SEGUNDO STEVE HARRIS, “THE FINAL FRONTIER” NÃO SERÁ O ÚLTIMO ÁLBUM DO IRON MAIDEN

2 09 2010

Sugerido por: Marcela
Fonte:
Noisecreep

O website “Noisecreep” conduziu uma entrevista com o chefão do Iron Maiden, Steve Harris, que falou sobre o “The Final Frontier”, novo álbum da banda, sobre ficção científica e muito mais.

Confira a entrevista na íntegra, em português, com exclusividade no Imprensa Rocker!

Se o Iron Maiden nutriu algum pensamento sobre mandar seu mascote zumbí Eddie de volta ao túmulo após o lançamento de seu 15º álbum de estúdio, “The Final Frontier”, eles provavelmente reconsideraram a idéia, tendo em vista os recentes shows esgotados e o sucesso do novo trabalho nas paradas, que entrou em 4º no top 200 da Billboard nesta semana. 

“As pessoas pensarão que este é o nosso ultimo álbum, eu acho, porque a banda tem uma longa carreira, e quem sabe quando iremos parar?”, disse o baixista e compositor Steve Harris. “Mas não sentimos que é a hora ainda”.

Um pouco antes do lançamento do álbum na América do Norte , Harris falou sobre a emoção da espontaneidade, seu interesse por ficção científica, o vídeo deslumbrante da faixa título, sua afinidade por tecnologia e o motivo do Maiden não tocar, provavelmente, o “The Final Frontier” na íntegra num futuro próximo.

“The Final Frontier” é um avanço em comparação com o “A Matter of Life and Death”. Ele é mais pesado e mais progressivo e, ainda assim, está cheio de sessões melódicas memoráveis. Foi um desafio criar isto?
Na verdade, não. Foi bem divertido. Nós escrevemos o álbum em Paris quando estava chovendo torrencialmente e fazia muito frio, então não queríamos nem ao menos sair na rua, e nos focamos no que estávamos fazendo. Então gravamos nas Bahamas, o que não fazíamos desde 1986, o que foi bom também.

Para o Iron Maiden, quatro anos é muito tempo de intervalo entre o lançamento de álbuns. Vocês estavam com a cabeça em ordem para fazer este?
Sim, todos nos sentimos bem. Nós excursionamos por um tempo para promover o último disco, e fizemos o filme “Flight 666” também, então o tempo passou rápido. Tiramos um tempo de folga com nossas famílias, e antes que percebêssemos era hora de fazer um novo álbum. E o fato de estamos todos na mesma sala também manteve a vibração forte. Kevin Shirley (Nota do tradutor: Produtor do álbum) colocou todo o equipamento numa sala separada da nossa, e tivemos um incrível sistema de headphones. Pela primeira vez, isto fez uma grande diferença, e pudemos estar todos na mesma sala, o que significou uma melhor comunicação, o que foi divertido.

Vocês gravaram ao vivo todo o álbum?
Foi bem ao vivo. Funcionou muito bem, porque podíamos ver o outro enquanto tocávamos, e funcionou bem. Definitivamente iremos gravar desta maneira novamente. Não houve faixas guia nem nada. Fizemos as canções ao vivo, e então acrescentamos algumas poucas coisas. Para algumas canções, fizemos mais takes do que outras, mas também fizemos umas faixas em um ou dois takes, o que ajudou a manter as coisas soando como se fossem novidade.

Vocês pretendiam escrever um álbum tão expansivo e progressivo?
Nós apenas fizemos o que fizemos. Algumas das canções são bem progressivas, especialmente as que estão no fim do álbum. É estranho, porque se você falar de uma música, ela não representa o que está no resto do disco. Ele é bem variado, o que eu acho que é bom. É uma das coisas que fazem o álbum agradável para mim.

A abertura de “Satellite 15… The Final Frontier” tem uma vibração atmosférica e cinematográfica que estabelece um ótimo clima para o resto do álbum.
A parte do começo foi basicamente idéia do Adrian, e para mim realmente teve um clima de trilha sonora de filmes. É bem dramática, bem ficção científica e apenas seguimos a partir daí, na verdade. Nós juntamos tudo e fomos para a segunda parte da música, e soou muito bom. Eu estava realmente animado com ela quando juntamos as partes, e Adrian estava meio surpreso com o que eu havia feito, porque ele não havia pensado ela daquele jeito. Mas eu estava muito animado, porque ela basicamente nos deu tudo. Nos deu uma introdução, estabeleceu o clima do álbum e também nos deu o imaginário no qual trabalhar.

