PRESIDENTE DA RÚSSIA TOMA CHÁ COM O DEEP PURPLE

25 03 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: R7 Notícias

O presidente russo, Dmitri Medvedev, recebeu os músicos da lendária banda inglesa Deep Purple para tomar chá nesta terça-feira, 22 de março, em sua residência em Gorky, nos arredores de Moscou.

Medvedev, de 45 anos, é um notório entusiasta do Rock n’ Roll e foi presenteado com um par de baquetas pela banda, da qual confessou ser fã desde a juventude. Ele falou sobre a paixão pela música e contou à imprensa como foi sua curta carreira de DJ em festas de Rock, antes de entrar para a vida pública.

“Era uma discoteca estranha, porque o estilo musical principal era o Rock pesado”, disse.

O presidente lembrou que, antes de tocar nas festas de sua escola em Leningrado, as músicas escolhidas pelo atual presidente tinham que ser aprovadas pela Komsomol, a juventude do Partido Comunista soviético.

Medvedev mostrou sua coleção de equipamentos musicais e discos para o vocalista do Deep Purple, Ian Gillan, incluindo a coleção completa de álbuns da banda. O baterista Ian Paice, por sua vez, deu de presente para Medvedev um par de baquetas.

O presidente da Rússia mostrou-se comovido pelo encontro e agradeceu os presentes dos seus ídolos de juventude, segundo informações da imprensa russa.

“Quando eu comecei a ouvir Deep Purple, é claro que eu não poderia imaginar que me sentaria com vocês nesta mesa, assim, deste jeito”, comentou.

Em 2008, o presidente russo já havia se encontrado com seus ídolos, antes de chegar à Presidência, durante um concerto da banda na capital Moscou para marcar o aniversário de uma estatal de gás.

Dmitri Medvedev é um notório fã de Rock n’ Roll, já tendo declarado diversas vezes seu entusiasmo por bandas de Heavy Metal, como o Deep Purple e Black Sabbath. O ex-presidente e atual primeiro-minitro da Rússia, Vladmir Putin, por sua vez, já afirmou ser fã do grupo sueco Abba.

Pouco antes, o presidente russo havia se reunido com o secretário da Defesa americano, Robert Gates.





IAN GILLAN DIZ QUE JÁ ESTÁ NA HORA DE OUTRO ÁLBUM DE ESTÚDIO DO DEEP PURPLE

24 02 2011

Fonte: Blabbermouth

O Deep Purple realizou uma coletiva de imprensa ontem, 22 de fevereiro, na Cidade do México, no qual falou sobre a pequena turnê Mexicana, dentre outros assuntos.

Quando perguntados se há quaisquer planos da banda gravar um novo álbum de estúdio, o vocalista Ian Gillan respondeu: “Eu acho que já está na hora, não é? Então vamos nos reunir para compor muito em breve, e se ficarmos animados, então teremos mais um álbum logo após isto. Veremos o que irá acontecer. Mas não há planos. Acho que estamos sendo atiçados por várias pessoas que gostariam de ver outro álbum do Deep Purple. Então acho que já está na hora”.

O 18º e mais recente álbum de estúdio da banda foi o “Rapture of The Deep”, lançado em novembro de 2005. Este foi o quarto disco de inéditas desde que o guitarrista Steve Morse se juntou à banda em 1994, e o segundo a contar com o tecladista Don Airey no lugar do icônico Jon Lord.





ENVIE CARTÕES DE NATAL VIRTUAL DO IRON MAIDEN, MEGADETH E DEEP PURPLE

20 12 2010

Fonte: Blabbermouth

A “EMI” lançou uma campanha de cartões de natal virtuais, chamada “With Love From Me To You”. O charme dos cartões é que eles vêm com canções de várias bandas do catálogo da gravadora, como “El Dorado” do Iron Maiden, “Black Night” do Deep Purple e “Hangar 18” do Megadeth. Além disso, há um concurso no qual vários prêmios, incluindo box sets e edição limitada, serão distribuídos.

O site disponibiliza sete designs de cartões de natal virtuais, baseados nos gêneros dos artistas da gravadora, e cada e-card possui oito canções para você escolher – de John Lennon a Daft Punk. Os usuários também podem personalizar os e-cards, incluindo mensagens para o destinatário do cartão.

Qualquer um que entre no concurso terá a chance de ganha vários prêmios, como uma edição limitada do box recém lançado de John Lennon, um box set da Apple e um box stereo das remasterizações dos Beatles, além de diversos outros prêmios.

