FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS – PARTE XIV

8 08 2010

Estes próximos dias prometem para o mundo do Rock n’ Roll. Em 16 de agosto dois acontecimentos irão movimentar a turma de preto ao redor do planeta: o lançamento do novo disco do Iron Maiden, “The Final Frontier”, e o anúncio da confirmação e dos detalhes sobre o festival Rock in Rio, que voltará ao seu país de origem em 2011, após 10 anos sendo realizado na Europa.

Enquanto este dia não chega, o jeito é comemorar de outra forma: mandando os parabéns aos astros desta epidemia chamada Rock n’ Roll.

Vamos aos aniversariantes desta semana:

Rikki Rockett (Poison): 8 de agosto de 1961
Mark Knopfler (Dire Straits): 12 de agosto de 1949

É… Esta semana foi a que teve menos aniversariantes desde o início deste quadro, o que facilita nosso trabalho, já que não teremos muitas opções para escolher.

Sou muito fã das bandas destes dois caras, mas por uma questão de respeito pelos mais velhos, vamos conhecer mais sobre a vida de…

Mark Knopfler!!!

Mark nasceu em Glasgow, Escócia, filho de uma inglesa e um húngaro – que, por causa de sua simpatia para com o comunismo, teve que fugir da Hungria. Mark viveu com sua família na Escócia até seus sete anos, quando se mudaram para o nordeste da Inglaterra.

Ele começou a se interessar pela música, por causa de um tio que tocava gaita e piano, e durante sua adolescência ganhou sua primeira guitarra, um “Hofner”. Durante os anos 60, fã de Elvis Presley, Chet Atkins, B.B. King, dentre outros, Mark participou de algumas bandas anônimas enquanto era um estudante ginasial.

Após concluir o ensino médio, Mark passou um ano estudando jornalismo na “Harlow Technical College”, e assim que terminou o curso, conseguiu um emprego como repórter jr. do “Yorkshire Evening Post”. Dois anos depois, ele decidiu se aprofundar nos estudos e entrou no curso de Inglês da “University of Leeds”, mas também estava determinado a conseguir uma carreira como músico profissional. Nesta época, ele trabalhava meio período como conferencista na “Loughton College”, e tocava com amigos numa banda chamada Café Racers.

Mais tarde, Knopfler se mudou para Londres, onde se juntou a uma banda chamada Brewers Droop. O guitarrista participou  do segundo álbum da banda, “The Booze Brothers”, gravado em 1973. Durante uma noite em que estava se divertindo com alguns amigos, o único instrumento disponível era um velho violão com o braço empenado e que só era possível ser tocado porque possuia cordas super finas. Ainda assim, Mark achou que era impossível tocá-lo a não ser que usasse os dedos ao invés de paletas. Anos depois, numa entrevista, ele disse: “Foi quando eu encontrei a minha voz na guitarra”.

Então Mark, junto com seu irmão David e com um ex-guitarrista que havia se tornado baixista, chamado John Illsley, passou a tocar sob o nome de Café Racers. Em 1977 o Dire Straits nasceu, com Mark na guitarra e voz, David na guitarra base, John no baixo e Pick Withers na bateria. No dia 27 de julho daquele ano, a banda gravou uma demo que continha as canções “Wild West End”, “Sultans of Swing”, “Down To The Waterline”, “Sacred Loving” – uma música de David – e “Water of Love”.

No ano seguinte a banda lançou seu álbum de estréia, auto-intitulado, que inicialmente não chamou muita atenção. Um pouco depois, entretanto, o single “Sultans of Swing” foi lançado e se tornou um hit na Holanda, o que fez as vendas do álbum serem catapultadas na Europa, Estados Unidos, Canadá e, por último, no Reino Unido. A partir daí, a banda explodiu. O sucesso foi tanto, que no ano seguinte, o segundo disco do Dire Straits, “Communiqué”, atingiu o primeiro lugar nas paradas francesas, enquanto o álbum anterior ainda estava em terceiro.

Após diversos hits, a banda decidiu tirar longas férias assim que a turnê do álbum “Brothers in Arms” terminou, em 1986. Dois anos depois o Dire Straits se reuniu novamente para o show em tributo aos 70 anos de Nelson Mandela, realizado no estádio de Wembley.

No mesmo ano, Mark formou a banda The Notting Hillbillies, que tocava exclusivamente música norte-americana de raiz, como Folk, Blues e Country. A banda só lançou um álbum, em 1990, intitulado “Missing…Presumed Having a Good Time”, e fez turnês até o fim daquele ano. Após, esta experiência, Mark continuou com o Dire Straits até 1995, quando a banda foi oficialmente terminada.

Em 1996, Knopfler deu o pontapé inicial de sua carreira solo, com o álbum “Golden Heart”, e desde então tem lançado trabalhos que não gozam do mesmo sucesso comercial do Dire Straits, mas que possuem qualidade muito acima da média. Nestes quase 15 anos trabalhando sozinho, Mark lançou seis álbuns, além do “Golden Heart”: “Sailing to Philadelphia”, “The Ragpicker’s Dream”, “Shangri-La”, “One Take Radio Sessions”, “Kill to Get Crimson” e “Get Lucky”, sem contar o EP “The Trawlerman’s Song”.

O músico também compôs e gravou para dez trilhas sonoras de filmes, além de participar de álbuns de astros, como Chet Atkins. Ele ainda trabalhou como produtor, sendo sua mais famosa atuação nesta área, o disco “Infidels”, de Bob Dylan, apesar dele ter renegado a versão refeita do disco assim que foi lançado.

Atualmente, Mark continua compondo e lançando belos discos solo, além de permanecer fazendo shows pelo mundo, provando a cada dia que é um dos vários deuses da guitarra que este mundo já teve a sorte de conhecer.

Feliz 61 anos, Mark!


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4 responses

9 08 2010
Guill

Wow, parabéns ao Mark!

Sou fanzaço dele, admiro seus trabalhos tanto no Dire, como em carreira solo e em suas outras participações. Ótimo guitarrista e compositor, como cantor não é lá essas coisas, mas é coerente com o que toca, eu gosto de sua voz meio “bluseada”.

Ótimo trabalho Gabriel,

Até mais!

9 08 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, cara, beleza! Pô, bicho, eu acho a voz rouca e meio blues dele fantástica, rs, é sério… Wle não alcança tons muitos altos, mas e daí, né não? Como compositor e guitarrista a gente nem discute; o cara é fenomenal. Muito obrigado pelo elogio, velhão. Volte sempre!!!

9 08 2010
Marcos Gonçalves

O Dire Straits estava no auge em minha infância, motivo pelo qual me recordo da banda como se fosse eterna, ou existisse “desde sempre”. Hoje não tenho muito saco mais para o som deles, mas que o Mark é fera, não há dúvida.

9 08 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Marquêra! Eu curto o Dire Straits pra caramba… procure baixar uma coletânea deles que, aos poucos, você vai ver como o som dos caras e pegam de jeito. Abração, meu velho!!!

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