NO ESCURINHO DO CINEMA… – PARTE III

30 05 2010

Em pouco mais de um mês de atividades o IMPRENSA ROCKER já conseguiu mobilizar um respeitável número de visitantes, e por isso nós agradecemos todos que reservaram um pouco do seu tempo para acessar o blog.

Como alguns já sabem, sábado no IMPRENSA ROCKER é dia de “NO ESCURINHO DO CINEMA…”, especial que vem contando um pouco sobre os filmes que são inspirados na nossa maior paixão: o Rock n’ Roll.

Nesta terceira parte teremos quatro obras que rodaram muito no meu videocassete. Espero que vocês gostem e que procurem assisti-los, pois sem dúvida valem à pena!

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Bill & Ted’s Excellent Adventure (Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica) – 1989

Mais um campeão do “Sessão da Tarde”, Bill & Ted’s Excellent Adventure é uma comédia/ficção científica sobre as aventuras de dois amigos headbangers, Bill Preston (Alex Winter) e Ted Logan (Keanu Reeves, na época com 25 anos).

O filme começa num futuro distante, ano de 2688, na Califórnia, onde o cientista Dr. Rufus (George Calin) apresenta ao telespectador seu projeto para uma sociedade ideal. O cientista então pega sua máquina do tempo – uma cabine telefônica – e volta até 1988 para garantir que Os Escolhidos – Bill e Ted – permaneçam juntos e formem sua banda, Os Garanhões Selvagens, cuja música é o cerne da futura sociedade utópica de Rufus.

O problema começa quando Rufus descobre que os dois amigos estão para serem reprovados em História no colégio e, caso isto aconteça, o pai de Ted, o policial Capitão Logan, irá mandá-lo para uma academia militar no Alasca. Para garantir o sucesso de seu projeto, Rufus embarca Bill e Ted na cabine telefônica/máquina do tempo, e juntos vão conhecer figuras históricas, como Napoleão Bonaparte, Billy The Kid, Sigmound Freud, Joana D’ark, dentrou outros.

Para quem gosta de uma comédia bem despretensiosa, este filme é um prato cheio, especialmente se você já for um iniciado no mundo do Rock n’ Roll. Várias tiradas só serão entendidas se assistido em inglês, por exemplo, quando os dois arrumam uma encrenca no século 15 e são condenados à morte na Donzela de Ferro (Iron Maiden, nome de um instrumento de execução medieval). Quando eles ouvem que vão para o “Iron Maiden”, ficam extremamente empolgados, sem a mínima idéia do que estaria para lhes acontecer.

Logicamente no final tudo acaba bem, e enquanto Bill e Ted estão tocando uma música horrorosa, Rufus fala diretamente com o telespectador: “eles irão melhorar”.

Em 1991 foi lançada a continuação do filme, desta vez intitulado Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo que, em minha opinião, supera seu predecessor. Seqüências hilárias, como quando Ted está nos portões do céu – após morrer – e, para conseguir entrar, precisa provar que é puro de coração. Ele não pensa duas vezes e manda o refrão de “Every Rose Has It’s Thorn”, do Poison garantindo, desta forma, sua livre passagem.

O final também é espetacular: os dois estão no palco da 4ª Batalha Anual de Bandas de San Dimas e precisam vencer para que sua influência no futuro seja garantida. O problema é que eles ainda não sabem tocar nada que preste, mas eis que a cabine telefônica entra em ação e, após sumirem do palco, retornam segundos depois, com barbas à la ZZ Top, após ano de curso intensivo de guitarra. O filme se encerra com os dois, acompanhados de suas namoradas – também integrantes da banda – tocando God Gave Rock n’ Roll To You II, do Kiss.

Filme altamente indicado para quem quiser dar boas risadas ou apenas brincar de descobrir referências a músicas e bandas de Rock n’ Roll!

Wayne’s World (Quanto Mais Idiota Melhor) – 1992

Lançado no início dos anos 90, Wayne’s World originalmente foi um recorrente sketch do programa humorístico norte-americano, Saturday Night Live. O quadro mostrava um fictício programa local da cidade de Aurora, Illinois, transmitido por TV a cabo, com dois amigos rockers: Wayne Campbell (Mike Myers), que era o apresentador principal, e Garth Algar (Dana Carvey), seu assistente.

No longa, que conta com um nome de peso do Rock n’ Roll, Alice Cooper (interpretando ele mesmo), Wayne e Garth apresentam seu show, quando Benjamin Kane (Rob Lowe), um inescrupuloso executivo de uma emissora de TV, resolve comprar os direitos do programa e o transforma numa sessão de entrevistas com o seu patrocinador.

