“OS FILMES DE TERROR DE HOJE SÃO UMA PORCARIA”, DECRETA SLASH

17 02 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Traduzido por: IMPRENSA ROCKER
Fonte: Charlotte Observer

O site do “Charlotte Observer” publicou uma entrevista exclusiva com Slash, na qual o guitarrista fala de seu álbum solo, escolha do vocalista para o Velvet Revolver, sua empresa de produção de filmes de terror, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Poucos guitarristas são grandes o suficiente por si só para conseguir ser a atração principal de uma turnê solo, ou fazer um álbum solo que fique entre os cinco primeiros das paradas, mas Slash não é qualquer guitarrista. Além de ter tocado no Guns n’ Roses e no Velvet Revolver, ele tocou com Michael Jackson, foi o rosto do “Guitar Hero” e no começo deste mês se apresentou no show do intervalo do “Super Bowl”. Em 2010 ele lançou um álbum recheado de estrelas, trazendo cantores como Fergie, Adam Levine do Maroon 5, Kid Rock e Myles Kennedy do Alter Bridge (Nota do Tradutor: É engraçado como, pelo texto, a gente sabe qual o público do veículo. Se o “Charlotte Observer” fosse voltado para o público Rock n’ Roll, ao invés destes vocalistas citados, eles teriam colocado Ozzy, Lemmy, Iggy Pop, Ian Ashtbury, etc.), que irá cuidar dos vocais na apresentação do guitarrista hoje, às 20h, no “The Filmore”.

O Super Bowl foi um lance importante para você?
Não estava na minha lista de “coisas a fazer”. Não que eu tenha uma lista. Definitivamente me senti honrado de ter recebido o convite.

Muitas pessoas se surpreenderam pelo fato de Fergie ter participado de seu álbum. Você acha que o público a subestima?
As pessoas constroem uma imagem ou uma impressão em suas mentes sobre quem alguém é e têm dificuldade de mudar isso. Isto definitivamente surpreendeu as pessoas. Quando o boato apareceu, elas pensaram que eu tinha virado Pop ou algo do tipo. Eu escutei Fergie cantar uns lances de Rock alguns anos atrás. Eu tinha uma canção para uma vocalista de Rock, e ela automaticamente veio à minha cabeça.

Mas as pessoas já tinham estabelecido Fergie como um tipo de diva Pop, o que é sensato de supor. Eles ficaram realmente chocados quando ouviram a respeito e então, quando escutaram a canção, ficaram meio que, “Oh, ok”. Com o resto do disco, foi muita informação para algumas pessoas digerirem – toda a diversidade.

Foi um indicativo do que você realmente escuta?
Eu escuto uma grande variedade de coisas. Primariamente sou uma cara do Rock n’ Roll, mas tenho uma inclinação conteúdo mais emocional e melódico e grooves. Eu posso escutar diversos tipos de música que ninguém esperaria que eu escutasse, e ser atraído mais pelo lado melódico e musical da coisa.

Este disco foi uma experiência diferente para você, sabendo que o público estava ciente de seu desenvolvimento através do twitter?
Eu meio que contava no twitter o que estava fazendo, mas eu não presto tanta atenção para que o que qualquer um esteja pensando.

Por tanto tempo você foi o cara atrás da guitarra, da cartola ou do cabelo. As mídias sociais permitiram que você mostrasse mais de sua personalidade ou senso de humor?
Não sei. Eu realmente não faço idéia com relação ao que devo ser sob qualquer tipo de perspectiva real. As pessoas desenvolvem suas próprias idéias. O legal do twitter ou facebook foi que me deu a chance de atingir todos que estejam interessados, ao invés de soltar comunicados para a imprensa… ou vazar informações para fontes confiáveis. Isto te coloca mais no controle de sua própria divulgação ou apenas ser mais direto com os fãs em geral.

Quando você percebeu que Myles era o cara para a turnê?
Quando ele veio cantou a segunda música, eu pensei: “este é o único cara que poderia lidar com todo este material”. Coisas do álbum solo e do Guns n’ Roses e do Velvet Revolver. Myles era muito capaz.

Não tínhamos nenhum relacionamento anterior. Aconteceu dele estar de folga do Alter Bridge e topou. Neste ponto, eu só tinha duas semanas para ensaiar com a banda e só uma semana desta poderia gastar com Myles.

Sua experiência com vocalistas notórios é bem conhecida. Personalidade é algo que você considera?
Mendigos não podem escolher (N.T.: ditado cujo correspondente no Brasil seria “a cavalo dado não se olha os dentes”). O mais importante é encontrar indivíduos que são musicalmente capazes, e então você deve levar em conta seja lá qual for a personalidade dele… É algo que você tem que aceitar razoavelmente se ele canta da forma que você espera. Muitos músicos são loucos e é isto que faz deles grandes músicos.

Qual o status atual do Velvet Revolver com relação ao novo vocalista?
Havia verdade no boato de que estávamos observando Corey Taylor, mas então eu saí para a turnê. Então não há nada sendo feito no momento. Nenhuma decisão.

