KEVIN SHIRLEY: “A CHAVE DO SUCESSO DO IRON MAIDEN É ACREDITAR NO QUE FAZEM”

2 10 2010

Sugerido por: Marcela
Fonte:
Guitar Edge

O relacionamento profissional do produtor Kevin Shirley com o Iron Maiden começou há mais de uma década. Desde então ele tem trabalhado junto com a banda nos projetos de estúdio, álbuns ao vivo, remixagens, e juntando-se a eles novamente no lançamento mais novo, “The Final Frontier”.

Houveram mudanças na formação do Maiden e nas técnicas de gravações ao longo dos anos, mas o método no qual Kevin Shirley e as lendas do Heavy Metal fazem discos,  enquanto diferente de algumas formas, nunca perdeu seu groove alto e com clima de hino. A “Guitar Edge” conversou recentemente com Kevin Shirley para saber um pouco mais sobre como ele captura o som clássico do Maiden, e como tem sido trabalhar uma das bandas mais bem sucedidas, amadas e duradouras do gênero.

Quando o trabalho no “The Final Frontier” começou? Você esteve com a banda para a pré-produção?
A banda se reuniu em Paris no fim de 2009 para compor e se preparar para este álbum. Começos a trabalhar em janeiro de 2010 no “Compass Studios”, nas Bahamas, e ficamos lá por seis semanas gravando o disco – toda a bateria, baixo, guitarras e muitos bons takes dos vocais, que acabamos utilizando muito. Então nos mudando para o meu estúdio particular, “The Cave”, em Malibu, onde passamos mais um mês completando os vocais e mixando o álbum.

De que forma o seu relacionamento profissional com o Iron Maiden mudou ao longo dos anos?
Onze anos agora, uau! “Brave New World”, “Rock in Rio”, “Dance of Death”, “A Matter of Life and Death”, “Flight 666”, as remixagens do “Live After Death” e do “Maiden England”, alguns materiais não lançados e agora o “The Final Frontier” – o que é isso? Cerca de oito ou nove álbuns?

Bem, o relacionamento profissional mudou. Eu acho que Steve (Harris), que é meio o macho alfa na banda, costumava ser bem paranóico a respeito de tudo nos discos, mas ele está confiando bem mais nos dias atuais. Ele não sente que precisa se preocupar com tudo e que precisa estar lá o tempo todo. Ele gosta de onde nós chegamos.

Você pode acabar confortável demais neste relacionamento? É difícil desafiar músicos que você conhece tão bem?
Não, não é. Nunca é tão confortável. Estes caras estão se pressionando o tempo todo. Adrian (Smith) se desafia sempre, Bruce (Dickinson) está sempre se pressionando, todos estão!

Nos fale das ala do estúdio no “Compass Studios”. Qual sua configuração de estúdio?
O “Compass Studios” basicamente é uma grande sala inundada de história. O AC/DC gravou o “Back in Black” lá, e todo mundo, inclusive os Rolling Stones, gravou lá, assim como o Iron Maiden no passado. É uma sala bem básica e não tem, realmente, um som distinto, o que é bom. Algumas salas têm um som e isto se torna uma característica das faixas, mas o “Compass” é bem neutro. Colocamos a bateria na sala principal, e então os guitarristas e seus cabeçotes conectados por cabos de alta qualidade num estúdio adjacente, e o equipamento de baixo de Steve numa sala com seu cabeçote num escritório ao lado.

Como sua abordagem de gravar guitarras mudou, desde o advento da tecnologia de D.A.W.s (Digital Áudio Workstation), modeling, plugins, etc?
Não mudou. São guitarras de verdade e amplificadores de verdade, gravados com microfones.

O que é similar ou diferente na forma em que Adrian, Dave (Murray) e Janick (Gers) gravam, e como isto é baseado no seus estilos individuais e abordagens da guitarra?
As gravações são basicamente iguais – como em todo instrumento. Fazer soar como o músico quer, colocar um bom microfone na frente e gravar. O estilo vem dos músicos.

Quais são os desafios de gravar uma banda de três guitarristas?
É tudo parte do trabalho. É bem mais difícil gravar três guitarras distorcidas do que gravar duas. E quando você adiciona o baixo de Steve, que tem as muitas das características de médio de uma guitarra distorcida, o desafio em busca de claridade para cada instrumento se torna bem assustador. Mas este é o trabalho. Você apenas vai lá e faz.

