo. Nós estávamos tentando mostrar para eles quem éramos de verdade. Nós fomos pegos tão fortemente por esta coisa, que ela adquiriu uma identidade própria e foi jogada pelo mundo com uma bola de praia. Algumas pessoas, incluindo a TV e a mídia em geral, gostavam de destacar isto e dizer quão terrível era. Foi bastante controverso por um longo tempo. Foi algo que dissemos, “não podemos fazer nada a respeito disto. Nós éramos impotentes sobre esta dimensão que apareceu e grudou na gente”, então apenas seguimos em frente, fazendo o que fazemos de melhor, até hoje quando você e eu ainda estamos falando a respeito disto. E estou feliz que você tenha me dado a oportunidade de ter falado um pouco sobre isto, pelo menos.

A partir da esquerda: Geezer Butler, Tony Iommi, Bill Ward e Ozzy Osbourne.

Nos dias de hoje aquilo não seria considerado tão controverso. Como os tempos mudaram…
Não seria mesmo, e fico satisfeito por ter feito parte de um número de bandas que foi ao sul (dos Estados Unidos), que foi na Austrália, no Canadá e em outros países, onde primeiramente éramos barrados de tocar pelas autoridades. Agora as portas se abriram.

Canadá?!
Sim! O Canadá do início dos anos 70… Cara, entrar no Canadá era uma provação. Mas me sinto bem em ter sido parte de um pequeno grupo de caras que permaneceram verdadeiros com eles próprios. Mas isto criou muitos problemas no começo dos anos 70, quando a polícia ficava definitivamente desconfortável com nós por perto e não sabia como lidar com a gente. Nos anos 70, havia diferença entre um policial da Louisiana e um policial de Nova Iorque. Nunca tivemos problemas com os policiais de Nova Iorque, que eu saiba. Nós conhecemos muitos nos shows que fazíamos. Para eles, era um show, sabe? Eles entenderam a coisa. Não haviam grandes brigas ou situações nas quais podíamos ser feridos os mortos facilmente. Era uma vibração diferente. Neste sentido, fico feliz por ter sido um dos que foram nas profundezas do sul (dos Estados Unidos), e agora o sul é… Cara, está totalmente diferente.

Parece que haviam muitos boatos que ajudavam a alimentar aquela fama. Por exemplo, me lembro de ouvir falar de que ao entrar no local onde o Black Sabbath iria tocar, o público tinha que assinar uma bíblia satânica. Então começavam a aparecer este tipo de boatos sobre coisas estranhas que aconteciam nos shows de vocês.
A coisa se tornou um fenômeno com vida própria, e ainda há uma sombra disto nas nossas vidas, porque eu sei que todos nós individualmente – não só como Sabbath – ainda gostamos de fazer uma música ainda mais sombria. Até hoje sou tão atraído por música sombria quanto era em 1969, quando garoto. Ainda é a mesma coisa.

As letras de Geezer Butler sempre foram bem profundas e conscientes.
Absolutamente. Eu o chamo de “o poeta irlandês”. Os pais dele são da Irlanda. Ele vive na Inglaterra, mas basicamente é irlandês. Ele é um fantástico letrista. Maravilhoso! Ao mesmo tempo, eu tenho que dar os créditos de Ozzy também, porque ele pode falar uma frase ou uma palavra… Eu viajei com ele por muitos lugares ao longo dos anos e sei que ele é capaz de falar uma palavra que explode e você é literalmente capaz de escrever uma canção em torno desta única palavra. Ou então ele fala uma frase, e você fala: “Puta merda, posso usar isto?”, e você literalmente escreve alguma coisa com isto. O jeito que ele despeja estas coisas… Estas coisas saem de Ozzy todo santo dia. Você tem que aprender e saber como pegá-las  e usá-las adequadamente.

Mas, na verdade, “Fairies Wear Boots” é sobre o quê?
Isto foi Ozzy e Geezer se divertindo, juntando coisas. Tem uma coisa de Alemanha nisso. Algumas sobras que nós aproveitamos; Algumas brigas em que nos metemos. Estou pensando na canção agora enquanto conversamos, e fui direto para 1968-1969, e ela é um grande exemplo de onde estávamos em 69. Eu posso até sentir o cheiro da comida no “Reeperbahn” (risos). É uma ótima canção sobre as experiências que tivemos. E é cheia de… A melhor expressão que posso pensar é “conteúdo mágico”, onde vamos a esta coisa mística meio coisa de maconheiro, bem como 1969 era. Isto é o melhor que posso dizer sobre ela.

Olhando em retrospectiva, há algo que você faria diferente com relação ao Black Sabbath?
Não me arrependo de nada que fizemos ou nada que fiz pessoalmente. Não me arrependo de nada. Não faria diferente, incluindo todos os erros… Tudo. O primeiro instinto que me apareceu quando você perguntou isto foi, “sim, gostaria de refazer algumas partes de bateria” (risos). Não refazer, mas trabalhar nos sons de certas partes da bateria, particularmente nos dois ou três primeiros álbuns. Talvez um som melhor no bumbo de “Iron Man”, coisas deste tipo. Todos os músicos são assim.

