ÁLBUM EM TRIBUTO A DIO TERÁ LINEUP ESTRELAR

2 03 2011

Fonte: New Musical Express

Wendy Galaxiola, conhecida no mundo Metal como Wendy Dio, viúva do velho mestre Ronnie James Dios, anunciou que os artistas que participarão do álbum em tributo ao cantor já estão confirmados. Entre os nomes estão Lemmy, Rob Halford, Alice Cooper, Sebastian Bach e até Dave Grohl.

Segundo Wendy, “o disco provavelmente não sairá neste ano, mas todo mundo já confirmou presença”.

Quanto às músicas, o que se sabe até agora é que Dave Grohl irá cantar uma versão para o clássico “Mob Rules” do Black Sabbath, e que Rob Halford irá cantar em “Long Live Rock n’ Roll”, hino absoluto do Rainbow.





“MUDEI A ATITUDE DO METAL SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE”, DIZ ROB HALFORD

17 12 2010

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Terra Música

O vocalista do Judas Priest, Rob Halford, disse em entrevista ao jornal dirigido ao público gay “San Diego Gay & Lesbian News” que sua decisão de revelar publicamente sua homossexualidade, em 1998, ajudou a acabar com o mito que os fãs de Heavy Metal são intolerantes aos gays.

“Há áreas dentro da música que são mais tolerantes, mais abertas, mais conscientes. O que acho que fiz foi destruir o mito de que bandas de Heavy Metal não têm esta capacidade”, disse Halford.

Ele disse ainda acreditar que a maioria de seus fãs o apoiou e que ele ajudou os fãs de Heavy Metal a confrontar questões sobre sua sexualidade. “A grande maioria me apoiou, sim. Aqueles que não apoiaram são os que têm dificuldade em aceitar a orientação sexual das pessoas em geral. Eu acho que fiz algumas pessoas confrontarem questões que elas não estavam preparadas para lidar”.

Mas ele ressaltou que embora muito progresso tenha sido feito, ainda há um longo caminho a percorrer na questão da homossexualidade no mundo do Heavy Metal. “O Metal de hoje é um mundo completamente diferente do dos anos 80. O mundo gay também é muito diferente. Todos crescemos, de certa forma. Ainda há um longo caminho a percorrer. Ainda há muitas questões que devem ser abordadas, mas eu acho que devagar nossas vidas estão melhorando”.





JUDAS PRIEST FARÁ TURNÊ DE DESPEDIDA EM 2011

7 12 2010

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Cifra Club News

Após 40 anos de carreira, a banda de Heavy Metal Judas Priest anunciou que fará uma turnê mundial de despedida em 2011.

A “Epitaph Tour” reunirá as principais canções que marcaram a trajetória do grupo. Já estão confirmados cinco shows na Europa e a banda promete visitar outras partes do mundo.

O Judas Priest se apresentou no Brasil pela última vez em 2008. Em outubro deste ano, o vocalista Rob Halford esteve no país divulgando seu álbum solo “Halford IV- Made of Metal”.





“OZZY ESTÁ ÓTIMO E SOA ÓTIMO”, DIZ ROB HALFORD

30 11 2010

Fonte: The Vindicator

O site “The Vindicator” conduziu um entrevista com Rob Halford (Judas Priest) que, dentre outros assuntos, falou sobre o novo disco, Metal e Ozzy Osbourne.

Confira a entrevista na íntegra, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER! 

Você está errado se pensa que a idade irá desacelerar o vocalista do Judas Priest, Rob Halford, fazendo com que pendure o microfone. O rocker de 59 anos, que se reuniu com sua banda mais famosa em 2003, após 12 anos de separação, está de volta com música nova e uma turnê disputadíssima. Após lançar o quarto álbum de estúdio do Halford, “Halford IV – Made of Metal”, neste outono (Nota do Tradutor: outono do hemisfério norte), o frontman está excursionando com seu amigo de longa data Ozzy Osbourne. Isto inclui uma apresentação em 5 de dezembro no “Quickens Loans Arena”, em Cleveland, onde irá tocar canções de seu projeto solo e alguns hits do Priest.

O “The Vindicator” conversou com Halford por telefone – ele estava em Calgary, no Canadá – sobre suas lembranças do nordeste de Ohio, como a NASCAR influenciou seu novo álbum e sobre sua longa amizade com Ozzy Osbourne.

