1991: O ANO DIVISOR DE ÁGUAS NA HISTÓRIA DO ROCK N’ ROLL

9 09 2010

Por: Roberto A.

Muito se fala na década de 60 quando o assunto é a importância para o Rock. Realmente muita gente boa veio daqueles tempos, porém o que nunca vi explicitado em lugar algum foi que 1991 foi o ano mais importante na história desse gênero mais do que amado: o Rock n’ Roll.

Havia efervescência no movimento, perfume de erva espalhado pelo ar, muita criatividade, as mais interessantes edições de festivais, e o que mais importa: os discos mais revolucionários foram lançados justamente nesse ano. Basta avaliar com algum critério.

Aqui estão alguns exemplos que considero vitais para essa minha afirmação:

NEVERMIND: O Nirvana conseguiu o improvável: tornou pop o Punk Rock. Canções espetaculares tornaram Kurt, Krist e Dave ícones de toda uma geração; e a canção mais emblemática da década (e das melhores de todos os tempos) estava nesse disco: “Smells Like Teen Spirit”. Nevermind é todo bom e colocou Nirvana na lista dos maiores de todos os tempos.

TEN: Poucas vezes uma estréia foi tão emblemática como esta do Pearl Jam. Canções que se tornaram verdadeiros hinos da juventude, como “Even Flow”,”Alive”,”Once”, e uma das mais belas baladas já compostas, “Black”, deram à banda o valor merecido. Curiosamente eles nunca conseguiram fazer um disco tão bom quanto esse, mas isso é detalhe.

BLACK ALBUM: Neste disco o Metallica realizou sua obra-prima maior, juntando peso e melodia pop, algo impensável na época. Muito bem produzido por Bob Rock, o álbum tornou o Metallica popular entre pessoas de idades e gostos díspares. Havia peso para os headbangers, como “Enter Sandman” e “Sad But True”, e baladas para o público MTV, como “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters”. Sublime.

ACHTUNG BABY: Após se consolidar no mundo, o U2 precisou revolucionar seu som, e conseguiu isso brilhantemente com este CD. Eletrônico e Rock se combinaram perfeitamente em canções sublimes como “The Fly”, “Even Better Then The Real Thing”, e o hit maior deles, “One”. Produção primorosa para uma sonoridade ímpar. Até hoje considerado como um dos principais trabalhos dos caras.

USE YOUR ILLUSIONS I e II: Senão o principal trabalho do Guns N’ Roses, estes dois discos duplos lançados simultaneamente podem ser considerados como o mais complexo e elaborado petardo dos caras. Experimentaram de tudo: desde covers audaciosos – “Live and Let Die” – Rock pesado – “Don´t Damm Me” – até as melhores baladas já compostas por eles – “November Rain”, “Stranged” e “Don´t Cry”. Estes discos deixaram o Guns imenso, marcando de vez o nome deles como uma das maiores bandas da história.

BADMOTORFINGER: O disco que colocou de vez o Soundgarden em evidência. Pauladas sônicas, como “Jesus Christ Pose”, “Outshined” e “Rusty Cage”, mostravam o alto nível técnico e criativo que a turma de Chris Cornell tinha a oferecer. Disco subestimado, porém impactante e vital aos fãs de boa música.

BLOOD SUGAR SEX MAGIC: Melhor e principal trampo do Red Hot Chili Peppers, este CD é algo sério. Ótimo do começo ao fim, soberbamente produzido, tem o som cristalino e grandes hits, como “Give it Away”, e “Under the Bridge”. Foi neste CD que a banda realmente apresentou seu potencial completo, estourando em nível mundial. Obrigatório.

Posso mencionar muitos outros discos bons lançados nesse ano, como “Gish”, do Smashing Pumpkins; “Loco Live”, do Ramones; “Out Of Time”, do REM; “Screamadelia”, do Primal Scream, entre outros.

Enfim, saudades de 1991. Nesse tempo o Rock era mais do que propaganda para vender refrigerante. Existia atitude.

Punto e Basta!


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74 responses

9 09 2010
BERNARDO

USE YOUR ILLUSIONS I e II: Senão o principal trabalho do Guns N’ Roses, estes dois discos duplos lançados simultaneamente podem ser considerados como o mais complexo e elaborado petardo dos caras. Experimentaram de tudo: desde covers audaciosos – “Live and Let Die” – Rock pesado – “Don´t Damm Me” – até as melhores baladas já compostas por eles – “November Rain”, “Stranged” e “Don´t Cry”. Estes discos deixaram o Guns imenso, marcando de vez o nome deles como uma das maiores bandas da história.

