DAVE MUSTAINE FALA SOBRE AUTOBIOGRAFIA

30 07 2010

Fonte: CTV News

O website da “CTV News” publicou uma matéria sobre a ida de Dave Musatine ao Canadá para divulgar sua autobiografia, intitulada “Mustaine”. Na matéria, o músico fala sobre sua luta contra as drogas, trechos do livro e sobre o Megadeth.

Confira a matéria completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Na capa de “Mustaine”, a nova autobiografia do frontman do Megadeth, um Dave Mustaine mais jovem, quase um querubim, olha impassivelmente para o leitor.

Em Toronto esta semana para divulgar o livro que será lançado na próxima terça-feira, a estrela do Metal de 48 anos está um pouco envelhecida agora, apesar de ainda exibir o mesmo cabelo ondulado e alaranjado na altura dos ombros, e uma camiseta e um jeans que parecem estar com ele desde os anos 80.

Sua aparência e sua música é tudo que permaneceu igual. Mas de acordo com Mustaine, todo o resto mudou.

O livro conta a jornada de Mustaine, de uma infância negligenciada até os perigosos excessos do estilo de vida do Rock n’ Roll, chegando a uma existência mais sóbria como homem de família que encontrou Deus – um personagem que não combina muito com o arquétipo do Metal.

“Eu acho que no início houve muitas pessoas furiosas por terem perdido seu guitarrista, seu cantor, seu frontman, seu Dave Mustaine”, ele fala sobre a repercussão entre os fãs, quando anunciou sua conversão ao cristianismo em 2003.

“Mas se você for reparar nas minhas letras no passado, tem muito de Deus nelas”.

Foi uma longa estrada de caos e tragédias, movida a drogas e álcool, que levou Mustaine a um novo caminho. 

Antes de Mustaine montar o Megadeth ele tocou guitarra no Metallica, e os fãs de Thrash Metal sabem muito bem sua história como um dos membros fundadores daquele super grupo.

Mas Mustaine foi expulso do Metallica ainda no início da banda, por causa de seu exagerado abuso de drogas e álcool, e assistiu de fora a banda decolar para o estrelato. 

Deixado sem nada e sentindo-se traído, Mustaine fundou o Megadeth. Ele conta que a expulsão (do Metallica) se tornou uma “inspiração” e sua necessidade de vingança foi seu combustível. No livro, ele culpa o baterista do Metallica, Lars Ulrich, por denegrir sua contribuição para o Metallica no início.

O livro será lançado no dia 3 de agosto, sem previsão de quando chegará no Brasil.

“Sem minhas canções e meus solos – sem minha energia – eu não sei se o Metallica um dia se tornaria a banda que é”, ele escreveu.

Ainda assim, Mustaine diz que agora já não tem mais ressentimento para com a banda.

“Foi a imprensa que manteve isto vivo”, diz ele.

O Megadeth logo escalou as paradas no mundo do Metal também, mas Mustaine sofreu com vários problemas, incluindo uma enfermidade no braço que quase encerrou sua carreira, a quase desintegração de seu casamento e várias temporadas em reabilitação.

“A heroína foi uma experiência terrível para nós”, fala sobre uso da droga pelo Megadeth.

Foi uma das várias drogas que a banda usou, e Mustaine diz que o catálogo da banda oferece pistas do progresso de sua espiral em descendência.

“Você pode ver que onde os diferentes tipos de drogas mudaram, a banda mudou”.

“O uso de heroína e cocaína, e a devassidão, e as brigas, os roubos e os assaltos”. 

O Alcoolismo também consumiu Mustaine, uma condição que ele dividiu com seu pai, que morreu após escorregar de um balcão de bar e bater com a cabeça. Com seu pai respirando através de aparelhos, Mustaine correu até o hospital com uma bebida nas mãos.

“Você vai acabar que nem ele”, foi o que sua irmã disse a Mustaine quando chegou no hospital.

Ele credita a religião por ter salvo sua vida, protegido sua família e o mantido como um membro do Megadeth.

“Quando eu fui salvo, eu não pensava em me salvar”, ele fala.

“Eu queria endireitar minha vida com Deus, tirar minha família da sarjeta… E apenas tomar uma decisão realmente boa na minha vida, para variar”.

