PAUL STANLEY, SLASH e JERRY CANTRELL APARECERÃO EM DOCUMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA DA GUITARRA

22 09 2010

Fonte: Blabbermouth

Paul Stanley (Kiss), Slash (Guns n’ Roses/Velvet Revolver) e Jerry Cantrell (Alice in Chains) são alguns dos astros que aparecerão no documentário “Turn it Up!”, que celebra a história da guitarra. Apresentado pelo ator Kevin Bacon, o filme explora a paixão do homem pela guitarra e seus efeitos nos artistas, guitarristas amadores, cultura pop, história e até na política.

“Turn it Up!” é a história da guitarra, de sua invenção nos anos 30 até seus anos dourados, passando pelo fenômeno do game “Guitar Hero” e as guitarras digitais do futuro. Mas também traz series de histórias sobre a guitarra, onde serão mostrados todo tipo de pessoa, de rockstars a políticos, presidentes de empresas e adolescentes virtuoses, para tentar entender seus vínculos emocionais com as guitarras.

Confira o trailer de “Turn it Up” clicando aqui.

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EDDIE VEDDER E JOHNNY DEPP CANTAM JUNTOS EM SHOW BENEFICENTE

30 08 2010

Enviado por: Raquel Hortmann
Originalmente publicado em:
Terra Música

O líder do Pearl Jam, Eddie Vedder, se apresentou em show solo e acústico neste sábado (28) na cidade de Memphis, no estado do Tennessee (sul dos EUA), como parte do concerto beneficente “Voices for Justice”. O concerto foi em prol da libertação dos chamados “Três de Memphis”, três jovens presos em 1993 pela morte de três crianças, e condenados injustamente, de acordo com diversas organizações.

O ator Johnny Depp também participou do concerto. Após ler trechos do diário de um dos presos, Damien Echols, condenado a morte, ele pegou o violão e tocou com Vedder a música “Society”. Vedder cantou ainda músicas de Tom Waits, Bob Dylan e Bruce Springsteen. A cantora Patti Smith também participou do concerto. No final, todos cantaram juntos a música “People Have the Power”, de Smith.

Confira alguns vídeos do evento:





IRON MAIDEN: ASSISTA AO FILME QUE INSPIROU A CANÇÃO “WHEN THE WILD WIND BLOWS”

23 08 2010

Enviado por: Helton Castro

Desde que foi lançado, o novo disco do Iron Maiden, “The Final Frontier”, tem provocado diversas reações nos fãs. Alguns adoraram enquanto outros detestaram – o que é bem normal quando se trata de um novo lançamento da Donzela – entretanto uma música parece se destacar entre a maioria das pessoas: “When The Wild Wind Blows”, a canção que fecha o álbum.

Baseada na “graphic novel” de mesmo nome de Raymond Briggs, a canção une uma letra arrebatadora a um instrumental digno dos melhores momentos da banda inglesa. Em 1986, foi lançado o filme “When The Wind Blows”, uma animação do diretor Jimmy Murakami. O leitor do Imprensa Rocker, Helton Castro, nos enviou o link para abaixar o filme – legendado em português.

Confira a sinopse abaixo:

“When The Wind Blows” descreve um ataque nuclear no Reino Unido do ponto de vista de um casal aposentado, Jim e Hilda Bloggs. Os Bloggs vivem na area rural em Sussex e estão confusos a respeito da natureza e seriedade de sua situação. Essa confusão é às vezes usada para gerar uma leve comédia, tanto quanto elementos obscuros. Enquanto o filme progride, as coisas tornam-se menos esperançosas, ao mesmo tempo em que o casal sofre com os efeitos da radiação.

Curiosidades:
“When the Wind Blows” é um filme animado originalmente lançado no Reino Unido em 1986 e é baseado na “graphic novel” de mesmo nome de Raymond Briggs. O filme é um híbrido de animação com “stop-motion”. Os personagens de Jim e Hilda Blogss são desenhos, mas sua casa e a maioria dos objetos nela são reais que raramente se movem, mas são animados com “stop-motion” quando se mexem. A trilha sonora do filme foi feita por Roger Waters e David Bowie (performance da música titulo), Genesis, Squeeze e Paul Hardcastle.

Ficha técnica do filme:
Dirigido: Jimmy T. Murakami
Roteiro: Raymond Briggs
Vozes:Peggy Ashcroft como Hilda Bloggs,John Mills como Jim Bloggs,Robin Houston como reporter.

Ficha técnica do arquivo:
Tamanho: 690 mb
Formato: mkv
Idioma: Inglês
Legendas: Inglês (Embutido); Português (Arquivo separado)
Qualidade: 10

Clique aqui para fazer o download do filme.

Depois de assistir, comente aqui no blog suas impressões sobre o filme.

Obs: Se alguém tiver dificuldade de assistir, baixe o VLC Media Player, clicando aqui.





NO ESCURINHO DO CINEMA… – PARTE V

12 06 2010

Chegamos à derradeira parte do especial NO ESCURINHO DO CINEMA…, com quatro excelentes obras. Após mais de um mês de filmes Rock n’ Roll, você já tem diversão garantida para os próximos 20 fins de semana, e aguarde que logo teremos outro quadro dedicado à sétima arte.