Para reaver o programa e ainda conseguir um contrato de gravação para sua namorada, Cassandra Wong (Tia Carrere), os dois amigos “hackeiam” um satélite e transmitem uma performance da banda Crucial Taunt – grupo a qual Cassandra canta – para a limusine do diretor de uma grande gravadora, que havia acabado de sair do show de Alice Cooper. O final reserva três conclusões, com referência até para o desenhado animado Scooby Doo.

Enquanto toda esta trama acontece, o roteiro ainda brinda o telespectador com ótimas sacadas e grandes canções. Uma das cenas do filme que já se tornou clássica é Wayne entrando numa loja de instrumentos musicais e pedindo para testar uma maravilhosa Fender Stratocaster. O vendedor lhe entrega o objeto cobiçado, e ele logo manda a introdução de “Stairway to Heaven”, sendo imediatamente interrompido pelo vendedor, que lhe mostra uma placa com os dizeres: “proibido tocar “Stairway to Heaven”.

A trilha sonora é outra preciosidade: Queen, Alice Cooper, Black Sabbath, Cinderella, dentre outros gigantes do Rock n’ Roll marcam presença na música do filme.

Em 1993 foi lançada a seqüência do filme, que trouxe mais um peso pesado do Rock: o Aerosmith – além da banda, estão no filme Kim Basinger e Drew Barrymore.

Na continuação, Wayne sonha com Jim Morrison – que lhe é apresentado por um índio pelado – que lhe diz que seu destino é organizar um show de Rock n’ Roll.

Para tornar o “Waynestock” num sucesso, Wayne, Garth e seus amigos terão que superar diversos obstáculos, dentre os quais o detalhe de que eles não conseguiram confirmar nenhuma banda para o show. Mais uma vez, o final reserva três conclusões, sendo uma citação ao clássico “Thelma & Louise”.

Os dois filmes são bem parecidos e mandam muito bem. Se você se interessar tem até uma versão em DVD por aí que traz os dois filmes num único disco.

Só faça um favor a si, e não assista a versão dublada!

Airheads (Os Cabeças de Vento) – 1994

Estrelando Brendan Fraser no papel de Chazz, Adam Sandler como Pip e Steve Buscemi como Rex (vocalista e guitarrista, baterista e baixista da banda Lone Rangers, respectivamente), o filme é centrado na luta da banda em busca do sucesso.

Após terem sua demo recusada por cada produtor que visitaram, eles decidem mudar de estratégia e vão tentar emplacar a fita em numa emissora de rádio local, especializada em Rock. Eles conseguem invadir a rádio, e ameaçam o disc jockey e o diretor do lugar com armas de brinquedo – que se parecem com metralhadoras -carregadas com molho de pimenta. Um funcionário da rádio chama a polícia e logo eles deixam de ser uma banda de Rock para se tornaram seqüestradores armados.

Enquanto as negociações entre a banda e a polícia se desenrolam, cenas hilárias são mostradas. Numa delas, um policial é mandado para a rádio, se passando por um produtor de Rock. Para ter certeza de que ele é realmente quem afirma ser, Chazz pergunta: “Se Deus e Lemmy (Lemmy Kilmister, do Motorhead) saírem na porrada, quem ganha? Certo de estar abafando, o falso produtor responde que Lemmy seria o vencedor, o que provoca certa ira em Chazz, que do alto de sua sabedoria, afirma: “Não, idiota. Lemmy é Deus”!, tendo certeza, enfim, de que o cidadão realmente não era um produtor.

Cenas como essa são prato cheio para os fãs de Rock n’ Roll, que conseguem se identificar com a situação dos três “seqüestradores”. A trilha sonora também ajuda a manter o nível, com canções do Motorhead, Ramones, Anthrax, White Zombie, dentre outros.

That Thing You Do (The Wonders: O Sonho Não Acabou) – 1996

Talvez este seja o filme de Rock n’ Roll cuja canção original tenha se tornado um hit tão grande, que acabou transcendendo o próprio filme. Escrito e dirigido por Tom Hanks – que também interpreta o papel de Mr. White, empresário da banda – “That Thing You Do” conta a história do ápice e queda da banda The Wonders.