Primeiramente, como está Calgary?
Está frio. Naturalmente ocorreu a primeira nevasca da estação. Tivemos que ser escoltados até à cidade. Foi uma viagem de 16 horas. E a nevasca meio que me lembrou do “Blizzard of Ozz”. Me senti como se estivesse no meio do disco.

Então, você não é um grande fã do frio?
Não particularmente, apesar de ter sangue inglês. Por isso me mudei para Phoenix.

Vamos esperar que neve em seu show aqui em Cleveland. Por falar em Cleveland, você tem alguma lembrança da cidade do “Rock n’ Roll Hall of Fame” ?
Tenho 40 anos de memórias Metal soltas na cebeça. Um dos primeiros shows que fiz com o priest foi, eu acho, no “Agora Ballroom” (N.T.: em Cleveland). Foi em 1976 ou 1978. Você meio que nutre um sentimento especial por aquelas lembranças antigas mais do que pelas novas. Quando você esteve ao redor do mundo tantas vezes, você meio que perde a conta.

Quanto ao “Made of Metal”, quais faixas se destacam e definem o álbum?
A canção de abertura, “Undisputed”, possue o espírito Metal. Quanto estou falando do “campeão indiscutível” (N.T.: tema da canção “Undisputed”), estou falando da sobrevivência do Heavy Metal por todas estas décadas. Então ela é importante para mim. Esta é a conexão do conjunto do álbum.

E o que é aquele carro da NASCAR na capa do álbum?
Conheço um pouco sobre a NASCAR. Gosto de assistir. É um esporte tremendamente excitante e perigoso. Então quando chega a hora de fazer a capa, é “você quer aparecer em pé com um escudo e uma espada ou estar numa floresta ou em pé sobre cinzas”? Esteses são os clichês das capas de álbuns de Metal. Então estou tentando colocar um ângulo diferente em uma idéia.

Existe um paralelo entre o Metal e a NASCAR, sendo ambos excitantes e perigosos?
Eu acho que o Metal é um fio de alta tensão quando você entra no palco. Tudo pode acontecer. Esta é a emoção do Rock n’ Roll. Não deve ser seguro. É o que faz aquela eletricidade estar lá.

Finalmente, aqui estamos quatro décadas depois, e dois dos maiores nomes do Metal estão dividindo o palco. Por quanto tempo você e Ozzy têm sido amigos?
Eu não sei; é bem lá de trás. Viemos da mesma cidade em Birminghan, e nos conhecemos há muito tempo. Ele é um grande amigo meu. Nós tivemos jornadas muito semelhantes, pelo menos musicalmente. Então somos bons amigos. Nós não temos que dizer muito quando nos encontramos, porque temos vivido numa espécie de universo paralelo, em certo nível. Ele é um cara maravilhoso, e estou muito feliz por ele, porque ele lançou um ótimo álbum. Esta é a primeira grande turnê em muito tempo. Ele está ótimo, ele soa ótimo, faz um grande show e dá aos seus fãs o que eles querem.





O QUE UMA PROFESSORA DE CANTO LÍRICO DIRIA SOBRE VOCALISTAS DE HEAVY METAL?

26 10 2010

Enviado por: Marcela
Fonte: Invisible Orange

Se você é um(a) cantor(a), você deveria estar seguindo o blog de Claudia Friedlander. A professora de canto, que mora em Nova Iorque, dá sábios conselhos não apenas para cantores de todos os tipos, mas também para músicos e pessoas em geral.

Apesar de pelo menos um de seus alunos cantar Metal, Friedlander não sabe nada sobre o gênero. Nós imaginamos o que ela pensaria de alguns dos mais clássicos cantores de Metal – a base do estilo. É raro encontrar alguém que não esteja familiarizado com nenhum destes cantores. Sua perspectiva seria única, livre de uma bagagem cultural.

Nós enviamos a ela cinco canções não identificadas e seus comentários seguem abaixo. Também incluímos as reações iniciais dela, enviada para nós assim que ela escutou os cantores.

1. Bruce Dickinson
Iron Maiden: “The Number of the Beast” (1982)

Primeira reação: “Os dois primeiros caras são tão impecáveis, que apresentam, cada qual a seu jeito, um manifesto de como cantar bem, independente de gêneros musicais”.

