KIRK HAMMETT: “TALVEZ COMECE A CONSIDERAR FAZER UM ÁLBUM SOLO”

4 10 2010

Sugerido por: Gustavo Cavalcante
Fonte:
Ultimate Guitar

No dia 20 de setembro o Metallica lançou o EP “Six Feet Down Under”, exclusivo para a Austrália e Nova Zelândia. Este lançamento coincidiu com a grande turnê que a banda está fazendo por lá – a primeira perna na metade de setembro e a segunda perna em meados de outubro e começo de novembro.

O EP celebra a incrível história da banda naquela parte do mundo. De fato, todas as oito canções foram gravadas ao vivo em turnês australianas anteriores e abrangem um incrível período de 15 anos.

O tracklist do EP é:
01. Eye Of The Beholder – Recorded live on May 4, 1989 at Festival Hall in Melbourne
02. …And Justice For All – Recorded live on May 4, 1989 at Festival Hall in Melbourne
03. Through The Never – Recorded live on April 8, 1993 at the Entertainment Centre in Perth
04. The Unforgiven – Recorded live on April 4, 1993 at the National Tennis Centre in Melbourne
05. Low Man’s Lyric (Acoustic) – Recorded live on April 11, 1998 at the Entertainment Centre in Perth
06. Devil’s Dance – Recorded live on April 12, 1998 at the Entertainment Centre in Perth
07. Frantic – Recorded live on January 21, 2004 at the Entertainment Centre in Sydney
08. Fight Fire With Fire – Recorded live on January 19, 2004 at the Entertainment Centre in Brisbane

Após o lançamento do EP, a banda irá soltar o DVD do legendário show do “Big Four”, quando as quatro bandas dividiram o palco em 22 de junho deste ano, em Sofia, Bulgária, tendo a apresentação transmitida ao vivo em HD via satélite para mais de 550 salas de cinema em um evento cinematográfico especial. “The Big Four Live From Sofia” inclui os shows completos das quatro bandas em uma edição com DVD duplo, além de material bônus com entrevistas e imagens de bastidores.

No primeiro show australiano, em 15 de setembro, como parte da atual turnê no país, o repórter Joe Motera foi até o camarim em Melbourne para entrevistar o guitarrista Kirk Hammett. A conversa aconteceu no camarim de Hammett, enquanto os outros caras do Metallica estavam ocupados com outras entrevistas em seus respectivos camarins, além de se prepararem para subirem ao palco em algumas horas. Na entrevista a seguir, Hammett fala do recém lançado EP australiano, lança uma luz em sua abordagem para fazer solos e discute a possibilidade de fazer um álbum solo.

Vocês acabaram de lançar o EP “Six Feet Down Under”, exclusivo para a Austrália e Nova Zelândia. Vocês tendem a gravar muitos de seus shows?
Nos últimos dez anos, mais ou menos, temos gravado todos os nossos shows. Mas este EP é uma compilação de várias gravações. Algumas são gravações que vieram de bootlegs que eram torçados na cena, algumas foram tiradas de sessões de gravações nas quais convidávamos pessoas a virem ao show e gravá-lo, e algumas faixas vieram do nosso arquivo particular de gravações. 

De alguma maneira vocês já começaram a compor material para o próximo álbum de estúdio do Metallica?
Não, mas temos uns riffs aqui e alí, mas não há canções completas ainda. Mas todos temos toneladas de música guardadas por aí, de fato todos nós temos. Isto é uma das grandes coisas do Metallica: nunca há falta de idéias.

Vocês acabaram de fazer uma série de shows com “a Big Four”. Como foi a experiência? 
Os shows foram muito bons e foi uma ótima vibração, cara. Era como se fossem os anos 80 novamente, o que foi muito, muito legal. Nós todos meio que percebemos que estamos juntos nessa e que tínhamos os mesmos tipos de objetivos e metas. Apenas tomamos caminhos diferentes para conseguirmos. No final, se tornou mais uma celebração do fato de ainda estarmos por aí de pé e funcionando como bandas, e isto foi uma coisa muito legal. E foi uma chance para nós refletirmos, olharmos para trás e ver todas as batalhas que travamos. Foi bom saber que todos nós ainda estamos aqui e ainda fazendo isto.

