INGRESSO JUSTO? SHOW PARA TODOS?

7 02 2011


Por: Ricardo Frota
Nota do IMPRENSA ROCKER: este texto sofreu uma leve edição, entretanto seu conteúdo e ponto de vista do autor permanece intacto

Discordo 1000% da campanha “Ingresso Justo, Show Para Todos”, cujo release foi reproduzido aqui no IMPRENSA ROCKER.

Não que eu ache que os ingressos devam ser caros, mas até isto tem seu lado bom – vou expor aqui o que eu penso e irei dizer o que não concordo:

“A desculpa é sempre a mesma: o governo não dá condições para que os preços sejam menores”. O mal do brasileiro é querer a intervenção do Estado para todas as coisas! Está na hora das pessoas aprenderem a se manifestar e a fazer valer as suas vontades com as armas que tem (contanto que seja sempre na lei)! O Estado não tem que interferir nos preços das coisas, isto é coisa de comunista. A lei do mercado é que vale para isto! Se as pessoas acabam comprando, é porque ainda acham válido pagar o preço estipulado. O carinha que não comprou o ingresso do U2 porque achou abusivo é um exemplo de que, PARA ELE, o show não valia isto! Quem achou que valia, pagou e foi. Não é porque eu não quero pagar 200 mil num Mercedes Benz, que ele vai ter que diminuir o preço para me satisfazer!

“Queremos que a cultura seja acessível igualmente a todos independente de seu poder de consumo, classe social, cor ou sexo”. Negócios são negócios. Uma pessoa que traz Paul McCartney não desejou fazer caridade, desejou lucrar o máximo que ele puder com o show, e o preço que foi cobrado foi o preço que ele achou que maximizaria isto – é o preço de mercado! Se ele colocasse um preço e não desse público, ele provavelmente, de uma próxima vez, não irá cobrar o preço “abusivo” de outrora! Ele não irá querer ter prejuízo! Só falta agora quererem criar um teto para preço de shows ou fazerem uma cota para shows: deixar 50% dos ingressos por 10% do valor, para as pessoas que ganham até um salário mínimo!

“Inflação de abril de 2008 até hoje, pelo índice IGP-M (FGV), foi de 14,88%. Já a ‘inflação’ dos ingressos do show do Ozzy, no mesmo período, foi de 60% e 100%. (Fonte:Revista Divirta-se N°38 – Jornal da tarde)”. Caramba, show de Rock não é ajustado por índice de inflação.

Os preços estão tão caros, mas tão caros, que tem gente que foi para os dois shows de Paul McCartney em dias simultâneos!

Não dou apoio para esta campanha! Está na hora da gente começar a lidar com o mercado, e não querer que o governo faça tudo por nós, pois o governo tem seu preço: vejam os impostos que nos corroem todos os meses!?

Se este texto fosse para reclamar dos empresários que não estão respeitando o que hoje é lei – como a meia entrada – ou outras taxas abusivas, como a de conveniência quando o ingresso é pego na bilheteria (que não há conveniência nenhuma), aí sim teria meu apoio!

Ricardo Frota é Administrador, possui MBA em RH e também é músico.

Nota do blog: Então, o que vocês acham? Achei interessante colocar um ponto de vista diferente do da campanha para, desta forma, incentivar um debate de suma importância. O espaço para comentários é de vocês, então comentem, critiquem, elogiem, concordem ou discordem, mas sempre respeitando os princípios básicos da educação. O tema é polêmico sim, entretanto se não conseguimos discutir como gente civilizada, o problema que deveríamos estar debatendo não é ingresso caro, e sim um cérebro barato demais.

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45 respostas

7 02 2011
Roberto A

Concordo com o cara. Você mesmo Gabriel, acha os preços caros, mas foi nos dois shows de Mr. Paul McCartney.