Falando em “Iron Man”, você acha que a canção se tornou muito comercializada, muito “mainstream”?
Eu tive que abandonar qualquer tipo de apego pessoal que tinha com ela. A gente pensa, “não, você não pode fazer isto. É música underground e tem que permanecer verdadeira com ele mesma e etc”, e então a vida real aparece. O mundo se abre. A primeira pista que tive de que “Iron Man” pertencia a todo mundo foi quando a escutei sendo tocada por uma banda marcial num campo de futebol. Eu pensei, “oh meu deus, eles estão tocando ‘Iron Man’”. Para mim, foi quando ela se tornou pública.

Então ela se tornou bem comercial e se apegou em tudo. E, na verdade, hoje em dia é legal. Não estou reclamando, porque quando ela foi para o filme “Iron Man” (N.R.: O Homem de Ferro), conseguiu uma nova forma de vida e me mostrou que ela continua atual. Então, neste sentido, eu tomarei como um elogio. Mas meu senso de justiça, como “isto não está natural, você não pode fazer isto”, diminuiu um pouco com o passar dos anos, com relação a canções como “Iron Man”, que tendem a se tornar mais comerciais ao longo do tempo. Eu já não brigo mais tanto quanto antes sobre este assunto.

E quando fazemos shows, sempre tentamos tocar algumas canções que não tocávamos há muitos anos, mas inevitavelmente acabamos com um repertório que agrade a todos.

Quais os planos do Black Sabbath?
Bem, todos estão de folga, sabe? Eu estive falando com Tony há poucos meses… E estava com ele e Glenn (Hughes) no funeral de Ron (Ronnie James Dio), e acho que Terry (Geezer) está apenas tentando superar a morte de Ronnie e pensar o que fará depois. Então Ozzy está embarcando numa grande turnê. Ele está indo para a estrada por um tempo considerável, mas eu falo com ele toda hora.

A partir da esquerda: Geezer, Ozzy, Tony e Bill na época da reunião, já no novo milênio.

O que você acha do novo álbum de Ozzy, “Scream”, por falar nisso?
O que eu gosto neste novo álbum é a voz dele. A voz dele está muito clara. Ele está sobrevivendo, ele tem convicção e ele é bem claro e em preciso em tudo. Sua voz realmente está se sobressaindo em todas as faixas. Eu acho que é muito bom.

Com relação ao Black Sabbath, a banda original, não estou sabendo de nenhum plano nem nada, mas ao mesmo tempo sei que iremos conversar uns com os outros. Não estou sabendo de nenhum desentendimento entre ninguém.

Eu sempre tenho a esperança de que se tudo está certo e tudo está amigável, então podemos excursionar novamente. Adoraria faze isto, contanto que tudo esteja em ordem comigo. Adoraria seguir em frente, não só excursionar, mas fazer um novo álbum também, outro disco do Sabbath. Isto para mim seria a melhor coisa que poderia acontecer. Mas também adoraria fazer uma turnê longa. A última turnê que fizemos foi legal, e durou três meses e meio. Mas o lance é que estávamos tão entrosados – e você tem que praticar para a coisa se ajeitar e ficar bem entrosada – quando estávamos na metade da turnê e eu me senti em plena forma, mas então de uma hora para a outra tivemos que parar. E eu estava, “Merda, vamos levar isto ao redor do mundo, cara. Isto está ótimo”. Mas tivemos que parar, o que foi um tanto irritante. Este foi o único problema. Leva um certo tempo para que um corpo de 62 anos possa tocar no Black Sabbath, e Ozzy e eu somos muito exigidos fisicamente no palco, então temos que estar em forma. E todos os shows da “Reunion”, com relação às performances, foram lindos. E me diverti demais; no palco era imbatível. Curti bastante, de verdade.

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LIVRO DE FOTOGRAFIAS DE RONNIE JAMES DIO SERÁ LANÇADO ESTE ANO

16 08 2010

Por: Raquel Hortmann
Fonte: Brave Words & Bloody Knuckles

De acordo com o “Deep Purple Appreciation Society”, existe um livro de fotos autorizadas de Ronnie James Dio previsto para sair no outono (do hemisfério norte). Aprovado por Wendy Dio, uma parcela de cada edição vendida será doada para a fundação “Ronnie James Dio Stand Up And Shout Cancer Fund”. Haverá duas edições – mais detalhes serão revelados em breve.

Você também poderá fazer doações para a “Ronnie James Dio Stand Up And Shout Cancer Fund” através do site “ronniejamesdio.com”. As doações são destinadas à pesquisa de câncer, diagnóstico e vários programas relacionados ao câncer, a fim de ajudar as famílias que tem entes queridos sofrendo com a doença.





GUITARRA DE TONY IOMMI ROUBADA NO “HIGH VOLTAGE FESTIVAL”

11 08 2010

Fonte: Blabbermouth

De acordo com aviso postado no site “Black-Sabbath.com” – site criado por fãs – Uma das Gibson SG de Tony Iommi foi roubada após os show do Heaven and Hell em tributo a Dio, realizado no “High Voltage Festival”, no dia 24 de julho, em Londres, Inglaterra.

