FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS – PARTE XI

18 07 2010

Todos já sabem que domingo, no IMPRENSA ROCKER, é dia de comemorar o aniversário dos nossos ídolos. Apesar de alguns acharem que nunca vão envelhecer (não é, Mick Jagger?), o tempo passa para todos, e aqui estamos para não deixar ninguém esquecer.

Sem mais delongas, vamos aos aniversariantes desta semana:

Brian May (Queen): 19 de julho de 1947
Paul Cook (Sex Pistols): 20 de julho de 1956
Jay Jay French (Twisted Sister): 20 de julho de 1952
Jim Martin (Faith No More): 21 de julho de 1961
Slash (Guns n’ Roses): 23 de julho de 1965

Mais uma vez foi uma parada dura escolher o personagem para a já tradicional biografia de aniversário, mas, por um acontecimento pessoal, a honra caberá ao lendário Brian May!

Brian Harold May nasceu em Londres, e além de ser o lendário guitarrista do Queen, também é um Astrofísico.

Brian formou sua primeira banda quando era um estudante ginasial, junto com o baixista e vocalista Tim Staffel. A banda se chamava “1984”, uma homenagem ao clássico de George Orwell, o que já demonstrava a afinidade de May para com ficção científica, astronomia e afins.

Em 1968, quando estava na universidade, May mudou o nome da banda para “Smile” e passou a contar com os esforços de Roger Taylor na bateria, estudante na mesma universidade. O grupo acabou em 1970 quando Tim Staffel decidiu sair, deixando um catálogo de nove canções. Após a separação, um amigo de Staffel, que havia se tornado fã do Smile, incentivou May e Taylor a continuarem juntos. Este amigo era um estrangeiro nascido no Zanzibar, de nome Farrokh Bulsara. Mas tarde ele ficaria conhecido como Freddie Mercury.

Freddie então se juntou à banda e sugeriu uma nova mudança de nome, desta vez para Queen. Após uma sucessão de baixistas que não se encaixavam no grupo, o Queen encontrou um cara chamado John Deacon, que caiu como uma luvar para o som da banda. Mal Deacon entrou e eles já estavam se preparando para lançar seu primeiro álbum.

Daí para frente May e seus companheiros embarcaram numa história de 20 anos de hits, shows esgotados e canções memoráveis. O Queen foi o responsável por unir Hard Rock com Ópera, produzindo um som único, muito disto graças às influências de Freddie. May se tornou um verdadeiro “guitar hero”, uma fábrica de belos solos e belas composições, além de se mostrar um cantor bem acima da média.

Durante 20 anos a banda comprovou seu reinado sobre o planeta Terra, mas uma tragédia pôs fim ao sonho em 1991. No dia 24 de novembro daquele ano, Freddie Mercury morreu, vítima da AIDS.

Em 1992, May ressurgiu com a The Brian May Band, que logo lançou seu álbum de estréia, intitulado “Back To The Light”. A formação da banda era de dar inveja a qualquer um, com, além do chefe, o lendário baterista Cozy Powell e o baixista Neil Murray (ambos foram da formação do Whitesnake que, junto com o Queen, tocaram no Rock in Rio, em 1985).

No ano seguinte, May se reuniu com os ex-companheiros de Queen para trabalhar no que acabaria se tornando o último álbum de estúdio da banda com Freddie. O que aconteceu foi que eles pegaram demos do disco solo do ex-vocalista e canções que Freddie teve tempo de terminar após o último disco do Queen – “Innuendo” – e as finalizaram com adições de instrumentos e vocais. O disco foi chamado, adequadamente, de “Made in Heaven”.

Em 1995 Brian começou a trabalhar no próximo disco da Brian May Band – a princípio seria de covers, mas acabou virando um trabalho de canções autorais. Antes do disco ser finalizado, outra tragédia: o baterista Cozy Powell perdeu a vida num acidente de carro. O álbum, intitulado “Another World”, foi lançado em 1998, com o baterista Steve Ferrone no lugar de Powell na primeira parte da turnê de promoção do disco. No resto da tour, que durou todo o ano de 1998, quem ficou a cargo da bateria foi Eric Singer (Kiss/Alice Cooper/Black Sabbath).

