PRESIDENTE DA RÚSSIA TOMA CHÁ COM O DEEP PURPLE

25 03 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: R7 Notícias

O presidente russo, Dmitri Medvedev, recebeu os músicos da lendária banda inglesa Deep Purple para tomar chá nesta terça-feira, 22 de março, em sua residência em Gorky, nos arredores de Moscou.

Medvedev, de 45 anos, é um notório entusiasta do Rock n’ Roll e foi presenteado com um par de baquetas pela banda, da qual confessou ser fã desde a juventude. Ele falou sobre a paixão pela música e contou à imprensa como foi sua curta carreira de DJ em festas de Rock, antes de entrar para a vida pública.

“Era uma discoteca estranha, porque o estilo musical principal era o Rock pesado”, disse.

O presidente lembrou que, antes de tocar nas festas de sua escola em Leningrado, as músicas escolhidas pelo atual presidente tinham que ser aprovadas pela Komsomol, a juventude do Partido Comunista soviético.

Medvedev mostrou sua coleção de equipamentos musicais e discos para o vocalista do Deep Purple, Ian Gillan, incluindo a coleção completa de álbuns da banda. O baterista Ian Paice, por sua vez, deu de presente para Medvedev um par de baquetas.

O presidente da Rússia mostrou-se comovido pelo encontro e agradeceu os presentes dos seus ídolos de juventude, segundo informações da imprensa russa.

“Quando eu comecei a ouvir Deep Purple, é claro que eu não poderia imaginar que me sentaria com vocês nesta mesa, assim, deste jeito”, comentou.

Em 2008, o presidente russo já havia se encontrado com seus ídolos, antes de chegar à Presidência, durante um concerto da banda na capital Moscou para marcar o aniversário de uma estatal de gás.

Dmitri Medvedev é um notório fã de Rock n’ Roll, já tendo declarado diversas vezes seu entusiasmo por bandas de Heavy Metal, como o Deep Purple e Black Sabbath. O ex-presidente e atual primeiro-minitro da Rússia, Vladmir Putin, por sua vez, já afirmou ser fã do grupo sueco Abba.

Pouco antes, o presidente russo havia se reunido com o secretário da Defesa americano, Robert Gates.





INJUSTIÇADOS – 4ª EDIÇÃO

15 03 2011

Por: Gabriel Gonçalves

Infelizmente, na semana passada não foi publicada a seção “Injustiçados”, por motivos de falta de tempo. Contudo esta gafe não ocorrerá nesta semana, e logo na terça-feira recebam a coluna que tenta resgatar (ou reapresentar) grandes artistas que, por um motivo ou outro, não conseguiram o sucesso que mereciam (ou não conseguiram manter o sucesso que tiveram por um curto período).

Nascidos na Inglaterra, esta banda foi mais uma da geração Glam Rock que tinha muito mais do que visual. Canções simples e pegajosas chegaram a dar certo sucesso à banda, mas por um período muito curto, portanto o IMPRENSA ROCKER não pestanejou ao escolher o Sweet (também conhecido como The Sweet) para ser o personagem desta edição de “Injustiçados”. Apertem o cinto, pois a viagem irá começar!

A história do Sweet começa em 1965, época em que uma banda chamada Wainwright’s Gentlemen tocava uma espécie de Rhythm n’ Blues psicodélico nos bares do Reino Unido. No line up do grupo estavam o baterista Mick Tucker e o então desconhecido vocalista Ian Gillan, que mais tarde acabou no Deep Purple. No mesmo ano, Gillan saiu do grupo e foi substituído por Brian Connolly.

Em 1968, Connoly e Tucker deixaram o Wainwright’s Gentlemen para formar sua própria banda, então batizada de The Sweetshop, cujo som era um espécie de Pop Bubblegun. Eles recrutaram o baixista e vocalista de uma banda local chamada The Army: seu nome era Steve Priest. Para a guitarra foi chamado Frank Torpey, um amigo de Tucker. Em pouco tempo, a banda construiu uma base de fãs no circuito de bares e assinou um contrato com o selo “Fontana”. Na época, outra banda de nome The Sweetshop havia lançado um single, então eles decidiram mudar o nome para The Sweet. “Slow Motion”, seu single de estréia, foi um fracasso comercial, e a banda foi liberada do contrato com a “Fontana”. Logo após este episódio, o guitarrista Frank Torpey decidiu sair.

No ano seguinte, já com o guitarrista Mick Stewart no line up, o Sweet conseguiu um novo contrato, desta vez com a “Parlophone” da EMI – o mesmo selo dos Beatles. Eles lançaram mais alguns singles até 1970, mas todos fracassaram, fazendo com que Stewart desistisse da banda. Desta vez, o novo guitarrista seria Andy Scott.

Com a nova formação, e um time de compositores – formado por Nicky Chinn e Mike Chapman – o Sweet conseguiu um contrato com a “Bell Records” e, mais tarde, “Capital Records”.

A banda então combinou o Pop de bandas como The Archies e The Monkeys, com o peso e crueza do The Who. Eles também adotaram uma rica harmonia vocal a la The Hollies, misturada com guitarras distorcidas e cozinha pesada. Esta fusão de Hard Rock e Pop permaneceu a maca registrada do Sweet e serviu de base para o que os grupos de Hair Metal fariam uma década depois.

Em dezembro de 1970, a banda dividiu um álbum com o grupo The Pipkins, colocando os lados A e B de seus singles lançados anteriormentes. No ano seguinte o primeiro sucesso internacional do Sweet finalmente apareceu: “Funny, Funny” foi o nome da canção – um Pop ao antigo estilo da banda, mas que gruda na sua cabeça na mesma hora.

O primeiro álbum oficial do Sweet foi lançado ainda em 1971, mas se tornou o retumbante fracasso. A banda não estava nada satisfeita com a orientação Pop que Chinn e Chapman estavam dando ao grupo, e a relação chegou ao fim do poço quando a dupla de compositores trouxe músicos de estúdio para as sessões de gravação, apesar dos integrantes da banda serem ótimos instrumentistas. O grupo começou a ser rotulado pelos críticos como nada mais do que uma banda de singles para o top 40.

Esta dicotomia resultava em singles cujo lado A eram canções Pop a la The Monkeys, enquanto o lado B trazia músicas pesadas, como é o exemplo do single “Co-Co/Done Me Wrong All Right”.

Imagina a confusão na cabeça os fãs? Mas se por um lado os adoradores da banda estavam atordoados, do outro lado os detratores começaram a perceber que o Sweet poderia ser muito mais do que uma bandinha de singles melosos. Para piorar a situação, o grupo ao vivo se recusava a tocar os singles lado A, e isto acabou tendo uma conseqüência: durante um show no “The Palace”, em 1973, a banda foi expulsa a garrafadas do palco pelo público que queria ver a banda executado os singles. O ocorrido iria ser a inspiração para o que viria a ser um dos maiores hits do grupo.

A banda continuou nessa toada até o lançamento do single “Wig-Wan Bam”, que acabou se tornando uma canção de transição na história do grupo, já que mantém o estilo anterior da banda, mas adiciona vocais e guitarras mais pesadas.

Esta canção pavimentou o caminho para o estilo que consagraria o Sweet e, à partir daí, os hits vieram rápido: “Blockbuster” em 1973, o primeiro single líder das paradas do Sweet; “Hell Raiser”, do mesmo ano, que chegou à segunda posição – resultado igualado pelos dois singles posteriores, “The Balroom Blitz (a canção inspirada pela confusão no show no “The Palace”) e “Teenage Rampage”.

Em 1974 o Sweet se cansou do controle exercido pela dupla de compositores, e os integrantes resolveram gravar um álbum sozinhos. O resultado, intitulado “Sweet Fanny Adams”, foi o primeiro LP da banda a entrar no Top 40 do Reino Unido. O disco mostrou ao público uma banda jamais vista, proeminente no Hard Rock e com ótimas performances de todos os músicos. O disco também marcou uma mudança no visual da banda, que abandonou as vestimentas Glam e incorporou uma indumentária mais sóbria.

No mesmo ano, o grupo soltou o álbum “Desolation Boulevard”, que traz talvez a música mais conhecida do Sweet – e minha preferida -, “Fox on The Run”. Esta música é o maior sucesso da banda até hoje, chegando ao topo das paradas em diversos países, como Alemanha, Dinamarca e África do Sul.

A partir de 1976, apesar de ótimos lançamentos, a banda viu sua popularidade aos poucos se esvair. Em 1979, após diversos vexames e falta de produtividade (graças às drogas e bebidas), foi anunciado que o vocalista Brian Connolly estava fora do Sweet. Oficialmente foi dito que Connolly estava interessado em seguir carreira solo, tocando Country Rock.

A banda permaneceu como um trio, tendo os vocais divididos entre Steve Priest e Andy Scott – Scott disse que Ronnie James Dio, que havia acabado de deixar o Rainbow, chegou a ser abordado para ocupar a vaga de Connolly, entretanto Priest contesta a informação.

