“AXL SEMPRE FOI ATENCIOSO COMIGO”, DIZ BRIAN MAY

25 03 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Blabbermouth

O guitarrista do Queen, Brian May, recentemente respondeu algumas perguntas enviadas pelos leitores da revista britânica “Uncut”. Quando questionado sobre como acabou se envolvendo com na produção do “Chinese Democracy”, do Guns n’ Roses (em 1999, May gravou um solo de guitarra para a faixa “Catcher in The Rye”, mas seu trabalho foi removido, da mixagem final da música), ele respondeu:

“Não me lembro quando conheci Axl, mas nós os convidamos para tocar no tributo a Freddie em 1992. Eles fizeram um trabalho fantástico e também doaram muito dinheiro ao Mercury Phoenix Trust. Após isso, minha banda solo abriu para o Guns n’ Roses numa turnê, e nos demos muito bem”. May continua, “as pessoas pensam em Axl como uma pessoa difícil, mas comigo ele sempre foi bem atencioso”.

“Quando eles estavam gravando este álbum (Chinese Democracy), após não sei quantos anos, eles estavam conversando com Roy Thomas Baker (antigo produtor do Queen), que estava trabalhando com eles na época, e eles tiveram a idéia de me contatar para ajudá-los a criar um direcionamento. Peguei um avião para encontrá-los e ele mostrou o álbum inteiro para mim. Tivemos uma longa noite, conversado, pensando, tentando descobrir direcionamentos em potencial, e então passei alguns dias apenas experimentando coisas. Acho que toquei em duas canções e meia, mas eles acabaram não usando as minhas partes. Eles usaram cerca de 10 guitarristas após isso! Tenho umas mixagens cruas destas faixas em algum lugar do meu arquivo, mas não deixarei ninguém escutar, em lealdade para com Axl”.

“Foi divertido aparecer com algumas idéias para ajudar um amigo”.





FESTIVAL ROCK IN RIO CONFIRMA SHOW DO GUNS N’ ROSES

21 03 2011

Fonte: Site oficial

O site oficial do Festival Rock in Rio confirmou que Axl e cia se apresentarão no palco mundo, no dia 2 de outubro. Confira o texto publicado no site oficial do evento:

Uma história de amor que começou no Rock in Rio II, em 1991, passou por mais uma apresentação no festival no Brasil em 2001 e atravessou um oceano para o evento em Lisboa, em 2008. Atendendo a pedidos do público (só na enquete realizada no site oficial do festival, foram mais de 450 mil votos, além de diversas outras campanhas rapidamente abraçadas por diversas pessoas – entre elas, membros da própria banda). A mobilização tomou conta do twitter e do youtube, invadiu as caixas de comentários do site oficial e de outras publicações, na maior mobilização feita por fãs para nessa edição. Agora, a organização anuncia um dos mais aclamados grupos da história do Rock e dos 26 anos do festival: o Guns n’ Roses está de volta ao Rock in Rio e será a atração principal do Palco Mundo no dia 2 de outubro.

Os fãs disseram e a organização do evento assina embaixo: Rock in Rio sem Guns não é Rock in Rio!

A roqueira baiana Pitty fará o show de abertura da noite de 2 de outubro, mostrando porque é uma das cantoras que mais vendeu CDs nos anos 2000. Em sete anos de carreira, Pitty fez turnês que incluíram países como Portugal e Japão, vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e tem um recorde de 51 prêmios ganhos. Esta será a segunda vez que a rockeira toca no evento: a primeira foi no Rock in Rio 2006, em Lisboa, quando abriu os shows de Roger Waters e Red Hot Chili Peppers.

Outro nome anunciado na mesma ocasião é o do rockeiro Frejat, que volta a se apresentar no Rock in Rio no dia 1° de outubro, mas pela primeira vez em carreira solo. Nas duas participações anteriores no festival, ele se apresentou junto com o Barão Vermelho, sendo a primeira ao lado de Cazuza, em 1985, e a segunda, em 2001, já como líder da banda. Para o Rock in Rio 2011, Frejat promete misturar novos e antigos sucessos, relembrando os melhores momentos da sua carreira.





LUZ NO FIM DO TÚNEL – 8ª EDIÇÃO

9 03 2011

Por: Roberto A.

Banda: Buckethead and Travis Dickerson
Álbum: Left Hanging (2010)

Clique aqui para baixar o CD.

Hello. Ótima quarta a todos visitantes deste blog viril na web, Imprensa Rocker. Desta feita, quarta feira de cinzas, temos uma sugestão relax, um disco que se não vai revolucionar sua vida, ao menos propiciará bons momentos: trata-se de um CD instrumental de Rock Alternativo de um dos músicos mais versáteis e talentosos da geração recente – o guitarrista Buckethead. Nem vou arrumar discussão com gunners tradicionais, dizendo que ele foi o mais completo e técnico guitarrista que já passou pelo Guns N’ Roses, fundamental na concepção, arranjos e maioria das bases e solos em “Chinese Democracy”.

