FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS! PARTE III

23 05 2010

Mais um domingo chegou, e eu estou certo que vocês sabem o que é que tem todo domingo, não? Que mané missa dominical nada! Hoje é dia de darmos parabéns aos rockstars que completam mais um ano de destruições de quartos de hotéis, bebedeiras e festinhas com groupies.

Vamos aos aniversariantes:

Bob Dylan: 24 de maio de 1941
Klaus Meine (Scorpions): 25 de maio de 1948
Jon Fogerty (Creedence Clearwater Revival): 28 de maio de 1945
Blaze Bayley (Wolfsbane /Iron Maiden /Solo): 29 de maio de 1963

Mais uma vez a semana está muito bem representada, por outro lado nunca foi tão fácil escolher quem ganhará a famosa biografia aqui no IMPRENSA ROCKER. Todos os artistas acima têm cacife para estarem aqui, mas não se pode negar que um entre eles se destaca. Aliás, ele se destaca entre todos os outros, em todos os tempos. É claro que o sortudo que terá a honra de ter sua história contada aqui é o inigualável Bob Dylan!

Bob Dylan nasceu Robert Allen Zimmerman na cidade de Duluth, Minnesota, e é neto de imigrantes russos judeus. Como a maioria dos adolescentes durante os anos 50, Bob ficou fascinado com uma música chamada Rock n’ Roll, tornando-se fã dos grandes da época, como Little Richard e Buddy Holly.

Quando ingressou na Universidade de Mineapolis, em 1959, Bob Dylan descobriu a Folk Music e ficou tão impressionado a respeito da vida e obra de Woody Guthrie, que chegou a visitá-lo em Nova Iorque no ano de 1961. O encontro com seu ídolo, que estava a beira da morte num hospital, foi o que Dylan precisava para mergulhar de cabeça na carreira musical.

Seu primeiro disco, intitulado apenas de Bob Dylan, saiu em 1962 e continha apenas folks tradicionais, entretanto seu segundo trabalho, The Freewhellin’, inteiramente com composições próprias, o consagrou como compositor e apresentou um dos seus maiores hits: Blowin’ in The Wind.

A partir daí, Dylan se tornou referência mundial na Folk Music, escrevendo canções que abordavam temas sociais e políticos, e que se tornavam sucessos instantâneos, entretanto em 1965 o artista chocou seu público: durante o Newport Folk Festival Bob Bylan se apresentou acompanhado de uma banda de Rock n’ Roll, o que se configurava numa heresia para os fãs do Folk, que o vaiou durante toda a apresentação.

Depois desta ruptura, e inspirado pelas bandas de Rock inglesas, especialmente os Beatles, Dylan foi se distanciando do Folk cada vez mais, o que fez com que fosse chamado de “traidor” pelos fãs do som antigo. O que ele fez para calar esta multidão? Simplesmente lançou alguns dos melhores álbuns da história da música, sendo desta época canções eternas, como Subterranean Homesick Blues, Like a Roling Stone, Just Like a Woman e Hurricane. Bob Dylan foi provocado com um peteleco e se vingou com uma bomba atômica!

Bob Dylan mostrou-se um gênio, um jovem na casa dos vinte anos de idade com uma capacidade sobrenatural de expressar os sentimentos humanos. “Ele é o Sheakspeare do Rock n’ Roll. A pluralidade com que disserta sobre os mais diversos sentimentos humanos não fica devendo nada à Sheakspeare”, exclama Marcelo Nova, cantor, compositor e fã de Bob Dylan.

Ao longo dos anos Bob Dylan seguiu lançando ótimos discos, arriscou-se todo o tempo, se converteu ao cristianismo e soltou alguns discos Gospel, se reaproximou de suas raízes judaicas, gravou álbuns Country, participou do supergrupo The Willburys Traveling – time que reuniu nada mais nada menos que George Harrison, Roy Orbinson, Tom Petty, Jeff Lynne e Bob Dylan – voltou ao Folk e ao Rock n’ Roll, e com o álbum Modern Times, de 2006, voltou a ser campeão de vendas.

Bob Dylan é a definição exata da palavra “artista”. Inquieto, sempre em busca do melhor, colecionador de brigas e em constante mutação, é uma referência entre as referências; influenciou e foi influenciado por gente, como os Beatles; derramou seu coração e alma sobre sua obra, que soma mais de 30 discos. Um artista de talento superlativo. O verdadeiro Rei dos Judeus!

O IMPRENSA ROCKER espera que vocês tenham gostado deste capítulo do FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS. Semana que vem tem mais gente soprando as velinhas.


Ações

Information

4 responses

23 05 2010
Karin Kunze

Eu gostei do escolhido do dia!!!!!
Parabéns pra elel! 🙂

23 05 2010
Gabriel Gonçalves

Parabéns pra ele mesmo! Por tudo, né? rs…

25 05 2010
Marcos Gonçalves

Finalmeeeeente fui contemplado nesta coluna. Bob Dylan é um dos três gigantes na minha opinião. Junto com Beatles e Elvis forma a demoníaca trindade da cultura rock n’ roll e das transformações sociais que vieram no esteio dessa revolução; o cara é genial. Que mané missa dominical mesmo!! O espírito é esse! Rock n’ Rooooooool.

25 05 2010
Gabriel Gonçalves

Pô, Marquêra, enquanto escrevia esse texto, sabia que sua recepção seria calorosa, rs. Desta vez você foi contamplado pelo blog, hehehe. Abração, man.

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