FUJA DO HYPE – 5ª EDIÇÃO

8 03 2011

Por: Roberto A.

Hello Guys! Terça de carnaval, que horror! Temos que organizar logo uma campanha pra banir essa imbecil manifestação popular de Brasil – a morfina do povo! Alguém esclareça pra gente, o que isso de fato acrescenta de bom na vida das pessoas, e no destino do nosso País? O saldo é mais do que conhecido: acidentes nas rodovias, overdoses, coma alcoólico, sexo sem responsabilidade, mas é aquilo, né? Circo pro povo, pra que se esqueçam das questões que realmente importam no momento, como por exemplo, esse ridículo aumento no salário mínimo, ou a soberba verba mensal disponível pra gabinetes que os representantes nossos no senado tem direito. Tudo muito justo e transparente, é claro. Como diria Raulizito: “Viva! Viva!”

Enquanto muitas cidades pelo Brasil se acabam com as chuvas, tem as ruas totalmente esburacadas; enquanto as crianças não têm merendas nas escolas, o povo se esbalda no samba, na cachaça, na cocaína, na folia – como diria meu idolatrado Lobão: “Isso é Brasil, Cuidado!”

Vamos nós ao que estamos aqui pra fazer. Avaliar os hypes de sempre, por exemplo, essa união dos irmãos Cavalera, que deveria em tese acrescentar substância à música pesada, mas que pouquíssima coisa acrescenta no cenário – infelizmente, já que o momento está extremamente efervescente pro estilo (em algumas de nossas sugestões mostramos aos leitores o bom Omnium Gatherum, que apresentamos na semana passada).

Cavalera Conspiracy – Blunt Force Trauma (2011)
Clique aqui para baixar o CD.

Tanto o Sepultura, quanto o Tio Max (Mendigo) Cavalera perderam com a separação em 1996, ano do lançamento do maior clássico deles, um dos maiores petardos da música pesada já lançado: “Roots”. Alguns leitores poderão argumentar que preferem “Chaos A.D.”, ou “Arise”, mas em nível de mundo, “Roots” é considerado o principal trabalho do Sepultura. No saldo final da coisa, Max talvez tenha lançado trampos mais interessantes (com o Soulfly, por exemplo – o mais recente trabalho é animal) do que os da banda de origem, que se perdeu num mix Hardcore e composições aquém das expectativas. Igor, depois de vários anos voltou às boas com o irmão, e muito se esperou desse trabalho dos dois, o Cavalera Conspiracy, cujo primeiro CD foi um bom lançamento – ainda que possam ir bem mais longe -, contudo não é com este segundo disco que conseguiram isso. “Warlord” começa com a batida tribal clichê de Metal de sempre, mas o som carece de pureza, é meio abafado num todo (o disco). Os pratos não soam tão bem… Essa primeira faixa parece com tudo que Max tem feito em suas inúmeras bandas: berros, refrãozinho acelerado, mas nem um pouco convincente e não mostra potencial. “Torture” inicia com uma distorção “torturante”, cria expectativa, mas cai no marasmo, num arranjo mal resolvido, enquanto o solo “wah” que acontece não combina muito bem com a harmonia, que parece concebida por bandas iniciantes no estilo: estruturas “bate-cabeças”  meio sem nexo… Falta profundidade (confiram). “Lynch Mob” é praticamente uma continuação da anterior e pouco acrescenta no todo. “Killing Inside”, a posterior, começa com Max sussurrando em cima de base abafada, e parece a ponto de explodir – o que acontece, se tornando um momento interessante, mas fica a impressão de que algo falta no mix. Ouçam e comentem. Fico constrangido em comentar algo como “Trasher”, por isso passo para “I Speak Hate” onde um elemento pouco usado pelos irmãos é inserido: melodia. Ficou ok em princípio (talvez a grande surpresa do disco, ainda que uma melhor mixagem faça falta, bem como um refrão que funcione). Em “Target”, aproveite para preparar um café, pois não vai perder muita coisa. “Genhis Khan” traz alguma dignidade à bolacha, com uma pegada bacana, distorção interessante e sons orientais embutidos, sendo um pouco mais trabalhada que as demais faixas (talvez a com mais potencial do CD). “Burn Waco” tem um começo EXATAMENTE igual à “Sepulnation”, som do Sepultura. Paro por aqui com o disco. Max se perdeu nos projetos. O Soulfly tinha uma identidade e o Sepultura também, mas agora, ouvindo os trampos do cara, não sabemos o que é Soulfly e o que é Cavalera – se fundiram. Ele não soube fazer algo característico para cada banda. O lance agora pro Max é parar, refletir, procurar um bom dentista, comprar umas camisetas novas e seguir em frente.

Maria Gadú
Clique aqui para baixar o CD (em Torrent).
 
Então bicho, esta é a multi platinada adorada cantora da nossa nova MPB, indicada ao Grammy Latino. Ok, eu já desconfiava e agora comprovei: não há absolutamente nada que justifique esse Hype em cima dela – Caetano abraçando já dava ter idéia, né? Pois bem, ouvindo aqui não notei nada de assombroso no talento da menina, que possui uma voz comum, composições até corretinhas, mas nada que Adriana Calcanhoto (por exemplo) já não tenha feito brilhantemente melhor. É aquilo que falamos: tem que fugir do hype, sem dúvida. Vá ouvir Maria Rita que é muito mais jogo, ou melhor, pegue alguns CD’s antigos da Gal ou da Elis pra melhor proveito de seu ouvido. Mas vá lá, vamos conferir juntos algumas músicas dela. “Shimbalaiê” você já deve ter ouvido em alguma sala de espera de dentista, ou durante algum congestionamento em horário de rush, acompanhe: “Quanto tempo leva pra aprender que uma flor tem vida ao nascer/Essa flor brilhando à luz do sol/Pescador entre o mar e o anzol”. Acho que Milton não regravaria essa… Certo, vamos então dar uma sacada em “Escudos”, singela musiquinha, que diz: “Nada que tu traga vai me apetecer/Sinistro parece que a gente se deu ao desfrute de nada/Tua tanga na manga do mágico falso/Tuas mãos na cartola, teu corpo no palco”. Bicho, o que rola? Todos estão surdos, ou Caê surtou de vez a ponto de excursionar com essa figura? Escutem “Ne Me Quitte Pas”, e coloquem suas impressões comentando. Fico por aqui com Gadú.

Link complementar

Seguem abaixo as nossas costumeiras questões/considerações/debates finais, de sempre:

- Kiss ou Secos e Molhados
Afinal, idolatrados leitores, quem copiou quem no lance das maquiagens? O que vocês acham, e mais: qual das bandas em vossas opiniões tem o trabalho mais interessante?

- Oscar 
Na opinião de vocês, cultos leitores, há ainda algum sentido na existência dessa bizarra cerimônia? Será que não são cartas marcadas?

- A Melhor Coreografia de Thom Yorque
Estimados leitores, me ajudem a escolher qual é a melhor das coreografias do freak, baseadas no clipe de “Lotus Flower” – são variações ainda mais interessantes que a original. Aqui estão:

É o que há!
Como mensagem de esperança pra esta semana carnavalesca, deixo isto: “Façamos parte do ridículo, e de boa…”
 

ABRAXXXXXXXXXXXXXXXX





CAVALERA CONSPIRACY ABRIRÁ SHOW DO IRON MAIDEN EM SÃO PAULO

16 02 2011

Fonte: Site Oficial do Cavalera Conspiracy

De acordo com anúncio postado agora há pouco no site do Cavalera Conspiracy, a banda está confirmada para abrir o show do Iron Maiden em São Paulo, no dia 26 de março. O show será realizado no estádio do Morumbi.

O anúncio dizia:

“O Cavalera Conspiracy abrirá o show do Iron Maiden no Morumbi, em São Paulo, no dia 26 de março de 2011. Esta será a segunda vez que a banda tocará no Brasil. A banda promete preparar o público para o show do Iron Maiden em São Paulo com seu show hiper energético”.





“O PRIMEIRO ÁLBUM QUE PAULO JR. GRAVOU COM O SEPULTURA FOI O ‘ROOTS’, PORQUE ELE NÃO ERA TÃO BOM”, DIZ MAX CAVALERA

4 12 2010

Fonte: Revolver Magazine

O website “Revolver Magazine” conduziu uma entrevista com Max Cavalera que, dentre outros assuntos, falou sobre o novo disco do Soulfly, Cavalera Conspirancy e atirou a bomba: “O primeiro álbum do Sepultura que Paulo gravou foi o ‘Roots’, porque ele não era bom muito bom”.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

O Soulfly, liderado pelo frontman do Cavalera Conspirancy e ex-Sepultura Max Cavalera, está atualmente em turnê pela América do Norte, divulgando seu sétimo álbum, “Omen”. O fato deles terem começado a turnê logo após uma cansativa viagem a alguns dos mais gelados locais da Europa nem ao menos perturba o cantor. “Estamos ansiosos para voltar aos Estados Unidos e tocar”, ele diz. “Não toco aqui há um tempo”. É este tipo de visão positiva determinação inabalável que o ajudou a se destacar no Brasil para se tornar uma lenda do Metal internacional. Aqui eles nos conta sobre seu passado, presente e futuro.