Fale sobre sua nova empresa de produção de filmes de terror, a “Slasher Films”.
Faremos a produção do nosso primeiro filme neste verão (N.T.: verão do hemisfério norte). Entrei nessa por acaso São um grande fã de filmes de terror. Um amigo meu tem uma empresa chamada “Scout Productions”… Ele sugeriu que eu produzisse meus próprios filmes como um braço da empresa dele. Estou completamente envolvido do desenvolvimento do roteiro à locação e escolha do cast.

Você estará envolvido na trilha?
Esta é a parte mais óbvia. Definitivamente estarei envolvido. Se vou tocar ou não, depende do filme do que ele pedir.

Quais são seus filmes de terror preferidos?
Fui criado pelos filmes de terror que começaram nos anos 30, 40 e 50. “Frankenstein”, “O lobisomem” e “Dracula”. Quando os anos 60 chegaram, teve “A Noite dos Mortos Vivos”. Eu o assisti como uma sessão dobrada, junto com o “Exorcista”. “O Exorcista” se tornou meu preferido. Então saiu “A Profecia”. Foi ótimo também. Recentemente eu gostei de “Os Estranhos”. Eu quis fazer isto, porque o gênero Terror tem sido idiotizado para uma situação quase patética. São todas umas porcarias gore realmente previsíveis. São poucos os que realmente envolvem sustos ou uma imponente estória psicológica ou personagens e vilões com profundidade. É disto que sinto falta e que quero trazer de volta.

O solo de “Sweet Child O’ Mine” parece ser um dos mais estragados no circuito de bandas cover. Você acha que ele é tão difícil assim?
Quando eu toco canções do Guns nos meus shows, faço a maioria dos solos da forma que os gravei. Eles foram espontâneos na época… Fazer eles soarem exatamente como no disco torna fácil de ser estragado.

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SLASH FALA DE TURNÊ COM OZZY E DO CLIPE COM FERGIE

24 12 2010

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Blabbermouth

O Blabbermouth publicou uma entrevista com lendário Slash, que fala sobre turnê com Ozzy, clipe de “Beautiful Dangerous”, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista, em português,  com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

2010 foi um ano glorioso para Slash, e o icônico guitarrista não mostra sinais de que vai diminuir a velocidade em 2011, incluindo um retorno ao circuito de estádios neste inverno (Nota do Tradutor: Inverno no hemisfério norte) e uma cerimônia – com data a ser anunciada – de recebimento de uma estrela na “Calçada da Fama”, em Hollywood. 

Slash se juntará a Ozzy Osbourne para um turnê em estádios ao redor dos Estados Unidos que durará cinco semanas, começando em 16 de janeiro no Nebraska, e terminando em 22 de fevereiro na Flórida. Para a jornada com seus companheiros de banda Myles Kennedy (vocal), Bobby Schneck (guitarra base), Todd Kerns (baixo) and Brent Fitz (bateria), Slash irá tocar canções do seu primeiro álbum solo, uma seleção de músicas do Guns n’ Roses, um pouco de Velvet Revolver e até algumas preciosidades do Slash’s Snakepit.

Segue abaixo uma entrevista com Slash, na qual ele fala sobre cair na estrada com Ozzy, o que os fãs podem esperar nos shows, filmagens do clipe para “Beautiful Dangerous” com Fergie, e o que mais o surpreendeu até agora em sua carreira.

Você e Ozzy são amigos há muito tempo, ele cantou uma canção – “Crucify The Dead – em seu álbum solo, escrita por você e Kevin Churko. Você também está saindo em turnê com ele no começo de 2011, o que irá marcar o primeiro ciclo de turnês em estádios deste seu novo álbum. Você pode comentar sobre sua ansiedade com relação a estes shows?
Já fizemos vários shows em estádios, mas esta será a primeira turnê somente em estádios. O que mais me deixa ansioso é apenas trabalhar com Ozzy. Já fiz vários shows com ele, e nos vemos muito aqui e ali, mas só de fazer uma turnê com ele já fico ansioso. Estar num cotidiano de estádios será interessante. Considerando tudo, eu apareço e então fazemos o que temos que fazer; não tenho expectativas definitivas para isto. Apenas sei que será matador. Nossa banda fez oito meses de turnês neste ano, até outubro, então basicamente ainda temos todo o equipamento junto. Para a turnê com Ozzy, mudaremos algumas canções e colocaremos algumas novas.

Nos fale sobre a seleção de músicas para a turnê que está para começar… O que você está procurando atingir?
Tocamos várias músicas do novo álbum, apenas porque ele foi muito bem recebido, e então tocamos uma seleção do Guns n’ Roses, um pouco do Velvet Revolver e até um par de canções do Snakepit. Provavelmente iremos tocar de 50 minutos a uma hora nesta turnê com Ozzy. Teremos que compactar tudo, então pegarei os melhores momentos destes trabalhos e juntar tudo. 

Para seu atual single, “Beautiful Dangerous”, você se juntou com Fergie do Black Eyed Peas. O que você acha que ela adicionou, como vocalista, à canção?
O estilo e o comportamento de Fergie é cru e sexy, e era isto que eu procurava para a canção. Pensei automaticamente nela, porque já havia trabalhado com ela antes e sabia que ela possuía um certo elemento do Rock com um certo charme que ninguém conhecia.