Veja abaixo a foto da guitarra roubada:

Agradecimentos à leitora Raquel pelo envio da notícia.





SINGLE DO BLACK COUNTRY COMMUNION DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD GRATUITO

10 08 2010

Fonte: Blabbermouth

O primeiro single da Black Country Communion – supergrupo formado por Glenn Hughes (Deep Purple/Black Sabbath/Trapeze) no baixo e voz, Jason Bonham (Led Zeppelin/Foreigner) na bateria, Derek Sherinian (Dream Theater) no teclado e o bluseiro Joe Bonamassa na guitarra e voz – está disponível para download gratuito no website oficial da banda.

Para baixar a faixa “One Last Soul”, clique aqui. No website da banda, clique no banner que faz a publicidade do download do single. Você verá que o download custa US$0,99; clique para adicioná-lo a sua cesta de compras e na hora de fechar o pedido, use o código promocional OLS2010 na página de verificação (checkout) para que o download da música se torne gratuito.

A canção faz parte do disco de estréia da banda, cujo lançamento está confirmado para 21 de setembro em três formatos diferentes: 

• Edição limitada: Dois discos (CD e DVD):

O CD traz o mesmo material da versão standart, sendo o material adicional todo inserido no DVD: entrevistas com a banda, imagens no estúdio e no palco, comentários de Kevin Shirley, o vídeo para a canção “The Great Divine”, faixas ao vivo, dentre outros bônus.

• CD Standart:

Edição padrão com um CD.

• Vinil:

Edição em vinil 12”

A edição limitada dupla, contendo o CD e DVD já está disponível para pré venda na Amazon e na HMV.com.





“DEBUT DO BLACK COUNTRY COMMUNION É MEU DISCO MAIS FORTE DESDE ‘BURN’”, DIZ GLENN HUGHES.

6 08 2010

Fonte: Espy Rock

O website “Espy Rock” publicou uma extensa matéria com vários depoimentos exclusivos de Glenn Hughes sobre o Black Country Communion.

Confira a matéria – que está realmente imperdível – com exclusividade aqui no IMPRENSA ROCKER!

O Black Country Communion, supergrupo angloamericano que reúne o baixista/vocalista Glenn Hughes (Deep Purple/Black Sabbath), o baterista Jason Bonham (Foreigner/Led Zeppelin), o tecladista Derek Sherinian (Dream Theater) e o guitarrista de Blues Rock Joe Bonamassa, estão se preparando para o lançamento de seu altamente aguardado álbum de estréia, “Black Country”, no dia 20 de setembro.

A banda é fruto de uma idéia que o produtor Kevin Shirley teve após ver Hughes e Bonamassa juntarem forças no palco, em Los Angeles, em novembro de 2009, detonando uma performance explosiva no evento “Guitar Center’s King of The Blues”. Shirley foi em frente e recrutou o enérgico baterista Jason Bonham e o tecladista Derek Sherinian, finalizando a formação da banda.

Eu tive a oportunidade de conversar com Glenn Hughes sobre a banda, seu álbum, e o que o futuro guarda para o Black Country Communion. Hughes, “a voz do Rock”, talhou seu nome em pedra que não pode ser apagada, com seu distinto estilo de “Hard, Soul e Fuck Rock”, que ele vem experimentando ao longo de sua carreira. Já tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns, com mais 80 álbuns de ouro e platina para vangloriar-se, eles está voltando ao estilo que mais ama: o tradicional British Rock.

Com o álbum masterizado e pronto para ser solto pelo mundo em 20 de setembro, Glenn está excursionando pelo mundo para dar entrevistas sobre o debut da banda: “ah, cara, estou indo para a Alemanha depois daqui, mas ainda algumas entrevistas hoje antes de pegar o avião à noite”. “De verdade, estou aqui para promover (o disco); é o que estou fazendo”, continua.

O disco traz uma nova versão para o clássico "Medusa" da ex-banda de Hughes, Trapeze.

Nos últimos dois anos, o termo “supergrupo” tem sido utilizado assim que dois músicos de diferentes, e relativamente conhecidas, bandas anunciam um novo projeto, mas como todos sabemos, algumas delas nunca trazem a característica “super” que as pessoas pacientemente esperam. O Black Country Communion é, e isto não pode ser duvidado nem por um segundo, um supergrupo sob todos os aspectos. Quando perguntei a Glenn o que ele acha do termo “supergrupo”, ele falou: “você sabe, o lance é que se você tem uma parte do Deep Purple e do Black Sabbath, uma parte do Led Zepellin, uma parte do Dream Theater e uma parte Blues Rock titânico, então você será rotulado como um ‘supergrupo’. Há uma parte de mim pensando, ‘droga, você deve estar num supergrupo’ e é isso o que a boca diz, não é? Meu trabalho é manter esta banda. Eu sou um feroz protetor de cada membro e meu trabalho é realmente ser o porta voz e o “chefe de estado” que se certifica que esta banda está sendo promovida apropriadamente”.