Mustaine escreveu sua autobiografia com a ajuda do jornalista Joe Layden. Ele contou que a experiência foi “bastante catártica”.

O Megadeth atualmente está excursionando com a “Canadian Carnage Tour”, e Mustaine não tem planos de parar.

“Eu acho que serei um músico até o fim dos meus dias”, diz.

Anúncios

Ações

Information

12 responses

2 08 2010
Alexandre

Ótimo Post!

2 08 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Alexandre, tudo certo? Obrigado pelo elogio, cara. Volte sempre!

2 08 2010
Ítalo

Cara, gosto muito da Megadeth, mas, a Metallica é incomparável.
Sinto muito, Dave!

2 08 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Fala, Ítalo, tudo beleza? Apesar de gostar muito do Megadeth, também prefiro o Metallica, mas entendo o ponto de vista do Dave Mustaine. Deve ser foda o cara imaginar que poderia estar na maior banda de Thrash do planeta, mas foi chutado. Abração, cara, e volte sempre!

4 08 2010
Felipe

Gostei da matéria! Eu adoro as duas bandas, mas ambas trilharam caminhos bem diferentes.
O Metallica até o And Justice For All é thrash metal ( a banda é imbatível nos anos 80 com 4 álbuns clássicos), depois foi mudando o estilo.
Megadeth preferiu seguir um caminho mais pesado, manteve a linha Speed/Thrash, com exceção do albúm Risk(que é um lixo, quem ouve acha que é outra banda).
O Metallica melhorou muito no Death Magnetic, mas pode fazer melhor. Quanto ao Megadeth, desde a volta de Mustaine em 2004, vêm lançando bons álbuns, destaque para os 2 últimos – United Abominations e Endgame – bem pesados e técnicos.

4 08 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Felipe, tudo beleza? Você tem toda a razão, os quatro primeiros álbuns do Metallica são clássicos, mas eu colocaria aí também o “Black Album” – apesar dos bangers mais “true” dizerem que foi quando o Metallica se tornou comercial. Na verdade, é meu preferido da banda, após o “Master of Puppets”. Eu também curti o “Death Magnetic”, mas concordo que eles podem fazer mais. Sobre o Megadeth, tenho que admitir que meu preferido é o “Peace Sells…”, mas é uma banda que semanteve mais regular – apesar de Mustaine ser o doido que é – sem contar que os caras detonaram no show do “Monsters of Rock” de 1998, que me deixou impressionado. Grande abraço, meu velho, e volte sempre!

1 12 2010
Beel

Nunca fui muito fã de Metallica, conheço mas não é uma banda que eu pare para ouvir um álbum, na verdade nem 5 músicas. Megadeth é minha paixão. Ainda não consegui o livro pra ler, e quero muito ler ele pra entrar na minha lista de biografias *-*

1 12 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Beel! Cara, já eu curto tato o Metallica quanto o Megadeth, mas tenho uma pequena prefrência pelo Metallica. Ainda não li o livro do Mustaine, mas quero muito ler. Abração, cara!

3 12 2010
Beel

Pow, cada um com sua preferência né \o, mas então, não sou um cara ;s

3 12 2010
Gabriel Gonçalves

rsrsrsrs… Me desculpe pela gafe, Beel! Realmente nao sabia. Quanto ao Metallica e Megadeth, é como você disse: cada um tem sua prferência. O engraçado é que nunca vi o Metallica ao vivo, mas ja vi o Megadeth. Foi no “Monsters of Rock” em 1998, e o show do Megadeth foi fantástico! Bjão!

3 12 2010
Beel

rsrsrs, ta desculpado. em 98 eu não podia entrar em shows, na verdade eu não conhecia Megadeth nem Metallica, esse ano teve show do Megadeth no Brasil, queria muito ter ido, mas não foi possível. Mas na próxima vez que eles vierem eu vou fazer de tudo pra ir!
Beijos

3 12 2010
Gabriel Gonçalves

Este festival foi o primeiro show que assisti fora de Salvador – que era onde eu morava na época. Vim pra SP com um amigo do colégio só pra ver o show. Foi demais. Que pena que não pode ir no Megadeth neste ano, mas com certeza oportunidades não vão faltar. Bjão!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: