ZAKK WYLDE FALA SOBRE OZZY, BLACK LABEL SOCIETY E JUSTIN BIEBER

8 07 2010

O site da Gibson conduziu uma entrevista com o inconfundível Zakk Wylde, que falou sobre o novo álbum do Black Label Society, sua saída da banda de Ozzy, dentre outros assuntos.

Esta entrevista, traduzida inteiramente para o português, você confere com exclusividade aqui no IMPRENSA ROCKER!

Wylde, um talentoso garoto prodígio que fora arrancado de um posto de gasolina e jogado em frente ao mundo por seu mentor Ozzy Osbourne, e que se tornou um dos mais bem sucedidos e admirados guitarristas de Hard Rock, sem falar que é o fundador da banda Black Label Society, teve um ou dois contratempos no ano passado.

Médicos descobriram coágulos sanguíneos em sua perna. “O médico perguntou ‘você toma o quê, um drink por dia? seis? doze? Uma caixa?’, e eu falei ‘é uma dieta baseada em líquidos’”, conta Wylde, rindo. “Quer dizer, eu tomava cerveja enquanto estava malhando. Este é o estilo do Black Label Society. Mas o médico me disse que se eu continuasse assim, estaria morto aos 50 anos. Então eu parei de beber. Não é nada demais”.

Mais inesperado, talvez, foram as notícias de que Ozzy, chefe e mentor de Zakk desde 1988, queria um novo guitarrista. “Eu escutei isso, e para mim o copo estava metade cheio”, ele diz. “Quer dizer, obrigado por me deixar lá por 23 anos! Eu sempre irei admirar isso. O que mais Ozzy poderia fazer por mim nesta altura?” Wylde é genuinamente grato por tudo que Ozzy fez por ele, e inclusive o Black Label Society irá tocar no Ozzfest neste verão (no hemisfério norte) antes de seguirem por conta própria. “Eu vejo por este ponto de vista: ao invés de 24 horas por dia, sete dias por semana, o Black Label agora é minha vida 25 horas por dia, oito dias por semana”.

“Order of the Black”, o oitavo álbum da banda, dá continuidade ao amor de Wylde por melodia – Rock cheio. O primeiro single, “Parade of the Dead”, traz incríveis malabarismos de Wylde na guitarra, descrito por um fã na internet como “um pouco Randy Rhoadiano”.

Zakk gravou o novo disco – que será lançado em 10 de agosto – em seu estúdio caseiro (o Black Label Bunker), com seu companheiro de banda, JD DeServio, e o novo baterista Will Hunt. “Eu deixei minhas vísceras por todo o lugar, é o melhor que se pode conseguir, mixado e gravado lá – o lugar balançou”, diz Wylde. Ele planeja gravar bandas em seu estúdio para seu próprio selo, “Panworkz”. 

Como um todo, o álbum é uma continuação lógica da personalidade do Black Label Society. “Ele é tudo o que as canções são”, explica Zakk. “Eu odeio bandas que falam ‘este é o nosso (álbum) mais pesado até agora’… então agora é só escolher e gritar? Ou ‘esta é a guitarra mais rápida que já toquei’. Então você ouve as notas. Meus artistas preferidos – Zeppelin, Sabbath, Elton John – tudo era sobre as canções. ‘Back in Black’ não foi o mais pesado ou mais vulgar disco do AC/DC – ele tinha as melhoras canções”.

Todo deus da guitarra tem um instrumento assinado por ele, e Wylde, é claro, tem várias. Estão incluídas um “Epiphone Flying V” e a inequívoca “Gibson Les Paul Bull’s-eye”, que foi usada recentemente por Dan Kanter, guitarrista do Justin Bieber – algo que Zakk apreciou bastante. “Neste momento eu acho que um monte de gente me vê no palco e acha que estou tocando com a guitarra do Dan Kanter”, conta o guitarrista, rindo. “Tudo o que eu sei é que o “feed” do nosso twitter saiu de 20 mil e foi para algo em torno de 18 milhões. Estamos trazendo várias jovens para o lado negro”.

Wylde seguirá para Estrada no fim deste ano na inauguração da “Black Label Berzerkus Tour”, apresentando algumas bandas com quem tem mantido amizade através dos anos, incluindo a Clutch, Children of Bodom e 2cents. “Estou sempre me encontrando com eles, e eu pensei que isto seria uma ótima desculpa para nos reunirmos”, conta. “Será uma turnê de insanidade, bebedeiras (bem, não para mim) e disfunção, isto é certo”.

Veja Zakk e sua turma enquanto pode, boatos dizem que ele pode desaparecer por um tempo depois desta turnê. “Eu estive fora por quatro anos antes deste álbum, e de repente sou um ‘Deus de Ouro’ e o ‘Melhor Guitarrista do Metal’. Da próxima vez vou sair por 15 anos e voltar com um ‘Pulitzer’ e um ‘Nobel da Paz’”.


Ações

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4 responses

12 07 2010
Marcos Gonçalves

Caraca! Me identifiquei imediatamente com o que ele disse: “Eu odeio bandas que falam ‘este é o nosso (álbum) mais pesado até agora’… EU Também odeio esse clichê, por isso que critiquei a fala de Slash num post anterior aqui em seu blog.

“Meus artistas preferidos – Zeppelin, Sabbath, Elton John – tudo era sobre as canções. ‘Back in Black’ não foi o mais pesado ou mais vulgar disco do AC/DC – ele tinha as melhoras canções.” PERFEITO!!! Depois desse texto vou querer ouvir o Black Lable Society.

12 07 2010
Gabriel Gonçalves

Realmente Zakk Wylde foi feliz nest declaração, rs. Depois me diz o que achou do Black Label (é um som bem pesado, mas muito bom). Se quiser começar com algo mais light, sugiro o disco “Hangover Music, Vol. VI”. Como o nome diz, é música de ressaca, muito violão e piano. Tem até uma versão para “Whiter Shade of Pale” que é de arrepiar. Abração, Marquêra!

22 07 2010
Paulo Victor

Black Label Society é uma das melhores bandas que ja ouvi, tem musicas otimas, albuns mais “fortes” como “Mafia” e “1919 eternal”, mas tambem tem albuns que são mais “light” como o “Hangover Music Vol. VI” que pra min é um dos melhores albuns da banda, tem um album solo do Zakk Wylde que tambem e muito bom que é o “Book of Shadows” onde o zakk troca a guitarra por um violão, tem o cd da banda “Pride & Glory” que era a antiga banda de zakk antes do BLS.
Conheço o black label a 4 anos, tenho quase todos os cds que o Zakk participa. Curto muito o BLS sou muito fã do Zakk seus Hamônicos são os melhores que já ouvi. Tambem toco guitarra a 5 anos e pretendo ser tão bom quanto Zakk um dia e quem sabe montar um “Red Label Society”.
xD
Ótimo post

22 07 2010
Gabriel Gonçalves

Fala, Oaulo, tudo certo? Velho, Zakk é um daqueles caras que vem com selo ISO 9001 de garantia de qualidade. Tudo o que o cara se propõe a fazer sai muito bom. O Pride & Glory é fenomenal! “Cry Me a River” é um hino do Country/Southern Rock. Abraço, cara, e volte sempre!

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