“Tudo que estou fazendo é promover ferozmente este projeto. Eu não o chamaria de produto, porque eu nunca gostei de ser um produto, então é um projeto, agora é uma banda, é uma logomarca, um sabor e um sentimento, é o Black Country Communion; a bandeira está firmemente cravada no planeta Terra e a nossa música é Black Country Communion. É um álbum para seus leitores terem e guardarem ao lado dos do AC/DC, ao lado do ‘Led Zeppelin IV’, ao lado do Black Sabbath, ao lado do ‘The Who – Live at leads’, este álbum é grande e forte, e é uma grande afirmação do British Rock”.

Black Country Communion, como alguns de vocês já devem saber, tiraram seu nome da região industrial da “West Midlands”, Inglaterra, onde Hughes e Bonham nasceram e foram criados. Originalmente o nome da banda era Black Country, mas eles foram forçados a incluírem o “Communion”. “Bem, quando eu joguei no ‘Google’ a frase ‘existe uma banda chamada Black Country’, a resposta foi negativa, mas havia uma ‘Black Country Bash Band’. Então eu disse ‘ok, vamos nos chamar Black Country’. É claro, Jason estava dando uma entrevista em Los Angeles, na TV, e logo depois recebemos uma carta desta banda de Baltimore, chamada Black Country. Então nos últimos três meses nós estávamos tentando negociar um preço para comprar o nome deles, mas eles queriam meio milhão de dólares! Eu lhes disse, muito docemente, ‘vocês são umas porras de loucos!’. Então apenas adicionei a palavra ‘communion’ no fim, e se você olhar para esta palavra, não é um termo religioso, apenas queria ter uma vibração dos anos 60, uma bem sacada última palavra que soasse legal, e ‘communion’ é isto. Eu gosto da palavra ‘communion’. Se você também olhar para o logo, é ‘Black Country’ e na parte debaixo está o ‘Communion’. Eu estive trabalhando neste logo por três porras de meses”.

“O lance é que eu não queria um processo. Não quis chamar a banda de The Black Country, Black Country Band ou Black Country Boys, porque poderia rolar um processo. Os caras de Baltimore foram bem agressivos comigo, dizendo ‘nós não somos um cover do Led Zeppelin’, tentando diminuir quem somos, mas falaram ‘nossa música é muito influenciada por Tommy Bolin’, sem perceber que Tommy Bolin era de minha porra de banda no Deep Purple! Eles são um idiotas, e eu escrevi de volta para eles, e disse ‘caras, eu nunca quis roubar a porra do seu nome, você pode ter a porra de seu nome, mas eu vou chamar a minha banda de Black Country Communion, e fim de história’. Eles pensaram que por causa de todos os álbuns que vendemos e por tudo que fizemos, eu teria meio milhão de dólares no meu bolso de traz para dar a eles. Isto é muito rude”.

A experiência realmente tende a fala por si quando se trata de escrever e se apresentar, mas para uma nova banda, formada entre novembro e dezembro de 2009, o Black Country Communion conseguiu escrever e gravar seu debut inteiro em três ou quatro meses, enquanto conciliavam com seus outros projetos. “Nós não ensaiamos e não fizemos nenhuma pré-produção! Eu escrevi quatro canções em dezembro, então fomos para o estúdio sem ensaiar e eu mostrei as canções aos membros da banda e perguntei, ‘você acham que devemos gravar elas?’. Eles responderam, ‘bem, sim, já que não temos mais nenhuma outra’. Então as primeiras poucas canções do disco são murmúrios de um louco chamado Glenn Hughes, e então conseguimos ter umas idéias e gravávamos em seguida, e é isso que vocês terão”.

Com as primeiras canções escritas em dezembro, eu perguntei a Glenn como eles escreveram o resto do material. “Sabe o que fiz (risos)? Eu tranquei Joe em minha casa por três tardes, em três diferentes dias, por períodos de três horas. Eu o prendi. Ele veio com sua ‘Les Paul’, apesar de eventualmente ter tocado com uma das ‘Les Paul’ de meu estúdio, e então nós sentamos e escrevemos todas as canções que vocês irão escutar. Nós as expelimos, e então chegou março, nós voltamos ao estúdio, terminamos o álbum e é o fim da história. O disco foi gravado, inteiramente, em cinco ou seis dias, vocais e instrumentos”.

Quando falei com Glen sobre a loucura de ter formado a banda e gravado o disco num tempo curto, comparado com muitas outras bandas, ele citou a chacota que o Guns n’ Roses se tornou enquanto gravavam o “Chinese Democracy”. “Quando você pensa naquele maluco do Guns n’ Roses, o cantor, Axl Rose, que esteve no estúdio por nove anos para fazer seu último disco. Tenho um amigo chamado Jeff Greenberg, que é dono do estúdio ‘Village Recorder’, em Los Angeles, e ele me disse que Axl esteve em seu estúdio por dois anos! Ele trancou o estúdio por dois anos e isto custou à banda US$ 1,8 milhões, e Axl só gravou uma música! Se você não consegue, sendo jovem ou velho como eu – eu tenho 58 anos, mas possuo um espírito muito jovem; se você não consegue ir no estúdio e derrubar um álbum em algumas semanas, talvez você deve esquecer disso”.