Muito foda! Melhor turnê do Guns foi em 1993. Último ano da banda 😦
Os caras mais maduros, slash tocando muito! Axl rose botando pra foder… etc

Fato!!!!

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Realmente, Bernardo, os “Illusions” são fenomenais – tirando “My World”, rs. “Estranged”, “Don’t Damn Me”, “Dead Horse”, “Breakdown”… Se estas músicas são os “lados B”, já dá para imaginar como são os discos. Fantásticos! Abração, cara!

9 09 2010
Helton

Que ano foda hein….Os que menos curto aí são PJ e U2, mas esses albuns tem musicas clássicas demais.

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é, Helton, o Roberto se lembrou muito bem deste ano. Confesso que, para mim os anos 60 e 70 são melhores, mas não posso negar que 1991 foi especial. Assim como você, não gosto do U2 – e não sou lá grande fã do Pearl Jam, Red Hot e Soundgarden – mas não posso deixar de reconhecer que todos têm lá sua importãncia – apesar de achar que o U2 é a banda mais superestimada da história, com o vocalista mais mala da história, rs. É bom lembrar também que foi em 1991 que o Guns veio ao Brasil pela primeira vez, no Rock in Rio II. Lembro que vi o show pela TV e morri de vergonha – saca quando você sente vergonha por outra pessoa? – quando Pedro Bial comentou sobre a bunda de Axl, rs. Abração, meu velho!

9 09 2010
Helton

Pedro Bial fail total hahaha
Cara…
Ten sempre será o melhor do PJ… mas não consigo escutar o album todo e muito menos a discografia completa
Red Hot… pra mim o melhor é o One Hot Minute…mais pesado, mais sombrio e Dave Navarro na guitarra
U2… acho o Bono mala demais também, mas eles têm músicas antológicas ao decorrer da carreira, apesar que eu ache eles mais pop que rock, mas é minha opinião.
Quanto a Aerosmith(podiam voltar a fazer música de verdade e parar com s ladainhas) é foda demais. Nirvana…escuto tudo de trás pra frente..b-sides, ensaios e por aí… Soundgarden… banda dificil de se escutar, mas com riffs inspiradissimos e Chris Cornell quando em grande fase. Metallica e Black Album…. minha nossa….album foda demais…. UYI I e II… clássicos … pra mim o II mais que o I…apesar de My World….eca hahaha

Deixo minha dica… escutem a discografia solo do Paul Di’anno… que rock n roll de primeira… vou fazer a resenha com o link pra download de uma coletanea, pode ser, Gabriel???

Abrazz

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Helton, concordo com quase tudo que você escreveu, meu velho. Quanto ao Red Hot, meu preferido é o “Blood Sugar…” e os discos anteriores tamvém são muito bons; mas fora isso, estou com você. Pode sermeio escroto de se falar, mas o Aerosmith era melhor quando os caras usavam droga, rs. Depois de sóbrios eles lançaram vários trabalhos foda, como “Nine Lives”, “Get a Grip”, etc, mas, não sei explicar, falta alguma coisa no som… Quanto a resenha e o link para download, fique a vontade, meu velho. Abração!

9 09 2010
BERNARDO

TEN: Poucas vezes uma estréia foi tão emblemática como esta do Pearl Jam. Canções que se tornaram verdadeiros hinos da juventude, como “Even Flow”,”Alive”,”Once”, e uma das mais belas baladas já compostas, “Black”, deram à banda o valor merecido. Curiosamente eles nunca conseguiram fazer um disco tão bom quanto esse, mas isso é detalhe.

baum demais !!!!!!!!!! cd puro rock and roll

pearl jam é foda!!!!

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Bernardo, tudo certo? Eu não sou um grande fã do pearl Jam, – gosto de algumas músicas – mas só o fato deles terem conseguido sobreviever, e bem, após a onda do Grunge, já é uma prova de que possuem valor. Abração, meu velho!

