PAUL McCARTNEY: DEUS ESTEVE EM SÃO PAULO

23 11 2010

Deus pode não ser brasileiro, mas esteve em São Paulo nos últimos quatro dias (que Eric Clapton me perdoe). Sem dúvidas, a melhor palavra para descrever a passagem do ex- Beatle pela capital paulista é “catarse”. Foi literalmente uma catarse coletiva que durou três horas no dia 21 de novembro e outras três horas no dia seguinte. De repente a Beatlemania pareceu ter invadido São Paulo – para onde se olhava, via-se gente gritando, chorando, pulando, cantando, e qualquer outro gerúndio que exista na língua portuguesa.

Após 17 anos, o velho Macca estava de volta ao Brasil, para três shows – 7 de novembro em Porto Alegre e 21 e 22 de novembro na capital paulista -, fato que causou rebuliço mesmo antes da confirmação das apresentações. O messias havia chegado!

Tenho certeza que todos que foram ao Morumbi têm sua própria epopéia para a compra dos ingressos, espera nas filas, etc, mas aqui vou contar a minha experiência, que se iniciou no sábado e terminou na madrugada de terça. Não farei uma resenha comum dos shows, mas irei relatar a minha experiência no olho do furacão. Preparados? Então vamos nessa!

No sábado, 20 de novembro, acordei na capital Baiana, onde estava há uma semana visitando amigos e familiares. Meu vôo estava programado para aterrissar no aeroporto de Congonhas às 16h30 – daria tempo suficiente para chegar, ir para casa, tomar um banho e trabalhar (sim, trabalhei no sábado à noite) – mas então tudo começou a dar errado. Às 16h20 o avião em que estava já sobrevoava Congonhas, entretanto passou uns 30 minutos voando em círculos, no que imaginei ser devido a um intenso tráfego aéreo. Ledo engano: “Boa tarde senhores passageiros, aqui quem fala é o seu comandante. Infelizmente nosso avião está com um problema técnico, e só temos um flap funcionando. Estamos nos dirigindo ao aeroporto de Guarulhos, onde pousaremos”, foi a mensagem que saiu dos auto-falantes. A merda é que eu tinha sonhado com dentes na noite anterior, e alguém tinha me dito que sonhar com dentes significa “morte” – pense na merda… E o pior de tudo é que quando o comandante falou isso, a única coisa que conseguia pensar era: “Previously, on Lost…”. No final, conseguimos pousar (ou vocês estariam lendo o primeiro blog psicografado da rede).

Domingo, dia do primeiro show, acordei cedo apesar de ter chegado de madrugada em casa. Tínhamos marcado com uma turma grande de fazermos a concentração para o show numa hamburgueria chamada “John & Paul”, que fica na Vila Madalena e é temática dos Beatles. Lá começamos o aquecimento do show, que significa cerveja e um prato de hambúrguer e batata frita. Às 16h pegamos o caminho do estádio do Morumbi. Chegamos lá bem rápido e festa começou: correndo o risco de ser achincalhado aqui, a maior (ou a mais animada) torcida do Morumbi naquele dia era do meu Bahêa. De todos os lados surgiam camisas e bandeiras do esquadrão de aço. Na fila, nos juntamos aos outros amigos baianos que estavam por lá (todos secando o Vicetória, que naquele instante jogava contra o Corinthians). Ah, a cerveja continuava fluindo…

Entramos no estádio um pouco depois das 18h e a ansiedade já estava descontrolada. Por sorte, a aparição do próprio Deus, que estava prevista para às 21h30, começou às 21h40 – não foi uma pontualidade britânica, mas foi perto (uma pontualidade escocesa, pode-se dizer).

As luzes se apagam, a gritaria começa e Ele entra no palco, trajando calça preta, camisa branca, suspensórios e um paletó azul. Mal Ele surge e o Morumbi entra numa nova dimensão – aqui o tempo e o espaço são percebidos de outra forma. É incrível como Paul parece ter luz própria; o público simplesmente não consegue tirar os olhos dele.

