“JÁ FALAMOS SOBRE VOLTAR AO ESTÚDIO E FAZER OUTRO ÁLBUM”, DIZ ERIC SINGER

2 09 2010

Fonte: Illinois Entertainer

A revista “Illinois Entertainer” produziu uma matéria sobre o Kiss, com depoimentos exclusivos do baterista Eric Singer.

Confira abaixo a matéria em português!

Não há lugar para a modéstia. Eric Singer, baterista do Kiss, descreve a banda como um pedaço dos Estados Unidos, assim como a “Disneylândia” e o “Universal Studios”. “O título pode ir para o ‘Monte Rushmore’, para o ‘Parque Yellowston’ ou para a ‘Estátua da Liberdade’, mas para mim o Kiss é uma das ‘Maravilhas do Mundo’. Talvez esteja sendo tendencioso por estar na banda, mas eu acredito de verdade que você tem que ver o Kiss pelo menos uma vez na sua vida. Mesmo que não goste do Kiss, ou não saiba nada a respeito da banda, eu garanto que quando você estiver saindo do show, vai estar pensando: ‘Isto foi muito divertido. Nunca vi nada como isto’. Eu sempre digo que é uma mistura de Rock n’ Roll com circo chegando em sua cidade”!

Apesar dos membros antigos da “Kiss Army” talvez não serem muito fãs do novo “catman”, Singer na verdade vem indo e vindo da banda desde o início dos anos 90, quando eles apareceram no radar do Hard Rock novamente. Antes e depois, ele tocou com gente, como Lita Ford, Gary Moore, Black Sabbath, Badlands, Alice Cooper e na turnê solo de Paul Stanley, em 1989. A trágica perda do então baterista do Kiss, Eric Carr, que morreu de câncer em 1991, fez com que Stanley recomendasse Singer à banda. Ele tocou no álbum “Revenge”, de 1992, que lançou o Kiss de volta às paradas através do programa “Headbanger’s Ball” da MTV. Singer também tocou no “Alive III”, “Unplugged” e “Carnival of Souls: The Final Sessions”, além de aparecer nos home vídeos “X-Treme Close Up” e “Konfidential”. 

O circo tem sido montado em diversas cidades neste ultimo ano, desde o lançamento do primeiro álbum de estúdio em 11 anos, “Sonic Boom”, que saiu em outubro de 2009. O disco recompensou os fãs com um clima da era “Destroyer”, trazendo letras e riffs grudentos, o que encorajou as hordas de fãs que habitam os shows do Kiss.

Sobre a gravação de “Sonic Boom”, Singer diz que foi Stanley quem trouxe a idéia de voltar para o estúdio. “Eu acho que ele começou a pensar, ‘hey, esta banda soa muito bem, nos damos muito bem’. E quando as coisas estão bem, você se inspira a fazer coisas. Ele também viu que o público estava ficando mais jovem e, por isso as coisas mudaram. Três anos atrás, não acho que faríamos outro disco. Na verdade, não acho que teríamos excursionado tanto quanto temos estado. Mas começamos a trabalhar em idéias enquanto estávamos em turnê; às vezes Paul ou Gene (Simmons) ou Tommy (Thayer) trabalhava em alguns riffs, e então íamos para Los Angeles, entrávamos no estúdio e as gravávamos”.

“Nós gravamos o “Sonic Boom” da forma antiga, tocando juntos, ao vivo, em ma fita analógica. Obviamente nós usamos alguma coisa de tecnologia digital após gravarmos a faixa base, porque assim fica mais fácil trabalhar. Mas foi feito de uma forma mais fácil, sem pressão e organicamente. Eu diria que provavelmente este foi o álbum mais fácil que eu já gravei, no sentido de não sentir pressão. Não foi como, ‘ok, você tem que gravar todas as faixas da bateria em dois ou três dias e pronto’. Nós tivemos todo o tempo que quisemos. Foi realmente um prazer fazer o disco. Ele foi bem recebido, e temos nos divertido muito neste último ano, fazendo todos estes shows, e já falamos sobre voltar ao estúdio e fazer outro álbum”.

Singer diz que a idade dos membros da Kiss Army varia de 3 a 73 anos de idade.

“De verdade, é como um programa para a família”, aponta. “Quando eu era um garoto, ir para um show de Rock com sua família não seria considerado legal, mas as coisas mudaram muito. Agora é legal ir a eventos como uma família”.

