INGRESSO JUSTO, SHOW PARA TODOS

30 01 2011

No início de janeiro entrou no ar o blog “Ingresso Justo”, cujo objetivo “é chamar a atenção de todos para os preços abusivos cobrados nos shows no Brasil, discutir, propor e reivindicar soluções que beneficiem consumidores, empresas e artistas”.

Acredito que a maioria absoluta dos leitores do IMPRENSA ROCKER são ávidos consumidores de shows, portanto este é um movimento no qual não podemos  deixar de apoiar.

Confiram abaixo o release completo do blog  e o link para acesso:

Provavelmente todos já perceberam que os ingressos para shows estão ficando cada vez mais caros. Soma-se a isso a falta de profissionalismo de algumas empresas que tratam o consumidor como LIXO. A desculpa é sempre a mesma: “o governo não dá condições para que os preços sejam menores”. Não que isso não seja verdade, muito pelo contrário, faz os preços aumentarem muito, mas na maioria dos casos há abusos absurdos que não podem ter isso como desculpa. O desrespeito pelo consumidor é cada vez mais frequente. As empresas não respeitam as mais básicas leis.

O Brasil tem recebido cada vez mais grandes eventos que geram empregos e movimentam a economia. Queremos que a cultura seja acessível igualmente à todos independente de seu poder de consumo, classe social, cor ou sexo.

A Campanha Ingresso Justo tem como objetivo chamar a atenção de todos para os preços abusivos cobrados nos shows no Brasil, discutir, propor e reivindicar soluções que beneficiem consumidores, empresas e artistas.

A iniciativa privada deve cumprir sua parte, respeitando os direitos do consumidor, evitando a prática de preços abusivos e fazendo valer o direito de TODOS, enquanto cidadãos, de terem direito a entretenimento por um preço justo.

Chamamos a atenção dos órgãos de proteção ao consumidor, que devem zelar pelos direitos dos consumidores e protegê-los dos abusos e limitações impostas pelos que agenciam e promovem os shows.

Dos consumidores, que não podem abrir mão de lutar pelos seus direitos sem que sejam privados de prestigiarem seus artistas e ídolos preferidos.

Segue abaixo algumas informações úteis sobre o tema.
Exemplos:
  • Paul Mccartney em SP
    Pista Vip R$600,00 (Mais que 1 salário mínimo)
  • Ozzy Osbourne em SP
    2008 | Pista R$180,00 – Pista Vip R$300,00 (aumento de 60%)
    2011 | Pista R$300,00 – Pista Vip R$600,00 (aumento de 100%)
Obs: Inflação da abril de 2008 até hoje, pelo índice IGP-M (FGV), foi de 14,88%. Já a ‘inflação’ dos ingressos do show do Ozzy, no mesmo periodo foi de 60% e 100%. (Fonte:Revista Divirta-se N°38 – Jornal da tarde)
Agora falando da meia-entrada, que muitas vezes é usada como desculpa. Veja o que o Procon de São Paulo diz a respeito:
 
É correto os organizadores de eventos/shows limitarem a venda de meia entrada?
 
Não. A concessão de meia entrada deve ser garantida para todos os alunos que se enquadram na Lei Estadual nº 7844, de 13/05/92 e Lei Municipal nº 13715, de 07/01/04, ou seja, estudantes do ensino fundamental, médio e superior, sendo estendido no municipio de São Paulo, para alunos de cursos pré-vestibulares, profissionalizantes (básico e técnico) e pós-graduação. Se houver recusa no cumprimento da lei, o aluno, poderá adquirir o ingresso com valor integral e requerer posteriormente a devolução da quantia paga a maior, através de um órgão de defesa do consumidor ou o próprio Poder Judiciário. Para isto, deverá apresentar o ingresso e a identificação estudantil.
 