Sem mais demora: NO ESCURINHO DO CINEMA…, o último capítulo!

School of Rock (Escola do Rock) – 2003

Comédia lançada em 2003, estrelando Jack Black no papel de Dewey Finn, um guitarrista que foi chutado da própria banda, porque, segundo seus companheiros, não tinha a presença de palco adequada (era superativo, fazia stage-divings, solos de guitarra enormes, etc). Resumindo: a banda queria seguir por um caminho mais comercial e faturar a Batalha das Bandas, enquanto Dewey era devoto fervoroso dos mestres do Rock n’ Roll.

Sem trabalho e sem conseguir formar uma nova banda, o músico acaba levando um ultimato da intragável namorada de seu melhor amigo, Ned Schneebly (Mike White, também autor da estória) com quem divide o apartamento: ou arranja dinheiro para sua parte do aluguel ou vai embora. Durante uma tarde de desespero, Dewey coloca algumas de suas guitarras à venda, mas nunca fecha o negócio, porque os potenciais compradores não querem pagar a quantia que ele pede.

Sua sorte muda quando Rosalie Mullins (Joan Cusack), Diretora da Escola Horace Green, uma das instituições de ensino de mais prestígio em Nova Iorque, liga para contratar Ned como professor substituto. Acontece que Dewey foi quem atendeu o telefone e, ao invés de dar o recado para o amigo, resolve se passar por ele para faturar uma grana  e pagar o aluguel.

Sem nenhuma noção de como ministrar uma aula, Dewey simplesmente deixa os alunos fazerem o que querem até a hora de irem embora para casa, entretanto ele descobre que alguns dos alunos são excelentes músicos, o problema é que o estilo ensinado na escola é a Música Clássica. O personagem de Jack Black vê nos alunos – que estão na casa dos 13 – a chance de conseguir sua banda.

A partir daí Dewey se vê numa maratona contra o tempo para conseguir ensinar às crianças as lições do Rock n’ Roll e, desta forma, vencer a Batalha das Bandas.

O roteiro do filme é irretocável. Uma estória simples, mas que te pega de primeira, com personagens extremamente cativantes e situações hilárias. Dewey embebedando a Diretora para conseguir permissão de levar os alunos numa excursão vale o filme. As caras e bocas de Jack Black também garantem boas risadas, sem contar as diversas referências a ídolos e “trejeitos” do Rock n’ Roll.

Mas e a trilha sonora? Caro leitor, a trilha sonora é a coisa mais fodona da história de Hollywood. Saca só a lista de bandas que contribuíram com o filme:

Led Zeppelin, AC/DC, Black Sabbath, The Clash, The Doors, Kiss, Cream, Deep Purple, The Who, Ramones, Metallica, The Darkness, Stevie Nicks, T-Rex, David Bowie, The Stooges, Velvet Underground e mais algumas outras não tão importantes.

Um caso bastante interessante na trilha é a canção do Zeppelin, “Immigrant Song”. É de conhecimento geral que a banda não libera nenhuma de suas canções para fins comerciais, exceção feita ao filme “Almost Famous” (porque Cameron Crowe, autor e diretor da obra, foi o único repórter da revista Rolling Stone, nos anos 70, que falou bem deles) e a este filme.

Para conseguirem a permissão do Zeppelin, o diretor do filme, Richard Linklater, teve a idéia de filmar Jack Black, no palco usado em uma das cenas do filme, implorando para que a banda desse permissão para eles usarem a música, enquanto que atrás dele a platéia torcia e cantava. A fita com esta cena foi enviada diretamente para a banda, e parece que sensibilizou os corações de Page, Plant e Jones.

Em resumo, “Escola do Rock” é um filme muito bom. Tenha certeza de que serão quase duas horas de muita diversão, risadas e Rock n’ Roll!

Pop Rocks (A Era do Rock) – 2004

Este é um filme produzido pelo canal de TV norte-americano, ABC, trazendo nada mais nada menos do que Gary Cole no papel de Jerry Harden, um conservador bancário, que possui esposa e dois filhos, mas que esconde um grande segredo: nos anos 80 ele foi Dagger, o vocalista de uma famosa banda de Hard/Heavy chamada Rock Toxin – que usa maquiagens pesadas à la Kiss e Twisted Sister – que abusava de todos os estereótipos da vida de rockstar.

Após perceber que este estilo de vida acabaria o matando, Jerry decide largar o Rock n’ Roll e se transforma no oposto do que era, deixando para trás tudo por que ele tinha passado. Os problemas começam quando Izzy, o guitarrista maluco de sua antiga banda, chega em sua cidade 20 anos após o fim do grupo, e convida Jerry para reunir a banda para um show.

A princípio o ex-rockeiro nega, mas quando percebe que não conseguirá pagar a faculdade de sua filha mais velha, Jerry topa e começa a viver uma vida dupla. Durante o dia é o conservador banqueiro de sempre, e a noite, em segredo – sua esposa e filhos não sabem do seu passado – se transforma em Dagger, nos ensaios para o show de reunião.