Vocês lançaram um vídeo matador, cheio de efeitos especiais paa esta canção. Você sempre soube que a faixa título iria render o primeiro vídeo?
Uma vez que tínhamos a segunda parte da canção, sabíamos que ela seria um bom… Bem, não um single, porque não temos mais singles, mas sabíamos que daria uma boa canção para promover. Então tivemos algumas idéias e ficamos muito, muito satisfeitos com o vídeo. A empresa “Darkside Films”, que produziu o vídeo, fez um trabalho muito bom.

De quem foi a idéia de trabalhar com a “Darkside Films”?
Foi minha, porque já os conhecia. Eles fizeram a interface para o DVD “Visions of The Beast”, que saiu em 2003. Aquele trabalho ficou muito bom, mas desde então eles já fizeram outras coisas realmente interessantes. Apenas sabia que eles seriam uma ótima escolha e sabia do que eles eram capazes. E o chefe de lá, Andy Bishop, eu o conhecia pessoalmente também, o que tornou uma escolha fácil.

Há um tema em “The Final Frontier”?
Bem, não é um álbum conceitual, mas como muitos de nossos discos, nós não percebemos enquanto estamos fazendo, mas há tópicos em comum. Foi como quando fizemos “Fear of The Dark”, em 1992. Parece que havia a palavra “fear” sendo mencionada no álbum algumas vezes. Eu apenas acho que quando você faz um álbum, seja lá qual linha de pensamento você usa, parece que sempre há algo que amarra tudo de algum jeito.

A arte da capa, com Eddie sendo um alien que encontra astronautas aliens, é ótima. Você quis que o álbum tivesse um clima de ficção científica?
Yeah, o tema “espaço” está lá na arte, mas liricamente há todo tipo de coisa acontecendo. Cada canção conta uma pequena estória individual, de verdade, como sempre acontece no nosso material, tirando o “Seventh Son of a Seventh Son”, que foi um álbum conceitual. Todos os outros discos são pequenas estórias.

“Space, the final frontier” é, logicamente, uma frase na introdução da série de TV “Star Trek”. Vocês são fãs da série?
Não diria que eu era um fanático, mas sempre gostei de “Star Trek”. Não acho que nenhum de nós seja fanático, mas todos gostamos da série. Pessoalmente eu prefiro mais coisas do tipo “Senhor dos Anéis”, mas também gosto de “Star Wars” e outros filmes de ficção científica também – qualquer coisa que seja excitante e que te leve numa espécie de jornada.

O título carrega algum tipo de significado?
Foi idéia de Bruce. Ele tinha o título mesmo antes de começarmos o álbum. E quando funcionou na primeira música, eu pensei, “bem isto cabe como uma luva”. E nos deu um pouco de direção. Suponho que ele estava sendo meio sarcástico – dando a idéia de que este poderia ser nosso último álbum – mas todos achamos que era engraçado. 

Qual foi o maior desafio que vocês enfrentarem ao fazer “The Final Fontier”?
Compor é sempre a parte mais difícil. Gravar é uma coisa meio acadêmica em certo grau. Nós abordamos “When The Wild Wind Blows” de uma forma um pouco diferente. Basicamente, eu queria tentar uma coisa na qual os caras não sabiam muito o que iriam tocar, até um pouco antes de fazermos. Apenas aprendemos diferentes partes, e então as tocávamos e víamos até onde a gente ia, ou quantas partes nós tínhamos. Ninguém sabia em qual ordem estas partes seriam tocadas, e ninguém exceto eu sabia ate onde levá-la. Então apenas achei que seria legal brincar com um pouco de espontaneidade. Nós conseguimos takes realmente interessantes desta forma.

Como você abordou seus companheiros de banda com esta idéia?
Bem, eu disse aos caras, “espero que vocês não se importem em satisfazer esta vontade, porque eu quero tentar uma coisa diferente”. E eles ficaram, “mmm, ok, isto soa sinistro, mas tudo bem”. E então fizemos e funcionou muito bem, o que deixou todos satisfeitos.

Qual a diferença entre trabalhar num álbum hoje, comparando com o que foi em “The Number of The Beast” ou “Piece of Mind”?
Estamos mais sábios sobre as formas de se gravar, suponho. Eu sou muito mais sábio e tenho mais confiança quando estamos no estúdio agora. Eu sei mais o que eu quero e o que fazer para conseguir, o que não acontecia naquela época. Apenas estamos mais experientes. Se até hoje não soubéssemos o que estamos fazendo, então nunca saberíamos.

O que você acha da forma como a tecnologia se desenvolveu desde os anos 80?
Eu amo a tecnologia que está aí nos dias de hoje. Eu acho incrível o que você pode fazer atualmente. E é incrível que você possa inserir tanta informação num pequeno disco rígido e carregá-lo por aí. Antigamente tínhamos que nos preocupar em carregar todos aqueles rolos de fita. Era um pesadelo, de verdade, em vários aspectos. E se você quisesse cortar algo, tinha que fazer a mão, com uma lamina. Era assustador.

Na turnê do “Final Frontier”, vocês têm tocado uma grande quantidade de canções dos últimos três discos, além de canções novas. Vocês não estão tocando muitas músicas escritas antes do “Somewhere in Time”.
Bem, nós tocamos muitas das coisas antigas na última turnê, então apenas gostamos de misturar um pouco. E na turnê anterior à “Somewhere Back in Tour”, fizemos o “A Matter of Life and Death” na íntegra. Então gostamos de manter a novidade para os fãs e para nós. Sempre haverão pessoas reclamando, não importa o que você faça, mas apenas fazemos o que achamos certo.

Você gostaria de tocar o “The Final Frontier” inteiro?
Não sei. Acho que decidiremos isto quanto chegarmos aos ensaios, mas duvido que faremos isto novamente. Fizemos uma vez e foi ótimo, mas não tenho certeza se é, necessariamente, a coisa certa a se fazer novamente. Foi ótimo fazer da primeira vez, mas você só pode fazê-lo com um álbum que seja apropriado para este tipo de performance. Sem contar que outras pessoas têm feito este tipo de coisa – incluindo Megadeth, Testament e Slayer – então talvez não seja uma coisa boa para se fazer agora.  Nós sempre gostamos de fazer nosso próprio lance, e não pensar no que está acontecendo ao nosso redor.


Ações

Information

24 responses

2 09 2010
Helton

Espero pela tour, pelo proximo capitulo do Early Days e meu digipack grago haha
Abraz

2 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Esta turnê promete, Heltão. E você lembrou bem, o próximo capítulo do documentário sobre a banda. Abração, meu velho!

2 09 2010
Roberto A

Esse disco é o melhor do Iron, evidentemente, na minha opinião.

ABRAXXX

2 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto, tudo certo? Como disse antes, acho que o “Final Frontier” está no nível de qualquer clássico do Iron, mas minha preferência muda bastante, rs. Tem épocas que estou viciado no “No Prayer..”, outras vezes no “The Number…” e por aí vai. Abração, meu velho!

2 09 2010
Chauke Stephan Neto

Ah que alivio!
Iron Maiden de volta!

2 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Chauke, tudo certo? Realmente um alívio para todos que achavam que a banda iria encerrar as atividades. Não vejo a hora da turnê do “Final Frontier” passar por aqi. Abração, meu velho, e volte sempre!

3 09 2010
Gustavo Cavalcante

Sabe eu acha q eles deveriam tocar o album todo
na integra, sim!. Como fizeram com o AMOLAD, acho q
todas as musicas iria soar bem AO VIVO, eu creio.

3 09 2010
Gabriel Gonçalves

Pois, é Gustavão! Eu também gostaria de ver este disco todo ao vivo, mas eu entendo Steve Harris. Na verdade ele citou que o álbum teria que ser apropriado para isto e etc, mas acho que a razão principal ele deu um pouco depois: muitas bandas estão fazendo isto. E como sempre, o Iron não quer seguir, quer ser seguido, rs. Abração, cara!

3 09 2010
Helton

Acho que não vão tocar porque a turne do AMOLAD não foi bem recebida por uma galera (lembram-se do Bruce rasgando o cartaz ‘Toquem os Clássicos’? , e eu….aqui nesse fim de mundo chamado Brasil queria muito ter visto o AMOLAD inteiro ao vivo, eu acho ele uma obra prima do Maiden. Acho que talvez que o TFF soaria melhor ainda inteiro ao vivo, porem são quase 80 min de album… o Maiden anda fazendo 1hr e 45 min em média de show, sobraria muito pouco tempo pros ‘clássicos’ , acho que isso é o que mais pega no pé deles. Mas assim é a vida… tocando Coming Home , Isle of Avalon, Starblind e When the Wild Wind Blows ao vivo já tá ótimo hahaha. Maiden é minha banda preferida por vários motivos, mas o principal é que eles tocam o som que eles gostam, dá um prazer enorme ver esses 6 no palco…tava vendo o Donington ontem… pqp, tem banda melhor ao vivo? Acho que não né hahaha Abraz

3 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Heltão! Você tem toda razão. Eu também queria ter visto os cars tocando o “AMOLAD” na íntegra, mas fazr o quê, né? Esse shoe em Donnington que você citou é aquele em 1992? fantástico, né? Os caras já abrem com “Be Quick or Be Dead” quebrando tudo, rs. Quanto à turnê do “Final Frontier”, estou com você: tocando “Coming Home”, “When The Wild Wind Blows” e “Isle of Avalon” – levando em conta que, com certeza, eles vão tocar “El Dorado” e “Sattelite 15…” – já está de bom tamanho. Abração, meu velho!

3 09 2010
Helton

É Gabriel, o de ’92!!! Be Quick é insana hahaha mas qual não é naquele show??? Tem que sair dvd oficial logo.

3 09 2010
Gabriel Gonçalves

Bicho, aquele show é fantástico! Nunca me esqieço quando saiu o LP, porque era triplo – nunca tinha visto um LP triplo, rs – e porque não tinha o Eddie na capa. Até hoje eu tenho as fitas K7 originais do “Live in Donnington”. Abração, cara!

3 09 2010
Bruno Caetano

Boas…
Bem pelos vistos parece que The Final Frontier é mesmo só de nome!
Cheguei a ficar convencido que seria o fim dos Maiden! Ainda bem que eles vão continuar…
Pois é Gabriel concordo com você, os Maiden não querem seguir, querem é ser seguidos.
Abraço.

3 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Bruno, tudo certo? Andou sumido, cara, rs. É verdade, “Final Frontier” só ficou no me mesmo – ainda bem, rs. Abração, meu velho!

3 09 2010
Bruno Caetano

Gabriel não tenho tido muito tempo, mas todos os dias passo aqui no blogue, esta no topo da minha lista dos favoritos :).

Abração para vc!

3 09 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Brunão! Cara, toda hora eu tento entrar em seu site, mas não consigo de jeito nenhum. Mais alguém já falou isto com você ou sou só eu? A página fica carregando, carregando e éntão entra a mensagem dizendo que o site não pôde ser aberto. Abração, meu velho!

4 09 2010
Marcos Gonçalves

Estou muito feliz com o The Final Frontier! Faz tempo que não gosto tanto de um álbum recém lançado, pois fico muito preso às velharias, talvez por falta de opção. Já com o TFF estou tão empolgado que ouço quase toda noite umas duas faixas antes de dormir, que de tão bem elaboradas e progressivas já me fazem entrar numa viagem metade música metade sono. Gosto de todas, mas fico maluco mesmo com Isle of Avalon, Coming Home, The Talisman e The Man Who Would be King. Se tocassem o disco todo no show eu ia achar do caralho!

4 09 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é, Marquêra, eu também estou mais ou menos com você. Há muito tempo que não fico tão emplgado com um álbum recém lançado – talvez o último tenha sido o “One Way Ticket To Hell… and Back”, do Darkness. Tenho escutado o “Final Frontier” quase todos os dias, e neste momento, a canção que mais sobe nas paradas daqui de casa é “The Talisman”, rs. Abração, meu velho!

4 09 2010
Bruno Caetano

Gabriel, infelizmente em algumas zonas do Brasil isso acontece mesmo. E uma pena, são regras estipuladas pelo meu servidor que por agora ainda é free. Mas assim que possa vou tentar resolver esse problema. Tenho pena que não possa conhecer o site, cara abração!

4 09 2010
Gabriel Gonçalves

Entendi… Quando você conseguir resolver isto, me avisa que eu estou bem curioso para conhecer seu site, meu velho. Abração, Bruno!

7 09 2010
Marcos

The Talisman é linda: um épico de aventura com solos, andamentos atípicos, mudanças repentinas… tudo que me agrada no som do Maiden. E no final, quando repete pela última vez o refrão, Bruce altera um pouco o tom dos vocais: e fica fantástico, uma interpretação de cinema!! Eu acho que estou ficando meio maluco reparando em tantos detalhes. Mas se ser maluco for igual a isso eu estou satisfeito com minha loucura, ehehe.

7 09 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Marquêra, “The Talisman” é uma das músicas que está subindo cada vez mais no meu conceito. O vocal de Bruce nela é impresionante! Abração, meu velho!

10 09 2010
Leonardo Matheus

É dificil falar sobre uma musica desse album.

Tem 4 musicas que na minha opinião são as melhores, e são as 4 ultimas alem de el dorado.

“Starblind” e “The talisman” são os pontos altos, famosos clássicos épicos, que cada album do Maiden tem pelo menos 2.

“The man who would be King”: grande composição, a musica é uma historia, assim como the rime of ancient mariner e alexander the great.

“When the wild wind blows”: Como todo o CD do Iron, uma musica épica para terminar um album. Solo muito bonito, e composição linda, de arrancar lagrimas dos ouvites que a ouvem pela primeira vez.

10 09 2010
Gabriel Gonçalves

É, leonardo, neste disco é difícil destacar alguma músicsa, mas confesso que “When The Wild…”, “Coming Home” e “Isle of Avalon” têm ficado no repeat por aqui, rs. Abração, meu velho!

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