ABRAX

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Roberto! Eu concordo em algumas partes e discordo de outras. Por exemplo, não acho que o mercado deva jogar sozinho – tem de haver uma fiscalização do Estado, sim. O principal objetivo do Estado é garantir o “bem estar social”, o que é imcompatível com o objetivo do mercado (que visa o lucro – e não há nada de errado nisso, mas acho que devam ser fiscalizados, sim). Os Estados Unidos, que são o grande bastião do liberalismo, deixaramo mercado jogar sozinho e acabaram numa crise que ferrou o mundo inteiro, e então o governo injetou bilhões de dólares (só em novembro de 2010 foram 600 bilhões de dólares) para salvar os bancos de investimento que causaram o problema todo. Então, eu acho que é muito fácil para os banqueiros, donos de agências de investimento (e empresários) não quererem a intervenção do estado na economia, mas quando o bicho pega, o mesmo Estado tem que gastar bilhões do contribuinte para salvá-los. No caso do Brasil, ainda há outros agravantes: Sou a favor da política da meritocracia (o cara ganha o que ele merece, de acordo com seus esforços), entretanto não dá para exigir isso de forma intransigente num país que não dá as mesmas oportunidades para todo mundo. Se todo mundo tivesse acesso a saúde, alimentação, moradia, educação, lazer e emprego, aí tudo bem. Mas não é assim. Então eu acho que são necessárias políticas assistencialistas, sim, entretanto têm que ser políticas temporárias. O Bolsa Família, por exemplo, devia ter sido implantado junto com um programa de educação do caralho. Mas mesmo assim, isto só geraria frutos em 25 a 30 anos (quando o moleque que começou a estudar agora, iria se formar, ter um emprego decente e poderia sustentar a familia com dignidade, e assim o ciclo seria auto-sustentável), mas enquanto estes 25 anos não passam, o pai, o tio, a mãe os avós deste moleque iriam morar nas ruas, sem comida, sem nada? Então, para mim, tem que haver políticas assistencialistas sim, mas que sejam temporárias, o que não está acontecendo. Mas de resto, concordo com o texto. Quem achar que o show não vale o ingresso cobrado, não pague. As observações que fiz foram mais na visão política do texto, do que na questão dos ingressos em si. Abração a todos!

7 02 2011
JJúnior.GO

Bacana esta discussão! Mas ninguém virá ao Brasil para tocar de graça ou a cachês ínfimos, apenas para lotar as praças de shows. Os músicos não faturam o que faturavam antes com as vendas de CD´s, o faturamento agora é show, isto sim é que dá retorno. O Jacques disse que pagou 25,00 e 35,00 por dia para assistir vários shows? Beleza! Isto em 1994, qdo o salário mínimo equivalia a R$ 64,00 – fazendo as contas ele pagou 39% e 54% do SM. Um show hoje a R$ 200,00 corresponde a 37% do SM atual, ou seja, estamos pagando até menos, mesmo que seja apenas uma banda. Em 2005 no Canindé, houve um festival com 10-12 bandas, paguei 40,00 o que correspondia a uns 20% do SM, bacana, este sim foi barato. Mas rodei 1000 KM e fiz bate-volta, eu e minha noiva, levei 3 dias para recuperar. Acredito que estado não tem que entrar em negócios assim, existem as prioridades e os serviços essenciais, estes sim devem haver interferência do estado. A questão americana é algo particular, foi uma bolha imobiliária. Não há intervencão em shows, pois isto não é papel do estado. É isto aí galera, valeu!!!

8 02 2011
M. Licinius

Sem reparos. Tuas colocações são coerentes e absolutamente razoáveis. Ao estado, só cabe sair de fininho, reduzindo tributos e burocracia. A “bondade estatal” arranca teus olhos para, depois, fornecer colírio superfaturado “grátis”.

15 02 2011
Ricardo Frota

Que bom que pensa como eu… pensei que eu estava sozinho nesta! rs
Abraço!

15 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, velhão! Muita gente aqui concordou com seu texto, e a discussão até tomou um caminho que ninguém esperava: rolou guerra cambial, crise econômica e tal. Abração, meu velho!

