DIÁRIOS DE “FINAL FRONTIER” – PARTE FINAL

18 09 2010

 

Sugerido por: Marcela
Fonte:
Iron Maiden website

O website do Iron Maiden publicou a última parte dos diários escritos pelo produtor Kevin Shirley sobre as gravações do “The Final Frontier.

Confira o texto abaixo e divirta-se!

Segunda-feira, 22 de Fevereiro e 2010: Malibu – Califórnia
Compilei o vocal principal de três ou quatro performances de Bruce para “Coming Home”, e me concentrei em mixar a música.

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Compilei o vocal de “The Final Frontier” hoje – e então mixei. Steve veio no fim do dia e achou que ela soava muito cheio, então farei uma mixagem mais seca amanhã.

Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Fiz uma mixagem mais seca e alguns ajustes em “The Final Frontier”. No final, ficamos com a mixagem de ontem – minha mixagem original. Depois disto, comecei a compilar o vocal de “Mother of Mercy” – Steve tem uma melodia vocal bem singular em sua mente, na qual Bruce não conseguia fazer 100% correto. Esta perto, entretanto… Só precisa de alguns ajustes. Deixei a compilação meio pronta – está do caralho! Voltei para casa para encontrar dois bebês doentes…

Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
A noite passada foi bem dura com nossos pobres bebês doentes – então não dormimos muito na noite passada. Fui para o meu estúdio um pouco depois das 11h e encontrei Steve fazendo “cruzadinhas” – ele adora isso! Tive que voltar a me concentrar em “Mother of Mercy” e terminar a compilação do vocal!

Adrian apareceu em “The Cave” (Nota do tradutor: nome do estúdio de Kevin Shirley) para dar uma escutada – ele achou que as faixas estavam boas, mas que soavam um pouco como “uma banda de estúdio”. Ele achou que mais reverb deixaria o som mais “majestoso” e “épico”. Steve discordou veementemente. Honestamente, os dois têm razão. O que eu pessoalmente gosto nas mixagens cruas, é que ela os diferencia de qualquer outra banda de Classic Rock ou Metal. Eles não são realmente Metal de qualquer forma – não no sentido que a palavra tem hoje – eles estão mais para uma banda de Hard Progressivo. Eu prometi em fazer as mixagens dos dois jeitos para que as decisões possam ser tomadas mais tarde, se necessário.

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Comecei o dia com um passeio de bicicleta de 48km ao longo da costa e fui para o estúdio  no horário normal, às 11h, e terminei a mixagem de “Mother of Mercy”. Bruce veio de Londres esta manhã e muito gentilmente um pilha de revista da Formula 1 – é a minha paixão e os estados Unidos só os vêem cerca de seis semanas após sua aparição na Inglaterra, então eu estava particularmente animado! Ele escutou algumas coisas nas quais estamos trabalhando – ficou meio receoso com relação a umas duas linhas de vocal que ele cantou, e não gostou de um solo de guitarra em particular que gravamos no “Compass Studios”, mas deixou pra lá e se concentrou no trabalho, cantando “Isle of Avalon” e “Satrbilnd”. Ambas são bem altas – sugeri uma linha de vocal mais baixa no refrão de “Isle of Avalon”, e ele tentou; então talvez teremos uma harmonia de voz – veremos.

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Um grande terremoto de 8.8 na escala Richter atingiu o Chile no começo da manhã. Estamos em alerta para tsunamis novamente, e como moramos na praia, fomos para um lugar mais alto na hora do almoço. As ondas estavam apenas 60cm mais altas, o que não afetou em nada aqui em Malibu. Tenho certeza de que isto se mostrará catastrófico novamente…

É o aniversário de Adrian hoje! Sua esposa, Nathalie, deu uma grande festa para ele. Comida deliciosa, ótimo ambiente – Steve e suas lindas filhas, Kerry e Faye apareceram, assim como Bruce e mais um monte de gente. Foi muito divertido – Ela tinha sido bem clara sobre ficar além do tempo, com “término às 23h” no convite, mas na hora de ir embora, Adrian quis que todos ficassem mais. Nathalie disse, “mas foi você quem pediu”! Nós tínhamos bebês doentes em casa, e não poderíamos ficar, de qualquer forma…

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Último dia do mês – vamos relaxar!