9 09 2010
GRIP

essa decada de 90 era a decada do rock verdadeiro havia garra alma

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, raphael, tudo certo? O começo da década de 90 foi realmente fenomenal, mas não gosto nem de lembrar dos resto dela, rs. O engraçado é que sempre foi assim: nos anos 80 as pessoas reclamavam que bom foram os anos 70; nos anos 90 elas falavam que bom foram os anos 80, e assim por diante. para mim, a era de ouro de Rock n’ Roll foram os anos 50, 60 e 70, e após isso bandas fantásticas apareceram, mas não era a mesma quantidade – porque nas três primeiras décadas do Rock, as bandas vinham em quantidade e qualidade. Como competir com a década de 60, por exemplo, que trouxe Beatles, Stones, Beach Boys, Animals, Who, Hendrix, Doors, Free, Troggs, Byrds, Dylan, Kinks e posso continuar escrevendo exemplos aqui o dia todo… Nos anos 70 vieram Zeppelin – que na verdade é do final dos 60, mas tudo bem – Purple, Sabbath, Kiss, Judas Priest, Twisted Sister, Meat Loaf, Scorpions, Van Halen, Ramones, Sex Pistols, New York Dolls, Clash, e por aí vai… Nas décadas seguintes, tivemos grande bandas, como o Maiden, o Guns, o Nirvana, etc, mas acho que as décadas de 50, 60 e 70 foram campeãs. Abração, meu velho, e volte sempre!

9 09 2010
Roberto A

Breakdown é fantástica. poderiam ter explorado muito mais essa música.

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Também acho, Roberto. “Breakdown” é uma das minhas preferidas do “Illusion II”. Outras duas que acho fantásticas, mas que não ganharam muita notoriedade foram “Dead Horse” e “Bad Apple”. Os “Illusions” são muito bons. Incrível como uma banda consegue lançar um álbum duplo com tanta qualidade… Abração, meu velho!

9 09 2010
Helton

Ah e só pra lembrar…mais festivo que clássico… 91 foi o ano de lançamento do 1º album de inéditas do Skynyrd quando eles voltaram…

Abrazz

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Verdade! O começo dos anos 90 foi muito bom. Vale lembrar que em 92 o Alice in Chains lançou o “Dirt”, que para mim é tão clássico quanto o “Nevermind”. Acho que Kurt levou a década para o inferno depois que se matou, rs. Abração Helton!

9 09 2010
Helton

Gabriel…digo mais… não existe disco do Chains com menos de 4 estrelas… discografia impecável… Layne eterno, mas a reencarnação é excelente também! Abraz

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é, Helton, confesso que não conheço muito a reencarnação do Alice in Chains – preconceito mesmo. Colocaram um vocal novo, né? Por mim Jerry Cantrell poderia assumir os vocais – aliás, o trabalho solo dele é fenomenal! Abração, meu velho!

9 09 2010
Roberto A

Kurt ao se matar, levou o Rock N’ Roll de qualidade junto. fato.

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Engraçado isso, não é, Roberto? Após a morte do cara, as bandas meio que se esvairam, criativamente, também. Por isso que, mesmo não curtindo muito o Pearl Jam, eu os respeito. Os caras conseguiram permanecer na estrada, e bem, por todos estes anos. Abração, meu velho!

9 09 2010
Roberto A

Pode crer Gabriel. ao vivo realmente sempre mandaram bem o PJ, o ‘pobrema’ é a qualidade duvidosa dos discos posterioes ao Ten.

ABRAXX

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Bom, como não sou um graaande conhecedor dos álbuns deles, não tenho como comparar, mas você tem razão: ao vivo eles sempre deram um bom show, até porque se não o fizessem, não estaria aí até hojr. Abração, meu velho!

9 09 2010
Carlos

Bah, o artigo esta bom, mas discordei logo no primeiro parágrafo. Vou falar primeiro do Metallica. Cara, pra quem curte o som deles, o black album não chega nem perto dos albuns de 83, 84, 86…e so pra constar, antes do black album o Metallica ja tinha suas baladas, caso de fade to black (84) e até mesmo a One (88), que começa muito baladinha. Concluindo-se que não era nada IMPENSÁVEL em 91 como tu relata.
Cada um tem seus gostos, ok. Respeita-se e ate debate-se.
Mas pra mim, Guns, Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden jamais serão mais importantes na história do rock do que black Sabbath, Led Zeppelin, Jimmi Hendrix e Metallica (antes do Black album).
Estes citados em 91 foram ótimos sim, deixaram sua marca na história. Smells like teen spirit, even flow, crazy, november rain, todas ótimas músicas. Mas não tiveram o impacto social, não tiveram a evolução musical dos seus antecessores. Uma coisa é agradar a massa que curte som POP, MTV, outra coisa é revolucionar a música como o Metallica fez, não no Black album, mas quando surgiu, com guitarras furiosas, riffs ágeis e bateria alucinante. Sem contar a revolução com o Black Sabbath e suas músicas únicas como Iron man e Paranoid.
Pra que gosta de rock com levada POP, tu acertou na mosca, agora, quem curte a raiz do negócio, isso passa batido…