Este músico está frequentemente produzindo e lançando seus CD’s solos, sendo que escuto a grande maioria deles, pois sou fã do estilo do sujeito. Este CD ele gravou junto a Travis Dickerson , produtor americano dono da “TDRS Music”. É um disco bom de se ouvir pós-ressaca, queimando uma carne com os amigos, na areia da praia, ou simplesmente passeando de carro.

Começamos com “Continental Drift”, rockão suingado muito legal, timbres irados de guitarra, com ótima produção da cozinha e destaque especial para o som de bateria na cara, tecladeira de muito bom gosto, que abre brilhantemente a bolacha. Nesta, Bucket não abusou de seu virtuosismo, simplificando a guitarra, mas com resultado bem interessante. “Game Theory” vem na sequência e traz uma levada Jazz, “wah wah” de bom gosto bem colocado, canção com levada agradável e bem balançada, e com um solo muito bonito.

“Archetyp” a terceira, injeta certa tensão na bolacha… Esquizofrênica, urgente, bem timbrada e curiosa, nota-se a espetacular desenvoltura de Bucket não só pra tocar guitarra, mas também para compor arranjos inusitados – logo vem em mente o excepcional trabalho dele no mais recente CD do Guns. O modo que ele lida com o “wah” sempre é com muita perspicácia e parcimônia, sem abusos.

“Terra Firma” é toda sexy, com solo arrebatador, animal, cozinha concisa, tecladão fazendo a cama por trás… Puro groove, além de lindas guitarras limpas.

Em “Cosmogny” é hora de colocar o som no volume máximo, e acelerar um pouco mais a máquina. Rockão direto e reto, ao ponto.

“Box Beat Boom” vem com aquelas particularidades do Bucket, com som tipo vídeo game e tal. Interessante e orgânica, além de uso sobrenatural do “Wah”.

Enfim, baixe e se divirta, conferindo porque Axl Rose convidou o cara há muito tempo atrás para ajudar a compor seu mais recente CD.
ABRAXXXXXXXXXXXXXXXX





DUFF McKAGAN FAZ PARTICIPAÇÃO EM SHOW DA ADLER’S APPETITE

1 03 2011

Fonte: Classic Rock

O baixista Duff McKagan se juntou ao seu ex-companheiro de Guns n’ Roses, Steven Adler, no palco do “Camden Underworld”, em Londres,  na noite de ontem, 28 de fevereiro.

McKagan tocou duas canções com a banda Adler’s Appetite: “My Michelle” e “It’s So Easy”. “A participação de Duff realmente elevou o nível da noite”, disse um dos presentes no show.

Duff já havia tocado com o Adler’s Appetite no verão de 2007, num show que também contou com a participação do guitarrista original do Guns, Izzy Stradlin. No ano passado, Duff participou de um show do Guns n’ Roses, também em Londres.

Depois eles reclamam dos boatos sobre uma reunião do lineup original do Guns ou, no caso de Duff, declara que se arrependeu de ter feito a participação no show.





“É O CARA CERTO”, DIZ DUFF McKAGAN SOBRE COREY TAYLOR

21 02 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Rock em Geral

Depois do vazamento do assunto “Corey Taylor como vocalista do Velvet Revolver” ter vazado, e do próprio guitarrista do grupo, Slash, ter admitido que o vocalista do Slipknot e Stone Sour é uma opção, agora foi a vez do baixista Duff McKagan colocar lenha na fogueira. Numa entrevista ao “Artisan News Service”, Duff praticamente declarou seu voto a favor do vocalista. “Eu não posso nem confirmar nem negar que o Corey Taylor está no Velvet Revolver”, disse o baixista, para depois cravar: “Esse é o cara certo, na minha visão. É apenas a minha visão. Acho que milhões de outras pessoas pensam da mesma forma, que ele é o cara certo”. Como Slash está em turnê, nenhuma decisão será tomada até que ele volte.





“OS FILMES DE TERROR DE HOJE SÃO UMA PORCARIA”, DECRETA SLASH

17 02 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Traduzido por: IMPRENSA ROCKER
Fonte: Charlotte Observer

O site do “Charlotte Observer” publicou uma entrevista exclusiva com Slash, na qual o guitarrista fala de seu álbum solo, escolha do vocalista para o Velvet Revolver, sua empresa de produção de filmes de terror, dentre outros assuntos.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Poucos guitarristas são grandes o suficiente por si só para conseguir ser a atração principal de uma turnê solo, ou fazer um álbum solo que fique entre os cinco primeiros das paradas, mas Slash não é qualquer guitarrista. Além de ter tocado no Guns n’ Roses e no Velvet Revolver, ele tocou com Michael Jackson, foi o rosto do “Guitar Hero” e no começo deste mês se apresentou no show do intervalo do “Super Bowl”. Em 2010 ele lançou um álbum recheado de estrelas, trazendo cantores como Fergie, Adam Levine do Maroon 5, Kid Rock e Myles Kennedy do Alter Bridge (Nota do Tradutor: É engraçado como, pelo texto, a gente sabe qual o público do veículo. Se o “Charlotte Observer” fosse voltado para o público Rock n’ Roll, ao invés destes vocalistas citados, eles teriam colocado Ozzy, Lemmy, Iggy Pop, Ian Ashtbury, etc.), que irá cuidar dos vocais na apresentação do guitarrista hoje, às 20h, no “The Filmore”.