Fonte: Procon
 
O artigo 2º da lei municipal nº 11.355/93 que limita a 30% do total de ingressos a venda para estudantes acaba sendo anulado pela lei estadual 7.844/92 onde não existe esse limite. Como há divergências entre as leis, a lei estadual prevalece sobre a municipal fazendo com que essa cota de ingressos para meia entrada seja proibida.
 
Segundo o Procon, a venda de meias-entradas deve ser feita não só nas bilheterias, mas também via internet e telefone. Ainda de acordo com informações do Procon-SP, as produtoras de eventos não podem limitar a venda de ingressos especiais para estudantes a dias, horas ou locais específicos. O estudante tem direito à compra de ingresso de todas as formas oferecidas ao público em geral.
 
Outra pratica ilegal é a taxa de conveniência cobrada em percentual. Segundo o Procon-SP, a taxa de conveniência só pode ser cobrada se tiver um preço fixo, independentemente da localização do assento escolhido pelo cliente.
 
Clique aqui e acesse o blog “Ingresso Justo”.
Vamos à luta!

Ações

Information

4 responses

30 01 2011
Luís Eduardo Martins

Os preços abusivos dos ingressos são um fato que ninguém pode negar. Alíado a questão de estranhamente boa parte deles irem parar nas mãos de cambistas, inflacionando ainda mais os valores, temos uma verdadeira “farra dos ingressos”, que todos sabem, as autoridades fingem desconhecer, e o pior, nós muitas vezes somos coniventes com toda essa situação, pois a partir do momento que compramos ingressos das mãos dos marginais que nos roubam, estamos alimentando essa corja.

Um dos meus sonhos era assistir a uma apresentação do U2 ao vivo. Bem, todos sabem que o número de concertos iniciais previsto para São paulo era de apenas um, multiplicou-se e chegou a três, e mesmo assim estão esgotados (mesmo com esses preços inaceitáveis). Como isso foi possível? Será que moro num país de primeiro-mundo, as pessoas tem um salário bom, e as entradas não afetam o orçamento do povo?

Sinceramente, alguém achava que com os downloads ilegais, o mercado fonográfico ia ficar no prejuízo? Eles podem não ganhar mais como ganhavam, mas prejuízo jamais. A meia-entrada é também uma coisa a ser discutida. Também é notório ao grande número de carteirinhas falsificadas, além de voce priviligiar apenas uma classe social, as demais ficam óbviamente excluíadas. Onde os direitos iguais ficam nessa?

É fato que a coisa já saíu do limite há muito tempo. Cabe agora uma discussão inteligente para ver como vamos lutar para que esse monstro não cresça ainda mais.

Abraços!!

30 01 2011
Gabriel Gonçalves

É verdade, Luís Eduardo! Os ingressos sofreram uma inflação absurda – para se ter uma idéia, há 12 anos paguei 50 reais (preço de inteira) para ver o Kiss e em 2009 paguei um aumento de 1000%. O que é estranho, pois o dólar era bem mais alto naquela época. É lógico que aumento tem que ter, mas 1000% é roubo à mão armada. Abração, cara!

31 01 2011
Smeαgol da Conceicαo

Não sei… talvez fosse questão de boicotar os shows???
Mas alguém teria coragem de boicotar o velho McCa, por exemplo????

Assunto complicado. Seria questão de haver uma pressão do próprio Procon, o próprio consumidor não tem força sobre isso….

Eu já me conformei com a idéia, não irei mais ao show do U2… Eu gosto da banda (apesar de Bono ter me decepcionado com sua hipocrisia.. kuahaha!), mas não tenho coragem alguma de soltar essa grana…

bjos

31 01 2011
Gabriel Gonçalves

Eu acho que o procon só vai levantar a bunda se houver uma pressão organizada por parte dos consumidores. A questão de boicotar os shows é válida mas, como você mesma colocou, quem teria coragem de boicotar um show do Paul McCartney, por exemplo? Acho que é uma discussão boa. Quanto ao U2, acho que é banda mais superestimada da história, e Bono o maior mala do Rock, rsrsrs. Bjão!

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