
Por: Roberto A.
Hi There! Vamos para mais uma edição da nova coluna do blog roqueiro mais bacana da web: o IMPRENSA ROCKER. Tivemos uma boa repercussão e retorno em nossa primeira edição, e embora tenhamos sido acusados de querer ser “hype” com a coluna, não é nada disso – queremos apenas debater com os leitores sobre o que a mídia nos oferece como a última uva do cacho, a melhor banda de todos os tempos da última semana, os melhores filmes do ano, e assim por diante.
O cenário musical para 2011 revela-se promissor em diversos estilos. Há a possibilidade de boas surpresas para o mundo Metal, quando consideramos que o Megadeth está compondo um novo disco, sem contar o show que o Metallica fará no “Rock in Rio”, que possivelmente vai virar um DVD ao vivo – inovar no set-list é algo mais do que necessário pra eles, todavia entretanto. Iron Maiden de volta à terra brasilis também é um lance ok. Grandes shows virão deste que, para mim, é o melhor CD deles em muitíssimo tempo – foda a bolacha nova dos caras. Para o mundo alternativo, The Strokes, contrariando as previsões que fossem apenas hype, vem trazendo um novo CD. Banda legal, que ainda vale acreditar. Outra banda em que ando acreditando é o Stone Sour: peso, melodia e boas músicas; vieram com um puta disco, que será resenhado em breve. Do lado do Rock brazuca, o RPM está novamente na ativa, prometendo um discaço, que segundo Luís Schiavon, terá influências de The Killers e Muse (ô loco meu) – só pode gerar expectativas. Pode dizer o que quiser das caras e bocas do Paulo Ricardo, das briguinhas públicas deles, mas o fato é que a rapeize foi o maior fenômeno no país, quando se fala em Rock N’ Roll com shows espetaculares. Erraram? Sim, muito; mas um novo disco será muito bem vindo.
Agora vamos conferir mais discos que a grande mídia nos coloca como o que melhor vem acontecendo no mundo musical, para nos certificarmos se há algum sentido nessa festa da falta de bom senso crítico. É recomendado que o caro leitor baixe o CD anteriormente à leitura das resenhas… E estourar um pouco de pipoca também.
Vamos lá.
LCD Soundsystem – This is Happening
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Também nas listagens dos melhores de todos os tempos das últimas semanas, este disco merece uma detalhada averiguação. “Dance Yrself Clean” é a primeira faixa. Começa num style macumba-reveilon, umas batidinhas nada a ver, com um tecladão grave marcando e o vocal insípido vindo depois. Som estranho, e muito! A melodia que entra dobrada no vocal é algo sinistro. A letra? Algo tipo assim “muderninho”: “Aceitar presentes da empresa/Atualmente todos nós esperamos o pior/Funciona como uma necessidade”, Chique hein? A voz emula um Byrne, do Talkin Heads, em colapso mental. Bicho, que som frouxo, sem graça e sem sal! “Drunk Girls” começa de cara alegrinha, depois cai no marasmo. Numa tentativa de soar como alguma coisa, soa como nada – acompanhem comigo: “(Meninas bêbadas) recebem convites das nações/(Meninos bêbados) têm uma paciência de milhões de santos/(Meninos bêbados) roubam, roubam os armários/(Meninas bêbadas) gostam de registrar queixas”. Desafio qualquer um ouvir a faixa toda. Ok, vamos pra próxima, “One Touch” – sugestivo nome. Em princípio gostei, por achar que a faixa fosse instrumental, mas ledo engano; a chatisse vocal logo aparece, num som que muito de longe lembra Depeche Mode, em sua pior fase. Leitores, esta “música” é uma enrolação total. Saca encher linguiça? Pior que isso. O que achei interessante é que o próprio artista assume a mediocridade da música: “Eu não acho que vamos estar satisfeitos com isto/Esperamos por muito tempo/Lembro-me das promessas feitas a nós/Temos sido pacientes por um longo tempo”. Haja paciência! “All I Want” vem na sequência, com uma bateriazinha sem riscos, guitarrinha blasé, e até que rola um climinha bacaninha, propícia pra filas de espera. Aliás muito New Order a guitarrinha (fase “Low Life”). Liricamente rola mais ou menos isto: “Espere pelo dia em que você chegará em casa do parque solitário/Procure pela garota que lidou com toda a sua merda/Você nunca precisou de alguém por tanto tempo”. Inspiração para os romances modernos, funcionaria bem numa maternidade. Pessoal, é rir pra não chorar – e conseguir ir pra próxima: “I Can Change”, título bem sugestivo, né não? É um sonzinho bom pra quando você for ao banheiro, pra ajudar no lance. Nesta rolam uns ruidozinhos eletrônicos, e o poeta manda isto: “Acenda a luz/Facilite para mim/Preencha a divisão/Errando na cozinha até acertar/Que visão terrível”. Mas a parte que mais define o disco todo diz assim: “Nunca mude, nunca mude, nunca mude…”. Certo. “You Want A Hit” é semelhante aquilo que se ouve quando se liga para as companhias telefônicas, enquanto não somos atendidos. Um loop de um toque telefônico do celular, é o que parece isto – quem duvidar, ouça. Fico por aqui neste CD. Não tem como ouvir mais. Leitores de coragem, ouçam as faixas restantes e postem as impressões nos comentários. Minha gente (isso soa Collor pra caramba!), se querem ouvir um Pop eletrônico classe A, tentem o “Tron Legacy” do Daft Punk, ou o “Zeitgeist” do Tangerine Dream – coisa fina.