O clipe com Fergie é provocativo – ela coloca um sonífero em sua bebida – e contém algumas cenas românticas bem quentes. Você pode descrever a química entre vocês dois no vídeo?
Nesta altura, Fergie e eu já somos amigos por um tempo e temos uma afinidade com relação à personalidade, então quando estava pensando em fazer o clipe, liguei para ela e disse que precisávamos um conceito, e ela me retornou imediatamente querendo fazer está fã maluca que me persegue. Apenas entendi o que ela queria dizer e eu sei que ela conhecia o Guns n’ Roses antigamente, sem contar que eu sei que ele tem uma perspectiva de toda aquela viagem de rockstar e dos tipos de fãs que se tornam obsessivos. Nós amarramos o conceito e ela basicamente fez o show sozinha com relação à sua personagem. Ela apareceu e deu tudo de si, tipo, “Esta sou eu, eu serei isto”, e eu, é claro, faria o papel de mim mesmo. Ele parece quente, mas foi apenas nossa visão de como aquela situação seria. Foi uma filmagem fácil de ser feita – ela é muito profissional e eu gostaria de pensar que também sou. Fizemos as filmagens em dois locais diferentes em um dia. 

O que mais te surpreendeu até agora em sua carreira?
Adoro fazer música agora tanto, se não mais, do que quando tinha 19 anos. Isto comparado com a maioria das pessoas da minha idade é bem surpreendente. Eu acordo todo dia e me sinto bem animado em fazer algo que já venho fazendo pelos últimos 30 anos. Apenas amo isto.





SLASH CONFIRMA SHOWS NO BRASIL

4 12 2010

Fonte: Site Oficial

Finalmente confirmou! Há pouco a agenda de shows no site oficial de Slash foi atualizada, e três datas foram confirmadas no Brasil:

06/04: Rio de Janeiro (Circo Voador)
07/04: Sao Paulo (HSBC Hall)
08/04: Curitiba (TBA)

Fiquem ligados no IMPRENSA ROCKER para informações sobre ingressos.





“HOJE TUDO É FOCADO NO DINHEIRO”, DIZ SLASH

3 12 2010

Fonte: Guitar Messenger

Slash é mais do que um músico extraordinário – ele é um ícone cultural. O som inconfundível do homem da cartola e da “Les Paul” ajudou a definir um gênero inteiro e inspirou legiões de guitarristas ao redor do globo.

O ano de 2010 marcou um novo capítulo para Slash, com o lançamento de sua estréia como artista solo – um álbum com 14 canções de Rock tendo uma participação especial estrelar de amigos além, é claro, de riffs enérgicos e grandes solos, que são a chave do seu som. Nós tivemos a oportunidade de conversar com Slash, enquanto ele fazia a perna norte-americana de sua turnê mundial:

Estou feliz em ver que você está bem, porque Fergie te mata no final do seu novo videoclipe!
É verdade, não é? (risos)

Eu acho que o título “Beautiful Dangerous” realmente resume o vídeo, e eu sei que você mencionou anteriormente que Fergie tem um lado negro. Com certeza este deve ser o lado negro dela.
Eu acho que eu sou uma ótima válvula de escape para a Fergie poder exorcizar as merdas que ela não consegue no Black Eyed Peãs. Escrevi outra canção com ela – quando fizemos “Beautiful Dangerous”, também escrevemos outra canção, que trouxe à tona um lado dela que eu nunca tinha visto. Um lance bem hardcore. Eu fiquei meio “uau!”. Isto sera interessante. Quando ela fizer seu álbum solo de Rock n’ Roll, em algum ponto, será bastante revelador com relação aos diferentes aspectos dela, além do lado celebridade que você vê no Black Eyed Peas.

Como foi a experiência de gravar o vídeo para “Beautiful Dangerous”?
Nós filmamos tudo em um dia, basicamente – exceto as imagens ao vivo que foram inseridas. Na verdade, foi um dos vídeos mais tranqüilos que já fiz, porque apenas chegamos e fizemos os takes, e tudo correu bem rápido. O diretor foi bem profissional, e não houve muito intervalo e esperas. Então, considerando tudo, esta foi a característica principal. Fergie foi ótima – ela sabia exatamente o que estava fazendo. O conceito geral do vídeo foi idéia dela de qualquer forma, então ela sabia exatamente com fazer o personagem que ela interpretava. Basicamente, tudo que eu tive que fazer foi aparecer – então, considerando tudo, foi bem divertido.

Você anunciou recentemente que estará fazendo um som com o Velvet Revolver e procurando por um novo vocalista. Como está o status disto?
Nós fizemos umas jams, e teremos mais vocalistas aparecendo nas próximas duas semanas. Então, é um trabalho em andamento – colocaremos desta forma.