“The Final Frontier” está se provando ser um dos álbuns mais bem sucedidos da banda. Tendo sido parte integral do som dele através várias fases da carreira deles, você credita a popularidade da banda a o quê? O som deles tem se mantido consistente ao longo dos anos. Esta é a chave para o sucesso e longevidade deles?
Não, a chave para o sucesso deles é acreditar no que fazem, recusando-se a fazer concessões às filosofias das corporações, sem se deixarem levar por gostos bizarros e modas – e entregando 110% todas as vezes que fazem algo. E não estou puxando o saco, é apenas a verdade!


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12 responses

2 10 2010
Gustavo Cavalcante

É parece q ninguem mais fala do TFF por aqui né!, quando este foi
lançado foi o maior estardalhaço aqui no blog. Até parece q este álbum
foi como um isqueiro – só ficou acesso por um tempo, mas… depois
acabou o gás e apagou de vez, rs…

2 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão! Isto é normal, velho. Quando um álbum é lançado, todo comenta por se tratar de um trabalho novo. Após algum tempo, quando tudo que tinha que ser dito já foi dito, os comentários diminuem. Abração, meu velho!

3 10 2010
Gustavo Cavalcante

É!, eu sei, mas… em se tratando de um novo disco do Iron Maiden a
coisa deveria ir um pouco mais adiante, não acha?, rs… mais e voce
está ouvindo TFF ainda?

3 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão. Bicho, eu até acho que o assunto rendeu bastante. E sim, continua escutando o “Final Frontier”.

4 10 2010
Helton

Escuto o TFF todo dia sem excessão!!!

Talvez quando começar a turnê do album volte-se a falar dele…. agora é só escutar mesmo! Mas o TFF…..

Abraz

4 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala Heltão! Pois é, cara… Acho que quando a banda cair na estrada com este disco, o burburinho volta, mas por enquanto me contento em escutar o “Final Frontier”, rs… Abração, cara!

4 10 2010
Stranger_Land

Atendendo aos “pedidos” do Gustavo, vou falar um pouquinho sobre o TFF…rs!
Até porque ainda não comentei sobre ele.
Áchei o álbum muito bom, bem acima dos 2 últimos. Mas não superior ao “Brave New World”…

Resumindo, as preferidas são:
* The Final Frontier, apesar de não ter gostado muito da introdução. Quando vou ouví-la, pulo essa parte; e puta refrãozinho meloso, quando vejo estou cantoralando ele…rsrs.
* Eldorado dispensa comentários…galopadas a lá Maiden.
* Coming Home é maravilhosa. No começo cantado ela chega a lembra “Out of the Shadows” do ” A Matter…”; mas depois se mostra muito superior a esta.
* E sem sombra de dúvidas, ” When the Wild Wind Blows” é a obra-prima deste álbum, e também da discografia dos kras. Letra sensacional ( bunitinha…rs ), e o riff acompanhando o Bruce cantando ficou animal. Único problema é essa mania de no final da música voltar a tocar como ela começou…mas nessa aí até que tudo bem… 😀

As outras faixas também achei boas, com excessão da The Talisman que achei meio ” normal, mas os destaques são essas mesmo.
Agora passado o lançamento do álbum, a expectativa fica em torno da turnê, de quando eles virão pra cá. E estarei lá, sem dúvidas….( fico imaginando o coro em The Wild Wind…ô ô ô…rs) espero que eles toquem ela!!!!

Abraço galera!

4 10 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, meu velho! Bicho, só de imaginar o coro da galera em “The Wild Wind Blows”, já fiquei arrepiado. Eles vão tocar esta, sim. Eles não são malucos de deixarem-na de fora. Abração!

5 10 2010
Gustavo Cavalcante

Mas é claro q eles vão tocá-la nos shows, é a música q esta
mais se comentando do álbum, mesmo sendo uma das melhores
do disco ao lado de “Satellite 15…”

5 10 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Assim espero, Gustavão. Tenho quase certeza que eles tocarão, mas até a turnê começar, a ansidedade permanece. Abração, meu velho!

8 10 2010
Marcos Gonçalves

Discordo do Stranger_Land. Mas gosto é gosto. Eu adorei “The Talisman”.

9 10 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Eu também discordo mas, como você mesmo disse, gosto é gosto. Eu adoro “The Talisman” e , na verdade, ñão há nenhuma música no álbum que eu não goste. Abração, Marquêra!

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