O Morumbi vivenciava algo muito próximo a uma experiência de hipnose coletiva. Todos estavam sob controle do velho Macca, que cantou, tocou tudo que tinha direito, conversou em português, correu, pulou, brincou e até levou um tombo (quando deixava o palco, no fim do show, ele tomou uma queda, transmitida ao vivo pelos telões de altíssima definição).

O que falar da música? Na boa, uma pessoa que tem o catálogo que ele tem não pode ser chamado de nada menos do que gênio. Três horas de show, três horas de canções que definiram a música popular do século XX.

Ele abriu a apresentação com a arrasa-quarteirão “Venus and Mars/Rock Show”, emendou com a clássica “Jet”, e então tome “All My loving” no meio da cara… Enquanto isso o público gritava e chorava. Alguém abriu um túnel do tempo que nos levou direto à Beatlemania, com direito a garotas escandalosas e tudo. Não importava qual música estava tocando, o público cantava junto em uníssono. “Eu ia pedir que vocês cantassem esta música comigo, mas vocês já estão cantando todas as canções mesmo sem eu pedir”, falou Paul, arrancando gargalhadas de todos, antes de mandar “Ob-La-Di, Ob-La-Da”.

Além de ser um músico, compositor e cantor fenomenal, Paul ainda se cercou de uma banda que beira o ridículo de tão boa. Sem exageros, Abe Laboriel Jr. é um dos melhores bateristas da história do Rock n’ Roll (ele inclusive está sendo cogitado para ocupar o lugar de Chad Smith na nova turnê do Chickenfoot), além de ser uma figura – a dancinha dele durante “Dance Tonight” é sensacional! Rusty Anderson (guitarra), Brian Ray (guitarra e baixo) e Paul “Wix” Wickens (teclado) são mestres no que fazem. Nada de virtuosismos desnecessários. A ordem do dia é obedecer à música; se ela requer um arpejo na velocidade da luz, assim será. Se ela precisa de um acorde o tempo todo, então é assim que vai ficar.

No palco, Deus fazia o papel de um mágico, encantando os olhos do público como se fossem crianças num circo. A diferença é que aquele mágico não utilizava de truques. Ali, a magia era de verdade.  “Hey Jude”, e “Live and Let Die” fizeram o Morumbi (o bairro, não o estádio) tremer. Nesta última, fogos de artifícios saíram da parte de cima do palco, anunciando que o fim estava próximo. Após dois bis, Paul manda um medley de “Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band (reprise)/The End”, dando fim ao primeiro show.

Mais uma olhada em volta, e adivinhe? As pessoas choravam, gritavam, se abraçavam… Todos ali sabiam que haviam presenciado algo especial. Mesmo quando Ele se mostrou mais mortal do que se imagina, tropeçando e indo ao chão, enquanto deixava o palco, a sensação era de que havíamos experimentado algo que não é deste mundo, como se por algumas horas pudéssemos sentir a genialidade e a grandeza de um artista que mudou o mundo.

Depois disso, o público aos poucos saiu do estádio, e a viagem do céu ao inferno foi bem rápida: trânsito caótico, taxistas explorando todo mundo, exaustão… Mas tudo valeu à pena. Passaria por tudo isso novamente (como, aliás, passei no dia seguinte).

Segunda-feira, 22 de novembro: é o dia do segundo show de Paul McCartney em São Paulo. Desta vez fui de arquibancada azul, já que previ que estaria moído do dia anterior. A jornada para a terra prometida começou às 16h30, quando fui me encontrar com uns amigos para seguirmos juntos, e a chuva que estava caindo me deixou ensopado.

Pegamos um micro-ônibus para o Morumbi que me fez concluir que só precisaria ter aprendido nove leis de Newton no colégio, já que dentro do ônibus dois corpos estavam ocupando o mesmo espaço. Descemos perto do estádio e a primeira parada tinha que ser para comprar uma cerveja – urgente! Após a breja e umas fotos, nos separamos (eles iam de pista e eu de arquibancada azul).