Esta é uma comédia bem interessante, com roteiro bem leve e engraçado. Um filme indicado para quem está à procura de diversão descompromissada e rápida. O problema é que é impossível de se achar este filme em qualquer lugar, inclusive para download. Não entendo como uma empresa se dá o trabalho de produzir um filme para passar na TV, mas não se preocupa em lançá-lo em DVD. Eles iriam ganhar mais dinheiro com isso. Aliás, é quase impossível de achar até fotografias dele (este foi o único filme que não teve a fotografia do pôster publicada aqui).

Se alguém conseguir achá-lo em algum lugar, avisem-nos.

Tenacius D in The Pick of Destiny – 2006

Este filme traz, mais uma vez, o ator mais rocker de Hollywood, Jack Black, no papel de JB. O filme começa com JB criança, a ovelha negra numa família extremamente religiosa cujo patriarca é Meat Loaf. Durante um jantar, o pequeno JB adentra o recinto e começa a tocar e cantar uma música esculachando seus pais e toda sua crença.

Após dar uma boa surra no garoto e arrancar todos os pôsteres do quarto, Meat Loaf sai e bate a porta, revelando o único pôster intacto: o do mestre Ronnie James Dio. O pequeno JB ora para Dio (Deus em italiano) para saber o que fazer, e se surpreende quando a figura no pôster conversa com ele e lhe diz para ir à Hollywood, formar a melhor banda de Rock que já existiu.

Chegando ao seu destino, já adulto, JB encontra KG (Interpretado por Kyle Grass), um violonista de grande talento, e passa a cultuá-lo. Após um incidente, KG leva JB para morar em sua casa e, prometendo um teste em sua banda (ainda em formação), convence o novo amigo a fazer todo o trabalho doméstico de sua casa, dentre outros favores.

Depois que JB descobre que KG é, na verdade, um careca de meia idade que vive sustentado pela mãe, sente-se traído, contudo KG havia comprado um violão para JB com o último cheque enviado por sua mãe, o que sela novamente a amizade entre os dois. Mais do que isso, eles resolvem montar a maior banda de Rock de todos os tempos e, neste meio termo, descobrem o segredo de todos os grandes guitarristas da história: todos eles usaram a mesma palheta: a Palheta do Destino (The Pick of Destiny) que, segundo a lenda, foi feita de um dos dentes do próprio Satã.

Depois da descoberta, os dois iniciam uma busca sagrada pela palheta e, no caminho, acabam se metendo em todo tipo de confusão possível, culminando com uma batalha musical contra o Diabo (Dave Grohl).

Apesar de ainda ser uma ótima comédia, “Tenacious D” fica atrás do “School of Rock”, entretanto esta opinião deve variar de acordo com o gosto pessoal. Além de roteiro espetacular e criativo, o elenco literalmente dá show aqui: Meat Loaf já havia provado sua capacidade como ator e, logicamente, como cantor. Aqui ele mostra os dois ao mesmo tempo, e sai-se muito bem; Jack Black é unanimidade; Kyle Grass se mostrou hilário; Ben Stiller, numa pontinha como vendedor uma loja de instrumentos, mais uma vez detona; Dave Grohl, interpretando o “Pé de Bode”, está irrepreensível; e Dio é o detalhe que torna este filme obrigatório a todos que gostem de Rock n’ Roll.

Across The Universe – 2007

Escrito por Julie Taymor (que também dirigiu o filme), Dick Clement e Ian La Frenais, Across The Universe é um romance musical que, norteado pelo romance entre Jude (Jim Sturgess) e Lucy (Evan Rachel Wood), conta a história da vida de vários personagens que se encontram durante o filme.

Ambientado na Inglaterra e nos Estados Unidos, no período que compreende os anos de 1965 a 1969, o filme traz um roteiro excelente que, por si só, já valeria a pena assistir, contudo os autores queriam mais. Toda a estória da obra é baseada em canções e no universo dos Beatles, onde, o ocasionalmente, as canções substituem os diálogos, e os personagens possuem nomes relacionados à obra dos Fab Four, começando pelos principais Jude (Hey Jude) e Lucy (Lucy in The Sky With Diamonds).

Temos ainda Maxwell (Maxwell Slver Hammer), Sadie (Sex Sadie), Prudence (Dear Prudence) e Martha (Martha My Dear). Na boa? O filme é quase um pornô para beatlemaníacos. Temos aqui tudo para deixar qualquer fã doido: 34 números musicais, personagens com nome das músicas, personagens que fazem referências a músicas – Jojo (personagem da canção Get Back), Desmond e Molly (personagens da canção Ob-La-Di, Ob-La-Da), cenários do mundo Beatle, etc.

As atuações estão fenomenais, especialmente o ator Joe Anderson (que interpreta Maxwell), as músicas estão com ótimos arranjos, muito bem cantadas e, além de tudo isto, ainda sobra espaço para participações especiais: Joe Cocker (que faz um cafetão, um hippie maluco e um mendigo), Salma Hayek (que faz as enfermeiras na canção Happiness is a Warm Gun) e Bono Vox, a mala do Rock (interpreta Dr. Robert, uma espécie de guru do ácido).

Lançado em 12 de outubro de 2007, Across The Universe foi indicado para um “Globo de Ouro” (categoria melhor filme de comédia ou musical) e para um “Oscar” (categoria melhor figurino).

Se você é do tipo que gosta de romance, assista. Se você é do tipo que gosta de música, assista. Se você é do tipo que gosta musicais, assista. Se você é do tipo que gosta dos Beatles, assista. Se você é do tipo que tem cérebro e coração, assista!

Este foi o último NO ESCURINHO DO CINEMA…, pelo menos com esta temática de Filmes Rock n’ Roll de ficção, mas fiquem atentos que logo logo mais filmes aparecerão por aqui!





FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS! PARTE V

6 06 2010

Mês novo, aniversariantes novos! Junho chegou e trouxe uma nova leva de rockstars que logo estarão soprando as velinhas em algum canto do mundo. O triste nisso tudo é saber que os nossos ídolos estão envelhecendo sem que nenhum novo artista os substitua. A prematura morte de Ronnie James Dio foi um balde de água gelada da realidade na fantasia de milhões de fãs por aí.

Bom, acho que o melhor, então, é aproveitar enquanto eles estão por aí e celebrar a importância destes caras nas nossas vidas. Aproveite o feriadão e comemore também os aniversários dos mestres do Rock n’ Roll! Vamos aos aniversariantes da semana:
 
Steve Vai: 6 de junho de 1960
Jon Lord (Deep Purple): 9 de junho de 1941
Reg Presley (The Troggs): 12 de junho de 1941
Bun E. Carlos (Cheap Trick): 12 de junho de 1951

A vontade era fazer uma biografia para cada um dos aniversariantes acima, mas para evitar ciúmes dos outros que não foram contemplados anteriormente, teremos que escolher um. O grande vencedor tem sobrenome real: Reg Presley, vocalista do The Troggs!

Reg Presley, nasceu Reginald Maurice Ball em Hampshire, Inglaterra, no dia 12 de junho de 1941. Reg conheceu a fama com a banda The Troggs, dona de hits, como “Wild Thing”, “With a Girl Like You” e “Love is All Around”.

O The Troggs foi formado em 1964, e um ano depois assinou um contrato com o empresário do The Kinks, Larry Page. Com o sucesso do single “Wild Thing”, os Troggs levaram seu “Garage Rock” para milhões de fãs ao redor do mundo. Sua música crua, baseada em riffs e com letras bem insinuantes influenciou muitas bandas, como MC5, Iggy Pop, Ramones, dentre outros.

A banda lançou álbuns até 1992, quando o baterista original, Ronnie Bond, morreu, entretanto os Troggs ainda se reuniram algumas vezes para shows.

Em 1994 a banda pop Wet Wet Wet regravou “Love is All Around” e conseguiu ficar no topo das paradas britânicas por 15 semanas. Mais recentemente, o filme “Simplesmente Amor” usou a canção em seu enredo, substituindo a palavra “love” por “christmas” na letra da música.

A partir de 1990, Reg passou a se interessar profundamente por atividades paranormais, especialmente os grandes círculos que apareceram em plantações e que, especulam alguns, são resultados de atividades extraterrenas. Com os royalties da regravação do Wet Wet Wet, o cantor financiou suas pesquisas sobre o assunto, e publicou suas descobertas no livro “Wild Things They Don’t Tell Us”, lançado em 2002.

Por hoje é só, mas semana que vem tem mais astros do Rock n’ Roll dando as caras aqui no IMPRENSA ROCKER para receberem as congratulações.





NO ESCURINHO DO CINEMA… – PARTE IV

5 06 2010

Cá estamos mais uma vez com o especial NO ESCURINHO DO CINEMA… dando o ar da graça em mais um sábado. Chegamos a quarta parte, e neste capítulo teremos alguns campeões de bilheteria.

Still Crazy (Ainda Muito Loucos) – 1998

Este é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos! Uma comédia que une ótima estória, música fantástica, grandes sacadas e atuações irrepreensíveis. A obra traz a banda fictícia, Strange Fruit, que resolve se reunir em 1997, 20 anos após sua separação em um concerto no Wisbech Rock Festival.

O filme começa no dito festival, em 1977, e durante a primeira música do grupo – que fazia um Hard Rock muito bom – um raio atinge a rede elétrica do palco e desliga todos os equipamentos. Já numa situação caótica, por causa de brigas de egos e comportamento fora de controle dos integrantes, a banda usa o incidente para decretar o fim do Strange Fruit.

O enredo avança 20 anos, quando o tecladista da banda, Tony Costello (Stephen Rea), encontra o filho do organizador do evento de 77 e faz o convite para Tony reunir o grupo para tocar nos festival de comemoração dos 20 anos de Wisbech. A partir daí o filme retrata as vidas pessoais dos integrantes e suas experiências na estrada novamente, trazendo situações por vezes hilárias e outras emocionantes, que descambam num final espetacular.

As atuações são excelentes, entretanto o ator Bill Nighy, que faz o papel de Ray, o vocalista da banda, é um grande destaque – ele também fez o papel de Davy Jones do blockbuster Piratas do Caribe. Ray é o típico vocalista de uma banda famosa dos anos 70: mimado e que não consegue se virar sozinho em nada, mas que garante boas doses de risadas no filme.

Ótimas sacadas garantem a diversão do telespectador, por exemplo, logo no começo quando o raio atinge o palco, e o narrador do filme, que é o roadie da banda, Hughie (Billy Connoly), especula: “Deus deve ter ficado enjoado com os excessos dos anos 70. Por isso que ele inventou os Sex Pistols”.