Com o lançamento de “Slash”, ter trabalhado com todos estes vocalistas deve ter sido bem excitante, mas também difícil de prever como seria o resultado. Com isto em mente, qual foi seu momento preferido no álbum? Há algo que você deseje que tivesse saído de forma diferente?
Não há nada que eu gostaria que tivesse saído de outra forma. Toda a produção o disco foi, na maior parte, bem do jeito que eu queria, apenas juntando as coisas e torcendo pelo melhor. Há melhores momentos ao longo de todo o disco. Fazer tudo aquilo sob aquelas circunstâncias, tendo os artistas que estão no disco aparecendo e, de fato, produzindo algo para mim, foi o melhor momento em si – porque para mim, este foi apenas um daqueles discos nos quais você não tem 100% do controle sobre a coisa toda. Normalmente numa banda, os integrantes aparecem, há uma gravadora e um produtor, e então você vai e grava o disco que você tem planejado há meses e meses.

Neste disco, eu escrevi uma porção de canções, fiz as demos, chamei um monte de cantores e perguntei se eles estariam interessados; então entrei no estúdio com Eric Valentine, que foi o produtor. Foi no estúdio dele, e tínhamos que esperar para ver que apareceria. Isto por si só, apenas em conseguir alguém para o disco, foi um dos melhores momentos. Trabalhar com Ozzy foi ótimo, trabalhar com alguns dos meus antigos heróis, como Lemmy, trabalhar com Ian Astbury foi ótimo, Fergie foi ótima – todo mundo que esteve envolvido foi um melhor momento.

Foi bem legal que Iggy Pop tenha aparecido. Ele foi o primeiro vocalista, na verdade, a pôr a coisa toda em movimento – foi o primeiro cantor que gravamos, e isto meio que ditou o ritmo para o resto do disco. Você pode imaginar, para mim, como um guitarrista fã de Rock… Foi bem divertido, a coisa toda.

Posso imaginar, definitivamente. Você já planeja lançar outro álbum como este mais a frente, ou ainda é cedo para dizer?
É algo que espero fazer novamente, sentado aqui e falando com você agora, mas você nunca sabe o que acontecerá mais para a frente. Definitivamente não é algo planejado para agora.

Você tem sido um ávido adepto da combinação “Les Paul” e “Marshall” por vários anos, mas este combo também já teve alguns ajustes e mudanças ao longo do tempo. Há algo que você tenha descoberto recentemente e que possa dividir conosco com relação a como obter o seu timbre?
Quanto mais trabalho com isto, mas eu percebo que menos é mais, e quanto mais você simplificar, melhor. Na produção deste último disco, foi basicamente uma “Les Paul” e um amplificador para todo o álbum. Já estou na estrada nesta altura, e tenho dois cabeçotes e menos guitarras do que o usual, e funciona muito melhor desta forma. Chega até ao ponto de que quanto menos botões no amplificador, melhor (risos). Os melhores resultados são obtidos quando se trabalha com as ferramentas mais simples possíveis.

Vamos dizer que você chegou no local do show: você está com sua “Les Paul” e há um “Marshall JCM800” no palco. Qual sua abordagem típica com relação à equalização do amplificador?
Eu acho que a forma mais fácil para eu reconhecer qual o som de um amplificador, é ajustar todos os botões no 7.

Voltando desta extensa turnê, te sido difícil para você manter o estilo de vida mais saudável que você adotou recentemente?
Esta turnê foi como um furacão – de uma turnê na Europa ara a Ásia, para a Austrália, para os Estados Unidos. Tudo num espaço de oito meses. Com a exceção dos dias em que estávamos no avião, tocamos seis noites por semana. Você tem que andar no ritmo. A única coisa que me foco, de verdade, é no show. Não faço nada além disto, exceto lidar com a imprensa e coisas do tipo.

Houve muito trabalho a se fazer nesta turnê. Como era o meu álbum solo, não havia mais ninguém para dividir as obrigações comigo (risos). Tudo dependia de mim para ser feito, além do show em si. Foi muito trabalhoso. Basicamente, tudo que você tem que fazer é entrar no ritmo e tentar, se puder, descansar aqui e ali – e tentar não comer muita porcaria (risos).

Com isto em mente, o que você diria ser seu maior vício hoje em dia?
Meu maior vício agora? Meu maior vício neste ponto é provavelmente ficar acordado até tarde e me divertindo, o que ainda me deixa mal quando não faço, e Nicorette (Nota do Tradutor.: Nicorette é uma marca de produtos para terapia de reposição de nicotina para quem quer deixar de fumar. Existe em adesivo ou em chiclete).

Uma das coisas que mais admiro em seu jeito de tocar é que, por mais animado que você esteja em várias partes do show, você ainda consegue ter um ritmo bem relaxado. Isto é algo no qual você tem consciência e trabalha para conseguir, ou apenas acontece?
Não, eu sempre achei que estava no máximo de tensão (risos). Eu realmente precipito algumas coisas, mas não tenho uma abordagem concentrada em como faço as coisas, uma vez que estou lá fazendo, sabe? O modo que eu toco é espontâneo, no feeling – é o que é. Realmente não penso muito nisto. Disto isto, me foco bastante quando se trata da execução em si ou seja lá o que esteja tocando, e em estar sintonizado com a banda e todo este tipo de coisa. Tudo isto é muito, muito importante. É meio que parte do meu show: nós vamos lá, nos certificamos de que tudo está soando bem, e então meio que trancamos tudo – e então eu não penso muito mais sobre este aspecto após isto.

