ALICE COOPER SEGURA NOVO ÁLBUM POR CAUSA DA ATUAL TURNÊ

28 02 2011

Fonte: Gibson

Alice Cooper afirmou que seu novo álbum, “Welcome 2 My Nightmare”, está concluído, mas que só será lançado no outono (Nota do Tradutor: Outono do hemisfério norte). Cooper irá segurar o lançamento da sequência de seu disco de 1975, “Welcome to My Nightmare”, porque ainda tem alguns shows da atual turnê para fazer.

“Bem, temos uma grande turnê com shows em grandes festivais vindo, e eu não queria que isto se confundisse com o álbum”, disse Cooper na coletiva de imprensa do “Revolver Golden Gods Awards”. “Então, apesar do álbum estar pronto agora – Bob tem que mixá-lo e tudo isso – eu não quero lançá-lo até o próximo outono, quando será possível fazer um novo show com ele”.

O “Bob” no qual Cooper se referiu é o produtor Bob Erzin, que está trabalhando neste álbum e dirigiu muitos discos clássicos da banda original de Alice Cooper. Falando sobre a banda, Cooper reuniu-se com os integrantes ainda vivos (o baixista Dennis Dunaway, o baterista Neal Smith e o guitarrista Michael Bruce). Todos estarão presentes para a cerimônia de introdução da banda no “Rock n’ Roll Hall of Fame” em março e, após isto, excursionarão com Cooper.

Eles também tocaram em algumas faixas do “Welcome 2 my Nightmare” – uma circunstância icônica, já que o original “Welcome To my Nightmare” foi o primeiro álbum solo de Cooper. Ainda não está claro se Dunaway, Smith e Bruce farão parte da “Nightmare Tour”, que Alice planeja para a primavera.

“Quando escuto ao primeiro “Nightmare”, vejo que há muita coisa acontecendo”, disse Cooper. “Há muito Hard Rock, mas vai para uma direção bem estranha em uma canção, e então vai para a outra direção na outra música. Então, no ponto em que ‘Welcome To my Nightmare’ termina, este novo começa. Quando ele sair, terá toda uma nova produção a sua volta, provavelmente tão grande quanto o show do ‘Nightmare’ original. Será um grande momento da minha carreira”.





ALICE COOPER FINALIZA TRABALHOS DA SEQUÊNCIA DE “WELCOME TO MY NIGHTMARE”

22 02 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Território da Música

O veterano Alice Cooper anunciou que terminou os trabalhos com seu novo disco de estúdio. O novo álbum, chamado “Welcome 2 my Nightmare” é uma sequência de seu clássico disco “Welcome to my Nightmare”, lançado em 1975.

Mais uma vez o cantor trabalhou com o produtor Bob Ezrin, o mesmo responsável pela produção de “Billion Dollar Babies”, “School’s Out”, “Love it to Death” e o primeiro “Welcome to my Nightmare”.

Cooper comentou sobre como surgiu a idéia da sequência para o disco em uma conversa com Bob Ezrin. “Achavamos que a história era realmente boa e começamos a falar sobre ‘Welcome to my Nightmare’, que eu acho que é nosso maior triunfo”, comentou Cooper em entrevista para a Billboard. “Ele disse, ‘e se Alice tivesse outro pesadelo?’, e então escrevemos três músicas bem ali mesmo. Ele estava realmente envolvido nisso. Bob é mais sombrio do que eu”.

“Quando ouço o primeiro ‘Nightmare’, eu percebo todo tipo de coisas. Há muito Hard Rock, mas ele segue caminhos estranhos em uma canção e depois outros caminhos em outra música. Então, onde ‘Welcome to my Nightmare’ terminou, esse novo começa. Quando for lançado ele terá toda uma grande produção , provavelmente tão grande quanto o show do ‘Nightmare’ original. Será um grande momento em minha carreira”.

Algumas das novas músicas são “I Am Made of You” e “Something to Remember Me By”. O disco será lançado via “Bigger Picture Records”, mas ainda não há data definida.





NEIL YOUNG, ELTON JOHN E PAUL SIMON HOMENAGEARÃO NOVOS MEMBROS DO HALL DA FAMA DO ROCK

8 02 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Rolling Stone

Neil Young, Elton John, Paul Simon, Rob Zombie, John Legend, Bette Midler, John Densmore e Lloyd Price foram anunciados como o grupo de estrelas escolhido para discursar na cerimônia do Hall da Fama do Rock, que acontece no dia 14 de março, no Waldorf-Astoria, em Nova York.

Neil Diamond, Alice Cooper, Tom Waits, Darlene Love e Dr. John compõem a turma escolhida para 2011 – Leon Russell receberá o prêmio de Excelência Musical. Assim, Waits será introduzido pelo seu amigo de longa data Neil Young, enquanto que Leon Russell será homenageado por Elton John (com quem recentemente lançou um álbum). Paul Simon fará o discurso para Neil Diamond, Rob Zombie para Alice Cooper, John Legend para Dr. John e Bette Midler homenageará Darlene Love.

As lendas da indústria fonográfica Jac Holzman e Art Rupe receberão o prêmio Ahmet Ertegun. Holzman será introduzido ao Hall da Fama por John Densmore, baterista do Doors, e Rupe receberá o discurso do cantor Lloyd Price – que foi descoberto por ele em 1952.





“O QUE ROBERT PLANT ESTÁ FAZENDO?”, PERGUNTA ALICE COOPER

28 01 2011

Fonte: Examiner

O website “Examiner” bateu um papo com o lendário Alice Cooper, que falou sobre a produção do “Welcome to my Nightmare – Part 2”, Led Zeppelin, boxe e muito mais.

Confira a matéria completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Alice Cooper parou um momento para refletir, durante seu jogo de golf, na última quinta, no torneio “52º Annual Bob Hope Classic”.

E o que ele fez após isto?

Uma noite, bem antes da fama e fortuna chegarem, ele e sua banda estavam tocando uma série de duas noites no “Whiskey a Go Go”, em Hollywood. Eles dividiram o palco com outras duas bandas desconhecidas: Led Zeppelin e Pink Floyd.

E assim vai a história de Alice Cooper, o novo indicado para o “Rock n’ Roll Hall of Fame, ávido jogador de golf, fã de boxe e DJ de um programa independente, que se tornou um dos preferidos em Palm Springs.

“Naquele tempo éramos todos músicos famintos, tentando conseguir um show”, relembra Cooper. “Com o dinheiro que ganhávamos, nós comprávamos comida”.

Cooper, que fez 63 anos na última sexta, disse que o programa “Nights With Alice Cooper” lhe dá a oportunidade de tocar “músicas perdidas”.

“Há tantas ótimas músicas perdidas”, diz Cooper. “Ouça ao rádio hoje em dia; eles estão tocando as mesmas canções dos anos 60. Se você gosta do Led Zeppelin, você irá adorar os Yardbirds. Não há Led Zepplein sem os Yardbirds. Gosto de educar as pessoas com relação ao fato de que há uma ótima música que se perdeu nos anos 60 e 70”.

Cooper chegou ao torneio de golf após uma ocupada temporada no estúdio. Ele está trabalhando no “Welcome to my Nightmare – Part 2”.

“Nós temos o produtor original e três dos caras originais na banda”, diz Cooper. “Muita coisa está voltando para o original, mas o processo de composição é muito mais moderno”.

Cooper ficou perplexo quando soube que Robert Plant confessou que ele pode estar velho demais para tocar as canções do Led Zeppelin.

“Eu subo no palco e digo ‘aumente isso aí’”, disse Cooper. “Nunca me canso de tocar minhas canções”.

O músico ecoa o sentimento dos fãs do Zeppelin.

“Eles estão esperando”, falou Cooper. “O que é tão difícil? Jimmy Page quer fazer, John Paul Jones quer fazer, e eles têm o filho de Bonham, que é um baterista matador. Tudo que eles precisam é de Robert Plant. Mas o que Robert Plant está fazendo? Tocando música Folk! O que ele está fazendo”?

Cooper fez questão de conversar com Sugar Ray Leonard, que estava fazendo sua estréia no torneio de golf.

“Nós falamos sobre a luta com Duran (Nota do Tradutor: uma das lutas de boxe mais famosas da história, Sugar Ray Leonard X Roberto Dúran, na qual Leonard perdeu o título mundial). “Ele me contou que olhou para o outro lado do ringue e viu aquele pitbull lhe fitando, como se fosse comê-lo”.

O “Brawl in Montreal” (N.T.: Brawl in Montreal, em português, fica algo como Briga em Montreal. Foi como a luta ficou conhecida) foi o ponto mais alto da carreira de Dúran.

“O lance de Ray é que ela era rápido e difícil de ser acertado”, diz Cooper. Mas Ray disse que ele era rápido e que batia mais forte do que qualquer um no planeta. Ele batia como um peso-pesado. Quando ele te pegava, machucava”.

De acordo com Cooper, a luta ensinou a Leonard a respeito do lado mental do esporte.

“Ele disse que a luta estava for a dele após o primeiro round”, falou o músico. “Ele disse que ele percebeu que não estava preparado para aquele cara. Na luta seguinte ele lutou de forma diferente”.

Cooper disse que a única luta que ele quer ver é Mayweather X Pacquiao.

“Acho que talvez Mayweather esteja evitando Pacquiao”, diz Cooper. “Não o culpo. Acho que Pacquiao é incrível. Ele derrubou todo mundo”.





ENFIM ALICE COOPER É INDICADO PARA O HALL DA FAMA DO ROCK

17 12 2010

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Rolling Stone

Neil Diamond, Alice Cooper, Tom Waits, Dr. John e a cantora Darlene Love integrarão o Hall da Fama do Rock. Os eleitos de 2011 foram anunciados nesta quarta, 15.

Apesar de serem considerados elegíveis há mais de 15 anos, tanto Diamond quanto Cooper nunca receberam indicação até este ano. Junto ao quinteto escolhido, concorriam também (anunciados em setembro) Bon Jovi, Donovan, LL Cool J, J. Geils Band, Beastie Boys, Donna Summer, Chic, Laura Nyro, Joe Tex e Chuck Willis. O pianista Leon Russell receberá o prêmio Excelência Musical.

Em entrevista à agência de notícias “Associated Press”, Neil Diamond disse que nunca teve grande ansiedade para entrar para o Hall da Fama do Rock, apesar de em alguns momentos o assunto passar por sua cabeça. “Eu pensei sobre isso ocasionalmente, mas eu meio que percebi que isso chegaria a mim em algum momento”, contou. “Estou feliz por terem feito isso antes de eu morrer! Acho que tive muitos hits porque o que fazia e o que compunha era muito diferente do que tocava nas rádios.”

Cooper, apesar de ter interesse em entrar para a lista, afirmou também não ter ficado esperando com um certo frio na barriga. “Quando você pensa em todos os caras que não fazem parte daquilo, é meio ‘Nossa!’… Mas é questão de aguardar”, disse. “Não acho que seja uma coisa pela qual você fique sentado, prendendo a respiração e esperando.” Sobre sua relevância e a de sua banda na história da música, comentou: “Não havia espetáculo no Rock n’ Roll, acho que o que fizemos foi meio que trazer o teatro para os shows”.

Para ser eleito em 2011, os artistas deveriam ter lançado o primeiro single em 1985 ou antes – o critério também inclui, claro, sua influência na história da música. Os nomeados serão formalmente incluídos no Hall da Fama do Rock em uma cerimônia no dia 14 de março de 2011, no “Waldorf Astoria”, em Nova York. No ano passado, entraram para o Hall da Fama Stooges, Genesis, ABBA, Hollies e Jimmy Cliff.





CONFIRA VÍDEOS E FOTOS DE SHOW DE ALICE COOPER EM MILÃO

25 08 2010

Por: Raquel Hortmann e Gabriel Gonçalves
Fonte:
Blabbermouth

No último dia 12 de agosto o lendário Alice Cooper se apresentou em Milão, Itália, e mostrou o porquê de ainda ser um dos melhores shows do planeta, mesmo tendo mais de 40 anos de estrada. Confira abaixo alguns vídeos e fotos desta apesentação:

O setlist do show foi:

01. School’s Out (Part)
02. No More Mr. Nice Guy
03. I’m Eighteen
04. Wicked Young Man
05. Ballad Of Dwight Fry
06. Go To Hell
07. Guilty
08. Cold Ethyl
09. Poison
10. From The Inside
11. Black Widow Jam
12. Vengeance Is Mine
13. Dirty Diamonds
14. Billion Dollar Babies
15. Killer
16. I Love The Dead
17. Feed My Frankenstein
18. Under My Wheels
19. Elected
20. School’s Out





ALICE COOPER: “THEATRE OF DEATH” É O MAIOR POSSÍVEL”.

19 07 2010

Fonte: The Intelligencer

O jornal canadense “The Intelligencer” conduziu uma extensa entrevista com Alice Cooper, que falou sobre a atual turnê, “Theatre of Death”, longevidade e muito mais.

Confira a entrevista completa, traduzida para o português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Cinco: esta é a quantidade de vezes que o lendário “shock-rocker” é morto no palco, toda as noites, durante a “Theatre o Death World Tour”. Com 62 anos, Cooper não mostra sinais de que irá diminuir a velocidade, apesar de sua carreira já durar mais que quatro décadas e 25 álbuns de estúdio. Recentemente ele completou uma série de shows com Rob Zombie e atualmente está na estrada na América do Norte, numa turnê que o trará para o “Belleville’s Empire Rockfest” no dia 22 de julho.

Cooper falou com o “The Intelligencer” sobre seus anos na indústria da música, o show que trará com ele e seu amor por filmes bizarros de kung-fu.

INTELL: Uma das minhas citações preferidas sobre você é aquela famosa de Bob Dylan, que disse que você é “um compositor negligenciado”…

AC: Isto foi uma surpresa tão grande para mim. É um grande elogio que Bob Dylan apenas saiba que eu estou vivo. Ele deve ter escutado “Only Women Bleed” ou uma daquelas canções que são baladas tocantes. Eu tive quatro baladas seguidas que se tornaram hits, e talvez sejam elas que tenham a ver com a citação.

INTELL: Continuando com a citação, o que você acha que é a chave para escrever canções que ainda são tocadas três ou quatro décadas após terem sido lançadas?

AC: Honestamente, é uma habilidade. . É uma daquelas coisas, por exemplo, se você me pedir para escrever uma canção sobre uma girafa e um elefante que se apaixonam no “Empire State Building”, eu diria ‘você quer que ela dure quanto? Você quer que ela seja acelerada?’. Em outras palavras, eu conseguiria escrever a canção. Só precisaria saber se você quer que ela seja tocante, engraçada ou horripilante.

Eu provavelmente seria capaz de escrever para a Broadway se eles me dissessem como a estória é. Por alguma razão eu sempre fui capaz de fazer isto, mas quando era criança eu escutei aos dois melhores letristas: Chuck Berry e Ray Davies, do The Kinks. Eles podem contar uma estória em três minutos, e é uma arte poder contar uma estória em três minutos.

Eu meio que descobri como fazer isto. Você escreve a conclusão primeiro, e então escreve de trás para frente e monta a coisa toda. Este é o truque em “Lola” (Nota do tradutor: um dos maiores hits do The Kinks), “School’s Out” ou “I’m Eighteen”.

INTELL: “Preeties for You” saiu em 1969 e agora estamos em 2010. Como sua música mudou nestes 40 anos e como a indústria da música mudou?

AC: A indústria musical mudou mais, eu acho, num nível técnico. Se você olhar para as bandas que estão trabalhando desde 1968, são todas bandas de Rock pesado. São todas bandas guiadas por guitarras, como os Rolling Stones. Ozzy ainda está por aqui. Nós ainda estamos aqui. Iggy (Iggy Pop) ainda está aqui. 

Todas essas bandas ainda estão por aí tocando e provavelmente melhor do que em 1968. Eu sei que sou um melhor cantor agora e tenho bandas que são muito melhores agora. É engraçado que este seja o estilo musical que nunca irá morrer.

INTELL: Por que você acha isso?

AC: Cinqüenta anos mais a frente ainda haverão garotos nas garagens ouvindo The Who, e dizendo ‘como a gente faz isso?’. É esta batida quatro por quatro, que eu chamo de “tribal”. Quando você toca Rock n’ Roll, você não o toca necessariamente pelo seu cérebro. O bom Rock n’ Roll é tocado com o que você tem abaixo do cinto. Este é o grande problema que eu tenho com a maioria das bandas que estão por aí agora. Existem muitas bandas, jovens bandas de Rock, que são sensíveis demais.

Eu não tenho saco para bandas sensíveis. O que aconteceu com as bandas que são apenas Rock n’ Roll raivoso? É disto que sinto falta.

INTELL: Quem está no seu cd player agora?

AC: Eu tento achar todas as bandas de “Garage Rock” que são realmente boas. Eu acho que Jack White é o único gênio desta era, porque ele continua quebrando todas as regras e fazendo funcionar. Eu ouço o material que ele faz com o White Stripes e eu ouço o Dead Wheater, e ele vai totalmente contra as idéias de produção e simplesmente funciona. Ele tem algo. Ele tem algum tipo de mágica.

As novas bandas deviam ouví-lo, porque ele soa como se realmente falasse sério. Soa como Jagger e as bandas dos anos 60. Havia algum realismo. 

INTELL: Você tem uma carreira tão longa que tem fãs que te descobriram em álbuns como “Constrictor” e “Raise Your Fist and Yell”, e tem as pessoas que cresceram com o “Billion Dollar Babies” e “Killer”, além de uma nova geração descobrindo você através do “Brutal Planet” e “Along Came a Spider”. Então, quando você vem a uma cidade como Belleville, como você escolhe o set list? Você está tentando alcançar apenas uma geração ou procurando que todos curtam sua música?

AC: Bem, eu misturo bastante. Nós fazemos 28 canções. Destas 28, nós pegamos o “From The Inside”, “Billion Dolllar Babies”, “Killer”, “Welcome to My Nightmare”, “School’s Out”, “Trash”… Eu realmente misturo bastante. Isto nos leva de volta ao que estávamos conversando. O que mudou na música? O Rock não mudou tanto. Eu ouço bandas, como Strokes e coisas do tipo, e digo ‘Jesus, isto é ótimo, Rock n’ Roll dos Rolling Stones’. É realmente difícil mudar aquela coisa básica.

Não foram muitas pessoas que obtiveram sucesso ao levar a música numa nova direção e fazê-la funcionar. O Pink Floyd fez isto. Eles a transformaram numa coisa diferente, mas não muitos outros conseguiram. Todo mundo apenas volta para o puro Rock n’ Roll.

Quando ligo o rádio e ouço uma banda nova tocando aquele Rock de garagem de 1966, eu adoro. Isto nunca fica velho.

INTELL: E você voltou para isto com “The Eyes of Alice Cooper”.

AC: Com certeza. Depois de termos feito quatro ou cinco álbuns que foram álbuns produzidos, com uma estória, eu disse à banda ‘Esta é uma banda boa o suficiente. Quero tentar algo diferente. Quero experimentar. Quero escrever uma canção pela manhã, ensaiá-la pela tarde e gravá-la à noite. Sem voltar e consertar o baixo ou a guitarra. Ela é o que é’. Foi como nós fizemos esse álbum e, deste jeito, a banda nunca fica cansada de tocar aquela música, e você pode escutar quão animados eles estão por tocar aquela nova canção. É como uma banda supostamente deveria soar.

INTELL: Então é assim que você irá soar quando estiver aqui? É isto que nós teremos?

AC: Oh Yeah! Esta produção é provavelmente tão grande quanto a produção de “Welcome to My Nightmare”. “Theatre of Death” é a maior possível (risos)… É muito exagerado!

Eles me matam cinco vezes no show. Nós adicionamos uma nova morte duas semanas atrás, então Alice é morto cinco vezes agora.

INTELL: Ao longo dos anos você já foi obrigado a fazer algo que não queria no palco?

AC: O que acontece é que nada rola no palco sem eu dar a aprovação final. Eu digo ‘vamos tentar isso, vamos tentar aquilo’, e eu tenho um diretor para o show, e lhe disse que queria tudo ao contrário e pelo avesso. Todos que já viram meu show e acham que descobriram minha formula… eu quero destruir isto. Em outras palavras, começa com “School’s Out”, não termina com ela. Vamos deixar tudo pelo avesso para que o público não saiba o que virá.

É o que esse show é. Tem um ponto no qual ele (o diretor) diz ‘Okay, você arranca o vestido da enfermeira, tira a peruca dela, e então eles te colocam numa lata de lixo, com uma corda em volta do seu pescoço, e você canta “I Never Cry”’. Eu disse que isso nunca iria funcionar…. e é a melhor parte do show.

Acaba sendo aquele momento em que me sinto tão embaraçado que acaba funcionando, e vai exatamente ao contrário de tudo que eu faria. Se eu me forço a fazer alguma coisa, de repente isto acaba se tornando algo novo e diferente. Metade do público fica horrorizada e a outra metade se acaba de rir.

INTELL: Então este é um momento de sucesso?

AC: Oh yeah, yeah, yeah! Especialmente quando você vai fazer algo tão absurdo, e é a canção mais bonita que você já escreveu. Esta é idéia: jogar as coisas para o público que eles nunca experimentaram.

INTELL: Você já se arrependeu de alguma canção ou álbum lançado?

AC: Realmente não consigo lembrar de nada que me envergonhe, mas, ao mesmo tempo, têm canções que eu vejo agora e penso ‘gostaria de poder tê-la produzido melhor, ou de ter gasto mais tempo com ela’.

INTELL: Pode nos dar um exemplo?

AC: Bem, têm quatro álbuns que eu não recordo ter escrito, gravador ou feito turnês, durante o meu período de “blackout”. “Zipper Catches Slin” “Special Forces”, “Dada”… Quando penso nestes álbuns e os ouço, vejo que há muito material bom neles, e só gostaria de ter gasto mais tempos neles.

INTELL: Então, antes de entrar no palco, você tem algum ritual?

AC: Eu chego no local uma hora e meia antes do show e assisto filmes de kung fu bem ruins. É verdade. Eu assisto kung fu ruim. Se Bruce Lee aparece, é bom demais. Eu estou falando de “Os Sete Shaolin Dourados Contra os Quinze Ninjas Bêbados”. Estes são os tipos de filme que eu procuro. Não me pergunte o motivo, é uma tradição e eu não consigo explicar.