TWISTED SISTER VIRA VIA FUNCHAL DE CABEÇA PRA BAIXO

28 11 2010

Há pouco de mais de um ano, o Twisted Sister aportou em terras brasileiras pela primeira vez na carreira da banda, e tenho certeza de que assim que o show começou eles se arrependeram profundamente de não terem vindo antes. A resposta da platéia foi tão violenta, que a banda parou de tocar várias vezes para filmar e fazer fotos dos fãs (confira abaixo a intensidade dos SMF’s no show do ano passado).

Ontem, 28 de novembro, um ano e quatorze dias depois da estréia da banda em palcos tupiniquins, Dee Snider (vocal), Jay Jay French (guitarra), Eddie “Fingers” Ojeda (guitarra), Mark “The Animal” Mendoza (baixo) e A.J. Pero (bateria) repetiram a dose e destruíram o Via Funchal (mesmo local da apresentação de 2009), em São Paulo. Vale destacar que a banda aboliu as maquiagens e as vestimentas que os fizeram famosos, e agora adotaram um visual mais Metal “old school”, com calças e jaquetas de couro, jeans, botas, etc (nada que atrapalhe o show).

Às 22h em ponto, a canção “It’s a Long Way To the Top (IF You Wanna Rock n’ Roll), do AC/DC explodiu pelo sistema de som, anunciando que o show estava pra começar. Em poucos minutos toda a banda já estava no palco, detonando os primeiros acordes de “What You Don’t Know (Sure Can Hurt You)”, com Snider berrando: “Good Evening! Welcome to our show”! À partir daí, banda e platéia estiveram perfeitamente sincronizadas por pouco de mais de uma hora e meia.

Ainda no início do show, Jay Jay French foi ao microfone para falar ao público: “Após o show do ano passado, quando voltamos para Nova Iorque, as pessoas nos perguntavam como foi tocar no Brasil. Nós ficamos tão impressionados com vocês, que neste ano fizemos um show na Argentina, um no Chile, um na Bolívia e dois no Brasil”!

A performance da banda foi aquilo que todo fã conhece: absolutamente intensa. Dee Snider é um dos maiores frontman do planeta, mas a banda toda faz sua parte para cativar os fãs (como se precisasse…). Jay Jay French faz caras e bocas, olha fixamente pro público, corre, conversa; Mark espanca seu” contrabaixo sem pena, enquanto A.J. bate com força em seu kit de bateria. Ojeda é o mais paradão, mas ainda assim se movimenta muito bem.

Quanto às músicas, o que comentar? “Shoot ‘Em Down”, “Stay Hungry”, “I am I’m Me”, “Captain Howdy”, “Burn in Hell” – que traz Snider cantando ajoelhado no palco, atingido por uma forte luz vermelha que dava a impressão de que ele realmente cantava das profundezas do inferno – “The Price”, “You Can’t Stop Rock n’ Roll” e os hinos “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock”. Isto não é um simples show, é uma celebração do Heavy Metal!

Talvez o momento mais emocionante da noite tenha sido a homenagem que a banda fez ao inigualável Ronnie James Dio, que teve seu nome gritado em uníssono pelo público e pela banda. Logo depois ele mandaram um cover matador de “Long Live Rock n’ Roll”, do Rainbow, grupo que elevou o baixinho à condição de estrela do Rock.

O público mais uma vez foi a atração da noite, agitando o tempo, levantando os celulares, a pedido de Snider, em “The Price” e cantando “olé, ole, olé, olé, Twisted Sister”! Ao final de “I Wanna Rock”, Jay Jay French berrava para o público, fora do microfone: “I love you, I love you”! Após uma breve saída, a banda volta para o bis, com “Come Out and Play” e “SMF”, música dedicada aos fãs da banda, conhecidos como “Sick Mother Fuckers”.

Em pouco mais de uma hora e meia de show, esta instituição do Metal fez o público suar, gritar, cantar, pular e, mais do que tudo, celebrar este gênero tão adorado, porém maltratado no Brasil. A banda norte-americana mais uma vez deixou o público enlouquecido, mas não há dúvidas de que o público também enlouqueceu a banda. A lua de mel entre o Twisted Sister e o Brasil continua firme e forte. Que eles voltem quantas vezes quiserem, pois serão sempre bem vindos. E, usando as palvras de Dee Snider: “Você não pode parar o Rock n’ Roll, e você não pode parar o Twisted Sister também”!

Confira abaixo alguns vídeos do show:


Ações

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7 responses

28 11 2010
Iza Rodrigues

E eu não acredito que perdi esse show! Mas vi ano passado, foi demais!

29 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Iza! Estava lá no ano passado também, e foi sensacional. Um dos melhores shows que já fui (e olha que já fui a muitos, rs). Abração!

28 11 2010
Lucas

Eu fui, eu vi, eu estava lá. E chorei feito menininha quando snider disse que o Metal tinha um deus e que esse ano o deus morreu, qdo o via funchal respondeu berrando “DIO, DIO, DIO”.
Esse caras podem voltar toda semana. Não me importaria nem um pouco.

29 11 2010
Gabriel Gonçalves

Verdade, Lucas! Foi arrepiante esta parte. Podemos dizer que Dee é um semi-deus do Rock, rs. Abração, cara!

30 11 2010
Prosinecki

É foda, sempre que abro o Blog tem alguma “resenha” sobre um show, fico me perguntando se algum dia eu vou ter oportunidade de ir para um show de alguma banda nesse nível, tu mesmo sabe Gabriel, que é praticamente impossível uma banda desse nível chegar aqui em Salvador =[

Como diria a música do Camisa de Vênus “bem vindo a salvador, a cidade do axé, a cidade do terror” =~~

30 11 2010
Prosinecki

“aqui em salvador”* xP

30 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Prosinecki! Sei bem do que você está falando, meu velho. Mas o jeito é viajar para ver os shows. sta canção que você citou, “Controle Total”, é uma das minhas preferidas do Camisa. Mesmo após 30 anos, ainda continua atual. Abração, cara!

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