NO ESCURINHO DO CINEMA… – PARTE I

16 05 2010

Rock n’ Roll e cinema, uma dupla tão vitoriosa quanto feijão e arroz, Bebeto e Romário, acarajé e Coca-Cola. Desde o início que a telona presta serviços às guitarras estridentes que, em retorno, revelou-se um grande filão comercial para a indústria de filmes. Ao longo dos anos incontáveis foram os filmes cuja temática giraram em torno do Rock, logicamente rendendo bons e maus resultados.

Em sua primeira série de reportagens – dividida em cinco partes – o IMPRENSA ROCKER vai falar sobre alguns filmes Rock n’ Roll que valem a pena serem assistidos (só foram consideradas obras de ficção que usavam o Rock como temática, de forma que filmes de artistas como Elvis e Beatles, por exemplo, além de cinebiografias, ficaram de fora).

Rock Around The Clock (No Balanço das Horas) – 1956

Dois músicos da cidade grande (interpretados por Johnny Johnston e Henry Slate), cuja banda não estava indo a lugar algum, acabam descobrindo por acaso um grupo de jovens, numa cidadezinha interiorana, que faziam um som novo e muito excitante. O tal grupo de jovens (interpretado por Bill Halley and his Comets) batizaram este novo som de Rock n’ Roll.

Os dois músicos frustrados resolvem empresariar a trupe de Bill Halley, e eles logo conseguem uma casa noturna em Nova Iorque para se apresentarem, com a ajuda de Alan Freed (interpretado pelo prórpio), e se tornam a maior atração da cidade.

A história do filme não é lá fantástica, no entanto o Diretor Fred F. Sears e o Produtor Sam Katzman tomam a decisão correta e saem do caminho, deixando Bill Halley e banda tomarem conta do filme, desfilando grandes canções. O filme ainda traz performances de The Platters e Freddy Bell and His Bellboys.

The Girl Can’t Help It (Sabes o que Quero) – 1956

    
 
Em The Girl Can’t Help It, o Diretor Frank Tashlin satiriza a cultura moderna (no caso, a cultura moderna nos anos 50). Murdock (interpretado por Edmond O’Brien) é um chefão da máfia que se torna uma sensação da música, enquanto cumpre pena numa prisão federal. Depois de solto ele contrata o empresário Tom Miller (Tom Ewell) não para promovê-lo, mas para tornar sua apetitosa namorada, Jerri Jordan (Jayne Mansfield), em uma estrela.

O problema é que é que Jerri não tem nenhum talento como cantora, sendo seu grande desejo casar com Murdock e ser uma devota dona de casa. Quando Murdock se nega a satisfazer sua vontade, Jerri se apaixona por Tom.

Além de roteiro interessante, The Girl Can’t Help It é um valioso retrato da música pop da metade dos anos 50, trazendo performances de altíssimo nível, com um cast que exibia, dentre outros, Fats Domino, Gene Vincent, Eddie Cochran, The Platters e Little Richard.

THE RUTLES: ALL YOU NEED IS CASH – 1978

Imperdível! Esta é a palavra que define All You Need Is Cash, uma parceria entre Eric Idle (do antológico Monty Python) e Gary Weis (do Saturday Night Live).

O filme é um documentário fictício – fórmula que ganhou sucesso alguns anos depois com o This Is Spinal Tap – sobre uma banda de Liverpool chamada The Rutles, tembém conhecida como os “pre-Fab Four”. Qualquer semelhança não é coincidência: todos os momentos vividos pelos Rutles são sátiras dos acontecimentos da carreira dos Beatles.

Narrado pelo próprio Eric Idle (que também interpreta Dirk McQuickley, o baixista da banda), o filme tem um cast estrelar: Dan Aykroyd, John Belushi, Bianca Jagger, Bill Murray (cujo personagem, de nome Bill Murray The K, é o similar Rutle do disc jockey americano, e chamado quinto Beatle nos USA, Murray The K – Ótima sacada!), Frank Williams, Mick Jagger, Paul Simon, Ronnie Wood e o ex-Beatle George Harrison, que faz uma pontinha como um repórter da BBC.

