FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS – PARTE X

11 07 2010

Último dia da Copa da África Sul! Agora acaba a desculpa das pessoas para agirem feito doidas e, o melhor de tudo, será o fim daquela invenção forjada nas profundezas do inferno: a satânica vuvuzela.

Aliás, suspeito que, nesta copa, não é só a vuvuzela que tem parte com o “Pé de Bode”. Aquele polvo escroto só pode ter vindo lá de baixo – eu juro que o vi desenhando um pentagrama invertido com os tentáculos!

Bom, mas chega de falar da Copa do Mundo. Hoje é domingo, dia em que todos os lares do planeta estarão ligados em um único acontecimento: a décima edição nosso especial FUMAND…OPS…APAGANDO AS VELINHAS!

Vejamos, então, quais os rockstars que apagam as velinhas nesta semana – que rufem os tambores!

Richie Sambora (Bon Jovi): 11 de julho de 1959
Eric Carr (Kiss): 12 de julho de 1950 (morreu em 24 de novembro de 1991)
Mark “The Animal” Mendoza (Twisted Sister): 13 de julho de 1955
Marky Ramone (Ramones): 15 de julho de 1956
Johnny Thunders (Ney York Dolls): 15 de julho de 1952 (morreu em 23 de abril de 1991)
Joe Satriani: 15 de julho de 1956
Stewart Copland (The Police): 16 de julho de 1952
Geezer Butler (Black Sabbath): 17 de julho de 1949

Hoje temos diversos artistas por aqui. Confesso que fiquei na dúvida sobre quem ganharia a idolatrada biografia aqui no IMPRENSA ROCKER. Foram para a final Eric Carr (Kiss), Johnny Thunders (New York Dolls) e Geezer Butler (Black Sabbath).

E o grande vencedor é…

Johnny Thunders!!!

Johnny Thunders nasceu John Anthony Genzale Jr., no Queens, em Nova Iorque, e desde cedo demonstrou que não faria concessões à ninguém: ainda criança, não entrou na Liga Infantil de Baseball por, dentre outros motivos, se recusar a cortar o cabelo.

No começo dos anos 70, Thunders passou a freqüentar o “Nobody’s Club”, em Nova Iorque, onde conheceu Arthur Kane e Rick Rivets e entrou para a banda deles, chamada Actress. Após a saída de Rivets e chegada de David Johansen, Sylvain Sylvain e Billy Murcia, a banda passou a se chamar de New York Dolls.

Com um som que misturava o Rock n’ Roll clássico dos anos 50 com a sujeira do até então inexistente Punk, somado a um visual pra lá de andrógeno e embevecidos em toneladas de drogas, o New York Dolls se tornou a melhor apresentação dos inferninhos de Nova Iorque. A banda é considerada uma das que ajudaram a construir o Punk.

O Dolls gravou dois álbuns – o primeiro, auto-intitulado (1973); e o “Too Much Too Soon” (1974) – que não venderam muito, mas foram definitivos para colocar a banda num pedestal de “clássica”, de onde nunca mais saiu.

Em 1975 Thunders deixa os Dolls e forma os Heartbreakers, que lançou o disco “L.A.M.F.” em 1977. Em 1979 ele passa a tocar numa banda chamada Gang War, que gravou algumas demos e fez diversas apresentações antes de acabar.

O músico também gravou uma série de álbuns solo, que teve início em 1978, com o “So Alone. Alguns dos músicos que acompanharam Thunders nas sessões deste trabalho – regadas a muita droga – incluem Phil Lynnot (Thin Lizzy), Paul Cook (Sex Pistols) e Steve Jones (Sex Pistols). Durante os anos 80, Johnny reformou o Heartbreakers, que lançou seu último álbum, “Hurt Me”, em 1984.