Para mais informação, clique aqui e cofira o site da campanha.





INTEGRANTES DO BLACK SABBATH, DEEP PURPLE E IRON MAIDEN NO ESTÚDIO

29 09 2010

Fonte: Blabbermouth

Em 1989 o guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, e o vocalista do Deep Purple, Ian Gillan, foram alguns dos nomes em uma longa lista de astros envolvidos na gravação da canção “Smoke on The Water”, do Deep Purple. A música foi regravada para levantar fundos para a população afetada pelo terremoto “Leninakan”, que aterrorizou a Atmênia em 1988.

Em outubro do ano passado, Tony e Ian viajaram para a Armênia para verem como o dinheiro arrecadado havia ajudado a comunidade local. Durante a viagem, eles visitaram uma escola de música e descobriram que ela está funcionando numa acomodação temporária, e que sua sede permanente ainda não foi reconstruída, mesmo 20 anos após o terremoto.

Na próxima semana, Tony e Ian voltarão ao estúdio, junto com o tecladista Jon Lord (ex-Deep Purple) e com o baterista Nicko McBrain (Iron Maiden) para gravar uma nova faixa e arrecadar mais fundos para reconstruir a escola de música.

Em outubro de 2009, Gillan e Iommi receberam o prêmio “Orders of Honour” – que foi entregue pelo primeiro ministro da Armênia, Tigran Sargsyan – através do programa “Armenia Grateful to Rock”. O objetivo do programa foi expressar a gratidão do país pelos músicos que há 20 anos participaram do “Rock Aid Armênia”.





REVIEW: PLEIADES – JOVENS COM COMPETÊNCIA DE VETERANOS

20 09 2010

Formada em 2005, na capital mineira, a Pleiades chama a atenção em princípio por contar com músicos muito jovens. Cynthia Mara (Vocal), 17 anos; André Mendonça (Guitarra), 14 anos; Caio Porto (Baixo), 22 anos; e André Bastos (Bateria), 20 anos, surpreendem qualquer um que se aventure a escutar seu autointitulado álbum de estréia.

Não é fácil rotular o estilo da banda, mas pode-se dizer que se trata de um Hard & Heavy com um pouco de progressivo e até umas pitadas de Thrash em certos momentos. O importante é que a banda faz excelente música, e todos se mostram músicos competentíssimos.

Produzido pelo veterano Gus Monsanto, vocalista da Revolution Rennaissance, o debut da Pleiades os lança como a grande revelação da música pesada nacional dos últimos tempos. O profissionalismo se mostra constante, inclusive nos aspectos não musicais. O encarte do CD é irretocável, com uma capa simples, mas efetiva; letras de todas as músicas, fotografias muito bem feitas, além de todas as informações sobre a gravação do disco. Apenas um pequeno erro de digitação na letra da primeira música, que mostra a palavra “then”, enquanto que o correto seria “them” – mas nada que ofusque o belo trabalho.

Vamos às canções!

01. Fire, Fire
Abertura em grande estilo! Heavy de primeira, com refrão pegajoso e backings certeiros. A letra fala sobre uma garota que sofre todo tipo de violência, mas que permanece viva, para o desespero dos que a maltrataram. Performace de todos os músicos é ótima! Um começo arrasador! 

02. Even If We Don’t Go
Um riff meio dedilhado no violão abre esta faixa, e logo depois a porrada começa num clima Prog Metal, com uma harmonia em contratempo. Quando menos se espera, a canção é lançada para um tempo reto, com ótimos riffs e um refrão arrasador, numa levada Hard/Heavy. A letra fala sobre perseguir seus sonhos e nunca desistir. Com certeza esta é um dos hits do álbum. Destaque para o excelente solo de guitarra do André Mendonça, de apenas 14 anos. Se prepare, porque você vai passar o dia cantando o refrão desta música.

03. Nobody Buys Me Earings
Introdução com o baixo distorcido e a voz da fenomenal Cynthia Mara, de 17 anos, entra. Uma das características da banda que me surpreendeu foi a voz da jovem cantora, que soa autêntica. Você escuta e sabe que é ela, ao contrário de muitas cantoras que acabam desenvolvendo um mesmo estilo e timbre de voz ao cantar. Cynthia consegue lançar sua voz em melodias calmas e pesadas com uma desenvoltura espantosa.  Quando a banda entra, dá pra sentir um cheirinho de Thrash no ar – isso mesmo: Thrash! O baterista André Bastos espanca seu kit, criando um ótimo trabalho de bumbo duplo, mas sem abusar deste tipo de técnica – o que é sempre bom. Mais uma vez o refrão te pega pelo pescoço, abre sua cabeça e coloca a melodia lá dentro. Excelente canção, que fala sobre a interminável busca por bens materiais em detrimento de riquezas mais importantes.

04. I Blame
Mais uma que traz a tríade Heavy/Hard/Thrash, mesmo que o último seja em grau menor. Mais uma grande canção, com refrão grudento e solo espetacular do André Mendonça. Ótima técnica com o pedal “wah wah”! A letra fala sobre não ligar para o que as pessoas falam sobre de você. Aliás, é bom dizer que as letras são bem sacadas, longe de soarem clichês ou piegas. Mais um ponto para a Pleiades!

05. Before The Music Dies
De volta ao Heavy tradicional! A introdução vai de cara te lembrar da clássica “Two Minutes to Midnight”, de vocês sabem quem (se eu tiver que explicar de quem é esta música, eu não durmo hoje). Mais uma excelente música! A letra fala dos golpes de marketing na música, com artistas produzidas feitos bonecas, mas sem conteúdo musical. No refrão há uma frase genial: “Before the music dies, do you wanna buy me?” (em português: “antes que a música morra, você quer me comprar?”). Mais uma vez o solo de guitarra é lindo, bem com jeitão do Maiden, inclusive. O refrão também é daqueles que você consegue acompanhar após a primeira audição. Chegamos na metade do disco, e sinceramente não consigo vislumbrar nada que possa ser apontado como ponto fraco.

06. Insonmnia
Canção muito bem trabalhada, cheia de variações, mas sem parecer uma colcha de retalhos. Cada nova harmonia serve exclusivamente à música. Esta tem um pouco de Prog também e, mais uma vez, o refrão joga tudo para cima, com uma bela performance da Cynthia. Aqui também vale destacar a produção do Gus Monsanto. Tudo soa nítido, com arranjos interessantes e, mais importante, sem firulas desnecessárias.

07. Find The Same Way
Lindo começo, com um teclado dando o clima para ótimas frases na guitarra, mostrando a veia progressiva da banda mais explicitamente. Depois o peso entra e revela excelentes performances de todos, mas vale destacar a inspiradíssima cozinha do baterista André Bastos e do baixista Caio Porto. Esta canção fala sobre ser atormentado e viver com os erros e más escolhas que tomou na vida. Em boa parte ela segue um linha Heavy, meio progressiva, mas novamente é possível identificar características do Thrash aqui e ali. O final da música é de excelente bom gosto, com um belo solo do André Mendonça. O refrão desta vez não é daqueles grudentos, apesar de bem interessante.

08. In My Dreams
Mais uma que mostra claramente as influências progressivas da banda, com andamento no contratempo. Esta também é uma faixa bem variada, que mostra a maturidade da banda ao compor, apesar da pouca idade dos integrantes – talento é talento. A letra desta vez pega um pouco mais leve e fala de um amor platônico, mais uma vez sem ser piegas. A música cumpre muito bem seu papel, mas fica a sensação de que ela não está no mesmo nível das anteriores, apesar de, ainda assim, ser uma grande música. Nesta, a banda é o destaque: todos executam ótimas performances. 

09. Pleiades
Um belo dedilhado no violão abre esta faixa, que dá nome à banda e ao álbum. “Pleiades” se mostra uma canção bem “Iron Maideniana”, com ótimas cavalgadas, um solo que parece ter saído dos dedos de mr. Adrian Smith; mas o melhor é que não parece ser uma tentativa de imitação, apenas o resultado de uma das influências da banda. Esta música volta a jogar o álbum ao nível de antes, com um refrão arrasador, solo maravilhoso e letra bem sacada. Fala, logicamente, sobre a civilização Pleiadiana – civilização extraterrestre originada do grupo de estrelas das Plêiades. Diz-se que os Pleiadianos são seres altamente evoluídos, muito mais que os da espécie humana, e que seus ancestrais fizeram parte de um universo que atingiu sua conclusão. Também são vistos como um grupo de seres iluminados que se dispuseram a ajudar os terráqueos a alcançar um novo estágio evolutivo. Muitos estudiosos do assunto acreditam que grandes obras da humanidade, como as pirâmides do Egito ou a Stonehenge na Inglaterra, contaram com a ajuda dos Pleiadianos.

