FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS – PARTE XV

15 08 2010

São Paulo está entrando numa nova era glacial – pelo menos para mim, que venho de um canto mais quente do Brasil. Se em Salvador estivesse o frio que está fazendo aqui, as pessoas estariam em casa esperando pelo apocalipse… É sério! Ainda assim eu prefiro o frio daqui a o calor infernal da Bahia – é mais fácil andar cheio de roupa na rua, do que pelado.

Mas chega de enrolação! Todo mundo já está cansado de saber que domingo é o dia em que o Imprensa Rocker se une aos leitores para comemorar os aniversários dos nossos ídolos. Esta semana temos bastante gente apagando as velinhas (é impressão minha ou à medida que setembro se aproxima, o número de aniversários aumenta? Acho que é aquela coisa de confraternizar no réveillon, uma época de amor ao próximo, e aí já era: nove meses depois, em setembro, a conta chega).

Vamos então aos aniversariantes da semana:

Gilby Clark (Guns n’ Roses): 17 de agosto de 1962
Ginger Baker (Cream): 19 de agosto de 1939
Ian Gillan (Deep Purple): 19 de agosto de 1945
John Deacon (Queen): 19 de agosto de 1951
Robert Plant (Led Zeppelin): 20 de agosto de 1948
Phil Lynott (Thin Lizzy): 20 de agosto de 1949 (morreu em 4 de janeiro de 1986)
Dimebag Darrel (Pantera): 20 de agosto de 1966 (morreu em 8 de dezembro de 2004)
Glenn Hughes (Deep Purple/Trapeze/Black Sabbath): 21 de agosto de 1952
Joe Strummer (The Clash): 21 de agosto de 1952 (morreu em 22 de dezembro de 2002)

Realmente não faltam grandes artistas que mereçam uma biografia aqui no Imprensa Rocker, mas infelizmente temos que escolher um. Esta foi uma das edições mais complicadas para decidirmos quem terá esta honra, mas contrariando o que muitos fariam, o blog optou por…

Phil Lynott!!!

Phil nasceu em Birminghan, Inglaterra, com o nome de Philip Parris Lynott. Sua mãe, Philomena Lynott, era irlandesa e seu pai, Cecil Parris, sul americano. Algumas fontes apontam que ele era brasileiro, entretanto em 2009 a esposa de Parris revelou numa entrevista que ela era da Guiana Britânica. Os pais de Phil se conheceram em 1948 e ficaram juntos por alguns meses, até Parris ser transferido para Londres. Um pouco depois, Philomena descobriu que estava grávida, mas não contou a Parris, que quando descobriu – Phil já havia nascido – arranjou melhores acomodações para os dois em Birminghan.

Quando tinha quatros, Phil foi morar com sua avó materna, Sarah, em Dublin, Irlanda, onde iniciou sua paixão pela música. Em meados dos anos 60, Lynott cantava na banda Black Eagles – sua primeira experiência como músico – e até 1969 ele passou por outros diversos grupos, como o Kama Sutra, Orphanage e Skid Row (não confundir com a banda norte-americana de mesmo nome que surgiu nos anos 80) que contava com ninguém menos que Gary Moore na guitarra.

Em 1969, já tocando baixo, Lynott formou o Thin Lizzy, e a partir daí mudou a história da música pesada. Phil era o baixista, vocalista e principal compositor da banda, que além das músicas diretas, cativantes e com letras ótimas (Phil era uma grande contador de estórias, no melhor estilo de Chuck Berry), foi uma das precursoras de um elemento que seria fundamental uma década depois, na NWOBHM: as frases de guitarras dobradas, imortalizadas pelo Iron Maiden. Phil e o Thin Lizzy foram umas das grandes influências da “Donzela”.

O Thin Lizzy lançou clássico após clássico até o ano de 1983, quando o último álbum a banda, “Thunder and Lightning” apareceu no mercado. A grandeza da banda pode ser medida pela quantidade de hits que teve e pela quantidade de grandes músicos que fizeram parte de seu line up. Dentre os sucessos, destacam-se “The Boys Are Back in Town”, “Jailbreak” e “Whiskey in The Jar”. Quanto aos músicos, a lista é de dar inveja: Eric Bell, Gary Moore, Snowy White, John Sykes, Tommy Aldridge, Vivian Campbell e Marco Mendoza – só para citar os mais famosos.