Quando se trata dos solos, quais elementos que você acha importante e que todo guitarrista deveria considerar quando está compondo um solo?
Idealmente, um solo deveria ser como uma boa refeição. Começa com ímpeto, então uma seção bem carnuda na metade e um final doce. Para mim, quando se trata do solo, as primeiras frases realmente precisam estabelecer o tom de todo o solo. E ele deve pular e agarrar você.

Então há algo em especial que você preste atenção quando está construindo seus solos?
O que eu sempre tentei fazer foi aparecer com materiais contagiantes, sabe? Partes cativantes no solo que irá agarrar a atenção de quem está ouvindo. Eu tento colocar partes melódicas, mas você sabe, à vezes apenas quero fazer um monte de barulho.

Acho que nós guitarristas, no fundo, todos queremos fazer isto também.
Sim, mas o que acabei de descrever é relativa à minha abordagem geral nos solos. Às vezes apenas quero ser atonal e dissonante. Eu não sei, mas há algo na forma como tenho tocado atualmente… Acho que voltei a tocar realmente de uma forma bem melódica. Acho que no próximo álbum do Metallica tocarei com muito mais melodia. Mais melodia do que tenho tocado nos últimos 10 anos, mais ou menos.

Quando se trata de suas guitarras ESP, você tende a preferir os modelos “neck through body” (Nota do Tradutor: Tipo de construção de guitarras que extende o pedaço de madeira usado no braço ao longo de toda a extensão da guitarra, essencialmente fazendo do braço o núcleo do corpo do instrumento). Por que?
Eu acho que uma guitarra “neck through body” adiciona mais peso e mais sustain, então este é o motivo de eu as escolher.

Você tem algum tipo de critério quando escolhe o tipo de guitarra que você irá tocar?
Eu tenho um critério fácil, quando se trata de escolher guitarras. Sobretudo a guitarra tem que ter um bom visual, tem que soar bem e ser confortável de se tocar. E este é o propósito de eu usar as guitarras ESP. Disse a eles que se eles puderem fazer guitarras com bom visual, bom som e confortável, então estarei feliz. É bem básico. Há formatos de guitarras bem elaborados por aí, mas descobri que sou um tradicionalista em meu coração. Quero dizer, amo o formato de uma Stratocaster, amo o formato da Les Paul e amo o formato da Flying V. Para mim, estas são as tradicionais e fantásticas guitarras.

E acho que a maioria dos guitarristas de Metal e Rock concordam com você nesta questão.
Eu também gosto do formato da Jackson Randy Rhoads. Na verdade, eu encontrei a Jackson Randy Rhoads #5. A guitarra é da quinta série após a do próprio Randy Rhoads. É um Jackson bem do começo e estou bem feliz com isto.

Onde você a encontrou?
Onde encontro todas as minhas guitarras: no Ebay! Foil lá que encontrei a guitarra do Randy Rhoads.

De que forma você acha que evoluiu como guitarrista ao longo de sua carreira?
Isto é bem difícil de responder, cara, porque estou muito próximo do meu próprio modo de tocar. Mas eu digo que pretendo trabalhar na minha técnica de Jazz um pouco. Você sabe, eu acho que como um guitarrista de Metal, eu sou decente. Não sou Eddie Van Halen, mas ainda estou aprendendo, ainda estou aprendendo coisas atualmente e ainda acho que estou evoluindo. Também acho que minhas composições ainda estão melhorando. Ainda estou melhorando e não acho que atingi meu auge. Ainda acho que há muito para eu fazer e aprender, e estou motivado para isso.

Você tem alguma ambição de algum dia se aventurar e fazer um álbum solo?
Sim, eventualmente, mas neste momento tenho que dizer que o Metallica é a minha casa e não tenho intenções de fugir desta casa. Mas irei publicar um livro, entretanto. Estou trabalhando nele e isto em si já parece que estou fazendo um álbum solo, porque é muita porra de trabalho! É tudo comigo. Não tenho uma banda na qual me apoiar e buscar apoio. Então eu acho que assim que fizer este lance do livro, talvez comece a considerar fazer um álbum solo, mas não sei.

Olhando para o álbum “St. Anger” e sua falta de solos de guitarra, o que você pensa do disco hoje?
Eu ainda o adoro, cara. Acho que “Frantic”, “Dirty Window”, a faixa título e “All Within My hands” são músicas do caralho e algumas de minhas preferidas. Francamente, eu fico meio chocado com o fato das pessoas terem tantos problemas com o disco, porque, para mim, é apenas mais um álbum do Metallica.

O Metallica tocou com Lou Reed na festa de 25º aniversário do “Rock n’ Roll Hall of Fame”. Alguma chance de vermos esta colaboração se desenvolver num projeto próprio? 
Após fazermos aquela apresentação com Lou Reed, houve alguma conversa em fazermos algo com ele, mas isto nunca acabou se concretizando.


Ações

Information

11 responses

4 10 2010
Gustavo Cavalcante

E aí gente blza!. Queria fazer uma pergunta para vocês, será q o
próximo álbum do “Metallica” será tão bom ou melhor quanto seu
antecessor “Death Magnetic”?

4 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão! Cara, para mim o próximo vai ser um passo a frente do “Death Magnectic”. Por enquanto só nos resta esperar. Abração, cara!

5 10 2010
Gustavo Cavalcante

É!, assim espero!, e os fãs do Metallica idém, mas o q você
acha do “Death Magnectic”?, eu acho q este álbum foi
muito superestimado quando foi lançado, tinha gente
dizendo q ele tava de pé de igualdade com os clássicos
da década de 80, rs.. tudo bem!, eu respeito isso, rs…
só q o pessoal estrapolou um pouco os parâmetros
(minha opinião). Abração!

5 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão! Cara, eu gosto muito do “Deah Magnectic”, mas isso de “é melhor que os anos 80” depende muito da pessoa. Por exemplo, eu gosto do “Load” e “Re-Load”, o que a maioria dos fãss não gostam. Particularmente, meus preferidos são o “Master of Puppets” e o “Black Album”, mas isso é de cada um. Abração, meu velho!

6 10 2010
Márcio S. Silva

O Death Magnetic é um otimo album, fato. Mas não se pode comparar com os albuns classicos como: Master of puppets, ride the lightning, enfim espero que o Metallica lance um melhor relembrando os albuns classicos.

6 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Márcio, tudo beleza? Como eu disse, eu prefiro o “Master…” e o “Black Album”, mas não acho que uma pessoa está erradaem preferir o “Death Magnectic”. O que vai decidir isto é o gosto pessoal e, por isso, não existe certo ou errado. Abração, cara, volte sempre!

6 10 2010
Gustavo Cavalcante

Bom, eu já acho o Ride The Lightning o melhor deles, sabe como
é né?, For Whom…, Fade To Bblack , Ride The Lightning,
Creeping Death, Escape, e etc. Mas… nada disso aí se compara
com o grandioso Maiden, rs… o Márcio vai ficar tinindo depois
desta, rs. tchau.

6 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão! também acho “Ride The Lightning” muito bom! Abração, cara!

6 10 2010
Gustavo Cavalcante

é mesmo de quais voce gosta?

6 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala Gustavão! Cara, o disco todo é muito bom, mas os clássicos – ” For Whom The Bell Tolls”, “Fight Fire With Fire”, “Fade To Black” e “Creeping Death” – são imbatíveis. Abração, cara!

19 01 2011
alex

the what now ?

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