Por volta das 18h30, já estava no meu lugar, esperando o show. De repente a chuva voltou (eu já tinha secado), e desta vez veio pra valer. Do nada todo mundo tirou sua capa plástica para se proteger da chuva, e eu fiquei lá, me encharcando mais uma vez… Um pobre diabo. Tudo por Paul McCartney…

Novamente às 21h40 (lembram da pontualidade escocesa?) o show começa, e pensando nas pessoas que tinham ido no dia anterior, Macca mudou seis músicas do repertório. Logo de cara, abriu o show com “Magical Mistery Tour” ao invés de “Venus and Mars/Rock Show”. Fantástico! A noite ainda traria “Got To Get You Into My Life”, “I’m Looking Through You”, “Two Of Us”, “Bluebird” e “Letting Go”, que haviam sido deixadas de fora no primeiro show.

Mais uma vez o ex-beatle se mostrou uma divindade. “Tudo bem na chuva?”, ele perguntou ao público. Para completar com “chove chuva”, em português, fazendo todo mundo cair na gargalhada. A resposta da platéia ao show foi algo de sobrenatural; até os vendedores ambulantes, após o show, comentaram que o público cantou muito alto. Deus e seus fiéis estavam em sintonia, num transe Rock n’ Roll, que deve ter deixado John e George orgulhosos – onde quer que estejam.

O show então seguiu o mesmo roteiro do dia anterior: hinos, gritos, choros, abraços… As homenagens a John Lennon e George Harrison são de arrepiar! Impossível ficar passivo nestes momentos. As imagens no telão durante “Something” te deixam paralisado, esperando a rajada final que te levará para o lado Dele no paraíso beatlemaníaco.

Novamente “Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band (reprise)/The End” fecha a noite de culto, deixando todos meio que anestesiados. Eu só queria voltar para casa e dormir, assim teria certeza de que tudo não fora um sonho.

Neste momento, com a voz rouca, dolorido da cabeça aos pés, escrevo estas linhas como um apóstolo contribuindo com algumas páginas da bíblia. Ninguém me falou dos milagres; eu os vi os com meus próprios olhos. Ele não transformou água em vinho (quem precisa disso? Se eu quiser vinho, eu compro no mercado), ele não curou nenhum leproso (há hospitais para isso), e muito menos ressuscitou dos mortos (até porque ele nunca vai morrer), mas realizou milagre muito maior: por três horas ele fez pessoas de diferentes lugares, diferentes culturas, diferentes crenças e ideologias serem plenamente felizes e em paz.

Quem sabe um dia, quando finalmente criarem o McCartnismo, minhas experiências não estejam imortalizadas na nova bíblia?

Aliás, esse papo de Deus e Beatles me lembrou uma piada: um beatlemaníaco morre e, chegando no céu, ele escuta uma voz: “Eu sou Paul McCartney, eu sou Paul McCartney”. Apavorado com a possibilidade de Paul ter morrido, ele corre para o primeiro anjo e pergunta, quase sem fôlego: “Eu ouvi uma voz que dizia ser Paul McCartney. Ele morreu”? Então o anjo responde: “Ah, nem se preocupe. Isso é Deus com mania de grandeza”…

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62 responses

23 11 2010
leila

que lindo…minha homenagem-postagem foi bem mais humilde e sem histórias. mas foi magnífico mesmo. deus esteve entre nós. muito bom o escrito, gabriel! fiquei com vontade de chorar de novo, ao lembrar de tudo…

23 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi, Lelinha! Brigadão pelos elogios. Foi absurdo de bom, né? Ainda estou meio anestesiado, rs… Abração!

23 11 2010
BERNARDO

Paul is god!!!!! 🙂

Foi aos 2 shows do Paul em SP ?
Parabéns pela matéria ae Gabriel

Infelizmente tive que me contentar assistindo o show pela globo e com “cortes”

23 11 2010
Gabriel Gonçalves

Valeu, Bernardo! Pois é, soube que a Globo picotou o show. Alguém sabe se o “Multishow” transmitiu na íntegra? Abração!

24 11 2010
BERNARDO

Alguém sabe se o “Multishow” transmitiu na íntegra?

eu só vi algumas partes. Deve ter rolado boicote tambem kkkkkkkkkkk

globo = multishow = abismo

fato!