Paul Stanley é um cara família. Ele tem um casal de filhos bem pequenos e os levou consigo em parte da turnê na primavera. “Foi ótimo para ele e bom para nós também”, diz Singer. “Porque não há nada melhor que o riso de uma criança pequena e ter crianças por perto. É um bom remédio para todos”.

O Kiss transformou sua atual turnê num evento de família em vários aspectos: nos shows em locais abertos, para cada ingresso da pista a pessoa pode levar até quatro crianças – de até 14 anos – de graça. Eles também estão doando um dólar de cada ingresso vendido para o “Wounded Warriors Care Project”, que ajuda os veteranos das guerras.  

Uma banda com os privilégios do Kiss permite aos membros o luxo de voar para casa após alguns shows, como uma folga para passar com a família (apesar de Singer não ter filhos) ou, no caso do baterista, para consultas com o rapaz que cuida da piscina. “Eu não quero dizer ‘trabalhador de fim de semana’, mas a forma na qual agendamos nossos shows às vezes faz com que não tenhamos que ficar na estrada”. “Nós temos saído para tocar no fim de semana e então voltamos para casa por alguns dias, então todo mundo pode ter um tempo para se recarregar e, mais importante, ficar com a família ou fazer outras coisas”, explica.

“Quando voltarmos para estrada na sexta, estaremos na Costa Leste, e desta vez ficaremos fora por duas semanas e meia, antes de termos mais alguns dias de folga. Acho que é assim que os artistas do Country fazem, me disseram, porque eles são bem orientados à família. As pessoas vão ao trabalho de segunda à sexta e tem o fim de semana de folga. Nós fazemos o contrário. É um pouco doido pegar um avião após ter tocado, voar pelo país no meio da noite e chegar em casa nas primeiras horas da manhã. Mas é legal, porque quando acordo estou na minha cama, em minha casa, o que não é nada mal”.

Quem pensaria que a estranha e maquiada banda, com personagens – The Demon, Starchild, Spaceman e Catman – amantes da pirotecnia, acabaria sendo, 40 e tantos anos depois, uma banda orientada à família?

“Uma coisa que realmente notamos é a demografia”, fala Singer. “Há muitos jovens adolescentes vindo aos shows. Com certeza eles ficaram sabendo sobre a banda através dos pais ou pelos games ‘Rock Band’ e ‘Guitar Hero’, mas quando perguntamos, muitos deles dizem que descobriram o Kiss pela internet. O advento do “Youtube” foi uma novidade no começo, mas acabou se tornando uma ótima ferramenta de promoção, sem que as pessoas precisem fazer nada. Elas apenas postam vídeos e outras descobrem você”!





NOVO DISCO DO KISS EM MEADOS DO ANO QUE VEM SEGUNDO PAUL STANLEY

3 08 2010

Fonte: Rolling Stone

A revista “Rolling Stone” fez uma matéria sobre o show do Kiss em Pittsburgh, Estados Unidos, no dia 29 de julho,  que conta com depoimentos exclusivos de Paul Stanley. Segundo o Starchild, a banda planeja lançar um novo disco em meados de 2011.

Confira abaixo a matéria completa, em português!

Num show cuja capacidade de público foi quase esgotada em Pittsburgh, em 29 de julho, na sua recém iniciada “Hottest Show on Earth Tour”, o Kiss provou ser o rei do Rock teatral, entregando em duas horas de show um set de sucessos do Glam Rock, novas músicas, pirotecnia de primeira e muito sangue cuspido. “Nós temos um problema que muitas bandas não têm: há muitas canções que temos que tocar”, diz Paul Stanley à “Rolling Stone”, no backstage, antes do show. “Então é uma questão de se misturar, mas tocar o que as pessoas querem ouvir”. 

Com três enormes telões e brilhantes spots de luz, o Kiss abriu o show com a esmagadora dupla de “Modern Day Delilah” e “Cold Gin”, mas a banda alcança seu ritmo alucinante quando começam “Let Me Go Rock n’ Roll”, que mostrou um Kiss saturado em luz branca e deixou o público batendo palmas freneticamente ao longo da música. Dúzias de fãs hardcore estavam vestidos com o figurino da banda, enquanto centenas usavam a maquiagem, que é a marca registrada do grupo. Ao longo da apresentação, o guitarrista Tommy Thayer e o baterista Eric Singer substituem à altura os membros originais, Ace Frehley e Peter Criss, especialmente quando Thayer reprisa o número do solo de guitarra jorrando faíscas em “Shock Me”. Quando Criss deixou a banda em 2004, o Kiss parou de tocar o hit “Beth”, mas reviveram este clássico de 1976 – para constar, seu single de maior sucesso nas paradas – para a atual turnê. “A banda é maior que seus membros”, Stanley disse. “Pensar que algumas pessoas podem ser substituídas e outras não seria estúpido da minha parte. Gene e eu… Há pessoas por aí que poderiam fazer o que fazemos tão bem quanto nós, senão melhor. Eu não preciso estar lá para ser o Kiss”.