Não tenho nada que não seja admiração por este cantor. Ouçam como ele começa com um suave rosnado, e então muda sem problemas para um som alto e cheio, com bastante sustain, que evolui sem esforço a um longo grito! Sua dicção é facilmente inteligível, independentemente do que está cantando e do efeito que busca. Ele consegue cantar as letras de forma ritmicamente intensa sem perder o “ligado” e a dinâmica musical, algo que muitos cantores clássicos lutam para conseguir, especialmente quando interpretam os vários “staccato” e acentuações que misturam os registros de Bellini, Donizetti, etc.

Algumas observações para os meus leitores:

Há uma intensidade visceral e dramática conduzindo esta perfomance. Muitos cantores de Rock e Metal são tenores que alcançam tons muitos mais altos e por muito mais tempo do que os requisitados pelos tenores de ópera. E não é a apenas o microfone que torna isto possível. Estes caras estão cantando com tudo que têm e com um comprometimento incrível. A intenção é uma coisa muito poderosa.

Notem a “irritação” que ocasionalmente colore seu som. Este é um efeito totalmente diferente de uma tensão – toda sua laringe e garganta precisam estar completamente soltas e livres para responder deste jeito. Em alguns dos exemplos a seguir, vocês escutarão cantores fazendo suas vozes soarem deliberadamente mais fracas, estridentes, anasaladas ou “rudes”. Se eles sabem o que estão fazendo, podem fazer todos estes efeitos sem resistências ou problemas. Você pode ver a diferença da mesma forma que faria com um cantor clássico – o canto livre é como uma massagem, enquanto que o canto específico faz você apertar a própria garganta.  

2. Ronnie James Dio
Black Sabbath: “Falling Off the Edge of the World” (1981)

Este é mais um ótimo cantor. Sua voz é tão naturalmente ressonante – ele me lembra o Freedie Mercury. Assim como o primeiro cantor, ele canta com um “ligado” perfeito, dicção clara e vibração orgânica e consistente. Ele organiza seu espaço de ressonância para criar um leve rosnado, sem apresentar qualquer resistência à sua respiração. Você pode perceber o quão saudável é sua performance, através da forma em que ele entra e sai de breve momentos de harmonia com entonação impecável. 

3. King Diamond
Mercyful Fate: “Gypsy” (1984)

Reação inicial: “Há alguns inoportunos truques de estúdio que me fizeram pensar que havia mais de um cantor, porque eles editaram as partes em que ele muda de um canto cheio para aquela coisa maluca de contra-tenor que ele faz (imagino que ele faça isso ao vivo o tempo todo); como ele sai de um para o outro e o que faz dele incrível, e eu quero escutá-lo mudando de um para o outro”.

Aqui está um canto impressionante. Ele começa com uma voz tenor cheia, carregada de “choros” a la “verismo”, e então muda para um tom ultra-alto em um contra-tenor bem focado, alternando estas duas abordagens ao longo da canção, algumas vezes na mesma frase. Mas não apenas eu não entendo uma única palavra que ele está dizendo, eu nem ao menos sei qual a mensagem ou emoção geral a música deveria ter. Há uma verdade que serve para a música clássica e para qualquer outro estilo: não há necessidade de sacrificar a comunicação em prol de ótimos efeitos como este. Tudo que eu ouço é virtuosidade. No início é legal, mas então fica entediante, e você não deveria se entediar ouvindo Metal.

4. Ozzy Osbourne
Black Sabbath: “War Pigs” (1970)

Reação inicial: “O quarto cara é apenas um mau canto de garganta… Minha garganta se encolheu só de escutá-lo. Quanto tempo durou a carreira dele”?

Este é um cantor com dicção decente e bons instintos musicais, mas nenhuma noção de técnicas de vocal. Ele está forçando demais as cordas vocais, enquanto deixa fluir ar suficiente para que elas consigam falar, mas sua garganta está tão forçada que não há ressonância. Sua pontuação rítmica das letras é muito perturbadora, em contraste com o primeiro cantor, que apresentou a letra com acentuações rítmicas que encaixaram, ao invés de tirar um pouco da fluência da música e da poesia. Minha garganta dói tanto só de escutá-lo, que fiquei tentada a perguntar quanto tempo a carreira dele durou antes de sumir ou de ter necessitado uma cirurgia. Todo o espectro de seu canto está contido dentro de uma única oitava – com a exceção do momento quando ele grita “oh, Lord!” num tom mais alto, em minha opinião o único momento de canto livre em toda a música.