10. Freedom (Bonus Track)
“Freedom” é uma bonus track com introdução que traz uma bela melodia no piano, para logo em seguida a banda entrar no acompanhamento. A música em si é excelente, com uma pegada Hard/Heavy/Thrash, e fala sobre a liberdade de poder andar por aí sem medo. Apesar da qualidade, alguma coisa – talvez algum efeito – na voz da Cynthia, na hora que ela grita a palavra “freedom”, no refrão, soou um pouco estranha. O mesmo que foi dito sobre “In My Dreams” pode ser dito sobre esta canção: música excelente, mas que fica um pouco abaixo das outras. Na minha opinião, a banda poderia ter deixado ela como a nona faixa, e fechado o álbum com “Pleiades”. De qualquer forma, a canção está longe de ser uma faixa ruim, ou até mediana. Ela é muito boa, mas haveriam melhores escolhas para a conclusão do álbum.

Conclusão:
Nada além de fenomenal pode ser dito sobre este álbum. A estréia de uma banda formada por músicos muito jovens, e que mesmo assim mostrou-se mais madura e talentosa do que muito grupo veterano. Não à toa, já dividiu o palco com monstros sagrados do Rock n’ Roll, como Deep Purple, Steppenwolf e Sepultura – inclusive o Andreas Kisser já andou elogiando a Pleiades em sua coluna no “Yahoo”.

Uma pena que o mercado fonográfico seja uma piada nos dias atuais. Em outros tempos, as gravadoras – internacionais, inclusive – estariam disputando a tapa uma banda como a Pleiades. Se eles conseguirem evoluir – e têm tudo para que isto aconteça – um novo grupo em breve estará no mesmo panteão onde brilham o Angra, o Sepultura e o André Matos.

Obrigatório para qualquer um que goste de Hard Rock ou Heavy Metal!

Aproveito a ocasião para avisar a todos os “Leitores Rockers” que na próxima quarta-feira, 22 de setembro, o novo podcast do blog será publicado, e contará com entrevistas exclusivas com Cynthia Mara e André Bastos, vocalista e baterista da Pleiades. Não percam!

Myspace da Pleiades: http://www.myspace.com/bandapleiades





“DEBUT DO BLACK COUNTRY COMMUNION É MEU DISCO MAIS FORTE DESDE ‘BURN’”, DIZ GLENN HUGHES.

6 08 2010

Fonte: Espy Rock

O website “Espy Rock” publicou uma extensa matéria com vários depoimentos exclusivos de Glenn Hughes sobre o Black Country Communion.

Confira a matéria – que está realmente imperdível – com exclusividade aqui no IMPRENSA ROCKER!

O Black Country Communion, supergrupo angloamericano que reúne o baixista/vocalista Glenn Hughes (Deep Purple/Black Sabbath), o baterista Jason Bonham (Foreigner/Led Zeppelin), o tecladista Derek Sherinian (Dream Theater) e o guitarrista de Blues Rock Joe Bonamassa, estão se preparando para o lançamento de seu altamente aguardado álbum de estréia, “Black Country”, no dia 20 de setembro.

A banda é fruto de uma idéia que o produtor Kevin Shirley teve após ver Hughes e Bonamassa juntarem forças no palco, em Los Angeles, em novembro de 2009, detonando uma performance explosiva no evento “Guitar Center’s King of The Blues”. Shirley foi em frente e recrutou o enérgico baterista Jason Bonham e o tecladista Derek Sherinian, finalizando a formação da banda.

Eu tive a oportunidade de conversar com Glenn Hughes sobre a banda, seu álbum, e o que o futuro guarda para o Black Country Communion. Hughes, “a voz do Rock”, talhou seu nome em pedra que não pode ser apagada, com seu distinto estilo de “Hard, Soul e Fuck Rock”, que ele vem experimentando ao longo de sua carreira. Já tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns, com mais 80 álbuns de ouro e platina para vangloriar-se, eles está voltando ao estilo que mais ama: o tradicional British Rock.

Com o álbum masterizado e pronto para ser solto pelo mundo em 20 de setembro, Glenn está excursionando pelo mundo para dar entrevistas sobre o debut da banda: “ah, cara, estou indo para a Alemanha depois daqui, mas ainda algumas entrevistas hoje antes de pegar o avião à noite”. “De verdade, estou aqui para promover (o disco); é o que estou fazendo”, continua.