O Soulfly acabou de concluir uma turnê européia. Como ela foi?
Foi bem legal, especialmente na Rússia. O Soulfly foi a primeira banda internacional a fazer uma turnê na Sibéria. Aqueles fãs são demais. Num show, 20 minutos após termos concluído o repertório, a audiência ficou gritando “Soulfly”, e não parou. Então eu voltei e toquei mais duas músicas. Para muitos deles, foi o primeiro show que assistiram. Acho que eles viram o Nazareth, tipo há 10 anos. Mas eles não têm nenhum show internacional, então estavam super animados.

Seu novo álbum, “Omen”, tem convidados muito legais, como Greg Puciato do Dillinger Escape Plan, e Tommy Victor do Prong, o que parece ser uma tradição do Soulfly. Por que você gosta de trabalhar com músicos convidados?
Eu realmente gosto do que você recebe de diferentes músicos. Uma das minhas melhores lembranças com um convidado foi quando fiz “Jumpdafuckup” (do álbum “Primitive”, de 2000) com Corey Taylor, do Slipknot. Ele estava tocando em Phoenix naquele dia. Eu apareci na passagem de som e o sequestrei. Basicamente o tomei com refém, como “entre no carro. Nós temos que ir ao estúdio e gravar agora”. Então, por quatro ou cinco horas, ficamos brincando com a música, que finalmente ficou pronta. Depois disso, fui para o show. Para mim, aquele foi um dia matador em minha vida. Gravando de dia e assistindo o Slipknot de noite.

“Omen” tem uma canção sobre Jeffrey Dahmer. Por que você quis escrever sobre ele?
Na verdade eu tive esta idéia há muito tempo. Quando estava no Sepultura, sempre quis escrever uma canção sobre um serial killer. Na época, seria Charles Manson. Quando comecei a trabalhar neste disco do Soulfly, tive a idéia novamente. Pensei em Charles Manson, mas então raciocinei: “Agora nós temos Jeffrey Dahmer também, que é muito mais doentio, porque ele era um canibal. Então eu gravei o Jeffrey Dahmer através da TV, quando eles os entrevistaram. Foi uma entrevista bem legal, na qual ele não culpa seus pais por nada, e diz que matou apenas porque quis. Foi apenas um estímulo que ele teve. Ele não sofreu nenhum abuso em casa, como a maioria dos serial killers. Eu também me lembrei de quando o Sepultura tocou no “Milwaukee Metalfest” na semana que Jeffrey Dahmer foi preso. Igor me mostrou uma nota fiscal da “Sears”, que ele recebeu de uma fã, e que estava assinado por Jeffrey Dahmer. 

Há alguns anos você se reuniu com Igor para formar o Cavalera Conspirancy. Vocês dois têm um novo álbum, “Blunt Force Trauma”, saindo em março. Ele será tão direto quanto o último?
Sim, é até mai que o outro. Marc (Marc Rizzo, guitarrista) estava dizendo: “Algumas coisas nisso soam como Canibal Corpse”. Igor está tocando muito bem. Seu jeito de tocar me lembra de quando o Sepultura estava em grande forma. Como no “Arise” e “Beneath The Remains”, quando ele estava super rápido e tirando uma energia matadora da bateria. Quisemos fazer canções mais curtas, então muitas das músicas possuem um minuto e meio ou dois minutos, e com um pouco do clima do “Raining Blood”, o que também é diferente para nós. Nós temos uma canção com convidado, com Roger Miret do Agnostic Front. Ele canta uma música chamada “Lynch Mob”. Eu acho que provavelmente ele é o meu vocalista preferido de toda aquela era do Hardcore de Nova Iorque.
 
Já que estamos falando do Sepultura, o que influenciou o começo da banda?
Havia um grupo no Brasil que nos fez levar à sério a idéia de montar uma banda. Eles se chamavam Dorsal Atlântica e eles eram como o Venon brasileiro. Bem pesados, super satânicos, caras pintadas, cruzes invertidas em suas testas e tudo. Muita loucura ao vivo. E nós ficamos, “cara, nós temos que ser como estes caras. Eles eram brutais”. Esta foi uma das inspirações que me fez pensar: “Se eles são brasileiros e estão fazendo isto, então nós também podemos”.

Como era a cena local quando vocês estavam começando?
Nós passávamos o tempo numa loja de discos que era dirigida pela nossa primeira gravadora, a “Cogumelo Records”. Eram apenas alguns de nós na frente da loja, usando jaquetas de couro e jeans rasgados, com as outras pessoas indo trabalhar e olhando para nós, como “olhe para estes vagabundos. Eles não fazem nada durante o dia inteiro. Eles apenas ficam aqui olhando uns para os outros”. Nós passávamos o tempo tomando cerveja, perturbando as pessoas na rua e nos metendo em encrenca. Apenas adolescentes normais.

O Sepultura atual anunciou recentemente que irão tocar o álbum “Arise” na íntegra. Mas não era você o compositor principal do Sepultura na época do disco?
Em casa, eu compunha da mesma forma que faço com o Soulfly. Eu dou crédito aos caras. Igor apareceu com muitas batidas originais, como em “Territory”. À medida que melhorávamos, ele tocava melhor. O único músico que não melhorou muito na época foi Paulo (Paulo Jr., baixista). Eu acho que o primeiro álbum que ele gravou foi o “Roots”. Todos os outros anteriores foi eu e Andreas (Andreas Kisser, guitarrista) fazendo o baixo, porque Paulo não tocava tão bem. Mas éramos amigos, então falávamos: “Sim, você pode ficar na banda, nós não iremos de expulsar. Quando tocarmos, nós apenas diminuiremos seu volume para que ninguém escute”.

Fora as brigas interpessoais da banda, vindo do Brasil, foi mais difícil se destacar internacionalmente?
Foi um processo um pouco mais lento. Começou na Europa. A primeira turnê do Sepultura na Europa foi em 1989. Abrimos para o Sodom e eventualmente fomos tendo uma reação melhor que eles. O gerente da turnê ficou puto e começou a nos sacanear um pouco, por exemplo, cortando nosso som e luzes. Ele era um cara alemão, e eu notei que ele era bem limpo, como se tomasse três banhos por dia. Então eu decidi que iria sacanear aquele cara, aí resolvi não tomar banho pelo resto da turnê. Eu me tornei o cara fedorento no ônibus, e isto deixou o cara maluco. Ele falava, “Eu quero matar o cantor do Sepultura. Ele tem que tomar um banho ou irei expulsá-los da turnê”.





MAX CAVALERA FAZ GRAVES ACUSAÇÕES À ANDREAS KISSER E SUA ESPOSA

11 06 2010

Fonte: Blabbermouth

Em entrevista ao Face Culture, site de cultura holandês, Max Cavalera mais uma vez voltou seu arsenal para o ex-companheiro de Sepultura, Andreas Kisser. Sobre a possível reunião da banda: “Liguei para o Andreas e sugeri que ele e Paulo (baixista do sepultura) mantivessem seu empresário, enquanto que Igor e eu seriamos representados pela Gloria (esposa de Max), mas ele não queria a Gloria envolvida. Queria controlar tudo sozinho o que, para mim, não é justo”.

Max também revelou uma história que beira o absurdo. “Quando Dana (filho de Gloria) morreu, a esposa do Andreas tentou enterrá-lo antes que Gloria chegasse em casa. Eu não sei por quê. Fazer uma coisa desta é maldoso. Nós conseguimos impedir, porque a filha de Gloria descobriu e interrompeu tudo. Essa foi uma das razões para eu ter saído da banda”, afirmou Max.

O IMPRENSA ROCKER entrou em contato com a empresa que representa o Sepultura para saber a versão do Andreas sobre o acontecimento. A Monika Bass Cavalera, representante da banda, enviou a seguinte nota:

“A Banda Sepultura nunca se manifestou com relação às declarações do Sr. Max Cavalera, e não vai ser agora que vamos começar a rebater cada nova mentira vinda da parte dele”.

Veja o vídeo (em inglês) da entrevista de Max:








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