JOE ELLIOT: “DEF LEPPARD NÃO TEM O CRÉDITO MERECIDO NA INGLATERRA”.

21 07 2010

Fonte: Metro Website

Em entrevista ao site do “Metro”, Joe Elliot, vocalista do Def Leppard, fala sobre seu projeto “Down n’ Outz”, Rock n’ Roll e sua parceria com a cantora de Countr Pop, Taylor Swift.

Confira abaixo a entrevista com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

O vocalista Joe Elliot, de 50 anos, tem sido o frontman dos roqueiros de Sheffield, Def Leppard, desde 1977. Eles venderam milhões de álbuns e se mostraram muito populares nos Estados Unidos. Elliot atualmente está trabalhando num novo projeto, Down n’ Outz, uma banda cover do Mott The Hoople.

O que é o Down n’ Outz?
Eu abri para o Mott The Hoople em seu show de reunião no ano passado. Os Quireboys se juntaram a mim, já que o Leppard estava espalhado por aí. Foram covers de várias coisas que os integrantes do Mott fizeram após a banda ter se separado, canções que adoro desde a infância. Agora nós as gravamos e estamos fazendo alguns shows. Eu sou provavelmente o maior fã do Mott no planeta. Morrissey diz que ele é mais fã que eu, mas ele não é.

O que está acontecendo com o Def Leppard?
Estamos tirando um ano de folga. Estou fazendo isto porque tenho tempo. Depois que você tem um hit, como o “Hysteria”, e assina com uma grande corporação, ela se torna como um albatroz em volta de seu pescoço. Por mais que nossa música seja no estilo “hino Rock n’ Roll”, no fim do dia é tudo negócios. É estressante e fica mais difícil a cada vez que você faz um disco. Não estou comparando isto com o “Hysteria”, não tem nada à ver. É uma mudança refrescante. É como ser uma adolescente num corpo de 50 anos de idade.

Como foi tentar começar uma banda de Metal na era do Punk?
Era excitante. Eu tinha 17 anos quando o Punk aconteceu, mas eu ainda comprava (álbuns) do Queen e Thin Lizzy. Nós gostávamos de Punk, mas não queríamos estar numa banda Punk. A primeira canção que tocamos foi “Suffragete City” (Nota do tradutor: canção de David Bowie). A coisa boa foi que o Punk se livrou dos solos de guitarra de 15 minutos.

Qual foi seu maior momento excessos do Rock n’ Roll? Você já atirou uma TV de uma janela?
Quando eu era jovem o bastante para querer fazer algo tão estúpido quanto isso, eu não tinha como pagar. Todos que tentaram isso, só o fizeram porque Keith Moon fez antes. Nós só ganhávamos 50 libras por semana quando começamos a fazer turnês, então não queria ficar devendo por ter que pagar por TV’s. Há várias grandes bandas de Rock n’ Roll que nunca atiraram uma TV da janela. Não é um pré-requisito. Eu sempre curti mais a música do que as groupies, drogas ou destruir quartos de hotéis. Eu queria estar na maior banda do mundo, o que fomos algumas vezes. As pessoas na Inglaterra não percebem. Nós não temos o crédito que merecemos na Inglaterra.

Isto é frustrante?
É legal caminhar pela rua Oxford sem ser reconhecido, mas também quando as revistas de música escrevem sobre nós, eles nos sacaneiam porque não somos tão “cool” quanto Johnny Marr, que nem de longe é tão bem sucedido quanto nós. Jools Holland não nos convida para seu programa porque não somo “cool” o suficiente. 

Será que é porque as pessoas desprezam o Rock?
O Rock abriu seu próprio caminho por 30 anos, mas as revistas de música não o dão o devido crédito, e ainda deliram por Nick Drake. De mais quantas capas Paul McCartney e Morrissey precisam? Nosso álbum vende mais que o de Morrissey, então por que não ganhamos o mesmo respeito? Existem mais pessoas além de Bono e Michael Stipe para pôr na capa de uma revista. Seja lá se for Simon Le Bon (Duran Duran), Gary Kemp (Spandau Ballet), Bruce Dickinson (Iron Maiden) ou eu, existem mais músicos por aí. Não é só Lennon e Morrison. Bandas que venderam toneladas de discos, seja nós ou o Depeche Mode, estão se tornando notas de rodapé.

Como foi tocar com Taylor Swift (cantora de Country Pop)?
Foi legal visitar o território do “hey diddle diddle” por um tempo. Taylor Swift é uma grande fã do Def Leppard, então quando ela foi convidada para fazer o “Crossroads”, um show em colaboração, ela disse que queria fazer conosco. Nesse ponto ela ainda não tinha tido um idiota de um rapper invadindo o palco e arruinando sua noite (Nota do tradutor: no MTV Music Awards 2009, o rapper Kanye West invadiu o palco quando a Taylor recebia o prêmio de “Melhor Vídeo Feminino”, tomou o microfone da mão da cantora e fez um discurso dizendo que quem merecia o prêmio era a Beyoncé), então agora ela passará a ser mais cínica, o que é uma pena. Nós queríamos chutar a cabeça dele (Kanye West) e o faríamos se estivéssemos lá. Ela escreve muito além do que sua idade parece permitir. Espero que ela ainda esteja fazendo isso quando tiver 50 anos.

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