PREVISTO PARA NOVEMBRO, DOCUMENTÁRIO FOCA OS ANOS DE JOHN LENNON EM NOVA IORQUE

7 08 2010

Fonte: Rolling Stone

John Lennon passou sua última década de vida em Nova Iorque, onde encontrou liberdade, inspiração e tragédia. Aquelas anos e seu relacionamento com o que sua viúva, Yoko Ono, chama de “a cidade que ele tanto amava”, são explorados em “LENNONYC”, um novo documentário da “PBS” (Nota do tradutor: rede de canais televisivos dos Estados Unidos) previsto para estrear no dia 22 de novembro no “American Masters” (Nota do tradutor: série de documentários da “Rede PBS”). “É uma cidade muito estranha”, disse Ono. “Ela foi seu amor e sua morte”.

Ono apareceu na entrevista coletiva em Bervely Hills para falar sobre o filme de duas horas e mostrar cenas do trabalho, ainda em progresso; pisando no palco vestida inteiramente de preto e com uma fedora de lado, no estilo de Sinatra. “Eu fiquei muito impressionada com o quão bom John era”, comentou sobre as imagens inéditas que ela já viu. “Eu o conhecia como marido. Eu gostaria de poder dizer a ele, ‘hey, você é uma pessoa muito boa’. Mas ele já não está mais aqui… Eu ainda acho que as canções de John estão dando poder às pessoas”. 

Em um clip, uma demo rústica de uma canção chamada “Make Love, Not War” é mostrado, evoluindo para uma sonhadora faixa final, intitulada de “Mind Games”. E seu amigo de longa data, Klaus Voorman, explica para a câmera a permanência do impacto das músicas de Lennon: “John fala de seus problemas, de sua luta com ele mesmo. E é isto que faz as canções tão fortes e o que permite as pessoas se identificarem”.

Há lembranças em primeira mão do chefe de gravadora, David Geffen, e do produtor do “Double Fantasy”, Jack Douglas, que recorda como Lennon sempre afinava a corda “ré” de sua guitarra meio tom abaixo – um hábito que data a época dos Beatles; na verdade uma artimanha para que sua tia Mimi sempre identificasse qual guitarra era a dele. E durante uma entrevista na rádio “WNEW-FM”, em 1974, Lennon lê a previsão do tempo antes de falar sobre sua batalha contra a imigração: “Talvez eles pudessem apenas me banir de Ohio, ou algo do tipo”. 

Alguns dos anos mais felizes dos Lennons foram vividos em seu apartamento no “Dakota”, em Manhattan, após o nascimento de seu filho, Sean. “Eu sempre soube que John Lennon tinha um lado gentil, do contrário não poderia viver com ele”, disse Ono, sorrindo. “Ele sempre foi muito bom comigo, mas quando Sean nasceu, ele se tornou uma pessoa totalmente diferente, não apenas bom. Ele estava tão concentrado em criar Sean!”

Ono disse que os relançamentos dos álbuns pós Beatles de Lennon, em quatro de outubro, focará apenas seu trabalho solo mais conhecido, e não incluirá os discos experimentais, “Two Virgins” e “Life With The Lions”. “Eu quero que (seu trabalho) fique conhecido exatamente como ele era – um cantor e compositor brilhante e um rockeiro”, disse ela. “E eu não quero algo como os (discos) vanguarda se esgueirando aqui”.


Ações

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2 responses

9 08 2010
Marcos Gonçalves

Maassa. Se tiver metade da qualidade do Imagine, o filme, já ficarei muito contente.

9 08 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é, meu velho, esse documentário parece ser muito bom mesmo. Procure tb o “Os Estados Unidos contra John Lennon”, que fala sobre a briga dele com a imigração, etc. É muito bom mesmo. Abração, velhão!

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