Segunda-feira, 1º de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Bruce veio de Marina Del Ray (Nota do tradutor: região costeira não incorporada à Califórnia, que possui 8.500 habitantes, aproximadamente) e cantou duas canções hoje – “Satellite 15…” e “When The Wild Wind Blows”. Comecei o trabalho de mixagem em “When The Wild Blows”.

Terça-feira, 2 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Compilei o vocal de “When The Wild Wind Blows” e a mixei! As filhas de Steve, Faye e Kerry, vieram e escutaram todas as músicas completas até agora, e depois foram com Steve para o restaurante italiano local, “The Sage Room”, para jantar.

Quarta-feira, 3 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Bruce veio hoje para escutar as cinco mixagens que já fizemos. Fiz alguns ajustes na mixagem de “When The Wild Wind Blows”, compilei o vocal principal de “The Alchemist” e também a mixei.

Quinta-feira, 4 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Comecei a compilar o vocal principal de “The Talisman”. Foi um pesadelo fazer esta compilação! Adrian apareceu no fim da tarde para pegar um CD com as mixagens que fizemos até agora.

Sexta-feira, 5 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Mixei “The Talisman”, a segunda parte. Não a parte da introdução calma que parece um cântico para assustar crianças. Eu acho que os fãs irão adorar esta canção!

Sábado, 6 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Fim de semana – feliz em ter uma folga!

Segunda-feira, 8 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Terminei de mixar “The Talisman” (a introdução acústica)  e compilei o vocal de “The Man Who Would Be King”.

Terça-feira, 9 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Mixei “The Man Who Would Be King”. Adrian veio e disse que tudo estava soando bem – disse que estava 95% feliz com as mixagens do álbum e que deveríamos dar uma escutada e fazer pequenos ajustes – fico perfeitamente feliz em reavaliar qualquer uma das mixagens, por mais que a probabilidade de alterar tudo seja assustadora, mudar os sons, etc, mas Steve e eu estamos bem felizes com o álbum e nenhum de nós teria tempo para remixar, então Steve deu a palavra final e disse que finalizaríamos tudo neste fim de semana e que não iríamos remixar o álbum inteiro. Adrian por fim compreendeu, mas não ficou muito feliz! 

Quarta-feira, 10 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Compilei os vocais de “Starblind” e comecei a mixá-la – está se provando ser uma mixagem complicada e bem difícil.

Quinta-feira, 11 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
Mixei “Starblind” hoje. Adrian apareceu para escutá-la – e quis um pouco mai de reverb em algumas coisas – é meio como uma batalha interna contínua, e essencialmente uma maneira de se escutar as coisas. Def Leppard de um lado e algo mais “garagem” do outro. Não foi adicionado nenhum reverb extra em nada. Adrian saiu feliz e compreensivo – eu achei!!!

Sexta-feira, 12 de Março de 2010: Malibu – Califórnia
É o aniversário de Steve hoje! Acabei de mixar o álbum inteiro – mixei “Isle of Avalon” e “Satellite 15…” hoje. As mixagens correram muito bem, e então coloquei o álbum em ordem – colocando todas as mixagens master em sequência e ajustando os espaços ou as sequências entre as canções. Steve está fazendo as malas para ir embora e estou planejando em tomar umas taças de vinho com Adrian, ás 21h – todos os caras parecem exaustos! Saímos todos para jantar…

Sexta-feira, 7 de Maio de 2010: Oakland – Califórnia
Bem, já se passaram quase dois meses. Desde que terminei o álbum do Iron Maiden, já concluí o disco do Black Country Communion e estou no meio da produção do novo álbum do Journey. Estou no aeroporto de Oakland (estou produzindo o disco do Journey em São Francisco) – esperando para um voo de uma hora para Los Angeles, onde mais tarde irei tocar o novo álbum do Maiden para os caras da “Universal Music”. Masterizamos o álbum três vezes, e por fim decidimos ficar com minha mixagem crua ao invés das versões masterizadas. Eu achei que o local que masterizou o disco fez um ótimo trabalho, mas Steve, mesmo gostando destas versões, achou que a integridade das mixagens originais foram comprometidas de alguma forma, e então a versão crua é que ficará. Sem equalização, sem compressão, apenas como estava quando Steve escutou as MP3 das mixagens e bem do jeito que saíram do meu estúdio.