7 02 2011
Jacques A. de Melo

Acho interessante esta defesa que este Sr. faz dos preços dos ingressos mas discordo plenamente dele. Em 1994 eu assisti ao “Monster of Rock” com Alice Cooper, Ozzy, Megadeth e outros (2 dias) e paguei R$ 25,00 por dia (Foi no antigo Metropolitan, hoje CityBank Hall. No ano seguinte retornei ao mesmo Metropolitan e assisti a Bruce Dickson, Jason Bohan Band, Dio e Scorpions (todos juntos) e paguei R$ 35,00. Agora, hoje qualquer show, por mais muquirana que seja, no pior lugar você não paga menos de R$ 200,00. Aí eu pergunto: Quem tem condições de pagar um absurdo desses?? Os ricos, que o Sr. Ricardo aparentemente defende, com certeza. Ou ele acha que Show de Rock não e´para pobre. Que pobre tem que se contentar com pagode e funk??? Existe lei de mercado sim, concordo, só que todas essas casas de Show se beneficiam de uma série de incentivos dados pelo Governo pois alegam estar “Incentivando a Cultura” mas na hora de cobrar “É a Lei de Mercado” ou seja, para cobrar é pela Iniciativa Privada mas para pagar é com as benesses que as leis oferecem. Infelizmente não existe um Órgão regulador do Governo, repito, do Governo sim pois cultura é de responsabilidade do Governo. Hoje a ionformação chega em todos os cantos do país. Mesmo aquele pobrezinho mas que possui uma televisão ele toma conhecimento do U2 e passa a gostar do grupo. Pergunto: Por que ele também não teria direito a assistir a sua banda favorita a um preço mais acessível, ou vai ser condenado a , no máximo, assistir somente Clips que vez ou outra passa na TV aberta?? S´para incerrar: Quanta vantagem você acha que o Roberto Medina está levando do Governo para montar o circo do “Rock ‘n Rio”?? Você acredita que é do bolso dele?? mas na hora de cobrar o ingresso “É a lei de mercado”. Hora FAÇA-ME UM FAVOR….

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Jacques! Você tocou num ponto importante: os incentivos públicos. O Estado, mesmo não desembolsando nada, está abrindo mão de uma rana que iria receber através de impostos, portanto é dinheiro do contribuinte. Por isso eu acho que o Estado deve fiscalizar o mercado. Devia haver algum orgão (se é que não existe), para fiscalizar isso. Se o evento é 100% de capital privado, que cobrem o preço que quiserem, mas se há incentivos e patrocínio públicos, tem que haver um controle de preços. Abração, cara!

7 02 2011
Leandro Custódio

Interessante o ponto de vista do rapaz. Concordei em algumas partes e nem tanto em outras. EU acho que (não me venham chamar de elitista, ganho meu dinheiro no suor tbm…) os ingressos não podem ser uma pechincha, se não qualquer um tem acesso ao evento (dou como exemplo o futebol, que na europa é uma fortuna e não há violencia. Enquanto isso no brasil não preciso nem comentar).

Agora, o que realmente anda me preocupando (e muito) e o sumiço repentino dos ingressos a venda em bilheterias. Em todos os bons shows os ingressos acabam em questão de minutos. Isso sim merece ser investigado, e a fundo por nossas autoridades!

abraço meu velho!

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Corvão! Mais uma questão que merece ser debatida também: o sumiço instantâneo dos ingressos para, 2 minutos depois, estarem nas mãos de cambistas virtuais ou não. Abração, meu velho!