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Carlos, tudo beleza? Cara, concordei com quase tudo que você, mas terei que discordar um pouco da conclusão, rs. Como já comentei acima, acho que os anos 50, 60 e 70 são campeões, mas não acho que os artistas em questão dos anos 90 sejam Rock com levada pop. Eles viraram pop, porque venderam horrores, assim como o Sabbath, Zeppelin, Purple e Hendrix. No começo todos eles eram bem undergrounds, com um som sujo, diferente do que existia – exatamente igual às bandas citadas dos anos 90 – com a exceção do Metallica – mas se tornaram aceitos e “pop” após venderem milhões. É um fenômeno que acontece com qualquer banda famosa. Quanto às baladas do Metallica, também concordo que eles ja tinham música com violões e etc, mas foi no “Black Album” que eles conseguiram encontrar uma forma de fazer uma “power ballad”, por assim dizer, e ainda assim ser admirado pelos bangers e público mainstream, portanto, nisto concordo com o que o Roberto escreveu no texto. Abração, cara, e volte sempre!

9 09 2010
Roberto A

Certo Carlos, estamos aqui pra debater mesmo. Mas o mote do post foi um ano em que MUITOS DISCOS CLÁSSICOS FORAM LANÇADOS SIMULTANEAMENTE.
Sem desmerecer banda alguma, e nem trabalhos lançados anterior ou posteriormente.

ABRAXX

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

É bem por aí mesmo, Roberto. Pelo que entendi do seu texto, o objetivo não foi provar que 1991 foi o melhor ano na história do Rock, mas um ano importantíssimo que nunca foi destacado como tal. Abração, cara!

9 09 2010
Leonardo Matheus

Com toda a certeza, esse ano de 1991 foi um dos melhores na historia do rock, para todos os generos. Todo e qualquer “metalleiro” que se preze ja ouviu inumeras vezes esse album. Use your ILLusiouns I e II foi junto ao appetitte for destruction as maiores criações do guns, e por ai vai. Além do nevermind, uma das maiores criações do rock.

Porém, alguns anos depois, o rock entra na idade das trevas. Mettalica lança o load, Iron maiden perde o dickinson, guns desmonta, o grunge prova que não passava de uma moda seguida a partir de kurt cobbain, e mais tarde as modinhas tomam conta do rock. É triste so de lembrar-se.

O bom e velho rock esta esquecido hoje em dia, mas ele esta guardado em nossas lembranças, e cabe a nós não deixar ele morrer!

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Leonardo, tudo beleza? Não acho que o Rock esteja esquecido, ele apenas está onde sempre esteve: no porão. Nos anos 50, os verdadeiros rockers eram os que não apareciam muito – até Elvis lançar uma luz em todos eles – mas logo a indústria deu um jeito de acalmar as coisas: apareceram ídolos teen cantado as músicas dos caras – Chuck Berry, Carls Perkins, Little Richard, etc – em versões suaves, cabelinhos penteados, etc – bizarrices do tipo de Paul Anka, Pat Boone, etc – e os verdadeiros sumiram. E sempre foi assim. Quando o Rock está “na moda”, se aproveita muito pouco – daquele moda brasileira de Rock nos anos 80, por exemplo, 10% prestava. A mesma coisa acontece agora. Os grandes caras estão batalhando no porão, enquanto os queridinhos da indústria fazem a festa. É um ciclo que se repete há muito tempo… Abração, meu velho!

10 09 2010
Leonardo Matheus

Fala meu amigo gabriel! Concordo quando vc diz que o rock nasceu e vive até hj no porão, mas eu particularmente não ouço muita coisa dos tempos atuais. 95% do que eu ouço é dos anos 50-90, sendo muito pouca coisa dos 90. Os principais vc citou ;D

Ahh anos 90, o começo deles foi o melhor de todas épocas!

Eu gostaria de ver surgindo um novo Led Zeppelin, ou um novo Pink Floyd. Eu gostaria de ver a revolução voltar, com um novo johnny cash, ou os novos Beatles, um novo elvis, quem sabe? Claro, nas suas devidas proporções.

Eu gostaria que acontecesse, mas sei que dificilmente acontecerá. Enquanto isso, ouço os velhos clássicos, que são imortais em nossas lembranças.

Ja que o roberto citou, ai vai uma nova ideia para uma nova repostagem, gabriel, a idade das trevas do rock.