A trilha sonora é de arrepiar qualquer rocker que se preze. Com músicas originais maravilhosas, misturando ótimos Hard Rocks com baladas de sensibilidade única – ouça “The Flame Still Burns” – a trilha sonora do filme é nada menos do que perfeita.

Se você não conhece o filme, procure, compre, alugue, baixe ou roube, mas não deixe de assistir esta grande obra. Inclusive tem a versão nacional do DVD por aí.

Two of Us (Tudo Entre Nós) – 2000

Em 1976, seis anos após a separação dos Beatles, a demanda por uma reunião do grupo era imensa e muitos programas televisivos ofereciam publicamente enormes quantias em dinheiro pelo acontecimento. O comediante Lorne Michaels, do Saturday Night Live, para fazer uma brincadeira, anunciou que estava autorizado pela produção do programa a oferecer a “fortuna” de 3 mil dólares, caso a banda aparecesse lá para tocar.

Acontece que ele quase conseguiu, pois John Lennon e Paul McCartney estavam assistindo o programa juntos, no apartamento de Lennon em Nova Iorque e, só de brincadeira, os dois quase foram ao estúdio do programa tocar umas músicas. Em uma entrevista para a revista Playboy em 1980, John Lennon comentou o fato:

“Paul e eu estávamos juntos assistindo o programa. Ele estava nos visitando no Dakota. Estávamos assistindo e quase fomos ao estúdio do Saturday Night Live, só de brincadeira. Nós quase entramos num taxi, mas estávamos muito cansados. Esta foi uma época em que Paul aparecia em minha porta com uma guitarra na mão, eu o deixava entrar, mas finalmente pedi que ele ligasse antes de vir, o que o deixou um pouco chateado. Eu não quis magoá-lo, mas eu estava criando um bebê o dia todo e um cara aparece assim na porta… Enfim, naquela noite ele e Linda apareceram, estávamos assistindo o programa e dissemos: ‘não seria engraçado se aparecêssemos lá?’, mas acabamos desistindo”.

O roteiro do filme, um drama, consiste nas longas conversas que John e Paul tiveram durante este dia. Estes bates papos incluem vários assuntos, como a separação do Beatles e os problemas entre os dois, que começaram após a união de John com Yoko. É lógico que estas conversas são meras especulações, afinal ninguém sabe sobre o que a dupla tanto falou durante este dia, mas a idéia é genial e o excelente roteiro garante a boa fluência da obra.

Algumas cenas são bem engraçadas, como quando os dois saem disfarçados por Nova Iorque e param num restaurante onde um casal de velhinhos os reconhece. Tudo ia bem até que eles pedem para John cantar “Yesterday”, canção de McCartney, e Lennon, irado com o pedido, fala umas barbaridades para o casal de idosos.

As atuações de Jared Harris (como John Lennon) e Aidan Quinn (como Paul McCartney) são soberbas, conseguindo captar os maneirismos e sotaques de Liverpool com perfeição. Isto, junto com uma ótima estória, garante o sucesso do filme. A obra é mais indicada para quem se interessa pelos Beatles, contudo permanece um bom filme de drama mesmo para os “não iniciados”.

Almost Famous (Quase Famosos) – 2000

Este é um dos poucos filmes deste especial que estrearam no Brasil nas salas de cinema. A obra, escrita e dirigida por Cameron Crowe, é uma semi-biografia do cineasta, e conta as desventuras de Willian Miller (Patrick Fugit), um adolescente de 15 anos, apaixonado por Rock n’ Roll, que está na estrada com o grupo fictício Stillwater, fazendo uma matéria para a revista Rolling Stone.

O roteiro foi baseado na experiência de Cameron Crowe, que também passou pela mesma situação de Willian em sua adolescência, quando acompanhou uma tour das bandas Led Zeppelin, The Allman Brothers, The Eagles e Lynyrd Skynyrd para uma matéria na Rolling Stone.

O personagem principal é um jovem aspirante a jornalista de Rock n’ Roll, mas sua mãe quer que ele seja um advogado. Após ser convidado pelo jornalista Lester Bangs (Philip Seymour Hoffman) para fazer o review de um show do Black Sabbath, Willian corre para o local do show com o conselho de Bangs: “fale a verdade e não tenha misericórdia”. O problema é que o jovem jornalista não tinha credenciais e foi barrado na entrada do backstage, onde conheceu algumas groupies que mais a frente terão grande importância no filme.

Willian permanece do lado de fora do backstage, quando a banda de abertura, a Stillwater, chega e é convencida pelo jovem a deixá-lo entrar com eles. A partir daí, A revista Rolling Stone entra em contato com Willian e pede que ele viage com a banda e escreva uma matéria para a revista. Na estrada com a Stillwater, o repórter começa a realizar seu sonho.

A trilha sonora deste filme traz nomes de gigantes do Rock, como Led Zeppelin, Beach Boys, The Who e Lynyrd Skynyrd, e foi premiada com o Grammy na categoria “Melhor compilação de Trilha Sonora”. O filme também foi indicado para quatro “Oscars”, tendo ganhado o de “Melhor Roteiro”.