O disco traz uma nova versão para o clássico "Medusa" da ex-banda de Hughes, Trapeze.

Nos últimos dois anos, o termo “supergrupo” tem sido utilizado assim que dois músicos de diferentes, e relativamente conhecidas, bandas anunciam um novo projeto, mas como todos sabemos, algumas delas nunca trazem a característica “super” que as pessoas pacientemente esperam. O Black Country Communion é, e isto não pode ser duvidado nem por um segundo, um supergrupo sob todos os aspectos. Quando perguntei a Glenn o que ele acha do termo “supergrupo”, ele falou: “você sabe, o lance é que se você tem uma parte do Deep Purple e do Black Sabbath, uma parte do Led Zepellin, uma parte do Dream Theater e uma parte Blues Rock titânico, então você será rotulado como um ‘supergrupo’. Há uma parte de mim pensando, ‘droga, você deve estar num supergrupo’ e é isso o que a boca diz, não é? Meu trabalho é manter esta banda. Eu sou um feroz protetor de cada membro e meu trabalho é realmente ser o porta voz e o “chefe de estado” que se certifica que esta banda está sendo promovida apropriadamente”.

“Tudo que estou fazendo é promover ferozmente este projeto. Eu não o chamaria de produto, porque eu nunca gostei de ser um produto, então é um projeto, agora é uma banda, é uma logomarca, um sabor e um sentimento, é o Black Country Communion; a bandeira está firmemente cravada no planeta Terra e a nossa música é Black Country Communion. É um álbum para seus leitores terem e guardarem ao lado dos do AC/DC, ao lado do ‘Led Zeppelin IV’, ao lado do Black Sabbath, ao lado do ‘The Who – Live at leads’, este álbum é grande e forte, e é uma grande afirmação do British Rock”.

Black Country Communion, como alguns de vocês já devem saber, tiraram seu nome da região industrial da “West Midlands”, Inglaterra, onde Hughes e Bonham nasceram e foram criados. Originalmente o nome da banda era Black Country, mas eles foram forçados a incluírem o “Communion”. “Bem, quando eu joguei no ‘Google’ a frase ‘existe uma banda chamada Black Country’, a resposta foi negativa, mas havia uma ‘Black Country Bash Band’. Então eu disse ‘ok, vamos nos chamar Black Country’. É claro, Jason estava dando uma entrevista em Los Angeles, na TV, e logo depois recebemos uma carta desta banda de Baltimore, chamada Black Country. Então nos últimos três meses nós estávamos tentando negociar um preço para comprar o nome deles, mas eles queriam meio milhão de dólares! Eu lhes disse, muito docemente, ‘vocês são umas porras de loucos!’. Então apenas adicionei a palavra ‘communion’ no fim, e se você olhar para esta palavra, não é um termo religioso, apenas queria ter uma vibração dos anos 60, uma bem sacada última palavra que soasse legal, e ‘communion’ é isto. Eu gosto da palavra ‘communion’. Se você também olhar para o logo, é ‘Black Country’ e na parte debaixo está o ‘Communion’. Eu estive trabalhando neste logo por três porras de meses”.

“O lance é que eu não queria um processo. Não quis chamar a banda de The Black Country, Black Country Band ou Black Country Boys, porque poderia rolar um processo. Os caras de Baltimore foram bem agressivos comigo, dizendo ‘nós não somos um cover do Led Zeppelin’, tentando diminuir quem somos, mas falaram ‘nossa música é muito influenciada por Tommy Bolin’, sem perceber que Tommy Bolin era de minha porra de banda no Deep Purple! Eles são um idiotas, e eu escrevi de volta para eles, e disse ‘caras, eu nunca quis roubar a porra do seu nome, você pode ter a porra de seu nome, mas eu vou chamar a minha banda de Black Country Communion, e fim de história’. Eles pensaram que por causa de todos os álbuns que vendemos e por tudo que fizemos, eu teria meio milhão de dólares no meu bolso de traz para dar a eles. Isto é muito rude”.