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Leonardo, tudo certo? Pois é, cara, minha preferência no Rock n’ Roll é nesse período também – anos 50 a 90 – sendo que as três primeiras décadas são imbatíveis para mim. Sinceramente não vejo possibilidade de um novo Zeppelin ou num novo Pink Floyd aparecerem, por um simples motivo: A partior de meados dos anos 70 – podemos colocar o disco “Framptom Comes Alive” como o marco zero disso – o Rock n’ Roll passou a ser estritamente um negócio. Lógico que antes muitos empresários já se arvoravam pelo Rock, em busca de fama e riqueza, mas eram empresários solitários, buscando dinheiro, ou seja, eram pequenos ainda. Com as vendagens astronômicas de “Framptom Comes Alive”, as grandes corporações começaram a perceber que podiam ganhar ainda mais dinheiro com issto, e aí fodeu tudo. Começaram as aquisições de gravadoras por parte de grandes conglomerados corporativos e admnistradores, economistas, contadores e advogasdos passaram a decidir quem seria contratado ou não. Gente que nunca entendeu de música e , mais importante, não possui o menor respeito pela música. O Rock sempre gerou grana, mas depois virou comércio no pior sentido da palavra. O valor artístico não é mais levado em conta, só o potencial mercadológico. O sucesso só é avaliado do ponto de vista comercial – tem que ser levado em conta também, mas não só isto. Portanto, a não ser que uma revolução sem precendentes aconteça, o futuro da música está na mão de advogados, contadores, administradores e economistas… Abração, meu velho!

10 09 2010
Leonardo Matheus

Helton, quanto ao que vc falou do Iron, eu acho sim que todos os vocalistas que passaram pelo Iron, foram grandiosos. Paul foi o cara que começo o Iron, Heavy metal mais puro, impossivel, com poucas tendencias progressivas, rapido e seco. Certamente um estilo que dava uma cara diferente ao Iron. Blaze também não ficava para trás. Apesar de os discos por ele interpretados serem bem diferentes, muito mais sobrios e progressivos, como absoluta certeza os fãs do Maiden de verdade, entenderam que ele nunca seria o Bruce Dickinson, mas ele também não faria por menos.

Mas não podemos negar que o Bruce é, e foi o Bruce. É impossivel não afirmar que ele foi o melhor Vocalista da historia do Iron.

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

Você está certo, Leonardo. Os três vocalistas que passaram pelo Maiden são muito bons – ou então nem entrariam na banda – mas temos que destacar Dickinson, até porque ele foi quem ficou mais tempo no grupo e gravou os maiores clássicos. Mas tanto Paul quanto Blae merecem todo o respeito dos fãs. Abraço, cara!

9 09 2010
Roberto A

Exatamente Gabriel, o lance foi dar importância devida a 91, o ano que mais álbuns clássicos foram lançados.

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

Por falar nisso, alguém se habilitaem fazer uma pesquisa para saber quais álbuns foram lançado no Brasil em 91, rs? Se não me engano, a moda da lambada estava caindo fora e o axé estava dominando o Brasil, rs. Abração, Roberto!

10 09 2010
Gustavo Cavalcante

mentira foi em 86 e 88, rs………….

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Se formos parar pra pensar, houveram vários anos mágicos na história do Rock n’ Roll. Em 1969, vários clássicos foram lançados: “Abbey Road” dos Beatles; “Let it Bleed” dos Stones; “Led Zepellin” e “Led Zeppelin II” do Led Zeppelin; “Kick Out The Jams” do MC5; “Deep Purple” do Deep Purple”; “Spáce Oddity” do David Bowie”, e muitos outros. Abração, meu velho!

9 09 2010
Roberto A

Leonardo, sugiro um post sobre a idade das trevas que você mencionou, o resto da década de 90.

ABRAXX

9 09 2010
Gabriel Gonçalves

É verdade, Roberto. Ótima ideia essa sua. Abração, meu velho!

10 09 2010
Gustavo Cavalcante

Eu discordo quando o Roberto disse q o “Metallca” havia
realizado sua obra-maior com o “Black Album”. Eu sempre
achei q o este disco sempre foi superestimado no meio
do Heavy Metal, é um ótimo disco sim, mas não a obra-prima
do “Metallica” e quem dirá do Heavy Metal , o ápice desses
caras foi em “Ride The Lightning” (na minha opinião, ok!)

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão! Eu particularmente perfiro o “Master of Puppets”, mas reconheço que foi o “Black Album” que alçou a banda a um outro nível. Sem ele, o Metallica seria uma das maiores bandas de Metal da história; com ele o Metallica se tornou uma das maiores bandas da história. Abração, meu velho!