No ano seguinte ele lançou o “Que Sera Sera”, composto de músicas inéditas que mostraram que ele ainda era um grande compositor. Em 1988 ele lançou o “Copy Cat”, álbum contendo covers de Rock n’ Roll e Rhythm n’ Blues. A última gravação de Thunders foi uma versão para “Born Too Loose” com a banda Punk alemã, Die Toten Hosen, finalizada 36 horas antes de sua morte.

Johnny Thunders morreu em Nova Orleans, Lousiana, em 23 de abril de 1991, aparentemente por causa de complicações com as drogas, entretanto sua morte é cercada de muito mistério. Dee Dee Ramone (ex-baixista dos Ramones) contou em sua autobiografia, “Lobotomy: Surviving the Ramones”, que recebeu uma ligação de Stevie Klassom – guitarrista da banda de Johnny na época – que lhe disse que Thunders havia se metido com uns caras, e que eles roubaram o estoque de metadona do músico e depois o mataram.

O que se sabe de fato é que o quarto de Johnny realmente havia sido saqueado e que o rigor mortis havia se estabelecido em seu corpo numa posição estranha – forma da letra “U”. A autópsia só serviu para revelar mais mistérios: o nível de drogas em seu sangue não era fatal e foram encontradas evidências de leucemia em estágio avançado – o que explica a aparência de Thunders em seu último ano de vida.

O empresário de Thunders, durante uma entrevista à Melody Maker em 1994, contou que a família do músico insistiu para que a polícia de Nova Orleans re-investigasse o caso, mas teve o pedido negado. Segundo o empresário, a polícia se convenceu de que se tratava de mais um drogado que acabou morrendo lá e simplesmente não tiveram nenhum interesse no caso.

Esta foi a vida de Johnny Thunders, que percebeu desde cedo que precisaria brigar muito para conseguir o que queria. Apesar da aura de junkie imprestável que lhe foi concedida, ele foi um artista de extrema importância para o Rock n’ Roll, tendo influenciado músicos de vários segmentos, inclusive o Guns n’ Roses, que em seu álbum de 1991, “Use Your Illusion II”, dedicou a canção “So Fine” a Thunders.

A melhor definição sobre Johnny e sua música é de autoria desconhecida, e diz: “se as guitarras pudessem falar, cada nota que Johnny Thunders tocou diria ‘foda-se’”.

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4 responses

12 07 2010
Marcos Gonçalves

Muito louco esse cara! Se foi assassinado, então teve uma morte dupla, pois os relatos dão conta de que o estado dele era realmente deplorável naquele ano. Nada mais apropriado para ele que o título daquela biografia punk, um dos clássicos da literatura rocker, “Kill me, please.” Acho que a idéia do Thunders era essa: morrer; assassinado, de leucemia, heroína ou outro um método que estivesse mais à mão.

Quanto à Copa, deixará muitas saudades, sobretudo pelos “causos” e personagens em torno do evento: Polvo Paul, Jabulani, Mick Jagger, Larissa Riquelme, Galvão “the bird” Bueno, o cárcere de Caio Ribeiro, Dunga, Maradona, Felipe Melo, Vuvuzela… Sem dúvida o maior e mais divertido evento do mundo. É, possivelmente, uma forma das mais econômicas de se conhecer a cultura e os povos de diversos países em apenas 30 dias.

12 07 2010
Gabriel Gonçalves

Johnny Thunders é foda! O Keith Richards que deu errado, rs. O New York Dolls é uma das minhas bandas preferidas; os quatro discos são muito bons mesmo. Achei esta copa muito melhor que a de 2006: os times jogaram mais pra frente, com mais raça, fora os personagens, heheheheh. Abração

13 07 2010
karin

Eu preferia falar do Sambora…huahauhauhauhauhauha…

E sobre a copa…eu gostei mais da de 2006….To sendo muito do contra? 😀

13 07 2010
Gabriel Gonçalves

Normal…Quanto à Copa, vou relevar, porque você é torcedora do Vitória, portanto não entende lá muito sobre o esporte bretão, rs.

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