7 02 2011
Ricardo Frota

Rs… Às vezes sou um pouco rude… É que eu n aguento ver as pessoas reclamarem de tudo e querer que o Estado, o Governo, solucione todos os seus problemas como se a sociedade fosse composta por aleijados, incapazes e incompetentes (não estou igualando os aleijados às pessoas incompetentes!)…
Acho engraçado uma pessoa se revoltar porque um disco original, que é um bem durável, (que gera empregos, impostos, distribuição de renda e produtos de qualidade) custa 25 reais, ai compra um CD Pirata que custa 10 (n gera empregos formais, nem impostos…), mas gasta R$40,00, R$60,00 ou até R$120,00 para ver um show de Ivete Sangalo! O Brasileiro é complicado demais! Mentalidade esquisita…
Acho que a gente deve buscar viver na lei, respeitar a ordem, ter valores… FICO REVOLTADO COM AS DROGAS DOS IMPOSTOS… Pagamos impostos pra tuuuuudo… Boa parte desta grana não volta para os brasileiros… ao invés de ir para educação e saúde… são gastos com a manutenção do ESTADO, dos políticos, da estrutura paquidérmica e ineficiente, que se demonstra ainda mais ineficiente quando o Estado se diz SOCIALISTA! Quanto mais a gente exige que o Estado faça tudo por nós, mas eles usarão este pretexto para poder nos extorquir com mais e mais impostos!
Vamos comprar CDs originais, vamos pagar a droga do Imposto de Renda e exigir que estes bandos de incompetentes GASTEM BEM O NOSSO DINHEIRO! Vamos exigir que a nossa ilustríssima Dilma diminua o número de ministérios… vamos exigir que os deputados e senadores tenham menos regalias! Vamos exigir que esta pilantragem não tenha 14º e 15º salários! É IMORAL! Nenhum brasileiro tem isto!
Ao invés de querer que o governo faça tudo por nós! Vamos fazer algo por nós mesmos e exigir que nos devolvam o que nós gastamos com eles!
Sinceridade? O SHOW DE ALGUÉM QUE FOI UM BEATLE foi até de graça se comparando o que o brasileiro gasta com IVETE SANGALO, PSIRICO e outras coisas deste naipe!

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, velhão! Um ponto é inquestionável: o governo é muito mal gastador. A maior parte do que é arrecadado é gasto com a própria máquina, o que é, como você disse, imoral. Entretanto este não é um problema do PT ou de seja lá qual será a próxima legenda a governar o país. Foi assim nos 8 anos de FHC, nos quatro anteriores com Collor e Itamar, e é assim desde que Cabral viu a merda boiando no litoral brasileiro. O Brasil começou mal. Então, além de uma mudança política, é necessária uma mudança de pensamento (que é muito mais difícil). Não vamos nos esquecer também que o Brasil é um páis “jovem”. Guardadas as devidas propoções (já que hoje, com a globalização, as mudanças ocorrem muito rápido), vejam como era a Alemanha, Escandinavia e etc quando tinham apenas 500 anos de civilização. Abração, meu velho!

7 02 2011
wesley

Respeito o ponto de vista do Ricardo Frota, mas naõ concordo. Shows internacionais de grande porte realmente exigem um investimento e uma estrutura realmente caros, mas os preços que vem sendo praticados são realmente acima da realidade, mas as pessoas pagam porque ir ao show de um Paul McCartney. um Iron Maiden, são na verdade sonhos de uma vida toda, entao não é que o fã ache que vale a pena pagar pelo ingresso caro, na verdade algumas pessoa realizam verdadeiras loucuras para realixar esses sonhos, tenho amigos que estao devendo mais de mil reais no cartao de credito com esses shows todos que estao acontecendo, eu mesmo dividi o ingresso do show do Maiden no rio de 6x, não me arrependo de forma alguma mas prços mais justos não é nenhuma reclamação sem sentido

7 02 2011
Roberto A

A coisa chega até na questão de prioridade pessoal, sim, isso mesmo. se o sujeito tiver num bom momento que pague de 200 a 300 conto por um ingresso na pista premium de um evento, como fiz no Guns em Brasília, porque convenhamos, se for pra ficar na arquibancada, ou mesmo espremido como numa lata de sardinhas, melhor comprar um dvd do artista e um bom vinho, muito mais jogo….