O Sweet continuou trabalhando e lançando bons trabalhos até o dia 20 de Março de 1981, quando realizou seu último show. Com a decisão de Priest de morar nos Estados Unidos, a banda encerrou oficialmente as atividades no meio daquele ano.

Em 1985, Tucker e Scott reformaram a banda com novos integrantes, dentre eles o vocalista Paul Day, que chegou a cantar nos primórdios do Iron Maiden. Tucker conviou Priest para a reunião do Sweet, mas ele recusou. E como se confusão pouca fosse bobagem, um ano antes Connolly havia formado sua própria versão do Sweet, tendo somente ele como membro original, portanto duas versões do Sweet estavam na ativa.

Ao longo dos anos outras reuniões ocorreram, como em 1988 quando Mike Chapman convidou o quarteto original para uma sessão de gravação, entretanto ficou claro que a voz de Connolly – que já estava com a saúde bem deteriorada – estava em frangalhos. Por causa disto, a reunião foi abortada. Dois anos depois, a formação clássica foi reunida mais uma vez para promover um documentário, intitulado “Sweet’s Ballroom Blitz”, que trazia apresentações em programas de TV britânicos e entrevistas atuais (na época, é claro).

Em 1997, Brian Connolly morreu aos 51 anos, vítima de falência no fígado e repetidos ataques do coração, causados pelo seu alcoolismo crônico. Cinco anos depois, em 2002, foi Mick Tucker quem nos deixou, aos 54 anos, vítima de leucemia.

Atualmente, duas versões do Sweet estão na ativa: a que conta com Steve Priest, na qual se apresenta somente nos Estados Unidos; e a de Andy Scott, que excursiona pela Europa e Austrália.

Discografia:
1971 – Funny How Sweet Co-Co Can Be
1974 – Sweet Fanny
1974 – Desolation Boulevard
1976 – Give Us a Wink
1977 – Off the Record
1978 – Level Headed
1979 – Cut Above the Rest
1980 – Waters Edge
1982 – Identity Crisis





IAN GILLAN DIZ QUE JÁ ESTÁ NA HORA DE OUTRO ÁLBUM DE ESTÚDIO DO DEEP PURPLE

24 02 2011

Fonte: Blabbermouth

O Deep Purple realizou uma coletiva de imprensa ontem, 22 de fevereiro, na Cidade do México, no qual falou sobre a pequena turnê Mexicana, dentre outros assuntos.

Quando perguntados se há quaisquer planos da banda gravar um novo álbum de estúdio, o vocalista Ian Gillan respondeu: “Eu acho que já está na hora, não é? Então vamos nos reunir para compor muito em breve, e se ficarmos animados, então teremos mais um álbum logo após isto. Veremos o que irá acontecer. Mas não há planos. Acho que estamos sendo atiçados por várias pessoas que gostariam de ver outro álbum do Deep Purple. Então acho que já está na hora”.

O 18º e mais recente álbum de estúdio da banda foi o “Rapture of The Deep”, lançado em novembro de 2005. Este foi o quarto disco de inéditas desde que o guitarrista Steve Morse se juntou à banda em 1994, e o segundo a contar com o tecladista Don Airey no lugar do icônico Jon Lord.





INTEGRANTES DO BLACK SABBATH, DEEP PURPLE E IRON MAIDEN NO ESTÚDIO

29 09 2010

Fonte: Blabbermouth

Em 1989 o guitarrista do Black Sabbath, Tony Iommi, e o vocalista do Deep Purple, Ian Gillan, foram alguns dos nomes em uma longa lista de astros envolvidos na gravação da canção “Smoke on The Water”, do Deep Purple. A música foi regravada para levantar fundos para a população afetada pelo terremoto “Leninakan”, que aterrorizou a Atmênia em 1988.

Em outubro do ano passado, Tony e Ian viajaram para a Armênia para verem como o dinheiro arrecadado havia ajudado a comunidade local. Durante a viagem, eles visitaram uma escola de música e descobriram que ela está funcionando numa acomodação temporária, e que sua sede permanente ainda não foi reconstruída, mesmo 20 anos após o terremoto.

Na próxima semana, Tony e Ian voltarão ao estúdio, junto com o tecladista Jon Lord (ex-Deep Purple) e com o baterista Nicko McBrain (Iron Maiden) para gravar uma nova faixa e arrecadar mais fundos para reconstruir a escola de música.

Em outubro de 2009, Gillan e Iommi receberam o prêmio “Orders of Honour” – que foi entregue pelo primeiro ministro da Armênia, Tigran Sargsyan – através do programa “Armenia Grateful to Rock”. O objetivo do programa foi expressar a gratidão do país pelos músicos que há 20 anos participaram do “Rock Aid Armênia”.








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