Jimmy Mattingly (Johnathon Schaech) e Lenny Haise (Steve Zahn) – vocalista/guitarrista e guitarrista da banda, respectivamente – pedem que Guy Patterson (Tom Everett Scott), um talentoso jovem baterista, substitua seu baterista original – que havia quebrado o braço – num festival de talento universitário.

Na hora de se apresentarem no festival, Guy acelera a composição da banda – que dá nome ao filme – e o que era um insossa balada se transforma num Rock n’ Roll de primeira, arrebatando fãs cada vez que é tocada. A partir daí a banda entra numa ascendente, até que assinam um contrato com a Playtone Records e viram estralas nacionais.

Tudo ia bem até que crises internas, geradas principalmente pelo gênio difícil de Jimmy, põem tudo a perder, e a banda é desmanchada. Do início, no festival universitário, até o fim da banda muitas aventuras são vividas pelos jovens músicos, num filme muito fácil de ser digerido, contando com várias referências a biografia dos Beatles:

– O trocadilho no nome da banda (The Oneders – The Wonders) e (The Beetles – The Beatles).
– O sucesso das duas veio após trocarem o baterista.
– A mudança na velocidade de seu primeiro hit (That Thing You Do e Please Please Me).
– As legendas no especial de televisão (Jimmy: “Atenção, garotas, ele está noivo”; John Lennon: “Desculpem, garotas, ele é casado”).
– O baterista ganhou o apelido de “Shades” por causa dos óculos escuros que usava, assim como Ringo ganhou este apelido pela quantidade de anéis (rings) que usava.

Tom Hanks, grande fã de Classic Rock, sempre falou abertamente destas referências, e chegou a afirmar que “ele quis criar sutis, porém claras similaridades entre as duas bandas”.

A trilha sonora é um show à parte. Inegavelmente o filme não seria o fenômeno que é sem as músicas que o compõe. Nos dias de hoje, mais de 10 anos após seu lançamento, é muito comum ouvir a canção “That Thing You Do” no rádio e em bares onde bandas tocam ao vivo.

A estória cativante, seqüências memoráveis – como quando os quatro, junto com a namorada de Jimmy, interpretada por Liv Tyler, saem berrando pela rua após ouvirem a canção no rádio pela primeira vez – e músicas fantásticas, fazem deste filme uma obra obrigatória para quem gosta de cinema ou de Rock n‘ Roll. Se puder corra atrás da trilha sonora também!

Por hoje é só! No próximo sábado, a quarta edição de NO ESCURINHO DO CINEMA…

Até lá!


Ações

Information

8 responses

1 06 2010
Marcos Gonçalves

Acho que o único que vi foi o That Thing You Do, cuja música tema é excelente para se cantar num karaoke. Bill e Ted assisti apenas ao desenho animado, mas a mistura de História, Rock n Roll e viagem no tempo me agrada em cheio. Um pouco como De Volta Para o Futuro, um filme que certamente me cativou desde menino para a ciência, a história e o rock n’ roll.

2 06 2010
Gabriel Gonçalves

Pois é, meu velho, corra atrás dos dois Bil & Ted. São comédias meio bestas, mas valem à pena! Essa combinação que você citou garante a qualidade do filme. Abração!

1 06 2010
Ricardo Frota

Adoro o filme e o disco… Nós já fizemos uns covers desta peste, né?
Bons tempos!
Bom trabalho ai, Peter, vez ou outra eu apareço no blog e sempre leio as tranqueiras que anda escrevendo. Leva jeito pra boiola! (brincadeira)
Fui

2 06 2010
Gabriel Gonçalves

rs… Valeu, meu velho! Os nossos covers não eram ruins não, hein? Apareça sempre por aqui, meu velho, e quanto ao boiola, deixo o velho mas eficiente: “lá ele”! Abração

15 06 2010
Karin

That thing you doooooooo!!!!!!!!!!!!!

16 06 2010
Gabriel Gonçalves

Sabia que você ia gostar desse, rs.

30 10 2010
Grace Kelly.

Cresci vendo The Wonders na Sessão da Tarde rs. E Os Cabeças de Vento eu assisti por acaso qndo mudava de canal em uma noite e a globo tava exibindo. Brendan Fraser e Adam Sandler são ótimos!

30 10 2010
Gabriel Gonçalves

Momento “velho”: assisti o “The Wonders” no cinema, rs. Os cabeças de vento eu descobri na locadora que tinha perto de onde morava. Tava lá de bobeira um dia – há muuuito tempo – e vi o VHS do filme. É claro que aluguei na mesma hora, rs. Abração!

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