O Super Bowl foi um lance importante para você?
Não estava na minha lista de “coisas a fazer”. Não que eu tenha uma lista. Definitivamente me senti honrado de ter recebido o convite.

Muitas pessoas se surpreenderam pelo fato de Fergie ter participado de seu álbum. Você acha que o público a subestima?
As pessoas constroem uma imagem ou uma impressão em suas mentes sobre quem alguém é e têm dificuldade de mudar isso. Isto definitivamente surpreendeu as pessoas. Quando o boato apareceu, elas pensaram que eu tinha virado Pop ou algo do tipo. Eu escutei Fergie cantar uns lances de Rock alguns anos atrás. Eu tinha uma canção para uma vocalista de Rock, e ela automaticamente veio à minha cabeça.

Mas as pessoas já tinham estabelecido Fergie como um tipo de diva Pop, o que é sensato de supor. Eles ficaram realmente chocados quando ouviram a respeito e então, quando escutaram a canção, ficaram meio que, “Oh, ok”. Com o resto do disco, foi muita informação para algumas pessoas digerirem – toda a diversidade.

Foi um indicativo do que você realmente escuta?
Eu escuto uma grande variedade de coisas. Primariamente sou uma cara do Rock n’ Roll, mas tenho uma inclinação conteúdo mais emocional e melódico e grooves. Eu posso escutar diversos tipos de música que ninguém esperaria que eu escutasse, e ser atraído mais pelo lado melódico e musical da coisa.

Este disco foi uma experiência diferente para você, sabendo que o público estava ciente de seu desenvolvimento através do twitter?
Eu meio que contava no twitter o que estava fazendo, mas eu não presto tanta atenção para que o que qualquer um esteja pensando.

Por tanto tempo você foi o cara atrás da guitarra, da cartola ou do cabelo. As mídias sociais permitiram que você mostrasse mais de sua personalidade ou senso de humor?
Não sei. Eu realmente não faço idéia com relação ao que devo ser sob qualquer tipo de perspectiva real. As pessoas desenvolvem suas próprias idéias. O legal do twitter ou facebook foi que me deu a chance de atingir todos que estejam interessados, ao invés de soltar comunicados para a imprensa… ou vazar informações para fontes confiáveis. Isto te coloca mais no controle de sua própria divulgação ou apenas ser mais direto com os fãs em geral.

Quando você percebeu que Myles era o cara para a turnê?
Quando ele veio cantou a segunda música, eu pensei: “este é o único cara que poderia lidar com todo este material”. Coisas do álbum solo e do Guns n’ Roses e do Velvet Revolver. Myles era muito capaz.

Não tínhamos nenhum relacionamento anterior. Aconteceu dele estar de folga do Alter Bridge e topou. Neste ponto, eu só tinha duas semanas para ensaiar com a banda e só uma semana desta poderia gastar com Myles.

Sua experiência com vocalistas notórios é bem conhecida. Personalidade é algo que você considera?
Mendigos não podem escolher (N.T.: ditado cujo correspondente no Brasil seria “a cavalo dado não se olha os dentes”). O mais importante é encontrar indivíduos que são musicalmente capazes, e então você deve levar em conta seja lá qual for a personalidade dele… É algo que você tem que aceitar razoavelmente se ele canta da forma que você espera. Muitos músicos são loucos e é isto que faz deles grandes músicos.

Qual o status atual do Velvet Revolver com relação ao novo vocalista?
Havia verdade no boato de que estávamos observando Corey Taylor, mas então eu saí para a turnê. Então não há nada sendo feito no momento. Nenhuma decisão.

Fale sobre sua nova empresa de produção de filmes de terror, a “Slasher Films”.
Faremos a produção do nosso primeiro filme neste verão (N.T.: verão do hemisfério norte). Entrei nessa por acaso São um grande fã de filmes de terror. Um amigo meu tem uma empresa chamada “Scout Productions”… Ele sugeriu que eu produzisse meus próprios filmes como um braço da empresa dele. Estou completamente envolvido do desenvolvimento do roteiro à locação e escolha do cast.

Você estará envolvido na trilha?
Esta é a parte mais óbvia. Definitivamente estarei envolvido. Se vou tocar ou não, depende do filme do que ele pedir.

Quais são seus filmes de terror preferidos?
Fui criado pelos filmes de terror que começaram nos anos 30, 40 e 50. “Frankenstein”, “O lobisomem” e “Dracula”. Quando os anos 60 chegaram, teve “A Noite dos Mortos Vivos”. Eu o assisti como uma sessão dobrada, junto com o “Exorcista”. “O Exorcista” se tornou meu preferido. Então saiu “A Profecia”. Foi ótimo também. Recentemente eu gostei de “Os Estranhos”. Eu quis fazer isto, porque o gênero Terror tem sido idiotizado para uma situação quase patética. São todas umas porcarias gore realmente previsíveis. São poucos os que realmente envolvem sustos ou uma imponente estória psicológica ou personagens e vilões com profundidade. É disto que sinto falta e que quero trazer de volta.

O solo de “Sweet Child O’ Mine” parece ser um dos mais estragados no circuito de bandas cover. Você acha que ele é tão difícil assim?
Quando eu toco canções do Guns nos meus shows, faço a maioria dos solos da forma que os gravei. Eles foram espontâneos na época… Fazer eles soarem exatamente como no disco torna fácil de ser estragado.





GUNS N’ ROSES ORIGINAL PODE FAZER O SHOW DO INTERVALO NO PRÓXIMO SUPER BOWL

11 02 2011

Fonte: Kent Sterling

De acordo com o website “KentSterling.com”, sítio norte-americano especializado em esportes, conversas estão rolando para que a formação original do Guns se apresente em Indianápolis, na final do campeonato nacional de futebol americano. Talvez o Guns n’ Roses seja a única grande banda de Rock n’ Roll cujos integrantes ainda estão vivos, e que nunca tocaram no Super Bowl.

“Após um show fraco no Super Bowl deste ano, com o super-exposto Black Eyed Peas – que contou com as participações de Usher e Slash – a NFL está querendo soltar uma bomba, reunindo Axl Rose, Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler (ou Matt Sorum), além de Dizzy Reed”, escreveu Kent Sterling, ex-Diretor de Programa da WIBC e dono do site “KentSterling.com”.

“Paul McCartney já fez o Super Bowl, U2 já fez, Rolling Stones, Kiss, The Who, Tom Petty, Bruce Springsteen… Levando em conta que o Clash já não existe (Joe Strummer está morto), o The Police já não existe e a maioria das grandes bandas de Southern Rock já não existe, sobram Justin Bieber e o Guns n’ Roses. E se algum dia Bieber se apresentar num intervalo do Super Bowl, espero estar lá para levar um tiro e parar com o show”, acrescentou Sterling.

O jornalista continua: “Espero que Axl esteja tomando seus remédios e concorde em fazer o show. É sempre uma pena quando grandes bandas deixam que disputas coloquem um fim prematuro em sua criatividade e habilidade em encantar o público. O Guns n’ Roses já passou há muito do seu auge criativo, mas por 12 minutos eu ficaria imóvel em frente à TV para assisti-los detonar”.

Sterling finaliza, dizendo que as conversas ainda estão em estágios iniciais, e podem não dar em nada. “Mas é bom saber que pelo menos alguém está pensando com clareza na NFL”.





FUJA DO HYPE – 2ª EDIÇÃO

31 01 2011

Por: Roberto A.

Hi There! Vamos para mais uma edição da nova coluna do blog roqueiro mais bacana da web: o IMPRENSA ROCKER. Tivemos uma boa repercussão e retorno em nossa primeira edição, e embora tenhamos sido acusados de querer ser “hype” com a coluna, não é nada disso – queremos apenas debater com os leitores sobre o que a mídia nos oferece como a última uva do cacho, a melhor banda de todos os tempos da última semana, os melhores filmes do ano, e assim por diante.

O cenário musical para 2011 revela-se promissor em diversos estilos. Há a possibilidade de boas surpresas para o mundo Metal, quando consideramos que o Megadeth está compondo um novo disco, sem contar o show que o Metallica fará no “Rock in Rio”, que possivelmente vai virar um DVD ao vivo – inovar no set-list é algo mais do que necessário pra eles, todavia entretanto. Iron Maiden de volta à terra brasilis também é um lance ok. Grandes shows virão deste que, para mim, é o melhor CD deles em muitíssimo tempo – foda a bolacha nova dos caras. Para o mundo alternativo, The Strokes, contrariando as previsões que fossem apenas hype, vem trazendo um novo CD. Banda legal, que ainda vale acreditar. Outra banda em que ando acreditando é o Stone Sour: peso, melodia e boas músicas; vieram com um puta disco, que será resenhado em breve. Do lado do Rock brazuca, o RPM está novamente na ativa, prometendo um discaço, que segundo Luís Schiavon, terá influências de The Killers e Muse (ô loco meu) – só pode gerar expectativas. Pode dizer o que quiser das caras e bocas do Paulo Ricardo, das briguinhas públicas deles, mas o fato é que a rapeize foi o maior fenômeno no país, quando se fala em Rock N’ Roll com shows espetaculares. Erraram? Sim, muito; mas um novo disco será muito bem vindo.

Agora vamos conferir mais discos que a grande mídia nos coloca como o que melhor vem acontecendo no mundo musical, para nos certificarmos se há algum sentido nessa festa da falta de bom senso crítico. É recomendado que o caro leitor baixe o CD anteriormente à leitura das resenhas… E estourar um pouco de pipoca também.

Vamos lá.

LCD Soundsystem – This is Happening
Clique aqui para baixar.