Já famoso com o Thin Lizzy, Lynnot passou a participar de outros projetos. Em 1978 Lynnot fez um papel na versão musical de Jeff Wayne para a obra “A Guerra dos Mundos”, no ano seguinte gravou um single de natal com a banda The Greedies – originalmente era The Greedy Bastards mas, por motivos óbvios, trocaram o nome – cujo line up trazia, além de Lynnot, Steve Jones e Paul Cook, do Sex Pistols, além de outros membros do Thin Lizzy. No anterior ele havia trabalhão com a dupla do Sex Pistols no álbum solo de Johnny Thunders, “So Alone”.

Em 1980, Phil lançou seu primeiro disco solo, “Solo in Soho”, que entrou no top 30 das paradas do Reino Unido e destacou os hits “Dear Miss Lonelyhearts” e “King’s Call”, esta última um tributo a Elvis Presley e contou com Mark Knofler na guitarra. Dois anos depois, ele lançou seu segundo disco solo, “The Phil Lynott Album”, que foi um fracasso nas paradas, apesar do single “Old Town”. Um pouco depois, a canção “Yellow Pearl” chegou a 14º nas paradas britânicas e se tornou o tema do programa “Top of The Pops” (Nota do redator: Programa televisivo musical da BBC que estreou em 1964).

1980 também foi ano em que Lynott se casou com Caroline Crowther, com quem teve duas filhas: Sarah e “Cathleen. Lynott já havia tido um filho em 1968, mas que fora dado para doção. O menino, de nome Macdaragh Lambe, só descobriu que era filho de Phil em 2003.

O ano de 1983 ficou marcado pelo fim do Thin Lizzy, e Lynoot tratou de ir fazer outras coisas. Ele lançou um single chamado “We Are The Boys (Who Make All The Noise)”, além de colaborar com seu ex-companheiro de Thin Lizzy, Gary Moore. Phil fez parte de alguns sucessos do guitarrista, como “Out in the Fields”, “Parisienne Walkways”, “Back On The Streets” e “Spanish Guitar”. Em 1984 Lynott formou uma nova banda, a Grand Slam, que durou até 1985.

Nos últimos anos, Lynott vinha sofrendo de forte dependência de drogas e álcool e em 25 de dezembro de 1985 ele sofreu um colapso em casa. Após ser levado pela esposa a uma clínica de reabilitação, ele foi para um hospital, onde diagnosticaram que Phil tinha infecções no fígado e nos rins. Dez dias depois, em 4 de janeiro de 1986, Phil Lynnot morreu aos 36 anos, por causa de uma pneumonia e parada cardíaca.

Em 2005 uma estátua de bronze de Lynnot foi construída em Dublin. No dia da inauguração estavam presentes os ex-companheiros de Thin Lizzy, Eric Bell, Gary Moore, Brian Robertson, Brian Downey, e Scott Gorham, além da mãe de Lynnot.

Estátua em Dublin, imortalizando o ídolo local.

Phil Lynnot foi mais um daqueles imortalizados e destruídos pelo Rock n’ Roll, mas o importante é que sua obra prova, sem qualquer resquício de dúvida, que ele foi um dos grandes compositores do Rock n’ Roll. Se você não conhece a obra do artista, não perca tempo e vá atrás dos discos. Vão não irá se arrepender!


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2 responses

16 08 2010
lpzzzz

herois nao morrem , phil esta ai no ar ….. invadindo o cerebro e os ouvidos de qualquer felizardo q conhece sua musica
varios tragos , pegas etc em sua homenagem …. feliz aniversario

16 08 2010
Gabriel Gonçalves

É isso aí, cara. Lynott é um dos grandes do Rock n’ Roll! Um cara que morreu com 36 anos e deixou um trabalho extenso e de qualidade, que a maioria não conseguiria produzir nem se vivessem até os 120 anos. Abraço, meu velho, e volte sempre!

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