Janelle Monáe – The Archandroid
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Falando sério, acho até divertido quando vejo na lista dos melhores, ou em destaque, um artista no qual nunca havia ouvido falar e nem conhecia som algum. Assim foi com Janelle, destacada como das melhores artistas, melhor CD e coisa e tal. Segundo o “Wikipédia”: “Janelle Monáe (Kansas, 1 de Dezembro de 1985) é uma cantora, compositora e bailarina norte-americana”. Beleuza. Vamos então dechavar o que a mídia especializada anda endeusando como algo duca. Let’s Start.
Temos “Suite II Overture” de início, clima de começo de filme e tal, orquestra apoteótica mostrando uma baita produça. Empolga um pouco e faz acreditar que vem um baita disco no caminho… Uns pianinhos, vozes estranhas ao fundo e a faixa fica nisso – Ok. A próxima, “Dance or Die”, vem com percussão, vocal falado no início e alguma empolgação típica pra academias de malhação. Tem um refrãozinho até jóia, solo distorcido, wah, metais, uma salada digna de Prince, mas que apenas promete e não cumpre, indo do nada à lugar algum. “Faster” vem na sequência, e os mais desatentos nem notarão que é outra “música” – parece mais uma continuação da anterior. “Locked Inside” apresenta, com boa vontade, um disposição em soar um remix de Mariah Carey, com pitadas de Madonna, influências de Earth Wind & Fire, doses de “Motown”… Sei lá, até curti essa, mas algo soa fora de lugar, entretanto não serei injusto: é uma música que pode funcionar bacana durante uma trepada – isso sem dúvida; sexy pacas. Seguimos com “Sir Greendown”, uma baladinha com teclados, climinha viajandão maresia jasco, boa pedida pra preparar um sanduba de mortadela pra acompanhar o restante do post com mais sabor – acompanhado de tubaína de preferência. “Cold War” vem como trilha “lucianohuckista” do post, com aquela animação digna dos melhores caldeirões. Dá até pra imaginar uma moçada sarada e descolada dançando com esta música (esperemos por algum remix no futuro próximo). Chatinha, mas com um solo de guitarra bacana e bem timbrado, justiça seja feita: filé miau! A seguinte, “Tightrope”, assemelha-se a um Rhythm n’ Blues, e traz participação de Big Boi. Você nunca ouviu falar nele? Não? Eu também não, mas quem se importa? Logo ele aparece nas temidas listas dos melhores, por suposto. Nada que Janet Jackson já não tenha feito mil vezes melhor num passado nem tão distante assim. Mas vá lá, deixa a faixa rolar até o final. Tô parando por aqui, deixando “Neon Gumbo”, espécie de som-macumba rolando, pra escrever o restante deste post. Analisando estes dois discões, me lembrei de um curso que há trocentos anos enrolo para fazer: o de DJ. Porque, putz, se isto aqui é considerado alguns dos melhores lançamentos em música eletrônica e dançante dos últimos momentos, eu tenho chances também nisso. Agora é sério gente: querem ouvir uma boa (relativamente) nova cantora? Tentem Regina Spektor, que tem um trampo super legal, ou ouçam mais um pouco de nossa sempre bem-vinda Alanis, artista fodástica sempre.