A experiência realmente tende a fala por si quando se trata de escrever e se apresentar, mas para uma nova banda, formada entre novembro e dezembro de 2009, o Black Country Communion conseguiu escrever e gravar seu debut inteiro em três ou quatro meses, enquanto conciliavam com seus outros projetos. “Nós não ensaiamos e não fizemos nenhuma pré-produção! Eu escrevi quatro canções em dezembro, então fomos para o estúdio sem ensaiar e eu mostrei as canções aos membros da banda e perguntei, ‘você acham que devemos gravar elas?’. Eles responderam, ‘bem, sim, já que não temos mais nenhuma outra’. Então as primeiras poucas canções do disco são murmúrios de um louco chamado Glenn Hughes, e então conseguimos ter umas idéias e gravávamos em seguida, e é isso que vocês terão”.

Com as primeiras canções escritas em dezembro, eu perguntei a Glenn como eles escreveram o resto do material. “Sabe o que fiz (risos)? Eu tranquei Joe em minha casa por três tardes, em três diferentes dias, por períodos de três horas. Eu o prendi. Ele veio com sua ‘Les Paul’, apesar de eventualmente ter tocado com uma das ‘Les Paul’ de meu estúdio, e então nós sentamos e escrevemos todas as canções que vocês irão escutar. Nós as expelimos, e então chegou março, nós voltamos ao estúdio, terminamos o álbum e é o fim da história. O disco foi gravado, inteiramente, em cinco ou seis dias, vocais e instrumentos”.

Quando falei com Glen sobre a loucura de ter formado a banda e gravado o disco num tempo curto, comparado com muitas outras bandas, ele citou a chacota que o Guns n’ Roses se tornou enquanto gravavam o “Chinese Democracy”. “Quando você pensa naquele maluco do Guns n’ Roses, o cantor, Axl Rose, que esteve no estúdio por nove anos para fazer seu último disco. Tenho um amigo chamado Jeff Greenberg, que é dono do estúdio ‘Village Recorder’, em Los Angeles, e ele me disse que Axl esteve em seu estúdio por dois anos! Ele trancou o estúdio por dois anos e isto custou à banda US$ 1,8 milhões, e Axl só gravou uma música! Se você não consegue, sendo jovem ou velho como eu – eu tenho 58 anos, mas possuo um espírito muito jovem; se você não consegue ir no estúdio e derrubar um álbum em algumas semanas, talvez você deve esquecer disso”.

É claro que uma formação que conta com Glenn Hughes, Jason Bonham e Derek Sherinian é suficiente para fluir o Rock n’ Roll, mas o fato do membro mais desconhecido ser Joe Bonamassa, deixou as pessoas imaginando o que esperar. Tendo já escutado o álbum, o rockstar interno em Bonamassa teve a oportunidade de explodir e atrair o centro das atenções. O prodígio do Blues começou sua carreira aos 12 anos, quando tocou com músicos lendários, como B.B King e John Lee Hooker, mas até que os fãs tenham a oportunidade de escutar o novo Joe Bonamassa, o júri permanecerá sem saber o quanto ele pode detonar. “O mais chocante é que os puristas do Blues vão falar, ‘certamente não podemos perder Joe para um cara do Rock, como Glenn Hughes!’. Bem, Joe quer o Rock. Na verdade, Joe começou a tocar um pouco de Rock em seus álbuns, mas seu fãs o tem embrulhado num pequeno pacote de Blues e, sem querer desrespeitar  nenhuma fã de Blues – até porque eu adoro os fãs de Blues – mas este é um disco para os fãs de Rock. Este é um disco para os fãs do AC/DC, Led Zepelin, Black Sabbath, The Who. Bom, vocês escutaram o álbum (Nota do tradutor: Hughes se refere ao repórter); vocês sabem que não é um cara do Blues tentando tocar Rock, calçando botas melhores. É uma porra de um guitarrista de Rok, não é? Não soa como uma cara que toca numa banda de bar, soa como um cara que está lá tocando com (Pete) Townshend”.

Captaneada por Glenn Hughes, o Black Country Communion lança seu disco de estréia em 20 de setembro.

O que talvez surpreenda as pessoas quando escutarem o álbum é a falta do estilo clássico que alguns esperam. Sim, o álbum ainda vem de um background de Classic Rock, mas há muito mais em seu som do que a formação da banda sugere. “É bem difícil para mim classificar o que o álbum é. O gestor do meu website e minha esposa disseram, ‘Glenn, este não é um álbum de Classic Rock’, e realmente não é; é mais que isto, é uma porra de álbum… é um álbum! Você realmente não pode chamá-lo de Classic Rock, você sabe o que ele é, é um disco tradicional de British Rock que não foi gravado por uma banda britânica nos últimos 15 ou 20 anos”. 