É claro que uma formação que conta com Glenn Hughes, Jason Bonham e Derek Sherinian é suficiente para fluir o Rock n’ Roll, mas o fato do membro mais desconhecido ser Joe Bonamassa, deixou as pessoas imaginando o que esperar. Tendo já escutado o álbum, o rockstar interno em Bonamassa teve a oportunidade de explodir e atrair o centro das atenções. O prodígio do Blues começou sua carreira aos 12 anos, quando tocou com músicos lendários, como B.B King e John Lee Hooker, mas até que os fãs tenham a oportunidade de escutar o novo Joe Bonamassa, o júri permanecerá sem saber o quanto ele pode detonar. “O mais chocante é que os puristas do Blues vão falar, ‘certamente não podemos perder Joe para um cara do Rock, como Glenn Hughes!’. Bem, Joe quer o Rock. Na verdade, Joe começou a tocar um pouco de Rock em seus álbuns, mas seu fãs o tem embrulhado num pequeno pacote de Blues e, sem querer desrespeitar  nenhuma fã de Blues – até porque eu adoro os fãs de Blues – mas este é um disco para os fãs de Rock. Este é um disco para os fãs do AC/DC, Led Zepelin, Black Sabbath, The Who. Bom, vocês escutaram o álbum (Nota do tradutor: Hughes se refere ao repórter); vocês sabem que não é um cara do Blues tentando tocar Rock, calçando botas melhores. É uma porra de um guitarrista de Rok, não é? Não soa como uma cara que toca numa banda de bar, soa como um cara que está lá tocando com (Pete) Townshend”.

Captaneada por Glenn Hughes, o Black Country Communion lança seu disco de estréia em 20 de setembro.

O que talvez surpreenda as pessoas quando escutarem o álbum é a falta do estilo clássico que alguns esperam. Sim, o álbum ainda vem de um background de Classic Rock, mas há muito mais em seu som do que a formação da banda sugere. “É bem difícil para mim classificar o que o álbum é. O gestor do meu website e minha esposa disseram, ‘Glenn, este não é um álbum de Classic Rock’, e realmente não é; é mais que isto, é uma porra de álbum… é um álbum! Você realmente não pode chamá-lo de Classic Rock, você sabe o que ele é, é um disco tradicional de British Rock que não foi gravado por uma banda britânica nos últimos 15 ou 20 anos”. 

“Eu coloco este álbum como sendo ‘pau a pau’ com um disco do Who ou do Zeppelin, apesar disto soar arrogante; mas droga, eu vendi muitos discos, cara, eu estou aqui há muitos anos e eu disse a Joe, ‘você poderia ser meu filho. Existem poucas certezas na vida, e esta (o disco) é uma delas”.

“É realmente verdade que ele disputa com ‘Burn’ (Deep Purple). Bom, antes de você nascer eu fiz um álbum chamado ‘Burn’ em 1973, e este é tão bom quanto ele; uma obra de arte do Rock e o álbum mais forte que já gravei desde ‘Burn’. Cara, demorou tanto, porque minha música saiu do Blues Rock, foi para o Funk Rock, para Soul Rock e retornou a minhas raízes, que é o tradicional som da música de Black Country. Há uma grande herança na música – realmente uma grande herança – mas este álbum realmente tem a ver com o ‘West Midlands’, com a ‘Black Country’ onde Bonzo (John Bonham), Robert Plant, eu, Jason Bonham e Rob Halford nascemos; meio que é o epicentro do British Rock”.

Como o álbum é fortemente baseado na herança de Glenn Hughes e Jason Bonham, eu perguntei se isto seria o tema principal das letras no disco. “Realmente é, de verdade. É uma álbum dos ‘caras’, não é? É um chamado e uma responsabilidade, sabe, é como as grandes banda de Glasgow, que cantam sobre suas heranças, e eu agora estou cantando sobre as minhas, que é a ‘Midlands’ britânica. O som da ‘Merseybeat’ dos anos 60, então o som da ‘West Midlands’ dos anos 70, e agora eu peguei este sim e o levei a 2010. É ótimo ter Jimmy Page e Robert Plant como nossos embaixadores neste álbum, e estou realmente muito feliz aqueles caras a bordo”.

Os fãs de Glenn Hughes e do Trapeze ficarão instantaneamente familiarizados com a faixa oito do álbum, “Medusa”. A canção originalmente foi lançada em 1970 no álbum de mesmo nome do Trapeze, que contava com Glenn, Dave Holland (Judas Priest) e Mel Galley (Whitesnake). “Foi divertido tocá-la por causa de Jason Bonham, já que John Bonham tocou ela, não na versão original, mas ele a tocou comigo ao vivo várias vezes em 1971 e 1972. Jason me perguntava, ‘meu pai tocava ela deste jeito ou daquele?’, e então eu respondia, ‘seu pai tocava deste jeito’. Então foi realmente muito bom ter o filho dele tocando nela, 39 anos depois”.