Também nas listagens dos melhores de todos os tempos das últimas semanas, este disco merece uma detalhada averiguação. “Dance Yrself Clean” é a primeira faixa. Começa num style macumba-reveilon, umas batidinhas nada a ver, com um tecladão grave marcando e o vocal insípido vindo depois. Som estranho, e muito! A melodia que entra dobrada no vocal é algo sinistro. A letra? Algo tipo assim “muderninho”: “Aceitar presentes da empresa/Atualmente todos nós esperamos o pior/Funciona como uma necessidade”, Chique hein? A voz emula um Byrne, do Talkin Heads, em colapso mental. Bicho, que som frouxo, sem graça e sem sal! “Drunk Girls” começa de cara alegrinha, depois cai no marasmo. Numa tentativa de soar como alguma coisa, soa como nada – acompanhem comigo: “(Meninas bêbadas) recebem convites das nações/(Meninos bêbados) têm uma paciência de milhões de santos/(Meninos bêbados) roubam, roubam os armários/(Meninas bêbadas) gostam de registrar queixas”. Desafio qualquer um ouvir a faixa toda. Ok, vamos pra próxima, “One Touch” – sugestivo nome. Em princípio gostei, por achar que a faixa fosse instrumental, mas ledo engano; a chatisse vocal logo aparece, num som que muito de longe lembra Depeche Mode, em sua pior fase. Leitores, esta “música” é uma enrolação total. Saca encher linguiça? Pior que isso. O que achei interessante é que o próprio artista assume a mediocridade da música: “Eu não acho que vamos estar satisfeitos com isto/Esperamos por muito tempo/Lembro-me das promessas feitas a nós/Temos sido pacientes por um longo tempo”. Haja paciência! “All I Want” vem na sequência, com uma bateriazinha sem riscos, guitarrinha blasé, e até que rola um climinha bacaninha, propícia pra filas de espera. Aliás muito New Order a guitarrinha (fase “Low Life”). Liricamente rola mais ou menos isto: “Espere pelo dia em que você chegará em casa do parque solitário/Procure pela garota que lidou com toda a sua merda/Você nunca precisou de alguém por tanto tempo”. Inspiração para os romances modernos, funcionaria bem numa maternidade. Pessoal, é rir pra não chorar – e conseguir ir pra próxima: “I Can Change”, título bem sugestivo, né não? É um sonzinho bom pra quando você for ao banheiro, pra ajudar no lance. Nesta rolam uns ruidozinhos eletrônicos, e o poeta manda isto: “Acenda a luz/Facilite para mim/Preencha a divisão/Errando na cozinha até acertar/Que visão terrível”. Mas a parte que mais define o disco todo diz assim: “Nunca mude, nunca mude, nunca mude…”. Certo. “You Want A Hit” é semelhante aquilo que se ouve quando se liga para as companhias telefônicas, enquanto não somos atendidos. Um loop de um toque telefônico do celular, é o que parece isto – quem duvidar, ouça. Fico por aqui neste CD. Não tem como ouvir mais. Leitores de coragem, ouçam as faixas restantes e postem as impressões nos comentários. Minha gente (isso soa Collor pra caramba!), se querem ouvir um Pop eletrônico classe A, tentem o “Tron Legacy” do Daft Punk, ou o “Zeitgeist” do Tangerine Dream – coisa fina.

Janelle Monáe – The Archandroid
Clique aqui para baixar.

Falando sério, acho até divertido quando vejo na lista dos melhores, ou em destaque, um artista no qual nunca havia ouvido falar e nem conhecia som algum. Assim foi com Janelle, destacada como das melhores artistas, melhor CD e coisa e tal. Segundo o “Wikipédia”: “Janelle Monáe (Kansas, 1 de Dezembro de 1985) é uma cantora, compositora e bailarina norte-americana”. Beleuza. Vamos então dechavar o que a mídia especializada anda endeusando como algo duca. Let’s Start.

