WOP-BOPPA LOO-BOP A WOP-BAM GOL!

12 05 2010

Rock n’ Roll: gênero musical nascido nos Estados Unidos, resultado de uma bela de uma mistura entre o Blues, Jazz, Country e otras cositas más. Futebol: gênero esportivo criado na Inglaterra e considerado o jogo mais popular do mundo. Mas o que acontece quando os dois resolvem andar lado a lado?

Aproveitando o fato de estarmos em ano de Copa do Mundo, o IMPRENSA ROCKER coletou algumas histórias de grandes personalidades do Rock n’ Roll que se dedicam também ao esporte bretão. Pegue uma cerveja, vista a camisa do seu time do coração, coloque um som bem alto no cd player e vamos lá!

O país do futebol, diriam uns. A pátria de chuteiras, outros. O que ninguém discorda é que o Brasil é a sede futebolística do mundo. Os maiores craques saíram daqui e a seleção mais vencedora é a nossa, então nada mais coerente que nossos rockers também sejam fãs de futebol:

Sepultura

No Sepulltura, os dois membros originais da formação atual, Andreas Kisser e Paulo Jr. são fanáticos por futebol. Paulo é torcedor do Galo Mineiro, enquanto Andreas é um São Paulino doente. Da banda, Andreas é o que mais expressa publicamente esta sua paixão. Dentre outras coisas, já fez show vestindo uma camisa usada pelo Rogério Ceni. Reza a lenda que Andreas usou a camisa do jeito que a recebeu: encharcada de suor e toda suja de grama.

Em 1994, quando a seleção brasileira conseguiu o tetra, o Sepultura estava no auge, em plena tour do Chaos A.D., e fizeram um show com o Pantera no qual todos os integrantes tocaram pintados de verde e amarelo. Eles também produziram uma camiseta do Sepultura, cuja arte fora inspirada na da seleção.

   

Dr. Sin

O pessoal do Dr. Sin não se contentou em apenas torcer. Eles compuseram uma música dedicada à santíssima trindade do Rock brazuca, intitulada de “Futebol, Mulher e Rock n’ Roll”. A canção foi tão bem recebida, que se tornou o maior clássico da banda e é cantada a plenos pulmões em suas apresentações.

Eles foram ainda mais longe e convidaram um ícone do jornalismo esportivo e antológico narrador para participar das gravações da música e de seu respectivo videoclip. Nada mais nada menos do que Sílvio Luiz deu o ar das graças na canção, mandando os seus bordões: “Peeeelo amoooor de meeeeus filhiiiinhos” ou “Peeelas baaaarbas do profeeeeta”. Vê-lo no videoclip é ainda mais divertido!

Torcidas Organizadas

Não são só os músicos do Rock n’ Roll que costumam unir estas duas verdadeiras paixões nacionais. Já existem diversas torcidas organizadas ao redor do país que se reúnem em torno do Rock.

Uma das mais conhecidas é a Galö Metal, cuja história remonta ao ano de 1995, num colégio de Belo Horizonte, onde alguns alunos se reuniam para jogar conversa fora ao som de muito AC/DC. Numa dessas farras surgiu a idéia de unir este dois ingredientes explosivos.

Hoje a Galö Metal já possui 1.300 associados, além de ser um dos apoiadores do evento Jogo de Estrelas, no qual o time Sepultura & Amigos enfrenta um combinado de jogadores e ex-jogadores que marcaram época no Atlético Mineiro.
 
E não é só em BH que este fenômeno ocorre. A primeira torcida, que se tem conhecimento, a unir Rock ’n Roll com futebol foi a Metal Tricolor, do São Paulo Futebol Clube.  Fundada em 1992 por fãs que se reuniam num dos tradicionais bares rockers da capital paulista, o Black Jack, a Metal Triclor inspirou a Metal Tricolor do Fluminense e a do Gremio.

O Vasco da Gama e o Palmeiras, do Rio de Janeiro e de São Paulo respectivamente, também se uniram em torno de um dos maiores símbolos do Heavy Metal: Eddie, o onipresente mascote do Iron Maiden.  O simpático morto vivo acabou virando símbolo das duas torcidas.

Ainda temos a Camisa 12 Comando Hardcore, do Internacional de Porto Alegre; os juventinos fundaram a Ju-Metal; e o Internacional de Jales, em Santa Catarina, tem a sua torcida metal, a Fúria Colorada.

Até no Nordeste o Rock anda se alastrando pelas torcidas de futebol: o América de Natal marca presença nesta matéria com a torcida Máfia Metal Red, sem contar o Sport de Recife, que em breve ganhará uma grande ajuda na arquibancada, vinda da Spörthead, nome em homenagem a banda Motörhead.