Almost Famous é um grande filme! Cameron Crowe conseguiu contar sua própria história, misturando ficção e realidade, entregando uma bela obra áudio-visual. Os personagens principais são muito bem desenvolvidos, permitindo que os telespectadores criem empatia com eles facilmente.

Excelente música, bela (es)história e personagens cativantes fazem de Almost Famous um dos melhores “filmes Rock n’ Roll” já produzido. A palavra é uma só: “assista”!

Rock Star – 2001

Prestes a completar 10 anos de seu lançamento, Rock Star foi mais um filme que estreou por aqui nos cinemas. No cast, astros do Rock, como Zakk Wylde e Jason Bonham, e astros de Hollywood, como Mark Whalberg e Jennifer Aniston.

A obra conta a história de Chris Cole (Mark Whalberg) e da banda fictícia de Heavy Metal, Steel Dragon. Apesar do personagem e do grupo não existirem, o roteiro foi baseado na vida de Tim “Ripper” Owens, que substituiu Rob Halford no Judas Priest, durante os anos 90.

Durante o dia, Chris é um técnico de fotocopiadora numa empresa, e a noite é o vocalista da Blood Pollution, uma banda tributo – chamar de cover deixa Chris muito puto – da Steel Dragon. Quando o vocalista da Steel Dragon resolve deixar o grupo, Chris é convidado para um teste, graças a um vídeo dele gravado por umas groupies, que acabou caindo nas mãos da produção da banda famosa.

A partir daí o filme foca na ascensão de Chris e em sua vida na estrada com a Steel Dragon – aliás, depois de ser firmado como novo vocalista, o cantor assume o nome artístico de Izzy. Esta nova realidade traz pontos positivos e negativos, sendo o último caso especialmente sentido em seu relacionamento com Emily (Jennifer Aniston), sua namorada de longa data.

A reviravolta na vida de Chris, já no final do filme, é de uma sensibilidade ímpar: no começo da obra Chris está na primeira fila em um show da Steel Dragon, e começa a cantar igual ao vocalista da banda, que o olha meio torto. Perto de acabar o filme, Chris se vê na mesma situação, com a diferença de que é ele quem está no palco agora. Neste momento ele decide deixar a vida de rockstar, e chama o garoto da platéia para terminar o show por ele e vai embora. Uma ótima sacada do roteiro, que realiza – mesmo que não seja de verdade – a fantasia de 10 entre 10 fãs de Rock, que é fazer um som com seus ídolos.

Depois de sair da Steel Dragon, Chris vai para Seattle – uma alusão à queda do Heavy Metal no mainstream e chegada do Grunge, nos anos 90 – onde reencontra Emily. O filme é encerrado com um beijo entre o casal.

Além de um excelente roteiro, a trilha sonora do filme é alguma coisa de espetacular: Kiss, Motley Crue, Ted Nugent, além de músicas originais da Steel Dragon compõem o disco do filme. Ainda assim, algumas canções que aparecem na obra, não fizeram parte do CD da trilha, por exemplo, “Are You Ready” do AC/DC, e “Let’s Get Rocked” e “Rock Rock (‘Till You Drop) do Def Leppard.

Outra grande atração são os músicos da Steel Dragon: Jeff Pilson (Dokken/Foreigner) é o baixista, Zakk Wylde (Ozzy Osbourne/Black Label Society) é o guitarrista, Jason Bonham (Bonham/Foreigner) é o baterista, além das vozes de Chris e do vocal do Steel Dragon serem cantadas, respectivamente, por Miljenko Matijevic (Steelheart) e Jeff Scott Soto (Talisman/ Yngwie Malmsteen, Journey).

Conclusão: mais um excelente filme, no qual roteiro, atuações e trilha sonora se complementam para o deleite do telespectador. O estilo da obra é tão plural, que não dá para classificá-lo como comédia, drama ou romance. Uma pitada de cada gênero se faz presente no filme que, com toda certeza, cativou grande parte dos headbangers por aí. Até Rob Halford se mostrou fã da obra, tendo declarado que Rock Star é um dos seus filmes preferidos, e que o acha muito divertido. Com o aval do “Metal God”, quem pode contestar?

Por hoje é só. No próximo sábado o IMPRENSA ROCKER traz a última parte do especial NO ESCURINHO DO CINEMA… com alguns dos melhores filmes com temática rock n’ Roll.

Fique que ligado para mais atualizações!





NO ESCURINHO DO CINEMA… – PARTE III

30 05 2010

Em pouco mais de um mês de atividades o IMPRENSA ROCKER já conseguiu mobilizar um respeitável número de visitantes, e por isso nós agradecemos todos que reservaram um pouco do seu tempo para acessar o blog.

Como alguns já sabem, sábado no IMPRENSA ROCKER é dia de “NO ESCURINHO DO CINEMA…”, especial que vem contando um pouco sobre os filmes que são inspirados na nossa maior paixão: o Rock n’ Roll.

Nesta terceira parte teremos quatro obras que rodaram muito no meu videocassete. Espero que vocês gostem e que procurem assisti-los, pois sem dúvida valem à pena!

