FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS! PARTE VII

20 06 2010

“Velhice”, um conceito absolutamente abstrato. Alguém consegue imaginar um cara como Mick Jagger, com toda aquela energia, na fila de idosos num banco? Ele é velho? Por outro lado existem, por exemplo, os trabalhadores rurais brasileiros, que de passarem a vida debaixo do sol nas plantações, aos 40 anos parecem que têm 80, fisicamente e mentalmente.

Já “idade”, entretanto, é uma palavra bastante objetiva. Se você tem 20 anos, você tem 20 anos, e se você tem 70, você tem 70, e acabou.

Paul McCartney, hoje, está com 68 anos, e aposto que todos conhecem algum moleque de 30 que é muito mais velho que ele. Indo mais longe, você tem Chuck Berry, com 83 anos, mas que continua viajando pelo mundo, tocando guitarra e cantando.

Estes caras descobriram, há muito tempo, um remédio que os mantém eternamente jovens. Não é uma pílula, não é um tratamento oriental, muito menos um tipo de ginástica. É um estado de espírito. E ele se chama Rock n’ Roll.

Vamos aos aniversariantes desta semana!  

Brian Wilson (Beach Boys): 20 de junho de 1942
Michael Anthony (Van Halen): 20 de junho de 1954
Ray Davies (The Kinks): 21 de junho de 1944
Joey Molland (Badfinger): 21 de junho de 1947
Joey Kramer (Aerosmith): 21 de junho de 1950
Kip Winger (Winger): 21 de junho de 1961

Se analisássemos pela sua importância no desenvolvimento do Rock n’ Roll, provavelmente todos concordariam que o escolhido para ganhar a biografia aqui seria o Brian Wilson, o maestro por trás dos Beach Boys. O problema, contudo, é que, além da história dele já ser bem conhecida por aí, um destes astros relacionados acima foi o responsável por um dos grandes momentos da minha vida.

Aconteceu em 2006, quando ele veio fazer um show em Campinas e, logicamente, fui vê-lo – acompanhado do amigo Ricardo Frota e de seu filho Waltinho. Após o show fantástico, tivemos a sorte de conhecê-lo no camarim e, é claro, não perdemos a oportunidade de tiramos fotografias com ele (confira a foto ao final da matéria). Uma dica: ele foi integrante de uma banda descoberta pelos Beatles – até nisso os Beatles são foda – e que lançou vários sucessos, como “No Matter What” e “Without You”.

Parabéns, Joey Molland!

Nascido em Liverpool – mais um – Inglaterra, Joey Molland é um guitarrista, cantor e compositor que ficou famoso quando integrou o grupo Badfinger.

Sua primeira banda que chegou a gravar material foi a The Masterminds, que soltou um single por volta de 1965 contendo um cover de Bob Dylan, “She Belongs to Me”, e uma música própria, “Taken My Love”.

Após este lançamento o grupo se separou e Molland só iria gravar novamente em 1967, depois que entrou na banda Gary Walker & The Rain. Nesta empreitada, o guitarrista gravou vários singles, um EP e um álbum, intitulado #1. O álbum, que continha quatro composições de Molland, foi muito bem recebido no Japão, mas a falta de sucesso no Reino Unido fez a banda se separar em 1969.

No mesmo ano ele fez o teste para o Badfinger e foi aceito imediatamente. A banda já havia soltado o single “Maybe Tomorrow” um ano antes, pela Apple (gravadora fundada pelos Beatles), sob o nome de “The Iveys”. Um pouco depois eles mudaram o nome para Badfinger.

Com o Badfinger, Molland lançou vários discos de sucesso, dando ao público canções maravilhosas, como “Carry On ‘Till Tomorrow”, “No Matter What”, “Without You” e “Midnight Caller”. Durante este tempo, Molland também participou dos discos “All Things Must Pass” e “Concert for Bangladesh”, de George Harrison, e do “Imagine”, de John Lennon.
 
Em 1974 ele deixou a banda e formou um grupo chamado Natural Gas, que lançou um disco e fez uma turnê de sucesso com Peter Framptom. Em 1977, por uma generalizada falta de organização, a banda encerrou suas atividades.

Nos anos seguintes, Joey Molland e Tom Evans (antigo companheiro de Badfinger) lançaram dois álbum – “Airwaves” em 78 e “Say No More” em 81 – sob o nome Badfinger. Depois deste último disco, uma briga feia causou não o fim da banda, mas o surgimento de outro Badfinger. Molland e Evan excursionaram e fizeram shows separados sob o nome da banda famosa, até a morte de Evans, em 83.

De lá para cá, Joey Molland lançou alguns discos solo e fez shows como Joey Molland’s Badfinger. Em 2000 ele lançou o álbum “Headfirst”, como Badfinger, e no ano seguinte soltou o “This Way Up”, como Joey Molland. Em 2006, o Joey Molland’s Badfinger fez uma rápida passagem pelo Brasil, tocando em um festival de motociclistas em Campinas. Mais recentemente, em 2009, o disco do Natural Gas foi editado em cd.

Semana que vem, não perca a oitava parte de FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS!

Um sonho realizado!


Ações

Information

8 responses

22 06 2010
Marcos Gonçalves

Baaaaah. Eu queria o Brian Wilson! Mas você está desculpado em razão dos motivos de cunho pessoal que apresentou.

22 06 2010
Gabriel Gonçalves

Brian Wilson já tá manjado, rs… Sem contar que Joey Molland merece. Abração, Marquêra.

23 06 2010
Karin

Gostei mesmo foi da foto!

23 06 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Pelo menos tinha alguém para embelezar a matéria, né?

24 06 2010
Karin

ÉEeeeeeeeee!!!!!! 😉

24 06 2010
Gabriel Gonçalves

Você é suspeita, rs.

25 06 2010
Ricardo Frota

Realmente, Peter… Ótimas recordações!
Me emocionei muito no show… vc é uma ótima cia e Molland detonou!
Tinho tb amou, se já gostava do Badfinger, ficou ainda mais fã!
Abraço

26 06 2010
Gabriel Gonçalves

Aquele show foi histórico mesmo. Ainda bem que conseguimos ver um show deles, né (ainda que Molland fosse o único da formação clássica)? Quem sabe não rolam outros? Abração, meu velho!

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