Ao mesmo que a banda entregou os hits aos fãs, como a que fecha o show, “Rock n’ Roll All Night”, ela também escavou seu catálogo por cortes mais profundos, como o single “Disco” de 1979, “I Was Made For Lovin’ You”, durante a qual Paul Stanley sobrevoa o público, suspenso por cabos. Outra surpresa: a canção “Crazy Nights”, um single da era sem maquiagem que soou dez vezes melhor do que quando foi transmitida pela MTV em 1987. O Show do Kiss também inclui canções do álbum de 2009, “Sonic Boom”, e mesmo estes pesados hinos poderiam ter sido sem problemas faixas de álbuns, como o clássico de 1976, “Rock n’ Roll Over”. “O ‘Sonic Boom’ foi algo que nos fortaleceu e nos uniu de verdade, no sentido de que agora estamos celebrando tudo que fizemos no passado, no presente e onde estamos indo no futuro”, fala Stanley. O “Sonic Boom” não é o último álbum. Ele é o primeiro da próxima fase”.  

Stanley contou que a banda planeja voltar ao estúdio em fevereiro e lançar um novo álbum no começo do próximo verão (no hemisfério norte), mas que enquanto isto, o Kiss está contente em exibir seus sucessos na “Hottest Show on Earth Tour”. “Nós não queremos entrar no lance de que temos que tocar canções obscuras”, diz Stanley. “Eu acredito piamente que uma canção é obscura por uma razão: se ela não é tão popular (quanto às outras) é porque ela não é tão boa”.

Set List
Modern Day Delilah
Cold Gin
Let Me Go, Rock ‘N Roll
Firehouse
Say Yeah
Deuce
Crazy Nights
Calling Dr. Love
Shock Me
I’m an Animal
100,000 Years
I Love It Loud
Love Gun
Black Diamond
Detroit Rock City

Bis:
Beth
Lick It Up
Shout It Out Loud
I Was Made for Lovin’ You
God Gave Rock ‘N’ Roll To You II
Rock and Roll All Nite





KISS DISTRIBUIRÁ INGRESSOS GRATUITOS PARA CRIANÇAS

26 07 2010

Fonte: Billboard

“Kiss para as crianças” poderia muito bem ser o tema da recém iniciada turnê norte americana da banda mais quente do mundo. A mais nova ação do Kiss, para os shows em anfiteatros, é dar ingressos grátis para até quatro crianças, desde que acompanhadas por um adulto pagante.

“É hora de retribuir”, fala o baixista Gene Simmons, acrescentando que o Kiss -  que também doará um dólar, de cada ingresso, para a fundação “Wounded Warrior” – espera mostrar aos pequenos “que existe um outro mundo lá fora, além de Hannah Montana e Jonas Brothers. É importante que eles vejam como os grandes fazem. Sem fitas pré-gravadas. Sem cantores de apoio atrás do palco. Sem ‘playbacks’. É importante que elas vejam que tudo que acontece no palco é real. Queremos disseminar isto. Eu fico insultado quando um artista sobre num palco com dançarinos e fitas pré gravadas. É insultante”, exclama. 

O Kiss pretende “capturar” mais crianças num futuro próximo através de um programa de animação que está sendo produzido em parceria com a “E1 Entertainment”, e apresentará os quatro membros da banda como personagens. Simmons diz esperar que o programa esteja no ar nos próximos seis meses.

Enquanto isto, ele e seus companheiros de banda planejam dar aos fãs, novos e antigos, um novo show do Kiss, depois de focar o álbum “Alive”, lançado em 1975, na turnê do ano passado. “A tecnologia nos permitiu fazer um porção coisas doidas”, explica Simmons, enquanto o repertório inclui três canções do álbum “Sonic Boom”, lançado no ano passado – “Modern Day Delilah”, “Say Yeah” e “Animal” – além de incluírem a raramente tocada ao vivo “Crazy Nights”. Sem contar que o baterista Eric Singer cantará o megahit “Beth”, de Peter Criss, todas as noites.

