LUZ NO FIM DO TÚNEL – 2ª EDIÇÃO

26 01 2011

Por: Roberto A.

Banda: Riverside
CD: Anno Domini High Definition (EP)

Dando prosseguimento com esta nova seção, alegro-me de estar fazendo parte do time de um dos blogs mais interessantes atualmente na pequena-grande teia da estrada da informação web. Empolga-me ainda saber que existem artistas que compensam conhecer e discos que valem a audição; que nem tudo é hype, nem tudo é descartável, nem tudo é propaganda de cerveja ou refrigerantes…

Gabriel, Renato, e demais rockers, que tem o Metal como seu estilo preferido, preparam-se para este petardo… Riverside é uma jóia num mar de bijuterias. Uma banda com muitíssimo valor, ótimas músicas, e pegada espetacular, misturando diversos elementos Metal a um som bem peculiar e empolgante, que apresentam nesse bacanudo discão, que começaremos a dissecar agora. Antes de mais nada, caro leitor, baixe o CD para que a resenha funcione melhor. Esta banda foi formada na Polônia, em 2001.

Clique aqui para baixar o álbum.

O CD começa sutil, com leveza, beleza e um lindo som de piano que logo ganha um fade-out , para iniciar uma paulada sônica de arrepiar a nuca. “Hyperactive” é o nome da primeira música, e para hiperativos, como eu, funciona muito bem. Distorção muito bem timbrada e um tecladão fantasmagórico estilo Faith No More fazem o clima ir esquentando, até que o vocal decreta com muita categoria: “É apenas mais um dia da minha vida/Na alta resolução da nova geração da terra dos sonhos/Eu amaldiçôo o sol/Sair da cama?/Espero que a minha venda não tenha terminado ontem”. A canção segue num climão foda, com os músicos esbanjando vitalidade, num som feito pra empolgar e bater cabeça. A segunda, “Drive To Destruction”, eleva ainda mais o nível, num crescendo apoteótico espetacular, e traz sem sombra de dúvidas o solo mais vigoroso de guitarra que ouvi neste ano, por enquanto. Elementos diversos e variados, mas com peso constante, e muitíssimo bom gosto: isso define muito bem a faixa. Na sequência, aumente mais um pouco o volume, pois o som merece. Transparecendo beleza e sofisticação, bem como esmerada produção, “Egoist Hedonist” é mais uma das boas surpresas que tive o prazer de ter este ano. Cara, que clima gostoso de se ouvir numa música! As guitarras fantasmagoricamente bem timbradas, batera na cara, e vocal inspiradíssimo. O pau com solto nessa. A posterior “Left Out” é uma balada que não faria feio na programação de qualquer FM de boa qualidade que se preze. Clima maravilhoso, solos estupendos de guitarra, teclados timbrados lindamente e uma bela letra: “Um dia a gente poderia ter vencido sem tirar o orgulho de alguém/Teríamos nos tornado fortes/Andando através da nossa vida lado a lado”. A próxima, “Hybrid Times”, começa com um teclado belíssimo, num clima muito agradável e bem produzido, vocal limpinho e com belas melodias dobradas. Mas logo a canção cai na distorção e a bateria é jogada na sua cara, encerrando brilhantemente este EP, que evidentemente, recomendo à todos rockers de ótimo gosto. Aproveite o resto de volume que há em seu aparelho e cole no máximo, pois a faixa é REALMENTE matadora! Baixão distorcido, um refrão que magnetiza, guitarras assombradamente bonitas, tecladão fim-de-mundo… Fico feliz, de fato, que ainda exista gente fazendo música que importa. Ouça esta música com atenção, e me digam se não é do caralho. E que solo de guitarra assombroso!

Esclarecendo mais uma vez o mote da nova seção, aqui não apresentaremos artistas perfeitos, discos perfeitos, até mesmo porque isso não existe, bem como não existe seres humanos perfeitos. A idéia aqui é mostrar para vocês, ilustres leitores, músicas e bandas ACIMA DA MÉDIA do que vem rolando pela mídia – sites, revistas, etc. Artistas que poderiam passar batido, mas que por sua qualidade apresentaremos no blog mais cool da web nacional. Não me prenderei em estilos ou gostos, nem mesmos os meus, pois o bacana é justamente abrir nossa cabeça, musicalmente falando, e não ficar preso a um só estilo dentro do Rock – nem querer que nossas bandas favoritas façam a vida inteira a mesma coisa. Sendo Rock, apresentaremos aqui. Não precisa necessariamente ser Metal, Hard, nem nada disso. Apenas precisa ser honesto, bom, e…ROCK N’ ROLL. Vamos juntos! Baixem e comentem, que em breve retornarei com mais sugestões para todos nós.