Se você é fã do Monty Python, dos Beatles, de Rock ou de filmes (ou de tudo isto junto), é obrigatório assistir All You Need Is Cash. Não tenho conhecimento de ter sido lançada uma versão nacional para o DVD, mas não é difícil encontrá-lo na rede, legendado em português, para download.

HAIR – 1979

Mais um grande filme! Claude (interpretado por John Savage) é um jovem certinho de Oklahoma que foi recrutado para a guerra do Vietnã. Chegando em Nova Iorque para apresentar-se aos militares, ele conhece um grupo de hippies liderado por Berger (Treat Williams) que, como é de se imaginar, tem conceitos nada convencionais sobre o comportamento social.

Berger e seus amigos tentam convencer Claude dos absurdos da sociedade americana conservadora e pró-guerra e, até chegar a hora do recruta ir para o quartel, eles passam por diversas aventuras. Uma delas foi invadir uma festa de uma família da high society, cuja filha mais velha despertou intensa paixão em Claude – a cena em que Berger dança em cima da mesa durante a festa é antológica!

Combinando ótima história, ousadia (o filme trata abertamente sobre drogas, sexo, com uma mensagem contra a guerra), atuações primorosas e fantástica trilha sonora, Hair marcou época, e hoje é lembrado como um dos grandes musicais (talvez o mais famoso) da história.

Então é isso. Na próxima parte da série, o IMPRENSA ROCKER trará mais quatro filmes que usaram o Rock n’ Roll como tema central de seus roteiros, portanto fiquem ligados e até a próxima!

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10 responses

17 05 2010
Marcos Gonçalves

Eu adoro filmes de Rock n’ roll. Desses aí, porém, assisti apenas ao Hair, que é um clássico. No filme dos Rutles, uma dúvia: o Frank Williams que você citou e o mesmo que fundou a equipe Williams de Formula 1? Como sugestão para os próximos da série, cito alguns dos meus favoritos: The Doors e Almost Famous.

17 05 2010
Gabriel Gonçalves

Sim, Marquêra. O Frank Willians que aparece no filme é o dono da Willians na F1, sim. Quanto as sugestões, o Almost Famous já está na lista, mas o The Doors fica para outro especial, já que entra na categoria cinebiografias. Valeu pelas visitas e comentários, meu velho.

17 05 2010
Karin

Adorei o post! Eu sugiro pra proxima edição o That Thing You Do! :))))
Adooooro!!!

17 05 2010
Gabriel Gonçalves

That Thing You Do está na lista, com certeza! Aguarde e confie, rs…

21 05 2010
Joaquim

Adorei a capa do disco Elf do Dio vou pensar em ser meu proximo cd gabo o cd deve ser massa adoro o Black sabbath

21 05 2010
Gabriel Gonçalves

A capa é massa mesmo! Eu to procurando para mim também, se encontrar vejo se consigo um pra vc. Abração!

21 05 2010
Joaquim

meu amigo me deu um cd do Iron Maiden Seveth son ofa Seventh son é massa eu to ouvindo ele direto esse e Somewhere back in the time que é uma coletania massa

22 05 2010
Gabriel Gonçalves

Seventh Son of a Seventh Son é massa mesmo!Eu ouço direto tb. Essa coletânea tb é muito boa, mas faltam músicas essenciais, como Flight of Icarus, hehe.

30 10 2010
Grace Kelly.

Desses o único que assisti foi Hair, que foi mostrado por um professor durante uma aula de história no colegial. Um dos melhores filmes e o melhor musical que já vi, certeza!

30 10 2010
Gabriel Gonçalves

Oi Grace! Descobri “Hair” quando tinha uns 14 anos e pirei. Tanto o filme quanto a trilha sonora são fenomenais. A cena do Berger dançando na mesa daquela mansão é antológica. Abração!

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