“Eu coloco este álbum como sendo ‘pau a pau’ com um disco do Who ou do Zeppelin, apesar disto soar arrogante; mas droga, eu vendi muitos discos, cara, eu estou aqui há muitos anos e eu disse a Joe, ‘você poderia ser meu filho. Existem poucas certezas na vida, e esta (o disco) é uma delas”.

“É realmente verdade que ele disputa com ‘Burn’ (Deep Purple). Bom, antes de você nascer eu fiz um álbum chamado ‘Burn’ em 1973, e este é tão bom quanto ele; uma obra de arte do Rock e o álbum mais forte que já gravei desde ‘Burn’. Cara, demorou tanto, porque minha música saiu do Blues Rock, foi para o Funk Rock, para Soul Rock e retornou a minhas raízes, que é o tradicional som da música de Black Country. Há uma grande herança na música – realmente uma grande herança – mas este álbum realmente tem a ver com o ‘West Midlands’, com a ‘Black Country’ onde Bonzo (John Bonham), Robert Plant, eu, Jason Bonham e Rob Halford nascemos; meio que é o epicentro do British Rock”.

Como o álbum é fortemente baseado na herança de Glenn Hughes e Jason Bonham, eu perguntei se isto seria o tema principal das letras no disco. “Realmente é, de verdade. É uma álbum dos ‘caras’, não é? É um chamado e uma responsabilidade, sabe, é como as grandes banda de Glasgow, que cantam sobre suas heranças, e eu agora estou cantando sobre as minhas, que é a ‘Midlands’ britânica. O som da ‘Merseybeat’ dos anos 60, então o som da ‘West Midlands’ dos anos 70, e agora eu peguei este sim e o levei a 2010. É ótimo ter Jimmy Page e Robert Plant como nossos embaixadores neste álbum, e estou realmente muito feliz aqueles caras a bordo”.

Os fãs de Glenn Hughes e do Trapeze ficarão instantaneamente familiarizados com a faixa oito do álbum, “Medusa”. A canção originalmente foi lançada em 1970 no álbum de mesmo nome do Trapeze, que contava com Glenn, Dave Holland (Judas Priest) e Mel Galley (Whitesnake). “Foi divertido tocá-la por causa de Jason Bonham, já que John Bonham tocou ela, não na versão original, mas ele a tocou comigo ao vivo várias vezes em 1971 e 1972. Jason me perguntava, ‘meu pai tocava ela deste jeito ou daquele?’, e então eu respondia, ‘seu pai tocava deste jeito’. Então foi realmente muito bom ter o filho dele tocando nela, 39 anos depois”.

Sendo “Medusa” uma canção vinda da era de ouro na carreira de Glenn, além de seu grande entusiasmo com este novo disco, eu lhe perguntei se não havia(m) alguma(m) música(s) que fossem claramente especiais. “O que eu quero, cara, é que as pessoas desçam a agulha na faixa um do vinil, ou em qualquer faixa que queiram; mas que toquem a faixa e ouçam aquela frase do baixo, e o groove vindo, e que escutem o vocal… eu sou um mensageiro. Você sabe o que isto quer dizer na verdade: isto é do caralho”! 

Glenn Hughes e Joe Bonamassa são artistas solo ativos, tendo Glenn lançado seu último – e décimo segundo – disco solo, “First Underground Nuclear Kitchen” em 2008, enquanto Joe lançou o “Black Rock” em março deste ano. Algumas pessoas estão questionando sobre como a banda irá fazer turnês e quanto tempo, de fato, eles poderão durar como uma banda, já que possuem grandes compromissos com suas gravadoras, como artistas solo. “Minha maior preocupação – disse isto para todos com quem falei: 73 entrevistas nos últimos dias – é levar esta banda para estrada. Agora estarei em Glasgow, em setembro, com minha própria banda, e Joe fará o mesmo em outubro. Mas eu farei uma mini turnê mundial só para manter o nome do Black Country Communion na mídia. Eu quero parar as agendas de shows de todos agora. Eu quero que todos digam, ‘que saber de uma coisa, nós temos que tocar ao vivo, caralho’. Então minha maior preocupação é fazer a promoção do disco, falar com resto da porra do mundo no próximo mês, e até lá, eu espero já ter algumas datas confirmadas para poder dizer a você e a todos em Glasgow, Edinburgh, Aberdeen e em qualquer lugar naquela parte do país, que iremos até lá”.  

