DIÁRIOS DE “FINAL FRONTIER” – PARTE IV

17 09 2010

Sugerido por: Marcela
Fonte:
Iron Maiden website

Dando seguimento aos diários das gravações do “The Final Frontier”, o site oficial do Maiden já publicou a quarta parte.

Confira o texto completo, em português, abaixo: 

Domingo de Superbowl, 7 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
Gaddsy e Michael Kenney levou a mim e a minha família ao aeroporto, já que eles voltam para Los Angeles hoje. Janick foi mergulhar pela primeira vez, com a equipe de um iate “Aga Khan”, Shergar, e adorou. Gadd e eu nos juntamos a ele no barco por volta das 16h, tomamos algumas cervejas a bordo e fizemos a excursão “royal yatch”. Maravilhoso! Um barco de 100 milhões de dólares – cada tanque de gás custa 75 mil dólares!! Tem duas turbinas a jato, e numa distância de 100 pés, chega a 50 nós! Aquilo voa!!! Então fomos ao “Crazy Johnny” – fomos todos – para assistir ao Superbowl, e talvez alguns drinks…

Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
Nem todo mundo parecia estar disposto a correr uma maratona esta manhã, após uma longa noite de farra do Superbowl. Nosso engenheiro, Jared, apareceu meio ofegante, e como Steve disse sobre os olhos dele: pareciam dois buracos de mijo na neve! Bom, como Jared tem uma vaga conexão com New Orleans (Nota do tradutor: O Superbowl foi vencido pelo New Orleans Saints), ele foi perdoado! Precisamos fazer algumas atualizações na última música, então Adrian começou o dia gravando um solo em “When The Wild Wind Blows”, e depois fizemos umas linhas melódicas à mesma canção, com Davey; alguns acordes estridentes nos versos, e as faixas da banda para o disco estão completas! Eu liberei todo mundo, e passei o resto do dia organizando as faixas complexas para quando formos inserir os teclados nos próximos dias, possamos escutar tudo como deverá ficar, e nada se choque musicalmente. Nós tivemos um jantar bem inglês, com salsichas e purê de batata e um copo de cerveja, no “Nassau Cricket Club”, e estava cedo em casa para assistir um filme.

Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
Dormi muito bem, mas acordei me sentindo muito rígido. Fui para a academia para uma malhação leve e então direto para o estúdio, no horário normal, 10h45, com uma parada obrigatória no “Starbucks”, no caminho. Finalmente trabalhamos nos teclados hoje. Michael Kenney (Nota do tradutor: além de ser o técnico do baixo de Steve Harris, é o responsável pelos teclados nos shows da banda) estabeleceu os tons e Steve brincou um pouco, caçando as melodias que estavam em sua cabeça, como uma galinha bicando o chão. Linha simples, mas efetivas, e conseguimos fazer muita coisa. Terminamos os overdubs de teclados em sete músicas, e então fomos ao “Poop Deck” para um rápido drink com Steve antes de voltar para casa e preparar o jantar… para mim mesmo.

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
Hoje terminamos os pocos overdubs de teclado que restavam no álbum. A família de Janick chegou da Inglaterra hoje, então ele me pediu para enviá-lo o mp3 do solo que ele fez para “The Alchemist”, o que eu fiz, e ele me ligou mais tarde perguntando se poderia refazer o solo, então faremos isto na sexta-feira. Adrian escutou todas as faixas e tem algumas coisas que quer acrescentar também. Fomos todos jantar no “Poop Deck”, mas como o tempo estava ruim, não havia peixe fresco no meu, então comemos hambúrguer no bar. Nicko mandou lembranças da ensolarada Flórida, onde está trabalhando na inauguração oficial de seu restaurante, “Rock n’ Roll Ribs”, em Boca Raton ou em algum lugar na vizinhança, neste fim de semana. 

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
Acordei cedo e fui nadir na baía – não estava a fim de malhar hoje. Fui para o estúdio por volta das 10h30 após uma rápida parada para um grande cappuccino sem açúcar no “Starbucks”, e assim que começamos, Adrian refez o verso em “Mother of Mercy” e adicionou uma harmonia de guitarra no pré-refrão. Steve não apareceu no estúdio hoje, e enquanto eu esperava que um problema no computador fosse consertado, fiquei brincando com umas escalas de Blues no violão de Janick, o que fez com que Terry Manning me mostrasse um dobro (Nota do tradutor: O dobro é uma guitarra metálica, munida de cones metálicos na sua caixa de ressonância) que pertenceu ao ícone do Blues, Robert Johnson! Foi um exercício de humildade e muito inspirador segurar e tocar naquela guitarra, e me senti mais emocionado do que quando conheci Jimmy Page ou B. B. King. Seu número de série é T968. De volta ao trabalho, nós escutamos algumas coisas e eu fiz algumas edições necessárias e terminamos às 19h. Fomos ao… Sim, vocês acertaram: o “Poop Deck” novamente. É o único lugar por perto, como vocês já devem ter percebido, que podemos ir sem pegar um taxi. Pelo menos eles tinham peixe fresco hoje, e eu pedi um para viagem e comi em casa, enquanto assistia ao jornal – entediante, mas muito saboroso!