7 02 2011
cleibsom carlos

respeito todas as opinioes, mas acho que antes de opinarmos sobre algo devemos nos informar. o pais que mais regula o mercado no mundo e os eua, essa coisa de mercado livre eles pregam para os outros, tanto que a china, que ignora tudo que eles falam, caminha a passos largos para ser a maior economia do planeta e e um pais que controla o mercado com mao de ferro. pessoal, este assunto dos precos dos ingressos e bem mais complexo do que parece, envolve carteis, mafia, lavagem de dinheiro e outras coisas, o nosso amigo ricardo esta sendo simplorio…

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Cleibsom! Vou discordar de você num pequeno ponto: os EUA exercem grande pressão na economia mundial, mas estamos falando aqui da economia local, e lá realmente o mercado interno joga sozinho (tanto é que, sem ninguem para fiscalizar, foram os grande scausadores da crise de 2008). Quanto a China, a economia de lá realmente tem ido muito bem, entretanto o desenvolvimento de um país não se mede só pela economia. Por outro lado, os direitos individuais e humanos por lá são perto de zero, então tudo isso tem que ser colocado na balança para medir ou para se tentar fazer qualquer prognóstico quanto ao futuro de um país. Abração, meu velho!

7 02 2011
Leandro Custódio

Cara, a China vai bem economicamente pois exporta muita coisa e, com mão de obra quase escrava, lucra muito mais que qualquer país que respeite alguma lei trabalhista.
Duvido que alguem queira trabalhar ganhando 5 centavos por hora pro país crescer economicamente e ser uma potencia mundial.

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Pois é, Corvão… Aí vai uma série de coisas: a mão de obra na China é baratíssima, sem contar que nessa atual guerra cambial, eles estão desvalorizando a moeda deles (assim como os EUA), para ter um preço mais competitivo no emrcado. Aliás, isto está ferrando as exportações dos países emergentes que não estão desvalorizando a própria moeda. Abração, cara!

7 02 2011
Roberto A

Gabriel, nisso já depende né…eles gastam bem sim, mas com eles mesmos,,kkk
Nosso país é uma piada total hermano, e isso levará décadas pra minimizar, pois mudar….muito difícil…rs. tudo tão patético quanto a capa da Veja pro Luciano Huck.

“O Brasil é o País do Futuro”, como previa o Renato Russo.
ABRAXXXXX

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Sugiro uma escutadinha na canção “Câimbra no Pé”, de Raulzinto e Marceleza: “Saiba esperto burro/ Você vai morrer aqui/E isto é um perigo, eu sei/Mas este é um país perigoso/Se você vacilar, neguinho chupa sague do pescoço…”. Abraço, Robertão!

7 02 2011
7 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Robertão! Cara, eu sou um dos poucos que acham Renato Russo um saco, rs. Nunca consegui curtir o Legião e nem ele. Sinceramente – e aqui é a minha opinião – se ele estivese vivo, não seria tão idolatrado. Há dezenas de caras com texto melhor que o dele: Raulzito, Marceleza, Cazuza, Lobão… Nunca tive paciência para Renato Russo… Abração, meu velho!

7 02 2011
Roberto A

Eu não discordo de você Bro. muito pelo contrário. acho um saco esse culto.
tamo junto.

ABRAXXXX

7 02 2011
Gabriel Gonçalves

rs… Pois é, tb acho um saco! Abração, meu velho!

8 02 2011
Leandro Custódio

Caraio, tamo tudo junto então. Renato Russo pra mim seria um ótimo poeta, não músico. Um cara q eu gosto muito e que não é muito lembrado é o Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii, Pouca Vogal). Em uma entrevista (não lembro quando) ele foi perguntado por que ele achava de todo mundo falar de Cazuza e Renato Russo e dele não. A resposta foi: Provavelmente por que não tenho AIDS e nao uso drogas. Pesado mas é verdade!

8 02 2011
Gabriel Gonçalves

rsrsrs.. Fala Corvão! Se o Gessinger falou isso, ganhou muitos pontos comigo, rsrsrsr. Eu gosto de algumas coisas do Engenheiros (tem um álbum de meados dos anos 90, chamado “Simples de Coração”, que é excelente. Abração, meu velho!

8 02 2011
TERESA

Nossa! que aula de política, parabéns a todos. Olá Gabriel, como vai ? Acho os ingressos caros, sim, acho que deveria melhorar, mas paga quem, como algumas pessoas citaram anteriormente, tem um sonho.Vou discordar de vc a respeito do Renato Russo. Para mim, o cara é (ou foi) inteligentíssimo, mas não acho que deva ser tão idolatrado. Pra mim, ele é demais. Falando na renda mínima e afins, onde trabalho (BB) a gente paga estes benefícios, e sinceramente, a grande maioria e maracutaia, não todos, mas a grande maioria vai receber e pede para depositar na na poupança, ou pede para carimbar o estacionamento,ou até pede atestado para mostrar no trabalho, fora as madames que vão muito bem arrumadas, é uma ironia, mesmo, tem que rir, para não chorar.. abraços….