Quando perguntei se o começo da turnê seria em 2011 ou mais cedo, Glenn confirmou: “yeah, será em 2011 e até lá alguns lances, que ainda são segredo, podem rolar, e eu avisarei a todos em breve”.

Enquanto a banda aguarda o lançamento de seu álbum de estréia, “Black Country”, e a turnê, eu quis saber se poderemos ver o novo trabalho solo de Glenn, o que também o trouxe às suas raízes. “O que estou fazendo agora é escrevendo a seqüência para o álbum do Black Country Communion; estou escrevendo o segundo disco. Você conhece minha carreira solo, eu tenho feito isto por muito tempo, e eu posso tirar umas férias. Eu tenho lançado álbuns solo a cada 15 meses por 20 anos, então posso dar uma descansada. Eu não tenho que fazer uma álbum solo por até cinco anos. Eu não quero fazer, apesar da gravadora querer que eu faça, mas eu disse, ‘no meu contrato não diz que tenho que fazer isto todo ano’. Então eu posso fazer ano a ano, ou álbum a álbum, e eu disse, ‘quer saber de uma coisa? Estou tirando umas férias e apenas quero estar nesta banda’. Quero fincar esta bandeira e me certificar que o faremos da maneira certa”.

O Black Country Communion estará por aí por muitos anos? “Eu realmente espero que sim, cara; realmente espero”.

Confira o um vídeo ao vivo da banda tocando a canção “One Last Soul”:

O Black Country Communion lançará seu álbum de estréia, intitulado “Black Country”, em 20 de setembro no Reino Unido e no dia seguinte nos Estados Unidos.

O tracklist do álbum é:

1. Black Country
2. One Last Soul
3. The Great Divide
4. Down Again
5. Beggarman
6. Song Of Yesterday
7. No Time
8. Medusa
9. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun





FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS! PARTE VIII

27 06 2010

Este é o último especial “FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS!” do mês de junho. Diversos rockstars já apagaram as velinhas aqui no IMPRENSA ROCKER e muitos outros ainda o farão, portanto, sem mais demora, vamos aos aniversariantes desta semana:

Ian Paice (Deep Purple): 29 de junho de 1948
Yngwie Malmsteen: 30 de junho de 1963
Phil Anselmo (Pantera): 30 de junho de 1968
Roddy Bottum (Faith No More): 1º de julho de 1963
Debbie Harry (Blondie): 1º de julho de 1947

Esta semana foi até fácil de escolher o artista que terá um pouco de sua vida contada aqui neste espaço de grande prestígio. Dos cinco candidatos acima, não creio que muitos discordarão de que o mais importante para o Rock n’ Roll é o Ian Paice, baterista do Deep Purple!

Nascido em Nottingham, Inglaterra, o jovem Iam Anderson Paice ganhou sua primeira bateria aos 15 anos, e sua primeira experiência profissional foi na banda de Dance de seu pai. Aos 17 anos Ian teve sua primeira experiência no estúdio, ao gravar um single com sua banda na época, a The Shindigs.

Em 1966 ele se juntou à The Maze, que gravou alguns singles – principalmente na Itália e na França. Em 1968 ele foi um dos fundadores do Deep Purple, banda considerada uma das precursoras do Heavy Metal. Com o Purple, Ian alcançou fama mundial, lançando discos que são considerados obrigatórios para qualquer fã de Rock.

Em 1979, após a separação do Purple, Ian se juntou ao Whitesnake, banda que David Coverdale montou após deixar o Deep Purple. Em 1982 Ian Paice deixou o Whitesnake e se juntou ao guitarrista Gary Moore. A união dos dois deu muito certo, resultando em alguns discos e diversas turnês ao redor do mundo, entretanto Ian deixou a parceria para reunir-se com o Purple, em 1984.

De lá para cá, o baterista continuou no Deep Purple, lançando álbuns de extrema importância e, cada vez mais, se consolidando como um dos melhores bateristas da história do Rock n’ Roll. Em 1999 ele fez parte da banda que Paul McCartney montou para gravar o álbum “Run Devil Run” e para fazer um show no lendário “Cavern Club”, clube onde os Beatles tocaram pouco antes da fama, nos anos 60.

Atualmente Ian está na estrada com o Deep Purple, que ainda lança discos – de ótima qualidade, é bom ressaltar – e faz shows no mundo inteiro.

E é só por esta semana! No próximo domingo teremos a próxima parte do especial FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS!

Até lá!