Quando você não está em turnê, há algum aspecto do seu jeito de tocar que você ainda tenta mudar ou melhorar?
Eu tenho uma guitarra aqui mesmo, e então eu sento e apenas vejo o que aparece ou vejo se há alguma idéia – apenas fico brincando. Não tenho um cronograma. Eu não tenho uma linha de raciocínio com relação a como eu abordo a guitarra; eu meio que faço as coisas e espero pelo melhor e espero que algo inspirador saia ou que apenas tropece em algo. Sabe o que quero dizer? A melhor coisa, eu acho, é ter uma guitarra por perto sempre que possível.

Se você pudesse viajar no tempo e dar conselhos ao Slash de 1987, o que você acha que falaria?
Se pudesse voltar no tempo para 1987, sabendo o que sei hoje, seria uma droga. Seria uma merda completa, porque isto acabaria com a mágica do que 1987 seria e do que os anos seguintes seriam.

Há algum novo artista por aí que você tenha curtido recentemente?
Eu realmente me diverti fazendo um som com o Airborne. Quando estávamos fazendo o “European Festival Tour”, fizemos vários shows com esta banda. Foi bem legal. Aqueles caras são o mais próximo de um Hard Rock do tipo AC/DC, cheio de energia, que já vi em muito tempo. Eu gosto da nova banda do Jack White, Dead Weather, Bullet For My Valentine é legal, e o novo álbum do Avenged Sevenfold é bom. Há uma banda da Austrália que está ficando famosa por aqui, chamada Karnivool, e que é muito, muito legal. 

Há algo aqui e ali – não houve nada no qual eu tenha ficado: “Uau!”, como quando eu escutei o Alice in Chains pela primeira vez, por exemplo. Não houve nenhum movimento como aquele, mas há coisas legais que estão começando a acontecer, e que são baseadas no Rock n’ Roll. Com sorte, nos próximos dois anos haverá mais disto acontecendo.

Há alguém que você ache que possa ser o próximo guitar hero?
Não sei. Isto é algo que não conseguiria dizer. Eu só não vejo muito foco nisto, nesta indústria de hoje (risos). Mas há uma porrada de guitarristas por aí, e há muitos garotos que estão pegando uma guitarra e há muita animação com relação à guitarra, mas isto parece ser altamente ignorado pela indústria e produtores como um todo. A guitarra não é necessariamente importante para a música comercial atualmente, é como eles enxergam.

Você teve a oportunidade de trabalhar como diferentes artistas fenomenais ao longo dos anos, e especialmente mais por agora. Com quem você nunca teve a chance de trabalhar, mas que você adoraria fazer um dia?
As colaborações que já fiz até agora foram possíveis por causa de coisas que circunstancialmente acabaram acontecendo, mas foram com pessoas que eu realmente admiro musicalmente – e espero que seja um sentimento mútuo; foi daí que as coisas surgiram. Mas não muita previsão, como “gostaria de tocar com tal pessoa ou esta outra”, e então ligar para meu escritório e dizer: “entre em contato com este cara e veja se consegue um encontro entre nós dois”.

Eu não tenho idéias pré-planejadas com relação às colaborações que irei fazer e coisas deste tipo. Neste momento tenho que tocar com o The Roots amanhã à noite no programa do Jimmy Fallon, e eu acho o The Roots do caralho. Não tenho nenhum plano ou pessoas com quem quero trabalhar ou que espero trabalhar, mas há pessoas que eu adoro (risos). Seria muito presunçoso de minha parte assumir que, pelo fato de eu gostar de alguém, elas iriam querer tocar comigo, ou que eu possa fazer isto acontecer.

O que você acha de sair em turnê com Ozzy em janeiro?
Estou muito animado com isto. Estou, de fato, muito, muito animado com isto. É onde estou agora; estou apenas esperando para isto acontecer – porque só será em janeiro e, para mim, é muito tempo de esperar (risos).

Quais são seus hobbies ou coisas que gosta de fazer quando está de folga?
Não tenho muito esta coisa de hobbies (risos). Eu realmente passo a maior parte do tempo com atividades relacionadas à música. Eu gosto de carros, eu gosto de jogar pinball, gosto de fazer um monte coisa, mas não é nada sério.

Tendo presenciado os altos e baixos da indústria por tantos anos, quais os conselhos que você pode dar aos novos artistas que estão tentando aparecer e deixar sua marca na indústria?
Não sei. Neste momento, estou ocupado me segurando com relação a usar as armas que tenho, levando-se em conta que eu não combino com nada que esteja acontecendo na música atual. É difícil para eu saber o que falar para alguém que está começando nesta altura, porque tudo parece tão corporativo agora. Muitos discos nos quais as pessoas nem ao menos sabem tocar estão sendo feitos. Há muita tecnologia envolvida, e hoje em dia parece que todos estão tentando se adaptar aos padrões da indústria musical.

Antigamente existia o negócio e os músicos, e os dois não estavam no mesmo lugar. Agora parece que todo mundo está na mesma página, e tudo é realmente focado no dinheiro. É difícil para eu dizer o que alguém deveria querer fazer na indústria musica nesta altura (risos). Eu assumiria que a coisa mais importante é aprender seu instrumento, e saber o que você quer produzir musicalmente, e então sair e correr atrás. Isto exige muito trabalho, e muito comprometimento e dedicação, e você tem que estar preparado para lidar com tudo aquilo e querer fazer.