5. Rob Halford
Judas Priest: “Dreamer Deceiver” (1976)

Reação inicial: “O último cara é super talentoso e é o único no qual realmente gostaria de pôr as mãos. Ele demonstra várias técnicas loucas, mas elas não estão bem integradas. Isto não importa muito, porque ele é muito comprometido, expressivo e musical, mas eu poderia ajudá-lo a fazer melhor e mais facilmente”.

Este cantor possui um fabuloso espectro de cores e efeitos vocais para escolher. Sua dicção é fácil de entender e seu fraseado é lindo. Ele começa em um tom tão alto, bonito e ressonante, que me surpreendi ao escutar o quão baixa sua voz verdadeira é quando ele começa a cantar desta forma. Claramente ele canta, de alguma forma, com a laringe elevada quando começa a parte alta, e mais tarde na canção, quando ele muda para um canto mais estridente ou um grito, você nota que sua laringe está numa posição muito mais alta novamente. Os tons altos e os gritos são ótimos, mas eu acho que seria mais impactante se ele dominasse uma técnica vocal que lhe permitisse integrar melhor todas as coisas que ele faz tão bem, primeiramente com o objetivo de incorporar a profundidade e a ressonância de sua natural voz baixa às partes mais altas. Ele é o único dos cinco que eu realmente gostaria que viesse visitar meu estúdio em algum momento.





VÍDEOS COM BOA QUALIDADE DO SHOW DE ROB HALFORD EM SÃO PAULO

25 10 2010

Fonte: Blabbermouth

Filmagens em alta qualidade, feitas por fãs, da apresentação do Deus do Metal em São Paulo foram disponibilizadas no “Youtube”.

O show foi realizado ontem, 24 de outubro, no “Carioca Club”, localizado na capital paulista.





ROB HALFORD: “MEU LADO COMPULSIVO E VICIADO AGORA É 100% DIRECIONADO PARA A MINHA MÚSICA”

20 10 2010

Fonte: About.com

O website “About.com” conduziu uma extensa entrevista com o Deus do Metal, Rob Halford. O lendário vocalista fala sobre o Judas Priest, projetos solo, novo disco e sobriedade e muito mais.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no Imprensa Rocker.

Após um álbum de canções natalinas no ano passado, Halford retorna com “Made of Metal”. Ele também fez parte do “Ozzfest” deste ano e sairá em turnê com Ozzy nos Estados Unidos no outono e inverno (Nota do Tradutor: do hemisfério norte). É sempre um prazer falar com o deus do Metal, e nós conversamos sobre o álbum e a turnê, a previsão para o próximo disco do Judas Priest, os recentes suicídios de adolescentes gays, dentre outros assuntos. 

Você lançou um álbum com canções natalinas no ano passado. As canções do “Made of Metal” fizeram parte da sessão para aquele disco ou foram escritas depois?
Foi uma sessão completamente diferente. Só para resumir rapidamente a história do “Winter Songs” (N.T.: disco contendo músicas natalinas), eu amo esta época do ano. Sempre adorei a música, e imaginava como seria se eu as cantasse. Esta foi a idéia por trás do álbum. Alguns fãs provavelmente acharam que eu fiquei louco (risos), mas foi apenas uma vontade pessoal.

Seguindo em frente até a primavera deste ano, surgiu a oportunidade da “Halford band” voltar para a estrada. Isto me encorajou a escrever novas canções. Quando você vai ver uma banda, você quer escutar as músicas que conhece, mas também é excitante ouvir material novo. Então, saber que faríamos alguns shows foi o que disparou tudo. Isto me fez compor e eu tive um surto de energia criativa. As composições surgiram bem rápido. Foi um daqueles momentos mágicos. Bom, 90% das músicas são completamente novas.

As canções mudaram muito das versões da demo até as versões que saíram no álbum?
Minhas demos são na maioria de nível de jardim de infância. Eu canto as idéias no meu iPhone. Mas funciona. Faço alguma pré-produção com Roy Z, meu produtor, mas a banda é chamada quase que imediatamente. O lance sobre as demos é que, quando chega até a versão final, você pode perder muita coisa que capturou de início. Roy é muito bom em se certificar de que tudo que você começou a gravar possa ser usado na produção final. Nunca fica tão bom na segunda vez.

Você diria que “Made of Metal” é o álbum mais diversificado que você já fez?
Não diria o mais diversificado. A textura geral é uma experiência de Metal Clássico, e eu suponho que isto seja por causa da minha velha cabeça Metal, sempre escrevendo do coração, sem pensar muito no assunto. Acho que isto é um aspecto importante quando se está criando. Você pode matar a alma se você pensar demais. É onde estou agora como compositor e músico de Metal, apenas um exemplo de uma porção de boas canções de Metal.