Terça-feira, 8 de Junho de 2010: Malibu – Califórnia
Em casa após a gravação do álbum do Journey – irei para o estúdio mixar uma banda sul Africana chamada Panic Circle, hoje. O primeiro single do Maiden, “El Dorado”, foi lançado ontem como download gratuito no website da banda e imediatamente entupiu o servidor, mas recebi e-mails de centenas de pessoas que amaram a canção – então obrigado!!!

E foi assim que passei a primeira parte de 2010 – produzindo “The Final Frontier”. Espero que tenha gostado…

Kevin Shirley

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14 responses

19 09 2010
Luiz

Maiden e Caveman fizeram um grande trabalho. Valeu a pena esperar esse tempo de 4 anos. E as Bahamas devem ter uma magia mesmo, pois The Final Frontier, na minha opinião, é melhor que AMOLAD, DOD e tlvz até melhor que BNW e alguns dos anos 80! Come On You Irons!

19 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Luiz, tudo certo? Concordo om você, o Iron lançou um álbum fantástico, mas vou mais longe que você: para mim o “Final Frontier” é tão com quanto qualquer clássico da banda – a preferência entre o “Final Frontier” ou clásicos, como “Piece of Mind”, etc, é feita somente na base do gosto pessoal, porque em qualidade, acho que ele não deve para nenhum outro. Abração, cara!

19 09 2010
Leonardo

Fala gabriel, sussegadão por ai?

Olha, eu concordo quando vc diz ser um dos melhores do Iron, apesar de eu ser um fã mais conservador. Mas discordo quando diz sobre a preferência ser feita pelo gosto musical. Eu acho muito dificil, se não impossivel fazer uma comparação entre o final frontier e os dos anos 80. O som é totalmente diferente! Eu acho dificil até ser comparado ao Brave New World, pq esse tem uma pegada progressiva, mas não tem 1/3 do que o ultimo tem.

Podemos sim comparar aos outros dois ultimos, que com certeza esse é infinitamente melhor, apesar de o bom heavy metal ter sido quase que instinto, dando lugar ao “quase” metal progressivo.

Gostei da classificação do Caveman, Hard Progressivo. Esta entre isso e metal progressivo.

19 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Leonardo, tudo certo? Cara, concordo com você que são estilos diferentes, ams não ach que seja tão diferente assim. As caracaterísticas básicas do Maiden ainda estão lá – cavalgadas, linhas de baixo, etc – sem contar que por ser trabalhos de uma mesma banda, acho que dá pano para comparações, sim. Mas, assim como você, concordo que a definição do Kavin Shirley combina mais com a atual fase da banda. Abração, meu velho!

19 09 2010
Leonardo

As caracteristicas musicais de cada integrante esta intacta, assim como eram 20 e tantos anos atras, a não ser o Bruce que evoluiu muito. E sim, as linhas de baixo, os estilos cavalgadas, os tons marcantes do bruce, são os mesmos.

Mas o som evoluiu demais. Não considero uma mudança, mas sim uma evolução. Talvez, se final frontier ou brave new world fosse lançado 20 anos atras, não seria metade do sucesso, e talvez mesmo até nós, poderiamos ver de uma maneira diferente.

Eu digo que the number of the beast, piece of mind, powerslave, somewhere in time e the 7º son of the 7º son, ou qualquer outro clássico, fosse lançado hj, talvez também não seria a mesma coisa que no passado, e talvez mesmo até nós, poderiamos ver de uma maneira diferente.

Mas, opinioes a parte, eu aguardo a turnê do albúm vir ao Brasil, e quem sabe vir ao Rock in Rio.

Abraço a todos!

19 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Leonardo! Cara, não sei o que aconteceria se o Iron lançasse o “The Number…” hoje em dia, mas tenho a impressão de que seria tão grande quanto foi em 82 – mas não saberemos disto nunca, rs. E também estou ansioso para um show deles aqui. Vai ser antológico! Abração, cara!

20 09 2010
Cláudio

Fiquei curiosíssimo agora. Como será que ficaria o novo álbum se as ideias do Adrian para a mixagem tivessem sido atendidas!? Ele tomou toco em todas! Nunca saberemos! Mas pra mim o disco ficou ótimo. Que venham ao Brasil ano que vem e coloquem Starblind no set, essa não pode faltar.
Abraço aí, Gabriel, valeu pelas traduções.