CLIPE DE SLASH E FERGIE CONSIDERADO IMPRÓPRIO PARA A TV AMERICANA

9 11 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Fonte: Virgula

Os fãs adoraram, mas parece que as emissoras de televisão americanas não foram da mesma opinião. De acordo com Slash, seu novo videoclipe, em parceria com a cantora Fergie, vai precisar sofrer cortes antes de poder ser veiculado na TV.

No clipe, Fergie interpreta uma fã obcecada em tentar levar Slash para casa.

“É bem polêmico, mas eu achei que isso era bom. Aparentemente, ao menos essa versão para a TV vai precisar ser repensada por causa da quantidade de peitos e bundas aparecendo”, riu Slash em entrevista ao site Contactmusic.com.

Confira o videoclipe abaixo:





SLASH VAI PRA CAMA COM FERGIE EM VIDEOCLIPE

27 10 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Originalmente publicado: Rock em Geral

A música “Beautiful Dangerous”, do álbum solo de Slash, acaba de ganhar um videoclipe estrelado pelo guitarrista e pela cantora Fergie, que canta na música. Na trama, Fergie interpreta uma fã que faz de tudo para levar seu ídolo (intepretado por Slash) para a cama e, claro, acaba conseguindo. O vídeo, com cenas picantes, segundo Slash, foi bolado pela própria Fergie.

Confira abaixo o videoclipe:

Agradecimentos ao leitor Bernardo por enviar o link do vídeo.





SLASH: “PENSEI EM CHAMAR AXL PARA CANTAR EM MEU DISCO SOLO”

28 09 2010

Sugerido por: Raquel Hortmann
Fonte:
Classic Rock Revisited

O site “Classic Rock Revisited” fez uma extensa entrevista com o lendário guitarrista Slash, na qual ele fala sobre disco solo, Fergie, Axl e muito mais.

Confira a entrevista na íntegra, em português, com exclusividade no Imprensa Rocker!

Slash retornou à grande fama após sua bem sucedida turnê européia de divulgação do seu autointitulado álbum solo, que estreou em 3º lugar nas paradas. Enquanto sua banda excursiona pelos Estados Unidos, Slash se prepara para lançar seu disco solo novamente, desta vez numa versão deluxe. A edição especial incluirá todas as 19 canções gravadas durante as sessões do álbum, além de um DVD contendo imagens ao vivo material bônus.

Nesta entrevista, Slash fala sobre como pensou em chamar seu ex-companheiro de Guns n’ Roses, Axl Rose, para cantar em seu álbum solo. Ele pensou em chamar o rei do Pop, Michael Jackson também. Slash revela que ele aparecerá no álbum solo de Fergie, e afirma que ela é uma rocker de coração. Nós também mergulhamos no passado e falamos sobre a criação de “Sweet Child O’ Mine” e sobre o dia em que Slash fez um teste para entrar a banda de Hair Metal, Poison.

Nós no conhecemos no “Green Room” durante o “VH1 Rock Honours”. Meu amigo, Ludovic, estava comigo e ele é de Paris. Nós começamos a conversar e ele te deu uns cigarros Gitanes.
Eu lembro vagamente disto. A razão de ser tão memorável é que aquela é a marca que eu gosto e elas são difíceis de serem encontradas. Eu tinha que contrabandeá-las.

Posso pedir que ele te arranje mais.
Eu parei de fumar. Há mais de um ano. Eu estava fumando três maços por dia. Eu estava fazendo o álbum, pronto para ir ao estúdio, mas peguei uma porá de pneumonia, porque estava trabalhando demais e não cuidava da minha saúde. Eu não fumei por duas semanas – eu tentei, mas não conseguia respirar. Após duas semanas, peguei meu maço de cigarros e pensei, “isto é burrice”. Se passaram duas semanas, já havia superado a abstinência. Também minha mãe havia morrido recentemente de câncer. Comprei os adesivos e uma porção de chiclete de nicotina, e não tenho fumado deste então. Eu ainda uso o chiclete, entretanto. Ainda sou viciado em nicotina.

Sinto muito em saber sobre sua mãe. Eu não estava sabendo.
Já faz um ano. Foi uma merda. Ela morreu de câncer no pulmão.

Tivemos um começo triste nesta entrevista. Temo que deixá-la positiva, porque há várias coisas positivas acontecendo na sua vida.
(risos) Aconteceu há algum tempo e se tornou parte do meu vernáculo. Desculpe quanto a isto. Seguindo em frente…

Como foi feita a criação do seu álbum solo e, então, retornar e lançar uma versão deluxe com mais músicas e um DVD?
A idéia era fazer este super álbum com todo este ótimo material, e eu também quis que todas as canções que gravei saíssem. Foram gravadas 19 músicas ao todo. Eu coloquei apenas 14 na primeira prensagem, porque é difícil forçar as pessoas a sentarem e escutarem 19 canções. Eu quis ter uma outra versão do álbum para poder colocar todas as músicas nele, e para fazer isto, tive que colocar outros materiais para torná-lo atraente. Já estávamos na estrada e pudemos conseguir ótimas imagens ao vivo. Colocamos um videoclip também e umas faixas acústicas.