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é, Bernardo, porque a informação que eu tinha era que a Multishow iria transmitir na íntegra. Não rolou, não? Abração!

24 11 2010
Karin

A garota escandalosa e chorona aqui está emocionada até agora….e rindo horrores vendo a minha tentativa de filmagem de Helter Skelter!!!!!

Lindo relato!!!

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Pois é, tive um retrato fiel da Beatlemania bem ao meu lado, rs… Bejão, maluca!

24 11 2010
Crisciana

Olá td bem!?Adorei saber o qt vcs ficaram felizes com o show e com esse momento!
Mas eu to mesmo é rolando de rir sobre dois corpos no mesmo espaço dentro do micro onibus…hahuahuhua!

Saudades!bjs

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi, menina, tudo bem? Pois é, aquele ônibus não respeitava as leis da física, rs… Abração!

24 11 2010
Ricardo Frota

Poxa, Peter… Queria ter podido ter curtido com vc… só ví dia 21… e arquibancada AZUL…
Velho, vc está certíssimo! O show foi tudo de bom…
A experiência foi tão forte que me deu vontade de dar duro para juntar grana e ver Paul novamente… EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO!
Abração!

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, meu velho! Pô, também fiquei sentido de não ter encontrado vocês. Foi sensacional, né? E Waltinho, curtiu? Abração, meu velho!

24 11 2010
MARIA TERESA ABBONDANZA

Oi, Gabriel, que lindo…Você conseguiu entrar no camarim, desta vez ? Olha, para Isó faltou o Johnny Rivers cantar com ele, afinal ele gravou algumas músicas como (Can’t by me love).(é que eu sou maluquinha pelo JR), MAS VOLTANDO AO ASSUNTO, JÁ PENSOU NOS DOIS CANTANDO JUNTOS, EU IA PIRAR….beijos…

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Maria Tereza! Infelizmente não rolou camarim desta vez, rs… Mas tudo bem, um dia eu chego lá. Um dueto de Paul e Johnny não seria nada mal; não precisva nem ser nada dos Beatles… Talvez um medley entre “Summer Rain” e “Sgt. Peppers”. Na hora que Johnny cantasse “And Jukebox kept on playing sgt. pepper’s lonely heart’s club band…”, Paul entrava detonando tudo com a canção citada e levava até o fim, hein? Me arrepiei só de pensar, rs. Brigadão pelos elogios. Abração!

24 11 2010
MARIA TERESA ABBONDANZA

Seria demais mesmo, rs rs. Vamos ver qual vai ser o próximo show…
Abação para vc também….Adoro seus comentários..

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Teresa (posso te chamar só de Teresa, né?)! Nem me fale do próximo show, porque eu estou falindo, rs… Imagina se convidam Ringo por Rock in Rio do ano que vem? Ai ai ai… Ah, li seu post “Ao longo do tempo…” e achei sensacional! Abração (também adoro seus comentários aqui)!

24 11 2010
Raphael

Fala grande Gabriel!!!!

Imagino que deve ter sido mesmo uma experiência mágica o show, pena que não pude ir..
Sobre a exibição no multishow, fiquei sabendo que só foi exibido alguns momentos do show e mesmo assim foi melhor que a globo.
Até achei um link para baixar, caso vc queira, como faço para te mandar o link?

abração

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Raphael! Cara, se puder mandar o link aqui pelos comentários, pode ser. Se preferir por email, manda pro imprensarocker@gmail.com. E realmente foi mágico, sim. Absolutamente fantástico! Muito obrigado pela disponibilidade de mandar o link, eu velho, e abração!

24 11 2010
Raphael

Então vou mandar por aqui mesmo, o arquivo é de um site show de bola e já está em formato DVD…foi o melhor que achei até agora….

abraços

http://www.guitars101.com/forums/f146/paul-mccartney-so-paulo-brasil-21-11-10-dvd-110708.html

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Valeu, Raphael! Já estou baixando… Uma pena que o “Multishow” também picotou o show inteiro. Espero que um dia, a cópia completa apareça em algum lugar. Abração, meu velho!

