ESPECIAL: SEMANA RONNIE JAMES DIO – PARTE III

19 05 2010

 

Leia a parte I do especial:

https://imprensarocker.wordpress.com/2010/05/17/especial-semana-ronnie-james-dio/

Leia a parte II do especial:

https://imprensarocker.wordpress.com/2010/05/18/especial-semana-ronnie-james-dio-parte-ii/ 

Aqui estamos na terceira parte do especial SEMANA RONNIE JAMES DIO. Neste capítulo o IMPRENSA ROCKER mostrará sua primeira passagem pelo Black Sabbath, período no qual gravou grandes discos e se consolidou como um dos mestres do Heavy Metal.

It’s Heaven and Hell!!!

NASCE A LENDA: BLACK SABBATH

Em 1980 Dio foi convidado por Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, para ser o substituto de Ozzy Osbourne, que havia sido demitido da banda. No mesmo ano eles lançaram o álbum Heaven and Hell, que mostrou ao planeta Terra esta força imbatível chamada Ronnie James Dio.

Da esquerda para a direita: Geezer Butler, Dio, Tony Iommi e Vinny Appice

Em toda a história do Rock n’ Roll, pode-se contar nos dedos de uma mão as vezes em que um vocalista de uma grande banda é substituído sem alterar a qualidade da banda, conseguindo manter o sucesso – ou até aumentar – de outrora. Talvez isto só tenha acontecido com o Iron Maiden (quando Bruce Dickinson substituiu Paul Di’Anno), com o AC/DC (quando Brian Johnson entrou no lugar de Bon Scott) e com o Black Sabbath, tendo Dio no lugar de Ozzy.

O Heaven and Hell é um dos clássicos imortais do Metal, por onde desfilam hinos, como a faixa título, Neon Knights, Lady Evil e as outras cinco canções do disco. Absolutamente todas as faixas são destaques! Uma peça obrigatória na discoteca de qualquer um que tenha simpatia por guitarras altas. Outro ponto importante a se ressaltar é que o álbum mostrou um Sabbath diferente do que se conhecia, com músicas mais rápidas, o que nem sempre ocorria na fase Ozzy.

Capa do antológico Heaven and Hell

Na tour do Heaven and Hell Dio se mostrou mais que somente um vocalista, mas um grande front man, carismático e que mantinha o público ensandecido por todo o show. Durante esta turnê, dois outros grandes acontecimentos ocorreram: o baterista Bill Ward foi substituído por Vinny Appice, e Dio imortalizou o “símbolo do Metal”, ao exibir o punho com os dedos indicador e mínimo levantados, formando o que lembra a figura de um par de chifres.

Quem inventou o símbolo permance desconhecido, mas quem imortalizou foi esse aí de cima.

Em 1981 foi lançado o álbum Mob Rules, outro grande sucesso. A faixa que dá título ao álbum foi um dos grandes hits deste trabalho, tendo sido escolhida para entrar na trilha sonora do filme Heavy Metal.

Em 82 foi lançado um bootleg do Sabbath, chamado de Live at Last, trazendo uma gravação ao vivo da banda durante uma tour em 1973. A rápida propagação da bolacha fez com que eles decidissem soltar um disco ao vivo oficial, que foi batizado de Live Evil. O problema é que nesta época o relacionamento interno do grupo já estava um tanto deteriorado, e após uma briga com Tony Iommi, a respeito da mixagem do disco, Dio resolve deixar o Black Sabbath e seguir carreira solo. O Live Evil só saiu em 1983.

No próximo capítulo o IMPRENSA ROCKER cobre o início da carreira solo de Dio, que já começou com um trabalho impressionante. Até lá!

Discografia do Black Sabbath (na primeira passagem de Dio):

Heaven and Hell – 1980
Mob Rules – 1981
Live Evil – 1983

Black Sabbath: Neon Knights

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Ações

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2 responses

20 05 2010
Marcos Gonçalves

Muita coisa interessante pra comentar nesse seu texto: Black Sabbath, Ozzy, Bruce Dickinson, AC/DC e por aí vai. Mas vou me prender no detalhe do “gesto metal” imortalizado pelo Dio. O inventor certamente vai permanecer desconhecido, pois o símbolo é muito antigo e representa o demônio, uma praga que você joga no felizardo que está te incomodando.

O gesto já era utilizado na Idade Média, uma coisa que certamente começou com os cristãos, que adoram essa coisa de céu e inferno. Nas Crônicas Saxônicas, um excelente romance que retrata o período das invasões dinamarquesas na Inglaterra (século IX), há personagens executando o tal gesto.

Vikings dinamarquses, cristãos, cruz, diabo… Tudo a ver com METAL, eheheh.

20 05 2010
Gabriel Gonçalves

No caso do Dio, ele conta que pegou isto da avó (italiana) que usava esse gesto quando falava com ele querendo passar uma mensagem de que era sério o que ela falava. Algo como: “é bom você prestar atenção nisso”, enquanto fazia o gesto, rs. É até um bom objeto de um estudo antropológico. Abração, meu velho.

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