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
Adrian e Nathalie, sua esposa, saíram cedo para uma semana em “Parrot Key” (Nota do tradutor: resort na ilha key). Hoje é o último dia no estúdio. Janick apareceu e refez o solo de “The Alchemist”. Ele ficou bem mais feliz do que antes – o primeiro solo ficou muito dentro do tempo, mas este atravessou o ritmo, e ele gostou do fato de que soou como se não fosse conseguir, mas consegue no fim. Ele achou que ficou mais “incendiário”! Frase dele. Dei uma olhada nas etiquetas de “When The Wild Wind Blows”, revisei as múltiplas partes e fiz uma listagem coesa. Então fiz duas cópias de segurança do HD e me despedi dos Mannings no estúdio, e levei duas cópias das masters das gravações para Steve – uma para ele deixar lá e uma para levar com ele. Eu tenho outra para levar para Los Angeles amanhã, e estas são as três masters. Nós temos uma grande tela no estúdio, que contém todas as faixas do álbum e que documenta o progresso das sessões de gravação. Então deixei a tela na casa de Steve, e então fui com Steve Gadd e sua namorada ao “Cricket Club”, para comer salsichas e purê de bata. De novo. Delícia!!!!

Sábado, 13 de Fevereiro de 2010: Nassau – Bahamas
O vento uivou a noite toda e a chuva desabou. Acordei às 3h da manhã e não conseguia voltar a dormir. Fiz minhas malas e chequei os dados do vôo. Atlanta está coberta de neve e com gelados 4 graus Celsius negativos. Parece que está tudo bem. Fui para o aeroporto só para descobrir que meu vôo havia sido cancelado. Consegui um serviço de taxi aéreo (todos os voos comerciais estavam lotados) para casa – adicionou mais seis horas no meu voo!!! O que significa 13 horas do check-in até aterrissar, se tudo correr de acordo com o planejado. Estou no aeroporto de Nassau agora… 

Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010: Malibu – California
Finalmente cheguei em casa no fim da última noite. Minha bagagem não. Muita correria frenética entre os portões, mas finalmente tive um bom voo de volta para casa, e é ótimo estar em casa, em Malibu, na praia. Tive um domingo bem calmo com minha família, e agora estou de volta ao trabalho em meu estúdio, passando por todas as faixas. Elas não estão perfeitamente prontas para meu estúdio, então passei o dia preparando-as para uma diferente mesa de som, etc. Sem contar que as tempestades na Califórnia recentemente causaram alguns danos no meu estúdio – todas as lâmpadas do andar de baixo explodiram, sem contar meu compressor Summit TLA – então o dia foi gasto em consertos, além de deixar o quarto no estúdio pronto, pois Steve Harris ficará aqui até o fim do mês – ele chega hoje a noite.

Terça-feira, 16 de fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Vim cedo para o estúdio hoje. Eu enviei meu compressor para o concerto – Brent Spear, meu técnico, está vindo de Las Vegas para passar o dia aqui e garantir que tudo esteja funcionando perfeitamente; o técnico da TV a cabo está vindo para assegurar que a Premier League de futebol estará disponível na televisão, e que tudo corra bem por aqui. Bruce virá de Londres hoje a noite para cantar…

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Dia dos vocais – Bruce chegou, contando estórias, como sempre. Relatos de voos ao redor do mundo – Rússia, Islândia, Nigéria… Hoje ele cantou “Coming Home” e “El Dorado”, então fizemos uma pausa para o almoço, e depois ele detonou no vocal de “Mother of Mercy”! Ela é muito, muito alta…

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Bruce cantou novamente hoje, então partiu para Londres a noite e vai à África amanhã, como Captião Dickison – compilei o vocal de “El Dorado” e então fiz a mixagem. Fui numa loja comprar o jantar no caminho de casa, e algum idiota bateu em meu carro no estacionamento. Exausto!