“É acústica – não haverá playback, apenas dois violões e um baixo”, diz Simmons, acrescentando que “o Kiss manteve a canção fora dos shows por consideração a Peter Criss”, que deixou a banda por três vezes – mais recentemente em 2004. “Ainda temos aquela coisa no coração… Eu amo Peter e Ace (Frehley), e eles merecem, por terem ajudado a estourar a banda no começo. Mas é importante reconhecer que se eles estivessem na banda hoje, o Kiss não mais existiria”.

O baixista diz que o Kiss está ansioso para trabalhar no sucessor do “Sonic Boom”, o primeiro disco de estúdio da banda em 11 anos. Mas ele não sabe quando isto irá acontecer. “Acho que faremos outro (álbum), mas precisamos de tempo”, explica Simmons, apontando para a pesada agenda de shows da banda, além de seu reality show “Gene Simmons Family Jewels” e da carreira de Paul Stanley como pintor.

O próximo projeto do Kiss provavelmente será a quarta edição da série de DVD’s “Kissology” que, diz Simmons, “sairá em breve e trará material novo, mas também coisas antigas, de 1973, que nunca foi visto”. O grupo também espera filmar o terceiro comercial para a “Dr. Pepper” – marca de refrigerante norte americano – num futuro próximo.





FUMAND… OPS… APAGANDO AS VELINHAS!

11 05 2010

Inauguramos agora mais uma seção neste blog, que se dedicará a celebrar os aniversários dos grandes nomes do Rock n’ Roll. A cada sete dias publicaremos aqui os nomes e datas de nascimento dos rockstars que farão festas durante a semana, e faremos também uma pequena biografia do mais importante (é lógico que sou eu quem vai escolher quem é o mais importante. Mas vocês podem xingar se não concordarem).

Neste post de abertura estão apagando as velinhas:

Tom Petersson (Cheap Trick): 9 de maio de 1950
Sid Vicious (Sex Pistols): 10 de maio de 1957 (morreu em 2 de fevereiro de 1979)
Eric Burdon (The Animals): 11 de maio de 1941
Eric Singer (Kiss-Alice Cooper): 12 de maio de 1958
Jack Bruce (Cream): 14 de maio de 1943
C.C. DeVille (Poison): 14 de maio de 1962
Ian Astbury (The Cult): 14 de maio de 1962

Essa semana está bem difícil de fazer uma escolha. O maior ícone pop aí é o Sid Vicious, mas a história dele já está bem manjada, então vamos deixar a alma do coitado injetando as porcarias todas em paz no inferno e vamos para outro.

Apesar de ser muito fã do Kiss e do Cheap Trick (uma das bandas mais subestimadas da história), e adorar o Cream, o Poison e o The Cult, a grande honra de figurar como destaque neste blog fica para Eric Burdon. O cara está na estrada há mais tempo que todos os outros da lista (talvez empate com o Jack Bruce), continua cantando feito um maníaco e ainda por cima é amigo de Marcelo Nova.

Eric Victor Burdon foi vocalista e líder da banda The Animals – que alcançou sucesso mundial durante a British Invasion nos anos 60 com hits como Don’t Let Me Be Misunderstood e The House Of Rising Sun – e mais tarde do grupo War.

Ele foi o fundador dos Animals, uma banda originalmente formada em Newcastle no começo dos anos 60. Em 1966, o grupo se dissolveu e Burdon continuou como Eric Burdon and The New Animals. Esta formação durou até 1970, quando ele formou outra banda, a War. Burdon deixou o grupo em 1971 para seguir carreira solo. Os Animals se reuniram por pouco tempo durante 1976 e 1983, mas se separaram novamente.

No disco Quem é Você (1995), do Camisa de Vênus, Eric Burdon participa cantando um dos grandes sucessos de sua antiga banda, o clássico Don’t Let Me Be Misunderstood. A partir daí ele manteve uma amizade com o líder e mentor do Camisa, Marcelo Nova, e no seu disco mais recente, chamado My Secret Life, ele gravou duas músicas de Marceleza: A Garota da Motocicleta (que virou Motorcycle Girl) e Coração Satânico (transformada em Devil Slide).

Burdon continua a gravar e viajar em turnê por conta própria.

Semana que vem tem mais gente para apagar as velinhas em grande estilo!








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