Você atingiu o sucesso mundial com o Guns n’ Roses e com o Velvet Revolver, teve algum sucesso com o Snakepit também, mas este álbum está se mostrando um dos seus maiores sucessos. Você está surpreso com isto?
Tem sido muito, muito legal. Entrei nesta sem expectativas. Era apenas um escape para mim, porque realmente queria fazer um disco sozinho. Tive a idéia de ter vários convidados no meu álbum, porque sempre fiz várias aparições nos discos dos outros. Foi realmente um trabalho de amor. As pessoas foram ótimas e foi bem fácil de fazê-lo. Eu pude ver do que eu sou feito sem as idéias do resto da banda.

Sempre que faço um álbum, é uma desculpa para ir para a estrada. Eu encontrei o Myles Kennedy, que é um dos melhores vocalistas de Rock n’ Roll atualmente. Conseguimos juntar uma seção rítmica matadora e a banda é ótima. Nós temos recebido ótimos públicos rockers e tem sido maravilhoso.

Falaremos sobre Myles, mas antes vamos falar sobre Fergie. Sou um rocker e minhas canções preferidas no álbum são “Dr. Álibi” com Lemmy, “Ghost” com ia Astbury e “The Sword” com Andrew Stockdale, do WolfMother. A canção que eu queria odiar era “Beautiful Dangerous” com Fergie. Não consigo odiar esta música. Ela detona, cara! Realmente detona.
Fergie é estereotipada. É fácil fazer isto, porque ela está no Black Eyed Peas. Se não a conhecesse, não teria dito, “ei, vamos chamar aquela garota para cantar no meu disco”. Eu a conheci quando fiz uma aparição de improviso com o Black Eyed Peãs, e fizemos um medley de Rock. Nunca havia a encontrado. 

Estava participando deste evento para arrecadação de fundos – o evento era para isto – quando fizemos um medley de Rock n’ Roll. Ela começou a cantar, e eu fiquei, “uau”; porque ela cantou uma música do Led Zeppelin, “Barracuda” do Heart e “Live and Let Die” de Paul McCartney. Ela me deixou boquiaberto. Fiquei amigo dela, nos conhecemos melhor e acontece que ela uma garota do Rock n’ Roll. Ela começou em suas primeiras bandas tocando Rock n’ Roll.

Como quase toda mulher na indústria, ela encontrou uma entrada na Pop Music porque, atualmente, é quase que o único jeito de meter seu pé na porta. Ela obteve muito sucesso cantando Pop e se tornou famosa mundialmente por causa daquele grupo. E sabia, entretanto, que ela podia cantar pra caralho um Rock n’ Roll. Na verdade eu tinha uma canção e queria que uma garota a cantasse, e ela foi a primeira pessoa que veio á mente.

Ela canta alguma outra canção na versão deluxe?
Não, a outra canção que fiz com ela sairá no álbum solo dela – ela está fazendo um disco solo Rock n’ Roll. Escute, Fergie fez o lance dela no Black Eyed Peãs, mas quando ela está comigo ela mostra seu lado selvagem. As letras da canção são hardcore, no sentido sexual. Nós acabamos de fazer um vídeo pata “Beautiful Dangerous” que também mudar a imagem dela.

Irei perguntar isto, porque não consigo evitar. Quando Myles Kennedy será oficializado como o vocalista do Velvet Revolver?
Há muitos boatos sobre isto. Não acho que irá acontecer – de fato, eu sei que não irá conhecer. Ele está numa banda chamada Alter Bridge e eles têm um novo álbum saindo. Nós faremos malabarismos entre o Alter Bridge e minha turnê solo no próximo ano inteiro. Estarei voltando para Los Angeles no próximo mês e irei trabalhar com Duff, Matt e Dave e alguns vocalistas para ver como eles se saem. Não há esforços sendo feitos para que Myles se junte ao Velvet Revolver.

Chame Fergie em seu lado selvagem…
Sem garotas naquela banda (risos).

Eu pensei em dois vocalistas que adoraria ter visto em seu álbum solo. O primeiro é um dos seus cantores de Rock preferidos, Robin Zander do Cheap Trick.
Robin é um dos melhores vocalistas de Rock n’ Roll de todos os tempos. Eu escrevi uma porção de material, e o primeiro vocalista que pensava para cada música era o que eu chamava. Nunca pensei em Robin para nenhuma daquelas faixas em particular. Se fosse fazer isto novamente, então ele seria um dos vocalistas com quem gostaria de trabalhar, se tivesse o material certo. Ele é um dos meus vocalistas preferidos de Rock. Me sinto uma merda agora. Eu realmente fui muito espontâneo nas minhas escolhas, dependendo da canção.