Sábado, 20 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Estou exausto – me sinto brutalmente cansado hoje.

Domingo, 21 de Fevereiro de 2010: Malibu – Califórnia
Tive que ir com minha família a um aniversário de crianças – eu sei que tenho que fazer estas coisas, mas eu odeio. Saí para um passeio de bicicleta quando voltamos e decidi, enquanto pedalava, que irei de bicicleta para São Francisco no meu próximo trabalho, que é produzir o novo álbum de estúdio do Journey, em abril.

CONTINUA AMANHÃ…

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16 responses

17 09 2010
Leonardo Matheus

Bacana quando ele falou do janick gravando o solo da the alchemist. Eu não fui muito com a cara dessa musica, mas depois que ouvi denovo, o solo dela ficou bacana, bem rapido, a là janick, mesmo.

17 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Leonardo, tudo bem? Cara, ao contrário de 99% dos fãs do Maiden, Janick é meu guitarrista preferido no Maiden. Os solos deles são mais sujos, mais rockers, algo que me agrada demais. Adoro Adrian e Dave também, mas Janick é o cara que se sobressai para mim. Abração, cara!

17 09 2010
Helton

Pra mim o cara dos ‘los tres amigos’ é o Adrian, porém curto muito os 3, principalmente juntos. Quanto ao TFF minha dúvida é uma só… Como deixar alguma música do cd de fora da turnê?

Abraz

17 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Verdade, Helton! Eu só quero ver quais músicas ficarão de fora. Na minha opinião, entram no setlist, com certeza: “El Dorado – lógico; “Sattelite 15…”; “Coming Home” e “When The Wild Wind Blows”. Abração, meu velho!

19 09 2010
Leonardo

Eu gosto do Janick, sim, mas acho o Dave o melhor, quando a questão é tecnica.

Composições, Adrian e Janick estão no mesmo nivel para mim. Cada um da um toque diferente. Se de um lado o janick apresenta solos mais sujos, do outro o adrian contrapesa como solos limpos, mais a lá blues.

19 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Leonardo! Com certeza o Adrian é meio a antítese do Janick: solos mais calmos, cheios de bends limpos, etc. E o Dave é o cara dos “ligados”, solos rápidos e inspirados… Sem dúvida um complementa o outro, formando uma parede de guitarras invejável. Abração, meu velho!

17 09 2010
Helton

Só da pra arriscar essas né, Gabriel? Queria muito Starblind, mas ela não deve rolar.

Abraz

17 09 2010
Gabriel Gonçalves

É mesmo, Helton. Queria que rolasse “Isle of Avalon” também… Vamos ver se eles nos surpreendem mais uma vez. Abração, meu velho!

17 09 2010
Mickey

Mais uma parte do “Olhem só como nossas vidas são um maravilha e a de vocês não” UHEAEUHUHAe

Caguei de rir quando ele falou que detesta ir aos aniversários

17 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Eu também, Mickey. Aniversário de criança nos Estados Unidos deve ser chato pra caralho. Eu gosto de ir nessas festinhas, rs. Abração, cara!

17 09 2010
Roberto A

a pergunta que não quer calar….alguém faz ao produça do maiden…

“e nós com isso?”

17 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Eu tenho para mim que o produtor do maiden é mais um engenheiro de som ou um compilador. Eu duvido que o Kevin chegue para Steve e fale: “cara, tente uma melodia diferente…”. Para mim ele faz tudo para o som sair do jeito quea banda quer, e compila os melhores takes, etc… Abração, cara!

20 09 2010
Fábio

Gabriel sobre esse lance aew do produtor do Maiden eu concordo plenamente com o que vc disse, ele é mais do tipo engenheiro ou compilador.

20 09 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é Fábio, acho que os arranjos, etc, ficam 100% a cargo da banda. O Kevin dá mais toques ds engenharia da coisa, na edição e mixagem… Abraço!

20 09 2010
Marcos Gonçalves

Como Maidemaniaco neófito, ainda não soube distinguir os solos do Janick. Os do Dave para mim são a assinatura do Maiden, muito originais e de uma beleza especial. Os do Andrian são tão lindos quanto, mas soam um pouco mais hard rock para mim, se é que não me enganei. Em resumo, não consigo dizer qual dos dois é meu preferido.

20 09 2010
Gabriel Gonçalves

Nisso eu concordo, Marquêra: os solos do Dave são uma das impressões digitais do Maiden. Os solos de Janick são os mais sujos, mas rockers, por assim dizer… Com o tempo você vai saber distinguí-los. Abração, meu velho!

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