20 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Cláudio! Pois é, cara, tenho a impressão de que se as opiniões de drian fossem acatadas, o álbum ficaria com aquele “eco” do Def Leppard, saca? Adoo o Def leppard, mas acho que pro Maiden, o caminho é outro – se bem que no “Somewhere in Time”, a mixagem está um pouco como o Adrian queria. Que venham ao Brasil! Espero que eles toquem “When The Wild…”, “Isle of Avalon” e “The Talisman”… Abração, cara, e volte sempre!

20 09 2010
Marcos Gonçalves

Esse bate papo de vocês acerca dos álbuns do Maiden foi bem legal. De fato, a assinatura dos caras permanece – ouvir as guitarras soando junto aos vocais me remetem, sem problema algum, aos álbuns dos anos 80. E achei o Final Frontier bom demais. Tenho uma queda pelo progressivo, mas ao mesmo tempo adoro canções explosivas como The Number of The Beast. Na verdade, gosto de músicas que surpreendam, empolguem e emocionem, com mudanças de andamento, vocais potentes e melodias criativas sobre uma base instumental de qualidade. E o Maiden fez exatamente isso no TFF: pegou seus músicos clássicos e botou em composições belas e inovadoras. O resultado foi um do discos que mais gostei em toda minha vida. Quando eu morrer, lá com meus 120 anos, Gabêra, faz o seguinte: despacha o padre e bota The Talisman, Isle of Avalon e Coming Home pra tocar no velório que vai ficar do caralho!!!

20 09 2010
Gabriel Gonçalves

Concordo com você, Marquêra! E quanto ao velório, se você pretende morrer aos 120, acho que é você quem vai no meu velório, meu velho, rs. E na minha lápide, eu quero que vocês escrevam: “Eu disse que estava passando mal, porra”! Abração, meu velho!

21 09 2010
Rodrigo Garcia

A verdadeira Donzela de Ferro é o STEVE HARRIS, o diretor musical e DITADOR da banda. Harris é o responsável direto pela falta de oxigenação musical que imperou na banda desde a saída do Martin Birch (em 1992, o verdadeiro gênio por trás do Maiden) até o retorno de Adrian e Bruce. Também foi responsável indiretamente pela saída de Adrian em 1989, ao determinar a mudança de estilo para o álbum No Prayer for the Dying, fato que teria reforçado em Adrian o desejo de abandonar a embarcação. O mesmo ocorreu com Bruce no fim do ano de 1998, que desejava explorar novos horizontes musicais e para fazê-lo, saiu do Maiden deixando muitos fãs desolados pelo mundo. Não sou ingênuo de achar que, no caso da saída dos dois gigantes do Maiden (Bruce e Adrian) tuda é culpa de Harris. Os dois aparentemente estavam muito a fim de tentar uma carreira solo, mas acho que muito provavelmente Adrian e Bruce bateram de frente com a Donzela tirânica e o resultado? desgastes e mais desgates que culminaram na saída de ambos. Após a saída de Bruce, Harris decidiu produzir e mixar os albuns do Maiden e o resultado foi absolutamente questionável. Harris também foi o responsável direto pela contratação de Blaze Bayley, que quase arruinou com a carreira de grande sucesso do Maiden. Concordo com o post do Cláudio, ao afirmar grande curiosidade em saber como teria ficado o álbum segundo as sugestões de mixagem feitas por Adrian. O Maiden tem muita sorte de ter um grande compositor e guitarrista como o Adrian e um dos melhores cantores desse planeta, em atividade (Bruce, Bruce). É interessante notar o nível de envolvimento que Adrian buscou, mas como o Cláudio falou, levou toco. Mas a marca dele esta lá: É o segundo maior compositor no album e da história do Maiden. Janick tem 2 canções e Dave (que acho que é aquele cara que sempre concorda com Harris) tem 1 canção. Não me oponho ao fato de Harris liderar a banda, pois ele é o fundador do barato. Mas penso que Harris deveria abrir um espaço mais participativo para os membros mais atuantes e pensantes da banda (Adrian & Bruce) nesse tipo de decisão. Pra mim, o Maiden só vale com Bruce e Adrian na jogada, e eu gosto de ver as idéias de ambos em prática. Se um dos dois pularem fora de novo, a Donzela morre de vez (como já quase aconteceu)!!!

Obrigado pelas traduções Gabriel, o site esta absolutamente incrível.
Tudo de bom nessa vida pra vc.