A canção título foi sua primeira experiência com o “Auto Tune” (N.T.: Software usado para disfarçar imprecisões e erros na performance vocal. Também pode ser usado como um efeito deliberadamente preparado para distorcer a voz humana)?
Sim. Eu já tinha este som de máquina voadora de prata em minha cabeça. Eu estava dirigindo até o estúdio e zapiando entre as estações da “Sirius/XM (N.T.: Rádio por satélite). Acabei numa estação de R&B, que normalmente eu não escuto. Eu escutei um lance com “Auto Tune” e fiquei imaginando se havia uma maneira de usara aquilo numa música. Parte de mim dizia “não seja maluco”, e a outra dizia “faça, apenas experimente”. Então foi o que fiz. Acabou ficando muito bom, em termos do efeito dramático que quisemos criar.

Parece que você já tinha o conceito em sua mente há algum tempo para o vídeo animado.
As letras eram de um mundo um pouco diferente antes de serem modificadas. Quando começamos a pensar mais sobre a nave supersônica prateada, decidimos usar quatro rodas ao invés de duas. Isto cresceu e se desenvolveu. Tínhamos a estória desta louca e mítica besta que vem do espaço, aterrissa numa pista de corrida, acaba com a competição e voa de volta para o espaço. Muitas coisas nos esportes têm a ver com o Metal. Por isso fiz ““Undisputed Heavyweight Champion Of The World”, que para mim é Metal. Mas se você olhar para o MMA ou UFC (N.T.: Categorias de lutas profissionais), é o mesmo espírito, poder, energia e determinação. 

A canção “25 Years” tem um grande significado pessoal para você, já que comemora um quarto de século de sobriedade?
Sim. Vinte e cinco anos atrás eu estava passando por muita coisa difícil na vida. Trouxe a idéia para Roy, e ele me disse para falar sobre as coisas que eu quisesse e que fossem importantes para mim. E eu sei que coisas boas acontecem quando você diz certas coisas nas músicas. Além de ter sido um momento catártico para mim, com sorte se alguém que ouça a música estiver passando por dificuldades, elas podem entender que há uma luz no fim do túnel.

Mesmo estando sóbrio há 25 anos, você ainda lida com a tentação diariamente?
Sim. Não é tão difícil quanto já foi, mas é o quão estúpido você pode ser sobre todo o lance do vício. Você acha que o derrotou, mas não o derrotou. Todo mundo pode mudar seu comportamento pessoal, mas tudo é comandado pelo cérebro, então é uma troca constante de viver cada dia. Algumas pessoas têm muito mais dificuldade do que eu. Meu lado compulsivo e viciado agora é 100% direcionado para a minha música e minha criatividade. Se eu não tivesse todos estes escapes, como subir num palco e fazer aquilo tudo, eu acho que seria um problema muito maior. 

Com o Priest, Halford e seus negócios, você parece estar constantemente ocupado.
Eu adoro isto. A vida é uma dádiva, e é preciosa, e é uma corrida bem curta. Sempre senti que você tem que tirar o máximo que puder da vida.

Através da “Metal God Entertainment”, você relançou muita coisa do catálogo antigo do Halford e do Fight, além de material novo. Há alguma outra coisa vindo desta área?
Foi importante lançar este álbum ainda neste ano, antes do Priest retornar pelos próximos anos. Nós cobrimos tudo com relação ao catálogo antigo. Era hora de fazer algo novo com o “Made of Metal”, e para onde estaremos indo deste ponto em diante. E as portas estão abertas agora para outros talentos aparecerem e nos mostrarem suas demos.

Como foi o “Ozzfest” neste ano?
Sempre é muito divertido. Você está cercado de pessoas que você conhece. É um evento divertido, e o bônus de tudo, para mim, é que Ozzy e Sharon ainda se mantêm verdadeiros à idéia que tiveram, que foi organizar um festival que dê a oportunidade para novas bandas tocarem para muitas pessoas, crescerem e se desenvolverem.

Você anda com a Harley nos shows do Halford, ou isto é com o Priest?
Só com o Priest. A capa de “Ressurection” tem eu numa Harley, e aquilo foi antes de eu voltar para o Priest. Muitas pessoas dizem que aquilo foi a minha passagem de volta para a minha vida True Metal. A Harley é exclusiva para o Priest.

Na sua próxima turnê com Ozzy, você tocará canções de vários projetos seus?
Sim, tocaremos algumas canções do Priest, ou outras coisas que os fãs peçam antes do show. É difícil decidir quais canções você irá tocar. Obviamente iremos divulgar o novo disco, mas o set list será bem variado, uma boa cobertura do que eu faço nos meus trabalhos solo.

Quando você relançou o material do Fight, não muito tempo atrás, você realizou alguns eventos nas lojas, para autografar material e a resposta foi muito positiva. Isto te surpreendeu?
Isto não é ótimo? Não consigo explicar. Eu acho que é maravilhoso. Estou maravilhado com a reação aos lançamentos do Fight. “War of Words” ainda é visto como um álbum importante.

Algumas datas da turnê serão perto do natal. Você tocará algumas das canções do seu álbum natalino?
Parace ser o correto, sim. Mas não tocarei “Oh Come All Ye Faithfull” no palco de Ozzy Osbourne!

É difícil a transição entre ser a banda principal com o Judas Priest e a banda de abertura nesta turnê com o Halford?
São mundos diferentes. O Priest é uma banda gigante de Metal e o Halford é bem menor. Não importa o tamanho, mas sim o que você faz com a coisa (risos). Eu amo estar no palco, amo cantar e amo estar na companhia de outros músicos. Não me importo se seja num clube ou no Madson Square Garden. Estou maravilhado e grato só por ter a oportunidade de fazer o que faço.

Como está sua grife de vestuário?
Bem. É apenas mais um escape. Sou famoso pelas roupas que uso no palco, e a grife é apenas um outro ângulo para representar o que eu faço.

Você vende as roupas na tune ou só pela internet?
Você pode compras nos shows também. Temos merchandise do “Metal God Apparel”.

Vocês já pensaram na previsão para o próximo álbum do Priest?
Estarei no Reino Unido no natal e me encontrarei com K.K. e Glenn. Falaremos sobre música, shows. Há muita coisa planejada para o Priest nos próximos anos. Assim que tivermos algo a dizer, colocaremos no website.

Você acha que o ultimo CD da banda, “Nostradamus”, um álbum conceitual de 100 minutos, está sendo mais respeitado agora que as pessoas tiveram alguns anos para internalizá-lo?
É um trabalho muito extenso, e coisas desta natureza demoram para serem digeridas. Sabíamos que não seria um hit instantâneo. Ela precisa seguir lentamente e se fortalecer, e eventualmente faremos o que queremos, que é tocá-lo na íntegra. Sempre o olhamos desta forma. Não é um álbum de estúdio normal. Você tem que pensar diferente sobre as várias formas que pode usar para promovê-lo em ambiente ao vivo.

Ocorreram recentemente séries de suicídios de adolescentes gays, que foram bem divulgados pela imprensa. O que pode ser feito para ajudar a evitar isto?
Eu acho que, mais do que tudo, é uma imagem de como a vida é. Há todo este sexting (N.T.: Contração de “sex” e “texting”. É um anglicismo que refere-se à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais através de celulares) acontecendo, e cyber bullying acontecendo. É absolutamente entristecedor que as pessoas estejam sendo levadas ao ponto de acabarem com a própria vida. Estou contente que pessoas talentosas, como Ellen Degeneres e Neil Patrick Harris, estão falando sobre o assunto. Eles são muito mais articulados do que eu.

A coisa mais importante é mostrar o amor e apoio que há por aí para todos, seja você vítima de bully ou não. É importante cuidarmos uns dos outros e estimularmos uns aos outros, especialmente na época de escola. Eu vi bullying quando estava crescendo, na escola. Sempre aconteceu. É uma coisa muito peculiar. É uma vergonha que seja necessário ocorrer tragédias como estas, para trazer a luz de volta a esta questão. Tem que ficar lá agora. Não pode sumir em algumas semanas, como as coisas tendem a acontecer na mídia.

Programas precisam ser lançados nas escolas, ou reforçados. Os pais precisam ficar de olho em seus filhos um pouco mais. A interação social que está disponível 24 horas por dia tem que ser utilizada de uma forma forte, educativa e promocional, para que as pessoas que estejam passando por estes períodos na vida saibam que há sempre alguém com quem elas podem falar. Não se sentir sozinhas. Há uma forma de ajudarmos uns aos outros e superar estes tipos de problemas.








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