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Bill & Ted’s Excellent Adventure (Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica) – 1989

Mais um campeão do “Sessão da Tarde”, Bill & Ted’s Excellent Adventure é uma comédia/ficção científica sobre as aventuras de dois amigos headbangers, Bill Preston (Alex Winter) e Ted Logan (Keanu Reeves, na época com 25 anos).

O filme começa num futuro distante, ano de 2688, na Califórnia, onde o cientista Dr. Rufus (George Calin) apresenta ao telespectador seu projeto para uma sociedade ideal. O cientista então pega sua máquina do tempo – uma cabine telefônica – e volta até 1988 para garantir que Os Escolhidos – Bill e Ted – permaneçam juntos e formem sua banda, Os Garanhões Selvagens, cuja música é o cerne da futura sociedade utópica de Rufus.

O problema começa quando Rufus descobre que os dois amigos estão para serem reprovados em História no colégio e, caso isto aconteça, o pai de Ted, o policial Capitão Logan, irá mandá-lo para uma academia militar no Alasca. Para garantir o sucesso de seu projeto, Rufus embarca Bill e Ted na cabine telefônica/máquina do tempo, e juntos vão conhecer figuras históricas, como Napoleão Bonaparte, Billy The Kid, Sigmound Freud, Joana D’ark, dentrou outros.

Para quem gosta de uma comédia bem despretensiosa, este filme é um prato cheio, especialmente se você já for um iniciado no mundo do Rock n’ Roll. Várias tiradas só serão entendidas se assistido em inglês, por exemplo, quando os dois arrumam uma encrenca no século 15 e são condenados à morte na Donzela de Ferro (Iron Maiden, nome de um instrumento de execução medieval). Quando eles ouvem que vão para o “Iron Maiden”, ficam extremamente empolgados, sem a mínima idéia do que estaria para lhes acontecer.

Logicamente no final tudo acaba bem, e enquanto Bill e Ted estão tocando uma música horrorosa, Rufus fala diretamente com o telespectador: “eles irão melhorar”.

Em 1991 foi lançada a continuação do filme, desta vez intitulado Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo que, em minha opinião, supera seu predecessor. Seqüências hilárias, como quando Ted está nos portões do céu – após morrer – e, para conseguir entrar, precisa provar que é puro de coração. Ele não pensa duas vezes e manda o refrão de “Every Rose Has It’s Thorn”, do Poison garantindo, desta forma, sua livre passagem.

O final também é espetacular: os dois estão no palco da 4ª Batalha Anual de Bandas de San Dimas e precisam vencer para que sua influência no futuro seja garantida. O problema é que eles ainda não sabem tocar nada que preste, mas eis que a cabine telefônica entra em ação e, após sumirem do palco, retornam segundos depois, com barbas à la ZZ Top, após ano de curso intensivo de guitarra. O filme se encerra com os dois, acompanhados de suas namoradas – também integrantes da banda – tocando God Gave Rock n’ Roll To You II, do Kiss.

Filme altamente indicado para quem quiser dar boas risadas ou apenas brincar de descobrir referências a músicas e bandas de Rock n’ Roll!

Wayne’s World (Quanto Mais Idiota Melhor) – 1992

Lançado no início dos anos 90, Wayne’s World originalmente foi um recorrente sketch do programa humorístico norte-americano, Saturday Night Live. O quadro mostrava um fictício programa local da cidade de Aurora, Illinois, transmitido por TV a cabo, com dois amigos rockers: Wayne Campbell (Mike Myers), que era o apresentador principal, e Garth Algar (Dana Carvey), seu assistente.

No longa, que conta com um nome de peso do Rock n’ Roll, Alice Cooper (interpretando ele mesmo), Wayne e Garth apresentam seu show, quando Benjamin Kane (Rob Lowe), um inescrupuloso executivo de uma emissora de TV, resolve comprar os direitos do programa e o transforma numa sessão de entrevistas com o seu patrocinador.

Para reaver o programa e ainda conseguir um contrato de gravação para sua namorada, Cassandra Wong (Tia Carrere), os dois amigos “hackeiam” um satélite e transmitem uma performance da banda Crucial Taunt – grupo a qual Cassandra canta – para a limusine do diretor de uma grande gravadora, que havia acabado de sair do show de Alice Cooper. O final reserva três conclusões, com referência até para o desenhado animado Scooby Doo.

Enquanto toda esta trama acontece, o roteiro ainda brinda o telespectador com ótimas sacadas e grandes canções. Uma das cenas do filme que já se tornou clássica é Wayne entrando numa loja de instrumentos musicais e pedindo para testar uma maravilhosa Fender Stratocaster. O vendedor lhe entrega o objeto cobiçado, e ele logo manda a introdução de “Stairway to Heaven”, sendo imediatamente interrompido pelo vendedor, que lhe mostra uma placa com os dizeres: “proibido tocar “Stairway to Heaven”.

A trilha sonora é outra preciosidade: Queen, Alice Cooper, Black Sabbath, Cinderella, dentre outros gigantes do Rock n’ Roll marcam presença na música do filme.

Em 1993 foi lançada a seqüência do filme, que trouxe mais um peso pesado do Rock: o Aerosmith – além da banda, estão no filme Kim Basinger e Drew Barrymore.

Na continuação, Wayne sonha com Jim Morrison – que lhe é apresentado por um índio pelado – que lhe diz que seu destino é organizar um show de Rock n’ Roll.