22 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala Rodrigo! Cara, primeiramente obrigado pelos elogios! Quanto ao Steve, concordo que a palavra final é sempre dele, em caso de desacordo, mas também acho que toda band atem que ser assim. Democracia total numa banda (ou numa empresa) é muito complicado de se gerir, porque muitas vezes tem que se tomar decsões rápidas e não dá pra ficar conversando e discutindo muito. Então tem que ter alguém que tenha autoridade para tomar a decisão. No caso do Iron, não acho que Steve seja um ditador, tanto que nos álbuns há contribuições de todo mundo, mas neste caso específico da mixagem, eu tendo a ficar do lado de Steve. Pensei na situação: você é Steve Harris, está gravando um disco bem longe de casa, ou seja, a logística já fica mais complexa – com viagens o tempo todo e etc – tem um prazo para terminar o disco, o cronograma de turnês está apertado e os shows estão começando er menos espaços entre eles, e apenas um dos seis integrantes gostaria de tentar uma outra mixagem – que dá um trabalho fenomenal – mas você já está satisfeito com a mixagem atual. Eu, se fosse o chefe, teria feito o mesmo. É lógico que ele não chegou para Adrian e disse: “Foda-se Adrian, sua iéia é uma bosta e a mixagem vai ficar assim mesmo”. É claro que ele explicou tdo para o Afrian, etc, até porque se não o fizesse, correria sério risco de perder ele. Só uma correção, meu velho: bruce saiu do iron me 1993, após o “Fear of The Dark”, e não em 1998, como você escreveu. Grande abraço, meu velho, e volte sempre!

23 09 2010
Rodrigo Garcia

Acho que você mencionou pontos importantes Gabriel. Realmente, é uma tarefa complexa lidar com a mega estrutura que compõe o Maiden. O fato é que alguém tem que liderar mesmo, pois democracia total terminaria em uma grande zona. Após pensar no que vc escreveu e ponderar melhor, realmente percebo que se as relações não transcorressem com respeito e integridade absoluta nem Bruce, nem Adrian teriam voltado (para nossa tristeza absoluta!!!). Lendo todos os posts percebi que o clima geral realmente foi de bastante tranqüilidade (vide o próprio comentário de Adrian, mencionando estar 95% satisfeito). Muito bem observadas as suas colocações sobre a logística da mixagem. Até porque deu pra ter uma prévia em termos de reverberação: é só ouvir a faixa Satellite 15 e constatar que ela é muito carregada de reverb e o resultado é bem embolado mesmo… Nessas horas, o grande diferencial era o Martin Birch na produção, pois o cara fazia mágica com tecnologia digital e analógica. Respectivamente, Piece of Mind\Powerslave e Somewhere\Seven Son, apresentam mixagens levemente parecidas, com uma reverberação marcante (resultando em um som bem cheio) se comparados ao padrão bem seco da atualidade. O Martim Birch, um senhor produtor e engenheiro de som, sabia fazer isso como ninguém. Pra mim o Kevin Shirley tem suas limitações como produtor, mas é um dos melhores engenheiros de som da atualidade. Me parece que esse álbum do Maiden é mais bem mixado pelo Kevin, em comparação aos outros. Kevin chegou a um resultado bem interessante. E veja só: depois de ouvir bem o Final Frontier, percebo que o álbum tem até bastante reverberação, se comparado aos anteriores!!! Também gostei muito do resultado que Kevin conseguiu com o Black Country Communion, numa mix bem retro e vintage, excelente. Mas confesso que tenho muita saudade dos coelhos que o Martin Birch tirava de sua cartola.

Obrigado pelo espaço para ponderações Gabriel. É muito bom discutir sobre música assim.

Forte abraço.

23 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Rodrigo! É bem por aí mesmo, cara. E você tem razão, acho que o “Fial Frontier” está no ponto em se tratando de “reverbs”; se aumentasse estragaria, rs. Quanto ao Kevin, eu gosto do trabalho dele – achei as mix do Black Country muito boas também – mas no Maiden, como já disse, parece que o trabalho dele é só como engenheiro de som, além de fazer a mixagem, etc. Mao acho que ele tenha nflência nenhuma nos arranjos e composições. Mas, como ele falou nos diários, ele estava remixando o “Come Taste The Band” do Purple e indo produzir o jovo do Journey, então parece que, entre os músicos, o cara é bem admirado. Abração, meu velho!

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