10 09 2010
Helton

Meu preferido do Metallica tb é o Ride the Lightning, mas o black album tem musicas excelentes… O problema maior é não conseguir separar as fases das bandas, você goste ou não… Uma das coisas que mais me arrependo foi o tanto de tempo que tive pre’conceito de escutar a fase Dio no Sabbath e minha nossa….que fase maravilhosa e quanto tempo de boa musica eu perdi. Se você escutar a fase Blaze do Maiden sem se prender ao Bruce, vai ver que são 2 discos maravilhosos e acima da média de outras bandas… O problema é saber ouvir, mesmo que você não goste da direção que a banda tomou, não pode chamar os albuns de fracos ou não. E nem é sobre isso o texto em questão… é como sairam tantos albuns bons em um ano que é tão pouco lembrado.
Abraz

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

Você está coberto de razão, Helton. Inclusive, quanto ao Iron, tenho a mesma opinião que você, mas acho que as pessoas em geral se prendem a uma sonoridade e, no caso de uma mudança, já criticam sem ao menos ter escutado com atenção. Abração, meu velho!

10 09 2010
Leonardo Matheus

É gabriel, vc esta coberto de razão, não há argumento quando vc afirmou que o rock virou comercio. Maldito mundo capitalista selvagem! Por la revolucion! rsrsrsrs brincadeira!

Sobre o Maiden, ja ouviram o CD novo? Eu adorei e todos os sentidos o album! Desde brave new world eu num ouvia algo tão bom.

Abraço!

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

É verdade, Leonardo. Para mim, o problema não é nem o capitalismo – eu adoro o capitalismo, rs – mas a partir do momento que você trata a arte como uma mercadoria igual a uma penca de bananas, aí sim a merda começa…. O disco novo do iron está fantástico, sim! Não consigo parar de escutá-lo, rs. Abração, meu velho!

10 09 2010
Gustavo Cavalcante

ah tá! já saquei o teu lance, bom então ouça ‘Kamelot” e “Edguy”,
talvez voce possa gostar dessas, rs…..

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Valeu, Gustavão! Vou ouvir sim… Abração, meu velho!

11 09 2010
Gustavo Cavalcante

Gente me desculpe pelo comentário fora de contexto q dei
acima, ele não é dessa coluna, ele é da coluna PODCASTS, ok!,
sobre o TFF tem lá seus bons momentos e (são muitos), só peca
um pouquinho pelas introduções q quando iniciadas sinto aquela
sensação daquela intro estar fora do lugar e q soa um pouco
desnecessaria, mas… fora isso tá agradável, sem contar q no TFF
temos um solo mais belo q o outro, podemos colocá-lo em pé de
igualdade ao lado de Somewhere In Time e do Powerslave em se
tratando de belos solos de guitarra reunidas em um só disco.
Abração!

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Gustavão. Bom, eu sou daqueles que não se importam com estas intros, inclusive acho que elas dão um ótimo clima para a canção, vide “Sattelite 15…”. Mas concordo que o “Final Frontier” está em pé de igualdade com qualquer álbum do Maiden, inclusie o “Powerslave” – e não só em se tratando de solos. Abração, meu velho!

11 09 2010
overmatik

Eu li essa matéria no Whiplash e tive que vir aqui para corrigir, o “Get A Grip” é de 1993, e não de 1991…

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, cara, tudo certo? Você está certíssimo. O “Get a Grip” foi lançado em 1993, ao invés de 1991 -como foi retratado no blog. Obrigado pela correção – o texto já foi alterado – e volte sempre, meu velho!

11 09 2010
Iced

Ô colega….
cadê o Human do Death nessa lista?
maioria do q tá aí é mainstream puro!
o mundo se resume a isso por acaso?
U2 vale do Rattle and Humm p/ trás, do All that you can´t leave behind p/ frente
Nirvana já deu no saco
black album tá longe d ser a obra-prima do Metallica….
mal chega perto do Master of Puppets
ano bom mesmo foi 1990
Rust in Peace, Seasons in the Abyss, Painkiller, Coma of Souls, Souls of Black…

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, meu velho! permita discordar quando você fala de mainstream, até porque uma banda como o Judas, que mesmo antes do “Painkiller” já vendia milhões de álbuns – o “Scream for Vengeance” que o diga – tem que ser considerado mainstream. O mote do texto não foi comparar que disco era melhor, mas mostrar como 1991 foi um ano importante, com grandes lançamentos para o Rock. É lógico que aquela lista citada no texto é limitada – ou não iríamos terminar a matéria nunca – mas a sua lista é ainda mais limitada, com apenasd discos de Metal. Quisemos mostrar que, em diversos estilos, 1991 transbordou em qualidade – ninguém afirmou que o “Black Album” é o melhor da Metallica (eu até prefiro o “Master of Puppets”) mas, sem dúvida, foi o disco que tranformou o grupo em uma banda gigante, ao invés de uma banda gigante de Metal, fato. Citamos Nirvana, Pearl Jam, Guns, Red Hot, etc, mostrando que, em vários estilos, o ano de 1991 foi bem feliz em álbuns de qualidade; não falamos em moento algum que o “Use Your Illusion”, ou o “Black Album”, ou o “Blood Sugar…” é o melhor disco da respectiva banda. Obrigado pela aperticipação no blog, cara, e volte sempre!