 

Do outro lado do oceano

Não é só no Brasil que esta dupla faz barulho. Podemos encontrar apaixonados por Rock e futebol em qualquer país europeu, no entanto a Inglaterra pode ser considerada o similar brasileiro no velho mundo. Dentre todos os representantes desta torcida universal, podemos destacar duas personalidades bem diferentes: Steve Harris, baixista e líder do Iron Maiden, e Sir. Elton John.

Como a maioria das crianças que nascem em países que cultuam o futebol, Steve Harris antes de querer ser músico sonhava em ser um astro da bola. Torcedor fanático do West Ham United, o baixista chegou a fazer parte do time da divisão de base do seu clube do coração, e até hoje é um exímio jogador de futebol.
 
Sempre que vem ao Brasil, Steve dá um jeito de organizar umas partidas com personalidades locais, sem contar as vezes que vai, incógnito, assistir jogos em terras tupiniquins.

No videoclip da canção Wasted Years, ele deu um jeito de colocar uma seqüência de uma pelada (futebolisticamente falando) entre os integrantes, e na capa do álbum Virtual XI, de 1998, tem um desenho na parte de baixo do canto esquerdo que mostra um jogo entre um time com camisa amarela contra outro com camisa branca. Seria um embate entre Brasil X Inglaterra?

Já o espalhafatoso Elton John tem pelo futebol um carinho mais que especial pois, segundo o próprio, o esporte o ajudou a salvar o relacionamento com seu pai, que morreu em 1992.

“Eu fiquei em paz com meu pai no final. Nós ainda nos estranhávamos, mas ele sentia muito orgulho de eu ter sido dirigente do Watford Footbal Club, e quando eu ia para Liverpool assistir um jogo do Watford contra o Liverpool ou contra o Everton, ele vinha junto comigo”, contou Elton, provando, de uma vez por todas, que futebol é coisa de mulher, sim senhor.
 
Elton desistiu de sua vida de cartola recentemente, porque não concordava com determinadas atitudes do Presidente do clube, Graham Simpson, mas nada o impede de retornar quando o atual mandante deixar o cargo.

 

O outro lado da moeda

Já mostramos que não faltam rockeiros fãs de futebol, mas será que o oposto acontece? Incrivelmente a resposta é “sim”. Na Europa deve ser fácil encontrar um jogador que se arrisque no Rock n’ Roll de vez em quando, mas no Brasil o único caso conhecido – pelo menos por mim – é do ex-goleiro do Corinthians, Ronaldo.

Fanático por Elvis Presley – o único representante da monarquia que devemos respeitar – Ronaldo chegou a gravar dois discos com sua banda, Ronaldo e Os Impedidos.

Vejam um videoclip da aventura do goleiro nas águas tortuosas do Rock n’ Roll:

Não importa se é no Brasil ou na Inglaterra, Sul ou Nordeste, rico ou pobre. As duas maiores paixões mundiais tinham que se encontrar em algum momento, e cada vez mais cresce o número de adeptos a este fenômeno. E Quem me garante que muitos anos atrás, lá no começo do Rock n’ Roll, Chuck Berry não queria era dizer “Goal Johnny, Goal, Goal”!?!

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12 responses

13 05 2010
Iolanda

Gabo

Adorei os mandamentos de KEITH.

bjs

13 05 2010
Gabriel Gonçalves

Valeu, minha tia! Keith é um mito, rs!

Bjs

13 05 2010
Karin Kunze

Nossa! Q legal isso das torcidas…eu não sabia. Pena q é a torcida do Atlético…seria bem melhor se fosse a do Cruzeiro. 😀

13 05 2010
Gabriel Gonçalves

Vou fundar a Bahea Rock Club!!!!

13 05 2010
Marcos Gonçalves

Cardeal, cardeal, você na cabeça tá legal, cardeal, cardeal.

13 05 2010
Gabriel Gonçalves

Hahahahaha. Boa lembrança, Marquêra!

13 05 2010
Joana

Tô dentro do Bahêa Rock Club!!!
Parabéns Gabo, muito bom o blog.

13 05 2010
Gabriel Gonçalves

Valeu!!! vai espalhando pela galera… bjs

13 05 2010
Ricardo Frota

Keith é uma lendia viva! rs

13 05 2010
Gabriel Gonçalves

Ele é uma lendia quase viva, né? rs

19 05 2010
Joaquim

Gabo somos 2 que esta viciados é DIO mai eu concordo que o Black Sabbath era melhor com Ozzy

20 05 2010
Gabriel Gonçalves

Dio é muito bom mesmo, Juca. Eu não tenho preferência entre Ozzy e Dio no Sabbath, até porque foram dois estilos diferentes. O bom mesmo é ouvir os dois, rs. Abração!

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