8 02 2011
Gabriel Gonçalves

Oi Teresa! Já estou acostumado de discordarem de mim quanto ao Renato Russo, rsrsrs. Realmente rola muita maracutaia nestes lances mas, pelo menos pra mim, o que se deve fazer é coibir este tipo de coisa, e não querer acabar com os benefícios. É aquilo que a gente tava falando da mudanã de mentalidade: aqui todo mundo quer levar a mlehor em cima do outro – seja em coisas pequenas, como furar fila, se fingir de grávida pra pegar a fila especial (e eu conheço gente que faz isso), até falsficar documentação para receber Bolsa Família e etc. E esta mudança de mentalidade é muito mais difícil e demorada do que qualquer mudança política. Bjão!

8 02 2011
cleibsom carlos

gabriel, na boa, onde voce leu que nos eua o mercado joga sozinho? isso e o que eles vendem para os outros…la as coisas funcionam assim: quando a economia vai bem, o lucro fica para o mercado; quando a economia vai mal, o prejuizo fica para o estado e os contribuintes que se danem pagando mais impostos. quando falei sobre a china, nao estava concordando com a politica deles, estava apenas relatando uma realidade. quanto aos valores abusivos dos ingressos, que e a discussao que realmente importa aqui, ate os artistas ja perceberam que alguem esta lucrando de forma exagerada na custa deles! e preciso acabar com a mafia dos promotores de shows, e nao devemos se iludir, a midia musical nao esta do nosso lado nesta luta, tanto a independente quanto a mainstream, basta ver o silencio constrangedor de roadie crew, rolling stone e billboard sobre o assunto…

8 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Cleibsom! Meu velho, é lógico que há “normas”, como a Lei do Reinvestimento Comunitário, que obriga os bancos norte-americanos a reaplicarem parte do dinheiro captado na própria comunidade, entretanto as normas são mais para o destino do dinheiro – o que se faz para captar este dinheirojá é diferente, eles jogam solto, sim. Já na questão externa, estou com você. Aliás, sugiro, para quem se interssa, ler sobre um economista norte-americano chamado Michael Hudson, que está sendo conhecido como o Michael Moore da economia, rs. Quanto à Chine, eu entendi o que fiz quis dizer, meu velho, só quis fazer algumas observações. Quanto aos ingressos, eu tenho uma posição um pouco diferente: se o cara sou de verba ou incentivo público para bancar o show, tem que haver um controle do preço, sim; se ele bancou tudo ou utilizou de patrocínios (sem contrapartidas do governo, como isenção de impostos e etc), aí ele cobra o preço que quiser, e vai quem quer. Abração, meu velho!

8 02 2011
Rodrigo

Vai aprender o que é comunismo antes de falar que a intervenção do Estado é comunismo.
E acho que a intervenção do estado nessas situações de preços abusivos é necessária.

8 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Rodrigo! Neste caso, acho que você deu muita ênfase numa questão de semântica. O Comunismo ao pé da letra não tem a intervenção do Estado, porque o Comunismo de Karl Marx prega a ausência do Estado, entretanto isto nunca foi posto em prática. As tentativas (como na União Soviética, Cuba, China, etc) não chegaram neste estágio, tornando-se pátrias socialistas (fase de transição entre o capitalismo e comunismo), então a confusão foi feita: comunismo virou sinônimo de socialismo, o que não é, mas é assim utilizado. Quanto à questão dos ingressos, mantenho minha opinião: se o cara organizou tudo com a grana dele, que cobre o preço que quiser; se houve verba ou incentivos público, tem que haver um controle. Abração, cara!

10 02 2011
Rodrigo

Já que ficou clara a sua compreenção sobre o que é comunismo, acho válida sua resposta.