11 09 2010
Britto

Ozzy Osbourne – No More Tears, Skid Row – Slave To The Grind

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Britto, tudo certo? Pois é, cara, para você ver como 1991 realmente foi um ano especial… Obrigado pela visita e volte sempre!

11 09 2010
Eduardo

Na minha humilde opinião, aquele foi o ultimo ano produtivo e genial do rock. E creio que a fundamental causa de tanto sucesso tenha sido em função da forte influência ainda exercida dos anos 80, já que era uma época de transição e, portanto, ainda muito pulsante nas veias de todos por terem vivido intensamente àquela década.

Humildemente,

Eduardo

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Eduardo, tudo certo? Na minha opinião, até 1994 ainda havia muita música boa sendo lançada – o “Dirt”, do Alice in Chains, é de 1992. A partir de 94, entretanto, a coisa começou a esfriar, rs. Abração, cara, e volte sempre!

11 09 2010
Igor

Faltou falar do Slave To The Grind, do Skid Row, melhor disco de 91 !!

11 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Igor, tudo certo? Pois é, cara, o “Slave to The Grind” também é de 91, assim como o “No More Tears” de Ozzy – discaço total! REalmente foi um ano muito bom para o Rock. Abração, cara, e volte sempre!

12 09 2010
Daniel Jr

Apesar de ser fã do U2, tb não o incluíria na lista. No More Teart (Ozzy) e Pornografitti (Extreme), The Real Thing (Faith No More), Empire (Queensryche) estes tiveram, dadas às devidas proporções, uma grande importância, cada um em seus estilos. Gosto muito da década de 90. Um grande abraço!

12 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Daniel tudo certo? É verdade, se fossemos lembrar de todos os lançamentos, o texto se tornaria um livro, rs. E o começo da década de 90 foi espetacular mesmo: Todos os discos já citados no texto, “Dirt” do Alice in Chains, “No More Tears” de Ozzy, “Revenge” do Kiss e por aí vai. Grande abraço, meu velho!

13 09 2010
Roberto A

Peço desculpas pelo meu erro em relação ao get a grip. daniel, the real thing saiu em 89. mas esses discos do ozzy, e do skid, só comprovam que 91 foi o ano, em termos de cds clássicos lançados NUM MESMO ANO. isso é inquestionável. fiquei feliz com a publicação do texto no whiplash.

adiante!

13 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto! Pois é, cara, mandei pro Whiplash e nem te avisei, né? Foi mal o esquecimento. O engraçado ´que depois deste texto, fico o tempo todo lembrar de mais disco foda de 1991 e de outros anos da década de 90, que não foram poucos. Realmente este exercício pode se tornar numa quebra de paradígmas, já que a maioria de nós considera os anos 90 uma bela porcaria, rs. Abração, meu velho!

13 09 2010
away

Gostei da matéria!!!
Curti os albums do GNR, do U2 e Do Nirvana. Os outros nao os ouvi ainda.

Gostaria de adicionar 3 discos nacionais lancados nesse ano que foram esquecidos pela mídia especializada da época, que estava inventando a notícia de que rock brazuca estava em decadencia.

– Tudo ao mesmo tempo agora, dos Titas.
– Várias Variáveis, dos Engenheiros do Hawaii
Somados a esses 2 excelentes discos eu adiciono bom disco “V” da Legião Urbana, que contem a pesada Metal contra as nuvens

Nao tenho dúvidas que o fracasso comercial desses 3 discos se deveu a uma “caça as bruxas” do rock nacional que ajudou a popularizar porcarias como sertanejo, axé, pagode etc…

13 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, cara, tudo bem? É verdade, deixamos de fora os discos nacionais. Dos três que você citou, confesso que só curto o dos Titãs – dos Engenheiros, gosto muito do álbum que lançaram um pouco depois, em 1995, o “Simples de Coração”. E dos Titãs, apesar de gostar muito do “Tudo ao Mesmo Tempo Agora”, prefiro os dois posteriores: “Titanomaquia” de 93, e “Domingo” de 95. Abralão, meu velho, e volte sempre!

13 09 2010
Roberto A

Blz Gabriel, por ae! uma idéia é acresentar os vários discos que foram lembrados aqui nos comentários que foram lançados em 91, e repostar o tópico, ou criar um link permanente pro post, na barra lateral do blog.

91 tem que ser lembrado eternamente. foi vital, e em lançamentos simultâneos de discos CLÁSSICOS de bandas CONTEMPORÂNEAS é imbatível. a história nos mostra isso.

Foi uma honra ter um texto meu no whiplash pela primeira vez. obrigado parceiro!

13 09 2010
Gabriel Gonçalves

Obrigado você, cara, por ter enviado o texto para cá. Sua idéia é muito boa, sim; vou aqui pensar qual o melhor jeito da gente fazwr isso – gostei da idéia de um link permanente na coluna lateral. Vou ver a melhor forma de fazer isto. Abração, Roberto!

13 09 2010
Roberto A

Away, realmente bons discos esses que você mencionou. esse 91…quantas saudades.

13 09 2010
Gabriel Gonçalves

É verdade, Roberto, o Away lembrou dos lançamentos nacionais, que a gente ainda não havia citado. Abração, cara!

13 09 2010
away

Vlw Brother!

13 09 2010
Gabriel Gonçalves

Tranquilo, cara. Obrigado você pela visita. Grande abraço!

14 09 2010
Alvaro

Pearl Jam, Red hot são demais. Não gosto do Nirvana. Mas todos são essenciais na história do rock. Mas só vou te falar um nome, apenas 1 nome dos anos 60: Jimi Hendrix …

14 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Alvaro, beleza? Hendrix realmente é fantástico. Um ser de outro planeta que resolveu pegar uma guitarra e tocar blues do seu jeito, rs; nada mal para o guitarrista da banda de aopoio de Little Richard, rs. Os anos 60 foram, na minha opinião, a década mais mágica do Rock n’ Roll. Hendrix, Stones, Byrds, Animals, Doors, Kinks, Who e, principalmente, Beatles – os maiores de todos. Além de mudarem a música, mudaram o comportamento, a moda, os pontos de vistas – e tudo num espaço de 7 anos; que é o que mas me impressiona. Grande abraço, Alvaro, e volte sempre!

31 10 2010
Luís Eduardo Martins

Sem dúvida o ano de ´91 foi um marco quando o assunto é rock. Além dos trabalhos citados, foram lançados também dois álbuns marcantes e artisticamente brilhantes. São eles: No More Tears – Ozzy Osbourne e Slave To The Grind – Skid Row.

Tenho em casa todos esses discos que foram destacados pelo autor. E até hoje quando os ouço, eles mostraram que venceram a batalha do tempo, pois todos sem exceção soam muitíssimo bem produzidos, e com um acabamento sofisticado. O Actchung Baby – U2, vai além, pois até os dias presentes, ele tem uma sonoridade moderna.

O ano iniciou para nós brasileiros de uma forte maneira, com o Rock In Rio Festival ll. Além da consagração definitiva do Guns N´Roses, tivemos o prazer de conhecer o Faith No More, grande revelação do evento.

Tinha quinze anos no começo de ´91 ( faço aniversário em Agosto ), e posso afirmar que esse ano em especial, mudou minha vida.

1 11 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Luís Eduardo! Realmente 1991 foi especial. Você é mais velho que eu e com certeza aproveitou melhor quela época, mas eu já havia sido mordido pela mosca azul do Rock n’ Roll e pude aproveitar cada momento do Rock in Rio II na frente da TV, rs. Os discos citados no texto foram discos que, independente de gosto, são pontos altos nas discografias das respectivas bandas. Alguns ábuns citados não me agradam muito, outros ficaram de fora, mas o que importa é que 1991 marcou época na história do Rock. Abração, cara!

20 03 2011
Leme

Ola amigo, gostei muito do seu texto . A tempos queria escrever uma matéria como essa . Mas achei que faltaram alguns discos , então fiz minha propria lista, espero que voce goste.

Um abraço do amigo Fabio.

http://fabiopleme.blogspot.com/2010/11/1991-o-ultimo-ano-do-rock.html

20 03 2011
Gabriel Gonçalves

Tudo certo, Fabio? Curti muito seu texto, meu velho – realmente 1991 foi um ano especial para o Rock n’ Roll. O “Arise” foi uma ótima lembrança sua; me lembro como se fosse ontem, eu escutando “Orgasmatron”, “Dead Embrionic Cells” e Arise pela primeira vez… Abração, meu velho, e parabéns pelo texto!

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