Temos “Suite II Overture” de início, clima de começo de filme e tal, orquestra apoteótica mostrando uma baita produça. Empolga um pouco e faz acreditar que vem um baita disco no caminho… Uns pianinhos, vozes estranhas ao fundo e a faixa fica nisso – Ok.  A próxima, “Dance or Die”, vem com percussão, vocal falado no início e alguma empolgação típica pra academias de malhação. Tem um refrãozinho até jóia, solo distorcido, wah, metais, uma salada digna de Prince, mas que apenas promete e não cumpre, indo do nada à lugar algum.  “Faster” vem na sequência, e os mais desatentos nem notarão que é outra “música” – parece mais uma continuação da anterior. “Locked Inside” apresenta, com boa vontade, um disposição em soar um remix de Mariah Carey, com pitadas de Madonna, influências de Earth Wind & Fire, doses de “Motown”… Sei lá, até curti essa, mas algo soa fora de lugar, entretanto não serei injusto: é uma música que pode funcionar bacana durante uma trepada – isso sem dúvida; sexy pacas. Seguimos com “Sir Greendown”, uma baladinha com teclados, climinha viajandão maresia jasco, boa pedida pra preparar um sanduba de mortadela pra acompanhar o restante do post com mais sabor – acompanhado de tubaína de preferência. “Cold War” vem como trilha “lucianohuckista” do post, com aquela animação digna dos melhores caldeirões. Dá até pra imaginar uma moçada sarada e descolada dançando com esta música (esperemos por algum remix no futuro próximo). Chatinha, mas com um solo de guitarra bacana e bem timbrado, justiça seja feita: filé miau! A seguinte, “Tightrope”, assemelha-se a um Rhythm n’ Blues, e traz participação de Big Boi. Você nunca ouviu falar nele? Não? Eu também  não, mas quem se importa? Logo ele aparece nas temidas listas dos melhores, por suposto. Nada que Janet Jackson já não tenha feito mil vezes melhor num passado nem tão distante assim. Mas vá lá, deixa a faixa rolar até o final. Tô parando por aqui, deixando “Neon Gumbo”, espécie de som-macumba rolando, pra escrever o restante deste post. Analisando estes dois discões, me lembrei de um curso que há trocentos anos enrolo para fazer: o de DJ. Porque, putz, se isto aqui é considerado alguns dos melhores lançamentos em música eletrônica e dançante dos últimos momentos, eu tenho chances também nisso. Agora é sério gente: querem ouvir uma boa (relativamente) nova cantora? Tentem Regina Spektor, que tem um trampo super legal, ou ouçam mais um pouco de nossa sempre bem-vinda Alanis, artista fodástica sempre.

Questionamentos debatíveis do autor:

Sem nunca querer ser hype, muito menos dono da razão, vamos nós aos nossos costumeiros questionamentos finais do “Fuja do Hype”.

- Indie ou Mainstream?
Lendo ontem uma resenha do ótimo recente CD do Stone Sour, via “Whiplash”, achei um lance curioso. No fim da resenha o cara que escreveu que “apesar” de estarem entrando no mainstrem, o trabalho é bom e honesto. Daí eu vos pergunto, prezados leitores: essa novelinha de Indie e Mainstream já não deu no saco? Isso pouco importa! O que realmente importa é você botar um vinil ou CD pra rolar, sentir emoção e prazer ouvindo a parada, isso sim. E descobrir artistas que valem à pena, como na seção “Luz no Fim do Túnel”, deste mesmíssimo blog.

- Rock in Rio???
Quando do lançamento do festival no ano passado eu temi pelo previsível. Toda a nata da rapeize nacional, todo mundo juntinho, unido, cantando o hino do festival. Coisa bonita de ser ver, tirando os pormenores, como Sandra de Sá, Ivete Sangalo, NX, o arroz de festa Dinho, e outros mais. O que eu questiono aqui é porque o festival tem esse nome e convida gente como Cláudia Leite, Elton John (apesar de ser um puta de um compositor), Kate Perry, Jota Quest, Rihana, Marcelo Camelo, e atrações questionáveis. Tudo bem, no final, nem é a música que importa, e sim os lucros (sejamos realistas). Espero que seja confirmado o quanto antes o Guns n’ Roses, pra enfim esse festival ter algum sentido real. Como dizia a Plebe Rude, nos 80: “A música não importa, o importante é a renda”. Isso nunca foi mais verdadeiro.

- Super-bandas
Tipo assim galera, basta juntar uns músicos de nome e peso (alguns de peso físico mesmo, tipo Sammy Hagar) pra que se forme uma super-banda? Em alguns casos sim, outros não. Vejamos alguns exemplos de casos que, a meu ver, deram um pouco, muito, ou nada certo. Um pouco certo, por exemplo, foi o Velvet Revolver, formado pelos ex-gunners Duff, Matt (esse um agregado), e Slash, com Scott Weiland (Stone Temple Pilots) nos vocais e o desconhecido Dave Kushner na outra guitarra. Fizeram discos bons, e shows medianos (Em se tratando de sujeitos desse quilate, esperava-se muitíssimo mais e, aliás, ainda se espera). A novela deles em busca de um vocalista continua. Um exemplo de super-banda que pra mim não colou é o Chickenfoot, que juntou Sammy Hagar, o guitarrista Joe Satriani, o baixista Michael Anthony (Van Halen) e o baterista Chad Smith (Red Hot). Resultado? Um disco bem chato, sem direção, uma verdadeira mistureba sonora – vejamos como soará o segundo. Agora nem tudo está perdido no mundo das super-bandas. Audioslave foi uma que rolou e apresentou três putas discos e ótimos shows. Antes não tivessem acabado, pois nem Soundgarden e nem o Rage Against apresentaram resultados musicais tão bacanas quanto ela.

- Volta do Guns original
Essa choradeira toda pela volta do Guns N’ Roses original já deveria ter cessado há mais tempo, até mesmo porque NÃO VAI ACONTECER. Axl atualmente está cercado de músicos muito mais capacitados, concentrados e preparados para levar adiante o legado do Guns, e de acordo com os fóruns mais conceituados do mundo em GNR, novas músicas virão este ano, bem como nova tour – sem contar que Axl ainda deve um bom DVD oficial do New Guns. A gurizada original também segue compondo e lançando: Duff com seu mediano Loaded, Steven Adler com seu meia boca Adler’s Appetite, e Slash, como sempre, comparecendo em qualquer boca-livre que o chame. Izzy segue também sempre lançando seus discos. Veja um show atual do Guns, que qualquer melancolia por uma reunião some na hora. “Chinese” é um passo além, e é pra frente que se anda.