Sendo “Medusa” uma canção vinda da era de ouro na carreira de Glenn, além de seu grande entusiasmo com este novo disco, eu lhe perguntei se não havia(m) alguma(m) música(s) que fossem claramente especiais. “O que eu quero, cara, é que as pessoas desçam a agulha na faixa um do vinil, ou em qualquer faixa que queiram; mas que toquem a faixa e ouçam aquela frase do baixo, e o groove vindo, e que escutem o vocal… eu sou um mensageiro. Você sabe o que isto quer dizer na verdade: isto é do caralho”! 

Glenn Hughes e Joe Bonamassa são artistas solo ativos, tendo Glenn lançado seu último – e décimo segundo – disco solo, “First Underground Nuclear Kitchen” em 2008, enquanto Joe lançou o “Black Rock” em março deste ano. Algumas pessoas estão questionando sobre como a banda irá fazer turnês e quanto tempo, de fato, eles poderão durar como uma banda, já que possuem grandes compromissos com suas gravadoras, como artistas solo. “Minha maior preocupação – disse isto para todos com quem falei: 73 entrevistas nos últimos dias – é levar esta banda para estrada. Agora estarei em Glasgow, em setembro, com minha própria banda, e Joe fará o mesmo em outubro. Mas eu farei uma mini turnê mundial só para manter o nome do Black Country Communion na mídia. Eu quero parar as agendas de shows de todos agora. Eu quero que todos digam, ‘que saber de uma coisa, nós temos que tocar ao vivo, caralho’. Então minha maior preocupação é fazer a promoção do disco, falar com resto da porra do mundo no próximo mês, e até lá, eu espero já ter algumas datas confirmadas para poder dizer a você e a todos em Glasgow, Edinburgh, Aberdeen e em qualquer lugar naquela parte do país, que iremos até lá”.  

Quando perguntei se o começo da turnê seria em 2011 ou mais cedo, Glenn confirmou: “yeah, será em 2011 e até lá alguns lances, que ainda são segredo, podem rolar, e eu avisarei a todos em breve”.

Enquanto a banda aguarda o lançamento de seu álbum de estréia, “Black Country”, e a turnê, eu quis saber se poderemos ver o novo trabalho solo de Glenn, o que também o trouxe às suas raízes. “O que estou fazendo agora é escrevendo a seqüência para o álbum do Black Country Communion; estou escrevendo o segundo disco. Você conhece minha carreira solo, eu tenho feito isto por muito tempo, e eu posso tirar umas férias. Eu tenho lançado álbuns solo a cada 15 meses por 20 anos, então posso dar uma descansada. Eu não tenho que fazer uma álbum solo por até cinco anos. Eu não quero fazer, apesar da gravadora querer que eu faça, mas eu disse, ‘no meu contrato não diz que tenho que fazer isto todo ano’. Então eu posso fazer ano a ano, ou álbum a álbum, e eu disse, ‘quer saber de uma coisa? Estou tirando umas férias e apenas quero estar nesta banda’. Quero fincar esta bandeira e me certificar que o faremos da maneira certa”.

O Black Country Communion estará por aí por muitos anos? “Eu realmente espero que sim, cara; realmente espero”.

Confira o um vídeo ao vivo da banda tocando a canção “One Last Soul”:

O Black Country Communion lançará seu álbum de estréia, intitulado “Black Country”, em 20 de setembro no Reino Unido e no dia seguinte nos Estados Unidos.

O tracklist do álbum é:

1. Black Country
2. One Last Soul
3. The Great Divide
4. Down Again
5. Beggarman
6. Song Of Yesterday
7. No Time
8. Medusa
9. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun





TONY IOMMI CONTA COMO FOI QUANDO DESCOBRIRAM A DOENÇA DE RONNIE DIO

12 07 2010

Fonte: Sunday Mercury

Talvez o maior “riffman” de toda a história do Rock. Este é Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, que concedeu uma entrevista ao “Sunday Mercury” na qual fala sobre Ronnie James Dio, Heaven and Hell, Ozzy e planos para o futuro.

Confira abaixo a entrevista completa, traduzida para o português somente aqui no IMPRENSA ROCKER.

Chegou a hora – ele decidiu – de fechar o expediente. A morte do amigo de longa data e companheiro de banda, Ronnie James Dio, teve grande impacto no “guitar hero” de Birminghan, Tony Iommi.

O super grupo Heaven and Hell fará apenas mais um show – um tributo ao “frontman” derrotado pelo câncer – e então irá “pendurar as guitarras”.

Para Tony, agora com 62 anos, tem sido uma época de duras decisões. E mais virão quando decidir que caminho tomar, assim que seu luto terminar.

Ele irá se juntar novamente com Ozzy Osbourne agora que a batalha judicial sobre a marca Black Sabbath acabou? Ele fará testes com novos cantores e irá para estrada com um novo nome para a banda?

Apenas uma coisa é certa. Não haverá mais Heaven and Hell.