24 11 2010
Helton

“A merda é que eu tinha sonhado com dentes na noite anterior, e alguém tinha me dito que sonhar com dentes significa “morte” – pense na merda… E o pior de tudo é que quando o comandante falou isso, a única coisa que conseguia pensar era: “Previously, on Lost…”. No final, conseguimos pousar (ou vocês estariam lendo o primeiro blog psicografado da rede).”

Cara, quase entrei em coma de tanto rir com essa parte kkkkkkkkkkkkkk
Não conheço muito Beatles (além dos clássicos) e muito menos a carreira solo do Paul, mas confesso que vou atras de tudo isso agora no final do ano hahaha

Abraz!!

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Fala, Heltão! Bicho, piores momentos esse voo de Salvador para SP. Mas no final deu tudo certo… E pode correr atrás, sim, do material dos Beatles, que você não vai se arrepender. E depois corre atrás dos materiais das carreiras solo dos quatro, que também é fenomenal. Abração, meu velho!

24 11 2010
Leandro Custódio

Como dizer que Paul McCartney é um quase Deus (Pra alguns, o proprio criador), vou tecer minhas observacoes na minha area: a bateria!

Abe Laboriel Jr. Um cara q ja tocou com Sting, Eric Clapton e ja toca com Paul por muito tempo dispensa qualquer tipo de comentario (principalmente meu, um reles iniciante na arte). Eu nunca tinha visto o cara tocando um show inteiro ( e nao vi dessa vez, pois assisti pela globo e eles mutilaram o Paul de tal forma q fiquei preocupado se ele saiu inteiro do país), e realmente, ele é simplesmente impecavel. Tem uma pegada constante, técnica sensacional e uma performance fora do comum.

Paul com certeza lancou os rapazes a um nivel que poucos vao conseguir chegar.

Abraco cara. Mesmo eu nao conhecendo a discografia dos Beatles, fiquei com uma inveja danada de todos que foram ao show do cara!

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Corvão! Bicho, Abe é um cavalo na bateria. O kit dele é o simples simplificado: um tom só, dois ataques, caixa, bumbo, surdo, condução, cimbal e pronto. Nada daquelas baterias gigantescas (nada contra, até porque adoro Nicko McBrain, que toca numa bateria que deve ter cobertura, piscina e suíte), só estou dizendo que para um baterista mostrar serviço, não precisa de muita coisa, além detécnica, feelinge precisão. Bicho, quando puder, pegue um DVD ao vivo de Paul, indico o “Back in The US”, o “Live in The Red Square” ou o “The Space Within Us”. Abe destrói em todos estes shows. Abração, cara!

24 11 2010
Roberto A

pediu benção a deus, meu bro?
bacana o lance do show, mas sei lá, como sou chato, acho que certas instituições deveriam ser sagradas…ver o cara tocando um monte de clássico com uma rapeize estranha e desconhecida pra maioria das pessoas, tipo aquele batera lá gordo e bizarro.

mas ok, live and let die man…

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Fala, Roberto! Mas esse é o cara mais indicado pra tocar estas músicas. E o Abe (baterista), na minha opinião, é o destaque da banda – o cara, toca muito, canta muito, tem uma presença absurda (veja um vídeo dele tocando a canção “Let Me Roll It” no DVD “Back in The US”)… Paul é o cara para tocar estas músicas. Ah, e não pedi a benção a deus não, rs, na verdade deixei de ser ateu por três horas só, rs… Abração, cara!

24 11 2010
David

Esse é seu dEUS? Aconselho-te a nunca precisar desse dEUS, senão vc tá frito. rs.

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, David! Na verdade, não preciso de deus nenhum. Só desliguei meu modo ateu por 3 horas num dia e mais 3 no outro, rs. Acho que cada pessoa é seu próprio deus. Aliás, são duas coisas que se todo mundo internalizasse, o mundo seria bem melhor: “cada um é seu próprio deus” e “minha liberdade termina quando a do outro começa”. Não pecisa de 10 mandamentos, nem qualquer outra besteira… Com estas duas leis, o mundo seria um lugar bem melhor. Abração, cara!