Para tornar o “Waynestock” num sucesso, Wayne, Garth e seus amigos terão que superar diversos obstáculos, dentre os quais o detalhe de que eles não conseguiram confirmar nenhuma banda para o show. Mais uma vez, o final reserva três conclusões, sendo uma citação ao clássico “Thelma & Louise”.

Os dois filmes são bem parecidos e mandam muito bem. Se você se interessar tem até uma versão em DVD por aí que traz os dois filmes num único disco.

Só faça um favor a si, e não assista a versão dublada!

Airheads (Os Cabeças de Vento) – 1994

Estrelando Brendan Fraser no papel de Chazz, Adam Sandler como Pip e Steve Buscemi como Rex (vocalista e guitarrista, baterista e baixista da banda Lone Rangers, respectivamente), o filme é centrado na luta da banda em busca do sucesso.

Após terem sua demo recusada por cada produtor que visitaram, eles decidem mudar de estratégia e vão tentar emplacar a fita em numa emissora de rádio local, especializada em Rock. Eles conseguem invadir a rádio, e ameaçam o disc jockey e o diretor do lugar com armas de brinquedo – que se parecem com metralhadoras -carregadas com molho de pimenta. Um funcionário da rádio chama a polícia e logo eles deixam de ser uma banda de Rock para se tornaram seqüestradores armados.

Enquanto as negociações entre a banda e a polícia se desenrolam, cenas hilárias são mostradas. Numa delas, um policial é mandado para a rádio, se passando por um produtor de Rock. Para ter certeza de que ele é realmente quem afirma ser, Chazz pergunta: “Se Deus e Lemmy (Lemmy Kilmister, do Motorhead) saírem na porrada, quem ganha? Certo de estar abafando, o falso produtor responde que Lemmy seria o vencedor, o que provoca certa ira em Chazz, que do alto de sua sabedoria, afirma: “Não, idiota. Lemmy é Deus”!, tendo certeza, enfim, de que o cidadão realmente não era um produtor.

Cenas como essa são prato cheio para os fãs de Rock n’ Roll, que conseguem se identificar com a situação dos três “seqüestradores”. A trilha sonora também ajuda a manter o nível, com canções do Motorhead, Ramones, Anthrax, White Zombie, dentre outros.

That Thing You Do (The Wonders: O Sonho Não Acabou) – 1996

Talvez este seja o filme de Rock n’ Roll cuja canção original tenha se tornado um hit tão grande, que acabou transcendendo o próprio filme. Escrito e dirigido por Tom Hanks – que também interpreta o papel de Mr. White, empresário da banda – “That Thing You Do” conta a história do ápice e queda da banda The Wonders.

Jimmy Mattingly (Johnathon Schaech) e Lenny Haise (Steve Zahn) – vocalista/guitarrista e guitarrista da banda, respectivamente – pedem que Guy Patterson (Tom Everett Scott), um talentoso jovem baterista, substitua seu baterista original – que havia quebrado o braço – num festival de talento universitário.

Na hora de se apresentarem no festival, Guy acelera a composição da banda – que dá nome ao filme – e o que era um insossa balada se transforma num Rock n’ Roll de primeira, arrebatando fãs cada vez que é tocada. A partir daí a banda entra numa ascendente, até que assinam um contrato com a Playtone Records e viram estralas nacionais.

Tudo ia bem até que crises internas, geradas principalmente pelo gênio difícil de Jimmy, põem tudo a perder, e a banda é desmanchada. Do início, no festival universitário, até o fim da banda muitas aventuras são vividas pelos jovens músicos, num filme muito fácil de ser digerido, contando com várias referências a biografia dos Beatles:

– O trocadilho no nome da banda (The Oneders – The Wonders) e (The Beetles – The Beatles).
– O sucesso das duas veio após trocarem o baterista.
– A mudança na velocidade de seu primeiro hit (That Thing You Do e Please Please Me).
– As legendas no especial de televisão (Jimmy: “Atenção, garotas, ele está noivo”; John Lennon: “Desculpem, garotas, ele é casado”).
– O baterista ganhou o apelido de “Shades” por causa dos óculos escuros que usava, assim como Ringo ganhou este apelido pela quantidade de anéis (rings) que usava.

Tom Hanks, grande fã de Classic Rock, sempre falou abertamente destas referências, e chegou a afirmar que “ele quis criar sutis, porém claras similaridades entre as duas bandas”.

A trilha sonora é um show à parte. Inegavelmente o filme não seria o fenômeno que é sem as músicas que o compõe. Nos dias de hoje, mais de 10 anos após seu lançamento, é muito comum ouvir a canção “That Thing You Do” no rádio e em bares onde bandas tocam ao vivo.

A estória cativante, seqüências memoráveis – como quando os quatro, junto com a namorada de Jimmy, interpretada por Liv Tyler, saem berrando pela rua após ouvirem a canção no rádio pela primeira vez – e músicas fantásticas, fazem deste filme uma obra obrigatória para quem gosta de cinema ou de Rock n‘ Roll. Se puder corra atrás da trilha sonora também!

Por hoje é só! No próximo sábado, a quarta edição de NO ESCURINHO DO CINEMA…

Até lá!