FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS! PARTE IX

4 07 2010

A eliminação da seleção brasileira (valeu mesmo, Mick Jagger!) não é motivo suficiente para deixamos de festejar. E quem pensa em festa pensa na série FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS, aqui do IMPRENSA ROCKER.

Esta semana nós temos uma encrenca das grandes. Acho que nunca esta coluna teve que tomar uma decisão tão difícil ao escolher o artista para a já costumeira biografia de aniversário.

Vejam o nível do problema: 

Bill Halley: 6 de julho de 1925 (morreu em 9 de fevereiro de 1981)
Ringo Starr (The Beatles): 7 de julho de 1940
Mitch Mitchell (The Jimi Hendrix Experience): 9 de julho de 1947 (morreu em 12 de novembro de 2008)
Bon Scott (AC/DC): 9 de julho de 1946 (morreu em 19 de fevereiro de 1980)
Ronnie James Dio: 10 de julho de 1942 (morreu em 16 de maio de 2010)

Bill Halley, Ringo Starr, Mitch Mitchell, Bon Scott e Ronnie James Dio: que turma! Todos os cinco possuem grande importância na construção do Rock n’ Roll e seus sub-gêneros, contudo temos que escolher um e, unicamente baseado e meu gosto pessoal, vamos saber um pouco mais sobre o boa gente Ringo Starr!

Ringo nasceu Richard Starkey Jr. em Liverpool, Inglaterra. Sua infância foi um tanto tortuosa graças a problemas de saúde que o mantiveram internado em hospitais por um total de três anos. Por causa disto, aos 15 anos, Ringo mal sabia ler e escrever. Segundo o músico, ele nunca teve olhos para nenhum outro instrumento, senão a bateria.

Sua primeira banda foi a The Eddie Clayton Skiffle Group, em 1957, entretanto as coisas só começaram a ficar profissionais dois anos depois quando Ringo se tornou o baterista do grupo Raving Texans. Mais tarde a banda mudou o nome para Rory Storm & The Hurricanes. Nesta época ele adotou o apelido “Ringo”, por causa da grande quantidade de anéis (ring em inglês) que usava.

Nos início dos anos 60 Ringo conheceu os integrantes de outra banda de Liverpool, The Beatles, e logo se tornaram amigos, tendo o baterista substituído Pete Best (dono das baquetas dos Beatles na época) em algumas ocasiões. Quando George Martin (produtor, e conhecido como o 5º Beatle) assinou com a banda, disse que eles poderiam manter Pete Best ao vivo, mas que nas gravações ele queria outro músico. Os Beatles se reuniram e decidiram demitir Best e chamar Ringo para o grupo.

Nos Beatles Ringo alcançou a fama mundial e se destacou, dentre outros motivos, por sua personalidade fácil e amigável. Ao contrário do que muitos falam, Ringo também chamou a atenção por ser um ótimo baterista. Com uma abordagem que fugia do virtuosismo, o músico apostava na criatividade e na perfeição nas execuções. Dizem, inclusive, que Ringão dispensava o uso de metrônomos durante as gravações, sendo capaz de manter o tempo das músicas sozinho perfeitamente .

Após a separação dos Beatles, Ringo lançou diversos discos solos que, poucos sabem, mas têm canções fenomenais, além de atuar em filmes – sua performance no filme “A Hard Day’s Night” foi uma prévia de seu talento como ator. Nos anos 80 Ringo montou a primeira versão da All Starr Band, um grupo formado só por astros da música (ídolos como Joe Walsh, Dr. John, John Entwistle, Todd Rundgreen, Peter Framptom, Jack Bruce, dentre muitos outros), que fez turnês ao redor do mundo, tocando canções dos Beatles, da carreira solo de Ringo e dos trabalhos de todos os integrantes da banda.

Atualmente Ringo continua gravando discos e excursionando com o novo line up da All Starr Band.

Parabéns Ringão! Feliz 70 anos!

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4 responses

4 07 2010
Marcos Gonçalves

Ringão gente fina. Sem ele os Beatles seriam algo como o OASIS – um grupo de mal humorados. Ringo era o catalisador do grupo, com seu alto astral e suas brincadeiras típicas de um inglês desajeitado. Tem gente que não acha ele um bateirista dos melhores, mas eu acho. Faz o estilo clássico, sem inventar muito, mas bom de ouvir e de tocar. Graças ao rock band pude assimilar um pouco mais do estilo dele, o que só foi confirmar minha idéia de que o Ringão, além de gente boa, é ótimo bateirista.

5 07 2010
Gabriel Gonçalves

Ringão é foda! Mas não acho que os Beatles seriam mal humorados sem ele, principalmente por causa de John e George, que tinham ótimo senso de humor. Com certeza eles teriam se separado antes – talvez por volta do “White Album”. Para mim Ringo foi quem conseguiu manter a banda até onde deu, rs. Abração, Marquêra!

8 07 2010
markera

O humor deles era diferente, ácido, enquanto
Que o de ringo era suave e bobo como um hugh grant. Abraços

8 07 2010
Gabriel Gonçalves

Isso é verdade, rs! O humor de Ringão era mais inofensivo. A comparação com Hugh Grant foi perfeita, hehehehehe. Abração, meu velho.

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