ROBERT PLANT LEVA A BAND OF JOY PARA A ESTRADA

20 07 2010

Fonte: The Canadian Press

Em março deste ano foi noticiado que Robert Plant estaria reformando o Band of Joy – banda na qual ele e John Bonham fizeram parte antes de ingressarem no Led Zeppelin – e que, além de shows, a banda estaria preparando um álbum.

A turnê já foi iniciada e o lançamento do álbum está agendado para setembro. Nesta matéria do jornal canadense, The Canadian Press, Plant – junto com Buddy Miller e Patty Griffin, membros da banda – fala sobre repertório, shows e muito mais.

Todos os olhos estão em Robert Plant quanto ele pisa num palco, especialmente os olhos de sua banda. Se você vai tocar com um ícone do Rock n’ Roll, você tem que estar preparado para seguir.

“Quando você está trabalhando com Robert, o que você pode fazer é ensaiar muito, e então já não importa muito, porque você tem que ficar com seus olhos colados nele a noite toda”, fala o guitarrista Buddy Miller em uma entrevista com sua companheira de banda: a cantora, compositora e guitarrista, Patty Griffin. “Não importa como os arranjos são, ele (Plant) é sentimento puro”.

“É tudo espontâneo”, diz Griffin.

Plant pode acenar ou mandar uma dica vocal, e a banda segue por uma inesperada direção. Isto pode ser o tema que unifica o ultimo projeto de Plant, que ele chama de “aventura”. O novo álbum, “Band of Joy”, será lançado em setembro, e ele está na estrada com o mais desconhecido grupo de instrumentistas que parecem ter o mais profundo aval das ruas de Nashville.

Tudo isto se completa com algumas surpresas para os fãs – canções do Band of Joy misturadas com os sucessos do “Raising Sand” (Nota do tradutor: disco de Bluegrass que Plant lançou em conjunto com a Alison Kraus), material solo e uma eclética seleção de músicas do Led Zeppelin. Sua escolha por canções do Zeppelin como “Misty Mountain Hop” e “Houses of The Holy” se dá com a finalidade de fazer os fãs se sentirem como se estivessem “se arrastando para fora do pântano e não saindo de um bordel”.

“Até as velhas canções são bem novas”, diz Plant. “(No show) não há nada que já tenha sido escutado do jeito que as estamos tocando… É tudo diferente. Então nós temos um “viveiro” de 22 canções que irão crescer e crescer. E você sabe, é apenas outra oportunidade para eu afrouxar as algemas em volta do meu tornozelo, e ir cada vez mais fundo no mundo da linda música”. 

Plant ofereceu uma generosa seleção de sucessos do Zeppelin nas duas primeiras datas da turnê, em Memphis e Little Rock. Os shows apresentaram uma canção de Miller e uma de Griffin, e Plant tem planos de incluir mais canções da banda, que também inclui o multi-instrumentista Darrell Scott, o baixista Byron House e o baterista Marco Giovino. Ele quer um sentimento de show de variedades durante a turnê, suas primeiras datas como atração principal desde a “Raising Sand Tour”, de 15 meses atrás. A parceria com Alison Kraus e com o produtor T Bone Burnett abocanhou seis “Grammys”.

Desta vez ele recrutou a ajuda de Miller e montou a banda sob indicação do guitarrista. Griffin foi a última adição, mas uma que soma importante profundidade às novas canções do álbum e a velhos hits no palco. Plant disse que os dois cantores têm uma conexão especial.

“Eu posso sentir sem que uma só palavra seja dita, e nós saímos cantando feito loucos”, afirma. “É como um lance de Rock. É como as Andrew Sisters doidas de ácido. É muito bom – revelador até. Ela deixa fluir”.

Confira abaixo três vídeos – filmados da platéia – do show em Little Rock, em 15 de julho, com Plant interpretando três clássicos do Zeppelin: “Houses of The Holy”, “Rock n’ Roll” e “Thank You”. Das três, a que ficou mais parecida com sua versão original foi “Thank You”. “Houses of The Holy” virou um Country/Folk, e “Rock n’ Roll” virou um “Rockabilly”. O resultado? Nada abaixo do fenomenal!!! Parece que este disco do Band of Joy vai ser uma daqueles obrigatórios…


Ações

Information

4 responses

22 07 2010
Bruno Caetano

Muito bom o artigo, gostei muito de saber que Robert Plant ainda esta “vivo”

22 07 2010
Gabriel Gonçalves

Muito obrigado, Bruno! Pois é, cara, o homem está vivo e pronto para atacar. Não sei se é do seu estilo, mas o disco dele com a Alison Kraus – estilo Bluegrass – é muito bom também. Vale muito à pena! Origado pela visita e volte sempre!

23 07 2010
Rachel Vianna

Sou suspeita, já que sou uma defensora voraz da carreira solo dele… Mas alguem da importancia, do “calibre” de Plant não podia se esperar menos.
Estava “apreensiva” desde a parceria com Krauss, já que a Strange Sensation foi excepcional e gostei da parceira mas não tanto assim…
Mas a nova Band of Joy está prometendo.

23 07 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Rachel, tudo certo? Realmente esta nova encarnação da Band of Joy promete, e muito. Depois que vi esses vídeos, fiquei mais ansioso ainda. “Rock n’ Roll” virou um Rockabilly maravilhoso! Vamos torcer para o disco vir matador, rs. Obrigado pela visita e volte sempre!

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