Em 2004, May e Taylor anunciaram que voltariam a tocar sob o nome Queen, trazendo o vocalista Paul Rodgers (Free/Bad Company) para o lugar de Freddie. O baixista John Deacon não quis fazer parte da reunião. A banda, que adotou o nome “Queen + Paul Rodgers”, excursionou ao redor do mundo e lançou um ótimo disco de inéditas, “The Cosmos Rocks”. O disco não trazia nada do velho Queen – as influências operísticas e canções épicas – mas se mostrou um grande e empolgante Hard Rock de primeira.

Nesta época aconteceu o fato – relatado no início deste texto – que me fez escolher Brian May para esta biografia. Em 2008 a banda se apresentou na cidade de São Paulo, e é claro que não perdi a oportunidade de assisti-los. No dia seguinte ao do show, pela manhã, estava no aeroporto de Congonhas – eu não morava em São Paulo na época – para voltar para casa.

Já no salão de embarque, um funcionário do aeroporto anuncia o embarque do meu vôo e, alguns segundos depois, anuncia o embarque de um vôo que ia para o Rio de Janeiro. Para meu total deslumbre, surgem May, Taylor e Rogers – eles estavam indo para o Rio de Janeiro naquele vôo. Não tive dúvidas: deixei minha bagagem com um cara que havia acabado de conhecer eu fui tentar uma foto com meus ídolos. Rodgers e Taylor embarcaram logo, mas, de repente, quando olho para o lado, Brian May me vê, estende a mão para mim e agradece por ter ido ao show (eu estava vestido com a blusa oficial da turnê). Meu inglês – com formação completa, pós graduação, curso de professor e o escambau – foi para o espaço, e só conseguir mostrar meu celular e dizer: “picture”… Uma pessoa da produção tirou a foto (veja abaixo), eu soltei um “thank you” e entrei no avião tremendo. Será que foi sonho?

O gigante Brian May e o quase enfartado repórter.

Além de agradar fãs, fazer shows e lançar discos, May ainda encontrou tempo para finalizar seu PHD em Astrofísica – que havia iniciado antes do Queen fazer sucesso – e se tornou o Chanceler da Universidade John Moores de Liverpool. Em 17 de novembro de 2007, um asteróide foi batizado de “52665 Brianmay”.

Em 2005 May foi condecorado como Comandante da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à indústria musical.

Com certeza um personagem ímpar no mundo do Rock n’ Roll: esta é a história de Brian May! O que todos esperamos é que ele continue nos brindando com seu espetacular talento.

Até o próximo domingo com edição seguinte de FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS!


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4 responses

19 07 2010
Marcos Gonçalves

ehehehe. Essa aí eu já sabia de antemão o escolhido, por motivos que se explicam com a última foto do post. Brian May é um dos meus guitarristras favoritos – se não for o n° 1 – sei lá. Como dica aos leitores, já que falou Freddie Mercury, recomendo a entrevista que Gloria Maria fez ao astro, disponivel no youtube: um show de de habilidade jornalistica.

19 07 2010
Gabriel Gonçalves

Brian May é um dos guitarristas imbatíveis! E a entrevista de Glória Maria é realmente um dos pontos latos do jornalismo nacional, rs. Abração, meu velho!

22 07 2010
Cobaia

hahahaha…. akela “perola” jornalistica envolvendo o Queen e essa reporterzinha foi foda!!! Seria comico se não fosse tragico! kkkkk

Mas enfim
Queen Forever!
Brain May é foda….o proprio Martin Friedman (Ex e Eterno Megadeth) o considera o melhor guitarrista…. entaum…falar o ke do cara…

Tinha tudo ke um guitarrista precisa…swing, precisão, agilidade, e mesmo qdo tocava 4 notas, eram AS 4 NOTAS CERTAS!

GRANDE GUITARRista…
IMPOSSIVEL NAO SE EMOCIONAR COM WEMBLEY 86….

22 07 2010
Gabriel Gonçalves

É verdade, cara. Você sintetizou Brian May muito bem: “mesmo quando só tocava quatro notas, eram as notas certas”. Feeling saindo pelo ladrão e uma capacidade de execução absurda. Sem falar o grande compositor – impossível alguém não se emocionar ao ouvir “39” – e cantor que é. O show em “Wembley”, 1986, é, na minha opinião, um dos pontos altos da carreira do Queen. Abração, meu velho!

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