24 11 2010
Roberto A

faz o que tu queres…

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

há de ser tudo da lei!

24 11 2010
Marcos Gonçalves

Grande Gabera. Foi muito legal ter participado dessa história com você. Sorte minha que não peguei a parte ruim do avião, ehehe. Enquanto você sofria nas asas da ansiedade, eu tomava uma cervejinha alemã, no mercadão paulista, comendo pastel de bacalhau à portuguesa, na companhia de Benevides, Iola e Joana – esses da Bahia, a terra da alegria (aonde????) Mas no domingo estivemos todos juntos e foi uma experiência inesquecível. Cantei muito, pois a maioria das letras conheço há anos; me arrepiei em alguns momentos: Drive my car, Let me Roll It, All my Loving… Quanto aos deuses (esses das velhas religiões), considero-os uns fanfarrões convencidos e poderosos pousando de bonzinhos. Paul não! Dentro do que você colocou, o cara redefiniu o conceito de deus: magnífico, poderoso e mágico; e ao mesmo tempo simples, gente fina e educado. Um vovô lépido que corre, tropeça e cai. É como um garoto, ele não se machuca. Levanta, conta uma piada, toma um chazinho e se despede. E nós ficamos na saudade, embora felizes de compartilhar desses sentimentos que só a música é capaz de espalhar.

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Falou tudo, Marquêra! Só a música é capaz de coisas com esta. Pô, bicho, cervejinha e pastel de bacalhau no mercado municipal é campeão, meu velho! Ainda mais com tão ilustres companhias, rs. Abração, meu velho!

24 11 2010
Marcos Gonçalves

Ops, erro de portugues. De tanto falar em avião acabei botando os deuses para pousar em vez de posar, kkkkkkk. Aterrisem aí ô deuses!!!!

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Boa essa. Aterrissa aí, meu povo! Abração, meu velho!

24 11 2010
Roberto A

o ‘pobrema’ é que tem muita estrela meu peixe…

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Pra pouca constelação…

24 11 2010
24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto! Já tinha lido este texto, meu velho. Que o show é quase todo ensaiado, isso é fato, mas não acho que isso seja um ponto negativo. Um show de 3 horas de duração tem que ser ensaiado, não dá para improvisar durante todo este tempo. Sem contar que no dia seguinte, ele trocou algumas músicas, o que mostra que a banda está preparada para mudanças, quando necessárias… Abração, cara!

24 11 2010
Prosinecki

Quero escrever um texto tão emocionado assim no dia que for para um show do Iron Maiden…

E BORA BAHÊA MINHA PORRA o/

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Prosinecki! Estarei colado neste show no maiden e, se tudo correr bem, na pista vip (os outros dois shows deles que vi foram na pista normal). Bora Bahêa Minha Poooorra!!! Abração, meu velho!

24 11 2010
MARIA TERESA ABBONDANZA

Oi, Gabriel, estou aqui de novo para concordar com vc a respeito do “Deus” de cada um. Se as pessoas se preocupassem mais em ser mais felizes… Muito melhor nomear Paul como um Deus da música, do que usar religiões para fazer guerras, pessoas pregando a palavra de Deus ficando milionários com a ingenuidade e ignorancia do povo, para mim são uns falsos moralistas. (peguei pesado, né?) rsrs

24 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Teresa! Você falou tudo. Se cada um se preocupasse mais com a própria vida e houvesse mais tolerância, as coisas seriam muito melhores. E você não pegou pesado, não; Você disse o que tinha que ser dito, rs. Abração!

25 11 2010
MARIA TERESA ABBONDANZA

QUE BOM QUE GOSTOU, BJS…

26 11 2010
Gabriel Gonçalves

Gostei, sim… Vira e mexe eu dou uma olhadinha lá no seu blog. Quando tiver material novo, avisa 🙂 . Bjão!

25 11 2010
Roberto A

Eu pegaria a grana do ingresso e compraria tudo em vinis dos beatles e dos wings.
punto e basta!

25 11 2010
Gabriel Gonçalves

Eu já tenho todos os vinis dos Beatles, rs… Sem contar que com a grana economizada, nem ia dar pra comprar tanto vinil assim. Fui nos dois dias (pista normal e arquibancada azul), e paguei 270 reais nos dois ingressos. Abração, meu velho!

25 11 2010
Roberto A

Já que tocou no assunto, poderia ver pra mim algum local em sp onde eu os encontraria em bom estado? semana que vem estarei por ae.

25 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto! Bicho, na Av. Pedroso (em Pinheiros), tem uma parte que tem dezenas de sebos. Você com certeza acahará algo por lá, meu veho. Abração!

25 11 2010
Kellen

Adorei seus comentários. Compartilho das mesmas experiências (boas e ruins)!!!

25 11 2010
Gabriel Gonçalves

Olá Kellen! Obrigado pelo comentário. Vou realmente sensacional, né? Abração!

25 11 2010
maria

“Todos ali sabiam que haviam presenciado algo especial.”
foi exatamente isso!
diferente de você, eu não consegui escrever, só saiu isso aqui: http://tinyurl.com/24p6n9u
🙂

parabéns pelo texto!

25 11 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Mari! Foi lindo, né? Dava pra sentir a comoção no ar… Muito legal seus vídeos! E adorei o texto “independent maria x relationship maria”. Beijão!

25 11 2010
Roberto A

só não entendo porque paul despreza uma de suas mais maravilhosas músicas, ‘once upon a long ago’…lindíssima…

25 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto! Bicho, adoro “Once Upon A Long Ago”. Se não me engano, ele nunca tocou esta música ao vivo (na época de seu lançamento, quando ele a tocava em programas de tv, era sempre em playback). Mas eu entendo o cara… O show dele já dura três horas, e ele tem umas três canções novas pra divulgar o trabalho mais novo e zilhões de hits ara escolher algumas. Mas que seria sensacional se ele tocasse “Once Upon…”, isso seria. Abração!

26 11 2010
Roberto A

concordo peixe. tipo, é um pérola que a meu ver não deveria ser descartada. mesmo com o vasto reprtório dele, ele poderia as vezes tranquilamente toca-la. bem como ‘no more lonely nights’ , ou até mesmo a clássica ‘abony and ivory’. não achas?

26 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto! “Once Upon…” e “No More Lonely Nights”, na minha opinião, entrariam fácil no repertório. Já “Ebony & Ivory”, que eu gosto muito, não tenho tanta certeza. Apesar de curtir, acho que há músicas bem melhores. Abração, cara!

26 11 2010
Roberto A

‘say say say’ seria ok, e tinha um sucesso do disco PRESS TO PLAY, que não lembro o nome, tocou bem no rádio…

26 11 2010
Gabriel Gonçalves

“Say say say” é legal, mas não se compara com os melhores trabalhos dele. O “Press To Play”, na verdade, é um disco que uns odeiam e outros adoram, por ser bem experimental. Abração, cara!

26 11 2010
Roberto A

Quais foram mesmo os hits desse disco? lembro que tocou uma ou duas muito na rádio.

26 11 2010
Gabriel Gonçalves

Bicho, as que fizeram mais sucessos nesta época foram “Spies Like Us”, que é da sessão do “Press To Play”, mas não está no disco (é a trilha oficial do filme “Spies Like Us”) e a “Press”, que foi o único single do disco. Abração, meu velho!

27 11 2010
Irenilda Cavalcanti

Belissimo texto, Gabriel. Eu estou tentando escrever as memórias emocionadas deste show. Quero agradecer a todos que, de forma direta e indireta, me ajudaram a ver o Cara, a quem acompanho desde os anos 60. Brigadooo, pelo texto. Arrepiante….

27 11 2010
Gabriel Gonçalves

Olá Irenilda! Fico feliz que tenha gostado do texto. Realmente os shows foram emocionantes – espero de verdade que ele ainda volte um dia, e que não demore tanto, rs. Mais uma vez obrigado pelos elogios, e volte sempre. Abração!

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