Mas quanto ao ingresso, acho que não é o simples ponto de que a organização coloca o preço que quiser, como em um produto qualquer, creio que o custo deveria cobrir todos os gastos com o evento, mas uma margem de lucro justa para o organizador e não absurda como nos casos que cansamos de ver.

Tem bandas como o ZZTop que querem ver o público que gosta do som deles não simplesmente quem pode pagar o ingresso. E estão protestando os preços altos que enchem o bolso dos organizadores e os próprios músicos em si não ganham tanto quanto os organizadores, e para mim o mérito nos shows são os músicos.

11 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala Rodrigo! Realmente este problema existe – o artista acaba fazendo um show no qual boa parte do seu público não vai (sem contar as áreas VIP reserbadas para as celebridades). Este problema dos ingressos é uma questão que envolve empresários, artistas, público, governo, e sabemos que no Brasil o elo fraco somos nós (o público), que somos ferrados e não fazemos nada para mudar. Por exemplo, e eu me incluo aqui: alguém teria coragem de perder o show da banda banda preferida como um protesto contra os preços? Esta é uma boa forma de pressionar os produtores, mas não acho que vá acontecer um dia… Abração, cara!

8 02 2011
Roberto A

O papo já passou de chato aqui,
é tipo assim brothers…se tiver com a grana vai na porra do show, se não tiver não vá. e boa.

8 02 2011
Daniel

Já que se falou muito em IMPOSTOS, sugiro uma passada neste site:

http://www.dietadoimpostao.com.br

Abraços!

8 02 2011
TERESA

Continuo aprendendo política com vocês, a democracia é isso, cada um pensa de um jeito mesmo, mas o bom é curtir os shows e ouvir muito rock’n’roll ! beijos para todos…

8 02 2011
Gabriel Gonçalves

Falou tudo, Teresa! Como disse Voltaire (quem não conhece, corra atrás): “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. Bjão!!!

9 02 2011
Jacques A. de Melo

Pô Gabriel, que espaço do cacete este aqui. Hoje passei só para dar uma olhada nas intervenções e fiquei muito satisfeito. Como a Democracia levada ao “Pé da letra” é boa. De repente um assunto aparentemente local foi parar nos EUA e na China e como a galera está inteirada nas coisas. Parabéns a todos.
Agora torno a colocar: Educação, Saúde, Cultura, etc… são deveres do Estado. Vocês acham que o Ministério da Cultura trata de que?? Assista a um filme nacional e vocês verão que , além dos patrocínios privados estão também vários órgãos do Governo envolvidos (por exemplo : Lei de incentivo a cultura) etc,etc,.
Alguém falou da recuperação do salário mínimo, comparando com os preços de Shows, Ótimo (é mais importante do que qualquer Show de Rock). Contudo, como diriam os Titãs: “… a gente não quer só comida,… a gente quer comida diversão e arte…” e a diversão e arte estão incluídas nos Shows de Rock ou outras manifestações culturais qualquer.
Sei que o assunto é muito complexo e envolve uma série de fatores, como por exemplo: Por que um artista, para tocar sua música no rádio (pode ser maravilhosa ou não) tem que pagar “Jabaculê” para o DJ??? e os preços variam que muitos nem imaginam.
Por que a casa de Show “Canecão” aqui no Rio cobra o que quer pelas suas atrações (qualquer) e, no entanto paga uma quantia irrisória pelo aluguel daquele espaço à UFRJ, que briga na Justiça a muito tempo querendo reaver o local. Inclusive ja teve até prefeito querendo “tombar” a casa como “Patrimônio Cultural da Cidade”. Só que os “donos” continuam cobrando o que querem e enriquecendo.
Quando falei também do “Rock ‘n Rio”, a Prefeitura vai gastar uma grana preta com infra-estrutura, cessão de terreno e os “cambal” para que o Sr. Roberto Medina encha o bolso (assim é mole, me dê estas condições para ver se eu não faço um tremendo Show). Podem cobrar o que for, tudo bem mas coloquem o seu “traseiro” na reta, banquem tudo e cobrem por isso.
Agora todos, repito, TODOS se beneficiam, dentro da Lei claro, das benesses do Governo e na hora de cobrar é pela “Lei do Mercado”.
Até pouco tempo atrás reclamavam que os ingressos subiram por causa da obrigatoriedade da “meia entrada” para estudantes. Pergunto: Será que com essa meia entrada o empresário não passou a ganhar mais pela quantidade maior de pessoas que passaram a prestigiar os Shows?? Claro.
Só para provocar: O Brasil é o país dos subsídios. Então eu também quero Subsídio aos Shows (de preferência os de Rock).