Por enquanto é isto. Comentem, queridos leitores, e vamos que vamos. Em caso de dúvida, sempre FUJA DO HYPE!!!





“ROCK N’ ROLL HALL OF FAME” PODE REUNIR GUNS N’ ROSES CLÁSSICO

26 01 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Fonte: Rock em Geral

Informações de bastidores dão conta de que o Guns N’Roses pode ser indicado ao “Rock n’ Roll Hall of Fame” no ano que vem. O grupo só não foi indicado até agora porque, para tanto, é preciso ter completos 25 anos do lançamento do primeiro álbu. Como “Appetite For Destruction” foi lançado em 1987, em 2012 essa exigência passa a ser atendida.

A possível indicação já aponta para a possibilidade da formação clássica da banda – Axl Rose (vocais), Slash e Izzy Stradlin (guitarras), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria) – se reunir, ao menos para a cerimônia de acesso. O problema é que o controle do grupo, hoje, está nas mãos de Axl Rose, o único remanescente da época. Ultimamente, no entanto, Axl fez as pazes com Izzy Stradlin e Duff McKagan, mas continua sem se falar com Slash. Se as conversas de bastidores realmente fizerem sentido, ambos têm um ano para resolver essa parada.





SLASH PODERÁ GRAVAR ÁLBUM AO VIVO DURANTE TURNÊ SUL AMERICANA

17 01 2011

Enviado por: Bernardo Marcondes
Traduzido por: IMPRENSA ROCKER
Fonte: Classic Rock Revisited

O website “Classic Rock Revisited” recentemente conduziu uma ótima entrevista com o guitarrista Slash que, dentre outros assuntos, revela: “Poderemos gravar uma disco ao vivo durante a turnê sul-americana”.

Confira a entrevista completa, em português, com exclusividade no IMPRENSA ROCKER!

Slash está voando alto como líder de sua própria banda. Ele lançou um álbum bem sucedido internacionalmente, excursionou na maior parte de 2010, e em 12 de janeiro começa uma jornada pelos Estados Unidos como a banda de abertura para Ozzy Osbourne.

A “Classic Rock Revisited” conversou com o extrovertido ícone da guitarra sobre ser a atração de abertura para Ozzy, o primeiro disco do Black Sabbath que teve, por que o Velvet Revolver ainda não encontrou um vocalista e como ele se sente em haver uma estátua construída em sua homenagem.

Você deve está maravilhado por excursionar com Ozzy. Você poderá ver meu amigo Tommy Clueftos, com quem você tocou no “American Idol”, já que ele é o baterista de Ozzy nesta turnê.
Antes de ter Brent (Brent Fitz, baterista de Slash) para minha turnê, eu chamei Tommy, mas ele já tinha se juntado a Ozzy. Estou muito animado com relação a esta turnê. Sou um antigo entusiasta de se ter duas grandes atrações num show de Rock. Poderei trabalhar com Ozzy, que é um grande amigo, e alguém que respeito e que sempre foi um herói para mim. Poder fazer um show com ele é ótimo. Acho que será uma boa dupla.

Já que este será um show Slash/Ozzy, tenho que perguntar: quem te influenciou mais quando era um jovem guitarrista, Tony Iommi ou Randy Rhoads?
Definitivamente Tony Iommi. Nunca me interessei por aquele lance de guitarra do Metal dos anos 80. Eddie (Van Halen) surgiu em 1978 e comecei a tocar em 1979. Todo mundo que veio após isso é mais fraco em comparação, e eu apenas nunca fui daquele estilo. Eu amo Ozzy e gosto de muitas canções que ele fez como artistas solo. Não quero ofender nada daquilo, mas como músico e influência, tenho que dizer Tony Iommi.

Você se lembra do primeiro álbum do Black Sabbath que você comprou?
O primeiro álbum do Sabbath que eu adquiri, não acho que tenha comprado, foi uma coletânea. Foi o “We Sold Our Soul For Rock n’ Roll”. A partir deste disco, eu comprei todos os álbuns do Sabbath. Naquela época eu não tinha dinheiro, então eu pegava discos ao vivo ou coletâneas, para que eu pudesse saber exatamente com o que estava lidando. Discos ao vivo são meus preferidos. Acho que álbuns ao vivo são a melhor forma de se mostrar uma canção para uma banda de Rock n’ Roll. Realmente eu fiquei viciado em várias bandas diferentes, por causa de seus discos ao vivo.

Esta turnê dará às pessoas uma ótima chance para conferirem a banda de Slash ao vivo e ver do que você é capaz…
É uma banda matadora. Myles Kennedy é um vocalista incrível. Tocamos muita coisa do meu disco solo, que está indo muito bem. Tenho que dizer que é bem lisonjeiro o quão bem este lance tem ido. Também tocaremos coisas do Guns e do Velvet. É Basicamente uma foto instantânea de toda a minha carreira, tocada no máximo de velocidade e atitude.