No coração da questão está a recente morte de Ronnie, aos 67 anos. Havia grandes esperanças de que o homem que substituiu Ozzy no Black Sabbath em 1979 permaneceria no palco com seu chapa de Birminghan até o fim.

“Eu conheci Ronnie numa festa em Los Angeles, e nó nos demos bem”, lembra Tony que hoje vive em Lapworth. “Eu gostei dele de cara, porque não era espalhafatoso como muitos neste negócio. Ele era um ótimo cara, muito pé no chão”.

“Então quando as coisas não estavam funcionando com Ozzy (Nota do Tradutor: Ozzy foi sacado da banda em 1979 após se tornar cada vez mais inconstante) eu liguei para Ronnie e o convidei para um ensaio. Ele havia acabado de deixar o Rainbow e estava disponível”.

“Chame de destino se quiser. Ele se saiu muito bem. Eu toquei alguns ‘riffs’ de guitarra nos quais estava trabalhando e ele apenas cantou junto. Quando terminamos, eu sabia que ele era um novo vocalista do Black Sabbath”.

“Fomos para a estrada numa longa turnê, e foi sempre difícil para Ronnie ocupar o lugar de Ozzy. No começo a platéia gritava ‘Ozzy, Ozzy, Ozzy!’, mas Ronnie era definitivamente um bom cantor e lidou bem com o público”.

“Com alguns shows, ele já havia sido aceito. Tocamos nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão, e melhorava a cada show”.

“Ronnie tinha um toque popular. Ele preferia uma boa cerveja a Bourbon ou champanhe, e ele passava horas após os shows apenas batendo papo com os fãs, posando para fotos e assinando autógrafos”.

“Quando vinha para ensaiar em minha casa em Midlands, ele ficava num hotel fino, mas sempre dava uma fugida para achar um boteco onde pudesse apenas sentar e conversar com as pessoas locais”.

“Se Ronnie não tivesse vindo conosco naquela época, eu acho que o Black Sabbath teria acabado”.

“Mas ele tinha uma voz tão única, e era tão absurdamente profissional que nos deu uma boa razão para seguirmos em frente. Ele nos deu algo novo”.

Eles excursionaram como Black Sabbath de 1980 a 1982, e novamente de 1991 a 1992. Em 2006 se reuniram de novo, desta vez sob o nome de Heaven and Hell, uma alusão ao primeiro álbum do Sabbath que fizeram juntos.

O futuro parecia claro e duradouro, mas enquanto estavam na estrada, em 2009, houveram alguns sinais de que nem tudo estava bem.

Agonia

“A primeira suspeita que tivemos de que alguma coisa estava errada foi quando Ronnie reclamou sobre dores no estômago”, lembra Tony. “De início todos pensamos que se tratava apenas de acidez na barriga. Você nunca espera o pior”.

“Ronnie tomava analgésicos, mas nada parecia mudar. Um pouco antes de entrarmos no palco, uma noite, eu lhe disse: ‘você tem que checar isto’. Ele disse que iria quando tivesse tempo”.

“Em algumas noites ele estava em agonia no palco, mas seguia em frente. Às vezes ele mal conseguia ficar em pé, mas insistiu em completar cada show da turnê. Para Ronnie, o show tem que continuar”.

“Após a turnê, tivemos que dar um tempo. Eu tenho problemas na minha perna esquerda, e fiz um tratamento com células-tronco para ver se aliviariam a dor”.

“Ronnie estava indo fazer uma curta turnê solo durante este intervalo, mas decidiu ir ao seu médico. Ele foi para o hospital fazer exames e eles descobriram o câncer. Ele tinha um tumor no estômago”.

“Eu não conseguia acreditar. Ainda não consigo”, diz Tony. “Eu estava falando com Ronnie uma semana antes dele falecer, e ele estava otimista. Ele me disse que a quimioterapia parecia estar funcionando”.

“O tumor estava encolhendo e eles deram autorização para que ele voltasse à turnê”.

“Nossa turnê de verão recebeu sinal verde e estávamos constantemente no telefone, falando sobre as canções que tocaríamos”.

“Ronnie estava realmente entusiasmado. Nós iríamos tentar algumas novas canções, a banda estava bem entrosada, estávamos detonando. Ele estava tão ansioso pela turnê Européia. Seria uma nova chance de melhora sua vida”.

“Mas no começo de maio eles descobriram que o câncer havia se espalhado para o fígado, e as coisas foram por terra bem rápido. Nós cancelamos todas as datas, ainda esperançosos  – apesar da desesperança – de que ele superaria. Ele foi um lutador”.

“Não era para ser. Geezer Butler (baixista do Black Sabbath e Heaven and Hell) passou muito tempo no hospital, sentado ao lado da cama de Ronnie. Ele passou por tudo junto com Ronnie, e esteve lá até o final”.

“Eu tive que voltar para a Inglaterra mas permaneci em contato através do telefone e e-mail. Então recebi a ligação que temia. Geezer me disse que achava que Ronnie não viveria por muito mais tempo. Tentei pegar o primeiro avião, mas cheguei tarde”.