Abraços,

9 02 2011
Gabriel Gonçalves

Fala, Jacques! Primeiro gostaria de agradecer seus elogios; pode ter certeza que os elogios são os melhores motivadores para nós. Quanto aos seus comentários, é bem por aí mesmo. Outra coisa, os incentivos, culturais, Lei Rouanet e afins acabam sempre na mão dos mesmos. Lembro que há alguns anos (eu ainda estava na faculdade), rolou uma polêmica com Carlinhos Brown, porque ele recebeu autorização do governo para captar alguns milhares de reais para gravar e lançar seu álbum, na época. Porra, esta grana deveria ir para os artistas que precisam colocar seu trabalho na rua e não conseguem, não para os consagrados. Outro ponto bem interessante que você tocou: o jabá. Rádio e TV são concessões públicas, portanto isso nada mais é do que um caixa dois bem do descarado. Enfim, como você disse, é um lance muito complexo, que envolve todas as camadas ligada à cultura e política. Abração, cara!

9 02 2011
wesley

Po quem mandou a gente gosta de rock n’ roll, se fossemos funkeiros pagariamos 10 real, rsrsrsrs

9 02 2011
Gabriel Gonçalves

rsrsrs… É verdade, Wesley. Poderíamos estar economizando bastante, mas não… Quem mandou gostarmos de Rock, né? rsrsrsrsr. Abração, meu velho!

9 02 2011
Leandro Custódio

Se o Governo pedisse, eu doaria muito dinheiro pro Carlinhos Brown. Mas pra ele calar a boca, rs.

9 02 2011
Gabriel Gonçalves

Somos dois, Corvão! Alías, fica aqui a campanha: “Brown, fique mudo”, rsrsrs.

7 03 2011
Ricardo Frota

É por querer governo pra tudo que hoje nós pagamos os preços mais caros por tudo que consumimos: gasolina (apesar da pseudo-autonomia), carros, iPads…
Para quem disse que eu n sei a diferença do socialismo para o comunismo: um é a “evolução” do outro… para se chegar ao comunismo teria q passar pelo socialismo! A única forma em que o comunismo se apresenta naturalmente é nas tribos indígenas… e é lá mesmo que a gente vê a falta de tecnologia moderna!
A diferença de um pro outro é que no socialismo o governo é autoritário e forte, controla tudo! E no comunismo… NÃO HÁ GOVERNO! É um tipo de anarquismo! Mas, para se chegar ao comunismo, segundo teóricos, deve se passar pelo socialismo e é neste ponto que perdemos a democracia, empobrecemos e muitas vidas se perdem!
Pensei em questionar um por um aqui… mas, por preguiça, me sinto satisfeito com esta minha resposta! E jogo um questionamento:
- se querem que o governo intervenha no preço dos ingressos, fique feliz com o preço que pagamos em todos os produtos! Fique feliz em saber que pagamos 80 mil num Corolla (carro para rico no Brasil) e o mesmo é comprado por uns 30 mil nos EUA (carro de pobre pra eles)! Fique contente em saber que a média de salário americano é 3 mil DÓLARES! Isto significa que o efeito do preço no salário de um americano doi ainda menos do que num brasileiro!
Adoraria ver os Brasileiros irem pra rua para EXIGIR menos impostos nos produtos! Tenho um e-mail muito bom que recebi de um brasileiro que mora nos EUA falando da diferença de se conseguir um carro lá e dos preços praticados… quem quiser este e-mail… me peça!
Abraço

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