ABRAXXXXXXXXXXXXXXXX


Ações

Information

17 responses

26 01 2011
Alex

vou baixar, ouvir e depois comentar

abrax

27 01 2011
Roberto A

A participação dos leitores do blog realmente estimula!
Começando os preparos da nova ‘FUJA DO HYPE’…
Apertem os cintos…

28 01 2011
Gabriel Gonçalves

rs… Este “Fuja do Hype” está dando o que falar. Bicho escutei o EP do Riverside. Novamente não curti muito, rsrs, mas na verdade não são os caras que são ruins, meu estilo que diferente. Eu sou um cara que gosta mais das músicas mais quadradas, saca? Gosto de um Rock n’ Roll mais quadrado. São poucas as bandas que mudam as dinâmicas 500 vezes numa mesma música e me cativam (o novo disco do Iron é um bom exemplo disto). Mas deste EP, particularmente curti a terceira canção, “Egoist Hedonist”. Abração, cara!

27 01 2011
Alex

muito bom…. fico feliz em saber que existem coisas novas… e boas… recuperei minha fé na humanidade

28 01 2011
Gabriel Gonçalves

É isso aí, Alex! Estou pensando em pegar a coluna do Roberto emprestada e escrever uma edição do “Luz no Fim do Túnel” também – sobre uma banda que já até tocou no Brasil, mas não vejo muito as pessoas falando, e é sensacional. Se a gente sair garimpando por aí, ótimas novas bandas serão encontradas. Abração, cara!

28 01 2011
Alexander

Cara, essa banda é realmente sensacional! O primeiro trampo deles que conferi foi o “Out Of Myself”, que é de 2003, fiquei realmente surpreso com o tremendo bom gosto nos arranjos das músicas, e olha que o “Out Of Myself” é bem mais leve que esse EP que tu resenhou. E eu que pensei que a Polonia só revelasse boas bandas de metal extremo, como o Behemoth, que na minha humilde opinião é uma das melhores bandas de death metal da atualidade. Riverside é fantástico! Abração e continue com a coluna, muito legal a proposta. Sucesso!

28 01 2011
Gabriel Gonçalves

Valeu, Alexander. O Roberto realmente está me saindo um grande garimpeiro, rs. Vamos ver o que ele nos reserva para a próxima coluna. Abração, cara!

28 01 2011
Roberto A

Alexander, Alex, Gabriel, valeu pela participação.
Gabriel, você poderia ouvir apenas AC/DC e ser feliz pro resto da vida! kkkk

Vamos que vamos rapeize, quanto mais participações, melhor!
Todos nós garimpando, e fugindo dos hypes!

ABRAXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

28 01 2011
Gabriel Gonçalves

rsrsrs… Bicho, não me incomodaria de jeito nenhum. Vou preparar um “Luz no Fim do Túnel” aqui e apresentar (para alguns, pelo menos) uma banda que eu acho sensacional e não vejo a galera comentando muito. Abração, meu velho!

28 01 2011
Jurandir Barbosa

isso aí, acho que é esse o caminho.
propostas de uma reeducação musical e apresentação do novo ou a reapresentação do bom.
riverside reuniu a letra junto a melodia e vocal.
gostei muito.

em “hyperactive” entra uma onda muito paralela ao que penso quando diz;

“Você está muito lenta
Você é muito previsível
Muito abaixo”

isso serve para um todo e diferencia homens de humanos (mesmo a letra sendo referencia a uma pessoa0).

“left out” é uma outra refrência.

“Encolhido no canto
Desiludido
Meu olhar é fixo inanimado
Em sua silhueta”
———— Nós podemos viver dessa maneira
———— Longe do barulho
———— Olhares invejosos
———— E perseguir para o prêmio

pena ser poucas as faixas disponiveis para download.

grande abraço meu irmão roberto A

28 01 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Jurandir! Fico feliz que tenha curtido a indicação do Roberto. Vamos esperar a próxima… Abração, cara!

28 01 2011
Renato Pina

Okay, minha hora de me pronunciar. Andei ouvindo a banda desde que este post foi ao ar, e posso dizer uma coisa: mais uma grande banda, com grandes músicos e melodias interessantes, PORÉM mais uma banda de prog metal, estilo que eu não consigo escutar. O cd tem uma levada boa, uma boa evolução, mas meu estilo de rock não bate com o do Riverside. O mesmo comentário que fiz na primeira edição do “luz no fim do túnel”, pode ser repetido aqui, a banda é incrível, mas eu não curto este tipo de rock. É uma ótima pedida para quem estava meio perdido, achando que, atualmente, tudo se resume a happy rock, emocore e screamo.

29 01 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Renato! É, meu velho, mais uma vez foi o que escrevi também, rs. Vou preparar uma edição desta coluna com uma banda que talvez você curta – se já não conhecer. Abração, meu velho!

29 01 2011
Renato Pina

Ficarei no aguardo!

30 01 2011
Gabriel Gonçalves

Pode deixar, Renato. Não posso prometer para esta semana, porque esta semana vai ser foda, mas para a próxima, com certeza. Abração, meu velho!

29 01 2011
Marcos Gonçalves

Grande coluna! Vou ficar de olho e vou baixar o cd imediatamente. Depois posto meus comentários.

31 01 2011
Roberto A

Daê Marquera, curtiu?
Ando ouvindo muito mesmo esse cd.

ABRAXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

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