Você irá fazer um disco durante esta turnê?
Temos a tecnologia para fazer, mas como esta turnê em particular será de shows de 50 minutos, duvido que gravaremos alguma coisa. Após a turnê com Ozzy, faremos uma excursão como atração principal na América do Sul. Talvez faça algo por lá.

Em uma semana estarei em Wichita, no Kansas, para ver seu show solo.
Este será um show de duas horas. No ano passado nós excursionamos por oito meses e foi do caralho. Eu nunca tinha trabalhado com estes caras numa banda antes, o que é bem legal. Eu não peguei estes caras de Los Angeles, que é como normalmente acontece quando você faz este tipo de turnê. Nós tivemos uma ótima química. Irei gravar esta banda em algum momento. Te digo que esta é realmente o tipo de banda e o tipo de show de Rock que as bandas já não fazem mais. 

Eu gosto do seu álbum solo. Realmente acho que é a melhor coisa que você fez desde o Gun n’ Roses. Estou falando isso como um fã do Velvet Revolver e do Snakepit.
Eu realmente estimo isto. Me diverti muito fazendo este álbum. Foi ótimo trabalhar com todas as pessoas que estão nele, já que eu adoro fazer parcerias com outras pessoas, e tenho feito isso durante toda a minha carreira. Foi ótimo apenas ver do que eu era feito por conta própria, e foi ótimo ser o capitão do meu próprio projeto.

Você escreveu alguma canção tendo esta banda em mente?
Estou trabalhando em alguns materiais com Myles neste momento. Em algum ponto, num futuro não tão distante, irei gravá-los. Para mim é bem excitante trabalhar com ele, já que ele é um cantor e compositor muito talentoso.

E não é maluco. Entre Scott Weiland e Axl Rose você já teve sua cota de vocalistas malucos.
(risos) Não, ele não é maluco. Tenho que admitir que desde as primeiras semanas de ensaio, antes do nosso primeiro show, eu percebi que havia uma vibração semelhante entre os integrantes de toda a banda. Nós realmente nos entendemos muito rápido. De verdade, considero isto uma benção.

Ozzy está em seu álbum solo, na canção “Crucify the Dead”. Você acha que em algum momento ele virá ao palco para cantá-la?
Ensaiamos ela nos últimos dias, então ela está no nosso repertório. Ozzy e eu falamos sobre isso rapidamente, mas teremos que ver o que irá acontecer. Ozzy é um desses caras que quando monta seu show, gosta de fazer o lance dele. Ele também é mais do que capaz de fazer jams já que eu já fiz isto com ele algumas vezes. Obviamente eu espero que isto aconteça, mas não sei se irá ou não.

O seu álbum solo já conseguiu disco de ouro?
Conseguimos ouro e platina em todos os lugares, menos nos Estados Unidos. Ainda não recebemos o de ouro aqui. A cena de Rock não é como um dia foi. Todo mundo está baixando música, especialmente de bandas de Rock. Você meio que lança e vive com isto. Eu sei que todo mundo o tem, mas quem comprou já uma questão diferente.

Seu companheiro do Velvet Revolver, Matt Soum, foi citado dizendo que há muita coisa prestes a aparecer para o Velvet.
Há muita coisa, mas não sei se diria que está para aparecer. Temos várias demos gravadas. Temos muito material, mas o lance do vocalista não está definido ainda. O júri ainda está trabalhando nisto.

Sendo um pouco brusco com você, por que porra está demorando tanto?
Encontrar um vocalista para uma banda como o Velvet Revolver, neste ponto, não é como quando começamos, e mesmo naquela época era uma vaga difícil de preencher. É ainda mais difícil agora. Sabemos exatamente o que queremos nesta banda e não há tantos cantores de Rock n’ Roll incríveis por aí no momento.

Li um artigo ontem sobre uma cidade que construiu uma estátua sua. Seu ego ainda é uma questão com que lidar? Você sente que merece ou fica um pouco constrangido?
É um pouco constrangedor. Não quero desencorajá-los se realmente querem fazer isso. Você escuta este tipo de coisa como boatos, mas você não se prende realmente a isto. Você não pode deixar coisas como esta subir à cabeça. Eles querem construir uma estátua de Lemmy e minha nesta pequena cidade na Inglaterra, chamada Stoke-on-Trent, que foi onde nascemos. Realmente é uma cidade bem pequena. Robbie Willians, Lemmy e eu somos as únicas pessoas famosas que saíram de lá, então é especial para eles. É bem legal, de verdade. Espero poder voltar para lá e fazer um show neste verão.

Falei com Steven Adler recentemente e ele me disse que você roubou sua primeira cartola preta…
Ele disse que ele roubou? Como ele poderia roubar estávamos na mesma banda.

Não, ele disse que você roubou a cartola. Roubou de uma loja.
Oh, eu a roubei. Sim, realmente a roubei. Eu roubei muitas coisas naquela época, porque eu não tinha dinheiro.








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