O outro vocalista é Axl Rose…
Serei honesto com você, mesmo sabendo que isto vai se tornar público. Quando estava no meio do processo, haviam vários nomes de vocalistas que passavam pela minha cabeça. Você está lá, vivendo na Terra dos Vocalistas e tudo o que você pensa é sobre cantores. O nome dele passou pela minha mente uma vez. Eu pensei, “Axl iria botar pra foder em todas estas canções”. Obviamente, nunca fiz a ligação, porque queria que o disco fosse lançado ainda neste milênio.

Ele poderia nunca ter aparecido.
Exatamente. O outro cantor, e já mencionei isto antes, foi Michael Jackson. O disco estava sendo feito bem quando ele faleceu. Antes disto acontecer, ele estava se preparando para fazer aqueles shows na “O2 Arena” em Londres. Eu pensei, “Não seria divertido ter Michael Jackson cantando uma canção Heavy Metal”? Isto passou pela minha cabeça, mas nunca me comprometi com isto.

Você deve estar cansado deste assunto, mas tenho que perguntar como você se sente sobre o Guns n’ Roses estar em turnê e você não estar fazendo parte. Isto te incomoda?
Já faz muito tempo, cara.

Eu sei, mas o Guns foi sua primeira grande banda. Eu penso que ela sempre será especial para você.
Muita coisa aconteceu para acabar assim. Quando deixei a banda, muito da razão foram as exigências malucas que Axl fez a Duff e a mim, um das quais dizia que nós teríamos que nos juntar ao novo Guns n’ Roses dele. Naquele ponto, eu percebi que tudo já tinha isso longe demais; estávamos acabados. Não muito depois disto, Axl acabou montando o Guns n’ Roses com seja lá quem for. Havia muita amargura naquele ponto que minha saída nunca me perturbou; eu realmente não me importava. Nós já havíamos passado por todo aquele lance dele ter pego o nome da banda e ser completamente sórdido com isto. Daquele ponto em diante, nunca me importei realmente com o que ele fez. E agora, 15 anos depois, eu estou na mesma. “Faça o que tem que fazer, cara”. Apenas estou feliz de ver que ele ainda estar por aí.

Suponho que isto esteja vendendo o catálogo antigo.
Nem ao menos isto… Apenas ele está de volta tentando fazer a banda funcionar.

Minhas duas últimas perguntas são divertidas. Sou um fanático por guitarras. Você se lembra do dia em que escreveu o riff de “Sweet Child O’ Mine”?
Sim, me lembro muito. Nós estávamos numa casa que uma companhia de empresariamento havia alugado para nós – eles estavam nos cortejando para serem nossos empresários. Era uma ótima em “Laughlin Park”, Califórnia. Nós havíamos reduzido a casa à sombra do que era há apenas algumas semanas.

Durante uma tarde, quando a fumaça ainda estava se dissipando da noite anterior, Duff, izzy e eu estávamos sentados no chão – não tínhamos mais nenhum móvel – e eu estava brincando com aquele riff. Com toda a honestidade, eu realmente não sei de onde o riff saiu, mas de repente começou a soar bem legal. Izzy começou a tocar um violão por trás e as mudanças de acordes começaram a aparecer. Axl estava no andar de cima, em seu quarto, e escutou a música. Alguns dias depois, após termos feito a estrutura simples de riff e acordes, Axl disse, “toquem aquela canção que vocês estavam tocando outro dia”. Nós ficamos, “que música?”, e ele falou, “aquela com o do dodo do doo do do”. Ele havia escrito algumas letras para ela sem que nós soubéssemos. Ela ficou pronta relativamente rápido. Começamos a ensaiá-la e a escrevemos do início ao fim naquela noite. 

A última: existe uma lenda de que você fez um teste para o Poison, mas que não passou. É verdade?
Sim, eu fiz. Eu estava morando em Los Angeles e tinha acabado de sair de uma banda com Axl, chamada Hollywood Rose. Steven Adler estava na banda também. Eu apenas saí. Disse a Axl que não podia mais agüentar aquilo e saí. Isto foi logo após a primeira vez que Axl e eu trabalhamos juntos. Matt, o guitarrista original do Poison, que inclusive era um cara muito legal, havia engravidado a esposa ou estavam para se casar, ou algo do tipo. Ele estava se mudando para a Pennsylvania. Ele falou, “você deveria fazer o teste para o Poison”. Eu odiava o Poison, mas naqueles dias você fazia o que tinha que fazer para permanecer indo em frente.

Sendo muito ambicioso como eu era, fui para o teste e acabei sendo um dos dois guitarristas que sobraram para eles escolherem. Eu me lembro de detonar as canções que eles tinham. Não havia dúvidas de que eu podia tocá-las, mas havia o problema da maquiagem e este tipo de coisa. Bobby Dal me perguntou que tipo de sapatos eu iria usar. Eu fiquei, “como”? Era meio óbvio que aquilo não iria dar em nada.

Enquanto eu estava saindo do teste, C.C. DeVille estava entrando. Ele estava com uma maquiagem de pancake e uma tonelada de laquê. Eu até me lembro de ter pensado “este deveria ser o cara escolhido”. No dia seguinte, recebi uma ligação de Bobby e ele disse, “você é ótimo e tal, mas vamos ficar com este outro cara”. Era C.C. e realmente fez todo o sentido. Eu estive em algumas bandas depois disto, e então montamos o Guns n’ Roses.