“Não fui rápido o bastante para dizer adeus. Ele morreu no dia 16 de maio. No final, eu voei para o funeral em 30 de maio. Estávamos todos devastados com sua morte. Ele foi único, e nunca poderá ser substituído”.

Depois que Tony voltou do funeral, foi sugerido que ele fizesse um tributo à vida e música de Ronnie. No dia 24 de julho, sábado, o Heaven and Hell subirá num palco pela última vez, no festival High Voltage, em Londres. Os rendimentos do show irão para a fundação “Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund.

“Este será o último show que tocaremos como Heaven and Hell”, revela Tony. “Nós escolhemos este nome, porque a banda era composta pelo line up que fez o “Heaven and Hell”, álbum do Black Sabbath. Nós não poderíamos seguir com este nome sem Ronnie”.

Desejo

“Não seria correto e nenhum de nós tem o desejo de fazer isso. Não nos chamaremos de Black Sabbath também”.

No tributo, os membros restantes se juntarão com Glenn Hughes (Deep Purple/Trapeze) e com o vocalista norueguês, Jorn Lande (Masterplan).

“Glenn cantou no funeral de Ronnie, fazendo uma ótima versão de “Catch The Rainbow”, fala Tony. “Jorn é mais conhecido no Reino Unido como o vocalista do Masterplan”.

“Ele soa assustadoramente como Ronnie. Nós pensamos em trazê-lo para a turnê de verão como reserva. Se Ronnie se sentisse muito fraco ou cansado, nós teríamos Jorn como substituto”.

Agnóstico assumido, a descrença de Tony na igreja foi confirmada quando a Igreja Batista local realizou um comício do lado de fora do funeral de Ronnie, denunciando-o como um adorador do diabo pelo fato de cantar numa banda de Rock.

“Ali estava Ronnie, o homem que amava seus fãs e sua cerveja”, diz Tony, balançando tristemente sua cabeça. “Eu acredito num Deus, mas não curto essa coisa de ir para a igreja. Apenas olhe para todos os problemas que a igreja causou ao longo dos anos”.

“Se você quer ter um relacionamento com seu Deus, você pode fazê-lo em qualquer lugar, a qualquer momento. Você não deve ir à igreja para isso”.

Então o que virá para Tony Iommi? Talvez seja cedo demais para saber de seus planos. Talvez ele esteja sendo reservado.

“Nós gostaríamos de fazer algo e continuar tocando”, ele insiste. “Mas de que jeito e com qual cantor, eu não sei”.

“Geezer estará de volta à Inglaterra esta semana para ensaiarmos para o tributo. Talvez tenhamos tempo para ver o que o futuro traz”.

Ano passado Tony foi processado por Ozzy Osbourne com relação à posse da marca “Black Sabbath”. As disputas legais continuaram por meses, até algumas semanas atrás quando a batalha foi resolvida, embora os termos do acordo não tenham sido revelados.   

Então está em aberto uma reunião do Black Sabbath, ou muitas palavras ásperas foram ditas? Tony não está excluindo nada.

“Falei com Ozzy enquanto estava em Los Angeles, após o funeral de Ronnie, e ele me disse que me ligaria quando viesse para a Inglaterra com sua turnê”, revela.

“Mas ainda não recebi essa ligação”.

“Ozzy e eu temos um relacionamento complicado, mas sempre nos mantivemos em contato, não importando o que mais tenha acontecido. Tocaria com Ozzy novamente? Quem sabe? É estranho comigo e Ozzy”.

“Pode haver todo tipo de merda rolando, mas quando nós conversamos é como se nada de ruim tivesse acontecido. Uma vez que o tributo esteja concluído, nós todos podemos sentar e decidir exatamente o que gostaríamos de fazer”.





DIVULGADOS TRACKLIST E ARTE DA CAPA DO DEBUT DO BLACK COUNTRY COMMUNION

8 07 2010

Fonte: Blabbermouth

O supergrupo Black Country Communion – Glenn Hughes (Deep Purple/Trapeze) no baixo e vocais, Jason Bonham (Bonham/Led Zeppelin) na bateria, Derek Sherinian (Dream Theater) nos teclados, e Joe Bonamassa na guitarra e vocais – divulgou o tracklist e arte da capa do seu primeiro álbum, que será lançado no dia 20 de setembro na Europa, e no dia seguinte na América do Norte.

Produzido por Kevin Shirley – que já trabalhou com Aerosmith, Iron Maiden e Led Zeppelin – o disco traz 12 faixas, sendo que Hughes canta em oito, Bonamassa canta em duas (“Songs of Yestreday” e “The Revolution in Me) e os dois dividem as vozes em “Sista Jane” e “Too Late for The Sun”. O álbum também inclui uma nova versão para a canção “Medusa”, que Hughes gravou originalmente com o Trapeze.

A banda planeja uma turnê para o ano que vem.

Confira abaixo a capa e o tracklist do trabalho:

Tracklist:
01. Black Country
02. One Last Soul
03. The Great Divide
04. Down Again
05. Beggarman
06. Song Of Yesterday
07. No Time
08. Medusa
09. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun