REVIEW DA SEMANA – 3ª EDIÇÃO

10 03 2011

Por: Roberto A.

Banda: R.E.M.
Álbum: Collapse Into Now (2011)

Cliaque aqui para baixar o CD.

Minha história e relação com esta banda vem de muito, muito tempo atrás. São sujeitos que já não precisam provar mais nada a ninguém, e ainda assim continuam nos brindando com discos espetaculares ao longo dos anos. O R.E.M, à partir do álbum “Document”, veio num crescendo de fama, pausadamente, e com critério artístico foi aumentando sua legião de fãs ao redor do globo. Seus hits iniciais como “It’s The End Of The World”, e “The One I Love” pavimentaram o caminho para o sucesso de massa que atingiram posteriormente com sons, tipo “Losing My Religion”, ou “Man On The Moon”. Meu disco favorito deles, de todos, é “Green”, CD que todo rockeiro deveria ter em sua estante – clássico absoluto, com a banda no seu auge criativo. Na longa discografia deles, eu poderia também destacar “Monster” e “New Adventures In The Hi Fi” mas, enfim, vamos ao que interessa agora, que é o novíssimo disco deles, com uma capa maravilhosa e conteúdo melhor ainda.

“Discoverer” abre a bolacha com urgência, beleza e lindos sons de guitarra. Nasce com pinta de clássica na carreira, vocal enfático, tudo muito bem gravado e brilhantemente produzido por Jacknife Lee e pela própria banda. Letra irada: “Na a cidade e sua pele agora/Não preciso sentir medo/precisava me sentir tão estúpido/Posso me ver, posso sentir”. Ótima música.

“All The Best” é uma R.E.M. clássica! Rápida, curta e muito melodiosa, empolgante na medida, lembrando muito os timbres dos discos deles dos anos 90. Se isto é um recomeço, eles estão conseguindo realizá-lo com brilho. “Uberlin” é acústica e muito interessante. Algo Folk, com um pouco de Country, muito bem timbrada – bonita mesmo. Stipe esclarece: “Ei, agora, tome seus comprimidos/Ei, agora, faça seu café da manhã/Ei agora, penteie o cabelo e saia pro trabalho”. Ela também possui um trampo muito bacana dos violões.

Em “Oh My Heart”, eles seguem com uma sonoridade mais limpa, calma, bonita, conforme podemos conferir na versão ao vivo abaixo:

É uma grande satisfação ver uma grande banda, num nível criativo tão bom, depois de tanto tempo de carreira. Tive o privilégio de vê-los ao vivo no “Rock in Rio III”, em 2001 – uma grande alegria. Prosseguindo com a qualidade lá em cima, “It Happened Today” é candidata a hit por certo. Uma canção muito simpática, que pega a pessoa de primeira.

Ode à positividade e ao otimismo, “Every Day is Yours to Win” começa com vocal atmosférico, dedilhado de guitarra limpa e letra curiosa: “Eu não posso dizer uma mentira/Nem tudo são flores/Mas está tudo lá esperando por você”.

“Walk It Back” vem com pianão sutil, violões bem colocados, maravilhoso arranjo vocal e beleza fora do comum, confiram:

Em “Alligator Aviator Autopilot Antimatter” a distorção come solta, num Rock rápido, acessível, melodioso, urgente e… Pop!

Este com toda a certeza é um disco deslumbrante, daqueles que vale a pena ter o original. Uma grande banda, em um grande momento… Palmas para os veteranos!

ABRAXXXXXXXXXXXXXXXX


Ações

Information

10 responses

10 03 2011
Marcos

O REM é uma das bandas que escutei no final da minha infância e período da pré adolescência (faz tempo, ehehe). Era uma das minhas favoritas, junto com Queen, Police, Men at Work, The Cure e outras. O problema é que enjoeei muito delas, de modo que abandonei-as em meados dos anos 90 (com exceção do Queen, que continua na minha discoteca). Assim, parei em Losing My Religion, The One I Love, Shining Happy People e Man on the Moon. Depois disso aí não conheço mais nada do REM e vai ser difícil eu retomar, apesar de reconhecer que possuíam qualidade dentro daquilo que se propunham a tocar. O fato é que definitivamente deixou de ser meu estilo musical. Abraços

10 03 2011
Gabriel Gonçalves

O R.E.M. sempre foi, para mim, aquela banda que você curte, mas sabe-se lá por que, não se aprofunda muito. Gosto de várias deles, e após a resenha do Robertão, fiquei bem cuiroso para escutar a bolacha. Assim que o fizer, posto minhas impressões aqui. Abração!

10 03 2011
Roberto A

Gabriêra, se ouvir o cd é um favor que fará a si mesmo, o mesmo vale pra ti Marquêra. É Ótemo!

RS
ABRAX

10 03 2011
Gabriel Gonçalves

Pode deixar, Robertão. Ja ja o escutarei no carro. Abração, meu velho!

10 03 2011
Jacques A. de Melo

Há mais ou menos 2 anos atrás, senão me engano, a MTV passou no programa “Top Ten” “As 10 piores músicas” e dentre elas estava “Losing my religion”. eu não sei qual foi o babaca que fez essa escolha. O REM sempre foi muito bom. Não tenho vergonha de dizer que dancei muito esta música e, ouvindo ela, peguei muita mulher também. gosto muito daquela música que foi gravada com uma cantora do B’52. Gosto muito muito da voz do vocalista.
Esta é uma das bandas antigas, que foge um pouco da minha preferência musical, que não canso de ouvir. Vou correr atrás deste CD.

Abraços,

10 03 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Jacques! Essas listas da MTV sempre tinham alguma coisa deliberada para “chocar” o público – cansei de ver esse tipo de coisa no Top Top – que era um programa até interessante. A música que você citou, com a participação da vocal do B-52’s é a “Shiny Happy People”. Ótima canção. Abraço, meu velho!

10 03 2011
Nilton

Discaço mesmo, o R.E.M. nunca lançou um disco ruim na carreira, o mais fraco pra mim é o Up (que tem momentos brilhantes).
Marcos, também me amarro no Green, “World Leader Pretend” é um clássico na minha opinião.
Depois da feijoada que foi o disco do Radiohead ouvir um disco que desce redondo é um prazer.
Longa vida ao R.E.M.!

10 03 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Nilton! Escutei hoje álbum do R.E.M. e curti sim, mas esperava mais (talvez a resenha do Robertão tenha me animado demais, rs). Quem sabe uma outra audição, desta vez com calma, lendo as letras, me dê outra perspectiva. Abração, meu velho!

13 03 2011
Nilton

Gabriel, esse negócio de resenhas é muito complicado.
As vezes o cara que escreveu se exaltamuito e acabamos nos decepcionando com o disco (não foi o caso desta resenha). Eu prefiro dar uma lida nas letras e ouvir com calma os discos, mas de alguns anos pra cá só consigo ouvir música no carro por causa da correria.
Quando um disco me empolga no carro é porque ele é bom, foi o caso com Colapse into now, comprei o disco e quando chegar vou prestar mais atenção nas letras, gosto de sacar os backing vocals deles, sempre tem uma frase maneira escondida.
O que mais gostei desse álbum é que ele fez um apanhado honesto da carreira do R.E.M. tem músicas com estilos característicos de várias fases da banda, pra quem se liga em hits não tem nenhuma Losing my religion, o que pode ser decepcionante.
Ouça outra vez, mas se não gostar mais não tem problema. Daq

13 03 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Nilton! Eu curti o álbum mas, como você mesmo disse, escutar no carro não é a mesma coisa. Vou parar com calma e escutá-lo sem pressa, lendo as letras, etc. Quem sabe não descubro um grande disco!? Abração, meu velho!

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