Questionamentos debatíveis do autor:
Sem nunca querer ser hype, muito menos dono da razão, vamos nós aos nossos costumeiros questionamentos finais do “Fuja do Hype”.
- Indie ou Mainstream?
Lendo ontem uma resenha do ótimo recente CD do Stone Sour, via “Whiplash”, achei um lance curioso. No fim da resenha o cara que escreveu que “apesar” de estarem entrando no mainstrem, o trabalho é bom e honesto. Daí eu vos pergunto, prezados leitores: essa novelinha de Indie e Mainstream já não deu no saco? Isso pouco importa! O que realmente importa é você botar um vinil ou CD pra rolar, sentir emoção e prazer ouvindo a parada, isso sim. E descobrir artistas que valem à pena, como na seção “Luz no Fim do Túnel”, deste mesmíssimo blog.
- Rock in Rio???
Quando do lançamento do festival no ano passado eu temi pelo previsível. Toda a nata da rapeize nacional, todo mundo juntinho, unido, cantando o hino do festival. Coisa bonita de ser ver, tirando os pormenores, como Sandra de Sá, Ivete Sangalo, NX, o arroz de festa Dinho, e outros mais. O que eu questiono aqui é porque o festival tem esse nome e convida gente como Cláudia Leite, Elton John (apesar de ser um puta de um compositor), Kate Perry, Jota Quest, Rihana, Marcelo Camelo, e atrações questionáveis. Tudo bem, no final, nem é a música que importa, e sim os lucros (sejamos realistas). Espero que seja confirmado o quanto antes o Guns n’ Roses, pra enfim esse festival ter algum sentido real. Como dizia a Plebe Rude, nos 80: “A música não importa, o importante é a renda”. Isso nunca foi mais verdadeiro.
- Super-bandas
Tipo assim galera, basta juntar uns músicos de nome e peso (alguns de peso físico mesmo, tipo Sammy Hagar) pra que se forme uma super-banda? Em alguns casos sim, outros não. Vejamos alguns exemplos de casos que, a meu ver, deram um pouco, muito, ou nada certo. Um pouco certo, por exemplo, foi o Velvet Revolver, formado pelos ex-gunners Duff, Matt (esse um agregado), e Slash, com Scott Weiland (Stone Temple Pilots) nos vocais e o desconhecido Dave Kushner na outra guitarra. Fizeram discos bons, e shows medianos (Em se tratando de sujeitos desse quilate, esperava-se muitíssimo mais e, aliás, ainda se espera). A novela deles em busca de um vocalista continua. Um exemplo de super-banda que pra mim não colou é o Chickenfoot, que juntou Sammy Hagar, o guitarrista Joe Satriani, o baixista Michael Anthony (Van Halen) e o baterista Chad Smith (Red Hot). Resultado? Um disco bem chato, sem direção, uma verdadeira mistureba sonora – vejamos como soará o segundo. Agora nem tudo está perdido no mundo das super-bandas. Audioslave foi uma que rolou e apresentou três putas discos e ótimos shows. Antes não tivessem acabado, pois nem Soundgarden e nem o Rage Against apresentaram resultados musicais tão bacanas quanto ela.
- Volta do Guns original
Essa choradeira toda pela volta do Guns N’ Roses original já deveria ter cessado há mais tempo, até mesmo porque NÃO VAI ACONTECER. Axl atualmente está cercado de músicos muito mais capacitados, concentrados e preparados para levar adiante o legado do Guns, e de acordo com os fóruns mais conceituados do mundo em GNR, novas músicas virão este ano, bem como nova tour – sem contar que Axl ainda deve um bom DVD oficial do New Guns. A gurizada original também segue compondo e lançando: Duff com seu mediano Loaded, Steven Adler com seu meia boca Adler’s Appetite, e Slash, como sempre, comparecendo em qualquer boca-livre que o chame. Izzy segue também sempre lançando seus discos. Veja um show atual do Guns, que qualquer melancolia por uma reunião some na hora. “Chinese” é um passo além, e é pra frente que se anda.
Por enquanto é isto. Comentem, queridos leitores, e vamos que vamos. Em caso de dúvida, sempre FUJA DO HYPE!!!